segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A poderosa influência da mente no comportamento financeiro do indivíduo


Louis Frankenberg,CFP®  20.02.2012
O período de Carnaval provavelmente não é a melhor  época para abordar um tema  cada vez mais dominante  e fazer uma breve análise   a respeito do assunto. Como bem sabemos, nossas finanças    são determinadas por complexos   fatores de ordem   comportamental.   
Para introduzir o assunto  resolvi reproduzir uma matéria de minha autoria recém publicada neste mês de Fevereiro pela ANEFAC, (www.anefac.com.br) a Associação de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, da qual  também sou um dos diretores.  O título é;
Este cérebro complexo é o supremo comandante de nossas ações”.
Eis o texto exatamente como foi publicado; 
“Creio que foi no ano de 2005 que tive a honra de escutar pela 1ª vez e pessoalmente o psicólogo, Dr.Daniel Kahneman, da Princeton University, Prêmio Nobel de Economia de 2.002. Eu já o seguia de perto há tempos e com enorme fascínio pelo conteúdo de suas teorias a respeito de como funcionava nosso cérebro, que coincidia 100%  com minha filosofia de planejador financeiro pessoal.
Desde o início da minha atividade como planejador financeiro nos anos 70  eu acreditava piamente que não era suficiente indicar aos meus clientes  investimentos diversificados de renda fixa ou variável.
A maioria  dos investidores naquela época só pensava em obter a maior renda possível, como poderiam fugir da perda do poder aquisitivo da moeda e do pagamento de impostos...
Eu imaginava que o fator primordial era conhecer o melhor possível meus clientes e, sempre que possível os convidava para uma conversa informal, de preferência o casal, para entender quais eram suas prioridades de vida.   
Mas não fui eu, porém Kahneman que conquistou o mundo financeiro para os incríveis conceitos do “Behaviour Finance” ou seja “Comportamento Financeiro”. 
Atualmente, não passa uma semana em que não leio no “The Economist” e outras revistas especializadas, matérias a respeito da enorme evolução que está havendo no cada vez maior conhecimento que está se obtendo sobre o funcionamento de nosso cérebro.  
Após inúmeros anos  praticando o planejamento financeiro, recentemente  resolvi enfrentar um curso de pós graduação em “Psicologia Econômica” na PUC, com a Professora Vera Rita de Mello Ferreira e toda a minha experiência prática  foi  sendo   reconfirmada pelas descobertas feitas naquela área do conhecimento...
Sabe-se hoje que o “ Sistema  Límbico” do cérebro  é o local onde nossos  instintos primitivos dominam; são nossos medos, ansiedades, impulsos, irracionalidades,   memória de acontecimentos negativos etc.
Nesta longa e constante evolução do ser humano pelos séculos afora, aos poucos desenvolvemos o “Neo Cortex”,ou seja a parte frontal do cérebro onde estão localizadas nossa lógica, múltiplas formas de comunicação que desenvolvemos; elas são a parte racional, a parte da inteligência que somente  nós seres humanos possuímos (e as vezes tão erradamente utilizamos).
Sabe-se hoje em dia que o “Sistema Límbico” é a parte primitiva do cérebro na qual  os instintos  são dez  vezes mais poderosos que o  “Neo Córtex”!
Esta é a principal razão pela qual  é   tão difícil tomarmos decisões racionais em relação ao dinheiro e tantos outros  aspectos de nossas vidas quotidianas.
Aparentemente não existem conexões entre o Sistema Límbico e o Neo Córtex e decorrente deste fato  torna-se extremamente difícil pensarmos no longo prazo, em escolhermos investimentos menos imediatistas ou pensarmos seriamente em nossa aposentadoria quando ainda  distante.  Geralmente optamos por pensar no imediatismo das coisas prazerosas. Alguém discorda?”

Até aí a matéria em questão  tal como foi publicada na revista da ANEFAC.
Bem, vocês podem com toda razão  concluir que não é sem razão que nós seres humanos somos escravos, vinculados e dependentes de   nossos  próprios vícios. Que atire a primeira pedra quem afirma que não os têm!
Fascinado há anos pelo assunto da falta de domínio e controle sobre nossas próprias vontades, procuro ler e entender matérias científicas que, cada vez em maior número,  comprovam  que nosso cérebro comanda e policia tudo e que quase sempre somos  irremediavelmente subjugados por desejos, vícios e vontades que superam  as advertências de outro comando deste mesmo cérebro bem mais fraco  e volúvel.    
Na maioria de nós uma  tímida   voz em segundo plano nos diz  por exemplo de que não devemos fazer tal investimento por ser  demasiado arriscado ou então que,  Joãozinho, pela informação de conhecidos nossos,  não é pessoa de bem e de que não devemos nos associar a ele naquele novo empreendimento que ele nos propôs...
Entretanto,  nosso “Sistema Límbico” não  somente nos envolve  em questões  financeiras ou  de nosso  caráter. O domínio  mental sobre a gente  vai muito além e na prática somos na maioria das vezes vencido por ele.
Ele se insinua e ainda nos envolve inapelavelmente  com aquela vizinha  gostosa  que,  com seus olhares  enfeitiçadores nos deixa louco, mas que tem um marido com o qual seria mais conveniente não se meter. (Mesmo assim, muitos homens não resistem...)
Esta primitiva e dominante força presente desde o começo da humanidade na maioria das vezes acaba vencendo  nossas próprias dúvidas e restrições. Também  sucumbimos ante a temerária letra severa da lei seca quando, no bar da esquina, na companhia de   amigos  uma voz interior  nos adverte de que  já bebemos o suficiente cerveja ou vinho, pois ainda teremos pela frente  o ato de dirigir nosso carro para chegarmos  sãos e salvos em casa.

Voltando ao tema das finanças pessoais, na condição de planejador financeiro de carteirinha e com  muito aconselhamento   nas costas, continuo abismado com a quantidade de pessoas  que têm coragem de pagar as taxas de juros geralmente   elevadas e até  mesmo absurdas  que nos são debitadas pelo uso do cartão de crédito além do período de graça ou então pelo cheque especial para o qual em última instância resolvemos apelar.
São todos, sem exceção,  grandes e imperceptíveis ladrões de nosso suado dinheirinho.
Em época não longe de nossa malfadada economia passada, a da grande inflação, ainda seria admitido pagar  8% a 12% de juros mensais pela  aquisição de algum bem de consumo, mas não mais hoje em dia, quando você obtém em sua caderneta de poupança  apenas 0,5% mensais de rendimento ou quem sabe até um pouco mais em outra aplicação (mesmo sabendo que a inflação atual lhe retira sorrateiramente   percentual igual).
A imensa vontade de possuir imediatamente um par de sapatos, um relógio, uma blusa, um celular ultimo modelo e até aquele modelo novo de automóvel,  é  condição suficiente para homens e mulheres sem distinção,  bloquearem seus raciocínios lógicos e caírem na tentação de obtê-los de qualquer maneira.   Tudo resultante  deste maldito e primitivo “Sistema Límbico”, dez vezes mais poderoso que o “Neo Córtex do qual já falamos mais acima.   
Invariavelmente  todos  os  levantamentos e estudos sobre poupança e reservas das diversas classes sócio econômicas afirmam que a maior parte  de nossa população não tem um miserável Real guardado em alguma conta bancária de  reserva ou fundo de pensão complementar. As mesmas pesquisas comprovam que o endividamento destes cidadãos podem  vir a alcançar entre 25% a 35% de suas  receitas mensais.
Se você meu caro amigo ou amiga faz parte deste contingente, envergonhe-se  e mude imediatamente alguns dos seus conceitos para seu próprio bem!
Você sabe por experiência própria ou decorrente de histórias que já ouviu, que é muito melhor para sua saúde financeira e mental ter sempre a mão uma reserva  para os tais  momentos  de desespero no qual o mundo ao seu  redor  subitamente desabou  e está sendo embaraçoso  pedir ajuda a familiares   ou amigos...
É apenas  neste exato momento  que você pensa que teria sido melhor ter uma boa reserva  disponível no banco do que ao invés, ter entrado em um financiamento  para a aquisição da mais recente  versão do  seu  carro favorito...
Eu, ao contrário, faço esforço para continuar sendo a pessoa dos meus primeiros anos de luta para ser alguém na vida,  quando revolvia cada tostão duas ou mais vezes na mão antes  de me decidir como gastá-lo. Mão de vaca?  Pão duro?  Nada disto, eu era apenas  muitíssimo consciente  em saber quais eram as minhas prioridades de vida e como seria  difícil conquistar um lugar ao sol sem fazer alguns sacrifícios.
Naquela  época, hoje longínquo, adotei um princípio  que tentei inclusive  transmitir aos meus filhos e a muitos dos meus clientes. Alguns  destes últimos  o adotaram e, provavelmente se deram bem, outros preferiram  continuar  sendo   a cigarra da fábula de Aesopo ao não  adotar a fórmula da formiga.
Qual era este meu princípio?   Querem mesmo saber? Então aí vai.
“Caso eu gastasse meu suado dinheirinho em uma porção de coisas pequeninhas, jamais teria condições de alcançar meus principais  objetivos ( e sonhos) de vida.”  E eu sabia muito bem o que queria para mim mesmo!
A ciência neurológica, cada vez mais com maior certeza e objetividade está conseguindo comprovar que   certas substâncias químicas atuantes em nosso cérebro  são os  grandes responsáveis por nossos vícios.  Não é tarefa fácil, contornar ou submeter  estas forças  naturais  que algum ser superior projetou para nós.
Devemos portanto tentar dominar o fato de  querer adquirir bens ou cometer outra qualquer insensatez  que comprovadamente será dez vezes mais poderoso que aquela voz tímida e pouco eficaz que fracamente nós sussurra  que aquele ato  vai  futuramente  nos  custar caro.   
Uma super dose da substância chamada adrenalina  é o responsável por tanta gente ir além do razoável para alcançar algum objetivo, arriscando-se muito. A adrenalina é doce, encantadora mesmo e por isso mesmo 1.000 vezes mais perigosa do que conscientemente admitimos!  
Não é sem razão que  as melhores  e mais inteligentes instituições financeiras tentam descobrir  quais os produtos  e serviços que devem oferecer a cada um dos seus clientes.
O chamado perfil  de risco divide cada um de nós em  cautelosos, conservadores,  prudentes, liberais, inovadores, aventureiros, especuladores,  audaciosos, ambiciosos, empreendedores etc.  Tente você mesmo descobrir em qual das classificações que melhor se enquadra e de hoje em diante tente também dominar aquela vozinha melosa  que lhe impulsiona a cometer erros dos quais possa se arrepender amargamente amanhã!
Agradecido por ser meu leitor  fiel, me despeço por hoje desejando-lhe um bom carnaval ( mas sem excessos!)
Louis Frankenberg,CFP®  20-02-2012
  
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Confessando a existência de uma das minhas excentricidades e a respeito de um certo fundo imobiliário


Louis Frankenberg,CFP®    08-02-2012

Da Europa eu trouxe quase um quilo de jornais com notícias financeiras recortadas que andei coletando pelo tempo em que lá estive.
Minha mulher costumeiramente tenta me impedir de carregar os mesmos comigo devido o peso e espaço  que ocupam nas malas.  Felizmente, por enquanto continuo  levando a melhor  na discussão que geralmente passa  a ocorrer e ela os acaba acomodando no fundo das malas e bolsas. 
Ela costuma ser a triunfante comandante pois é a que faz e desfaz estas mesmas malas, mas prefiro pensar que sou  eu o mais esperto para não entrar em alguma virtual auto depressão, pois  vingativamente fico imaginando que  em virtude destes  meus recortes  ela precisa limitar   suas  aquisições no exterior.  Naturalmente também fico antecipadamente pensando a respeito das futuras faturas do cartão de crédito que me aguardarão na volta da viagem.
Essas coisas acontecem justamente a mim que vivo ensinando aos consumistas inveterados de que devem se limitar ao essencial no uso do cartão de crédito... Infelizmente também para este  mortal planejador financeiro cola perfeitamente o adágio, “Casa de ferreiro, espeto de pau”.
Na certa  ela acha que  sou um maníaco financeiro que não encontra qualquer graça no fato de gastar dinheiro a rodo em roupas e cosméticos, pois a noite  no hotel ou então espremido  em alguma  poltrona de avião, sem tesoura  comigo, (arma proibida a ser carregada nos dias de hoje) rasgo  a mão e da melhor maneira possível, os jornais com os assuntos que me interessam guardar, para  posteriormente  decifrá-los com mais calma. 
De volta da viagem sempre  me encontro com calhamaços  de artigos, crônicas e  pesquisas que devo classificar e guardar.
Invariavelmente passo a ter dúvidas  colossais; quais dos assuntos continuam sendo atuais e que devo abordar em alguma das minhas crônicas. Será que tal assunto será de interesse dos meus  leitores?
Será que meus leitores brasileiros irão apreciar quando escrevo algo a respeito de finanças  da Europa ou dos Estados Unidos ? 
São esses alguns dos pensamentos que presentemente ocupam meu embaralhado cérebro, que continua pensando mais  na viagem que já findou e nas maravilhas vistas e familiares visitados! 
Podem me tachar  de excêntrico,  já estou acostumado.

Na imensa dúvida que me assalta com tantos assuntos guardados, prefiro hoje escrever respeito determinado Fundo Imobiliário.
No dia 31 de Janeiro, três dias após ter regressado de viagem,   no Jornal Valor vejo o  seguinte título “Hospital ameaçado de despejo diz que pagou aluguel de imóvel de fundo”.
Para aqueles que não sabem, o Frankenberg há muitos anos emigrou do sul do país para São Paulo, contratado pelo então bem menor grupo financeiro Itaú, para reformular  os Fundos de Investimento do banco. Na época eu era um  dos maiores especialistas nesta área, conhecendo tudo a respeito do assunto   (hoje em dia encontro mil e um defeitos nestes mesmos fundos e vivo criticando-os). Volto ao conteúdo, mencionado  no título acima.
O  Grupo  Hospitalar Nossa Senhora de Lourdes  e o Hospital da Criança aparentemente não pagaram o aluguel que deviam  ao Fundo Imobiliário Brazilian Mortgages, sua administradora e dono dos imóveis  referente ao mês de Dezembro de 2011,  e este então  ingressou com uma ação de despejo...
Nada demais diriam vocês leitores, isso acontece costumeiramente e todos os dias  nestes rincões de nosso imenso país!
Não vou entrar nos detalhes de quem tem ou não  razão, mas vou comentar  coisa a meu ver  bem mais importante e novamente ressaltar o que eu já havia mencionado em duas  crônicas anteriores, neste mesmo blog.
O conceito de fundo de investimento em ações ou  mesmo qualquer fundo imobiliário  incorpora a premissa de pulverização de risco ou seja os ovos (componentes da carteira) devem ser colocados em cestas diferentes para não todos quebrarem simultaneamente, quando alguém inadvertidamente deixa cair a  tal da cesta!
Este conceito nasceu há mais de duas centenas de anos quando comerciantes europeus perdiam todas as suas mercadorias devido a naufrágios e em razão daquele lamentável acontecimento iam imediatamente à falência quando  a embarcação com todo seu capital mercadológico  afundava  em algum dos imensos oceanos.
Inteligentemente, resolveram então limitar ou melhor dito dividir o risco. Vários comerciantes juntavam-se, coletivamente contratavam um navio e com  apenas pequena   parte das mercadorias    de cada um deles,  rezavam pelo melhor e dessa maneira enfrentavam a sorte das tempestades ao atravessar os perigosos  mares.
Caso o navio naufragasse, e isso acontecia muitas vezes, a perda sofrida seria apenas parcial e não atingiria toda o  capital  individual de cada um dos comerciantes que compartilhavam a carga do navio.
Minha própria aprendizagem prática a respeito do assunto inclui o conhecimento obtido na época através de três importantes fundos imobiliários internacionais que acompanhei quando estavam ainda em evidência e posteriormente quebraram; um  holandês, outro incorporado no Caribe  e um terceiro norte americano.  Todas essas quebras de grande repercussão internacional e muita perda para seus inocentes quotistas. A razão básica dos três  fundos imobiliários terem entregues a alma ao diabo foi   entre outras   terem tido  principalmente “falta de liquidez” quando os respectivos mercados subitamente mudaram de rumo e uma certa quantidade de investidores de suas quotas teimavam resgatá-los imediatamente e todos ao mesmo tempo.
Como é sabido, investimentos imobiliários têm como um de seus aspectos  mais negativos  possuírem  pouca liquidez  imediata. ( parte muito pequeno é investido em títulos de plena liquidez).
Por razões óbvias não é  possível vender apenas alguns dos quartos do Hospital da Criança ou então a Sala de Cirurgia ou a própria U.T.I. ou até mesmo a Recepção... Vende-se o hospital inteiro  ou não se vende nada!
O Frankenberg na época do lançamento inicial dos fundos imobiliários em nosso país já apontava para a irracionalidade de determinados desses instrumentos de aplicação de capital serem constituídos por apenas um único imóvel e passarem  a viver então do recebimento de aluguel deste  único imóvel...
Caso a CVM  na época tivesse me consultado eu teria vetado  certas aplicações em fundos imobiliários. Uma das condições exigidas e necessárias que eu  teria sugerido seria   a de que  o dinheiro dos quotistas deveria estar pulverizado em pelo menos “X” diferentes empreendimentos e não somente e em um único! A diversificação deveria ser também por regiões geográficas e ramos diferentes de negócios.
Aos que desejarem rever minhas crônicas em que menciono fundos imobiliários consultem neste mesmo blog os seguintes títulos;
  • Todos os fundos imobiliários são confiáveis? data; 23/9/2010
  • Algumas considerações a respeito de adquirir imóvel..... data; 20/7/2011
Por hoje é só, abraço a todos  vocês e meu obrigado por lerem minhas opiniões e comentários Não os levem demasiado a sério pois também cometo meus próprios erros! Ninguém é infalível.
Se gostaram, recomendem-nos  aos seus amigos e familiares. Caso não estiverem ainda na minha listagem automática de recebimento direto, peçam  a inclusão através dos e-mails abaixo. Aceito elogios e críticas. Os melhores publico, os mais radicais deleto!

Louis Frankenberg,CFP®  08-02-2012









sábado, 4 de fevereiro de 2012

A filosofia embutida em meu  blog  “Dinheiro Sempre by Frankenberg”

Louis Frankenberg,CFP®         04-02-2012

Estamos dando início ao nosso 3º ano consecutivo de atividade como divulgador de crônicas, informações e demais assuntos direta ou indiretamente relacionados com dinheiro.
Desejo realçar novamente àqueles que há tempos nos prestigiam e também aos mais novos aderentes do blog que, nosso maior interesse ao divulgar pensamentos, idéias e comentários quase nunca são representados pelos meus próprios e  mesquinhos interesses.
Procuro sim muitas vezes  esmiuçar  ou ampliar  algumas das agendas  ocultas debatidas pela imprensa em geral,  por   inúmeros profissionais e/ou    entidades financeiras e que são movidas  tantas  vezes  apenas por interesses  nem sempre transparentes.  
Jornalistas algumas vezes ingênuos ou mesmo insuficientemente conhecedores dos temas que abordam, também promovem produtos e serviços nem sempre isentos e éticos.
Não faço (e não desejo) fazer parte deste grupo, pois sou orgulhosamente independente e  como diria certo jornal de circulação nacional em passado bem recente, não tenho o rabo preso...
Repito novamente àqueles que queiram me escutar e não serem ludibriados e, tardiamente em algum momento futuro  confirmarem o acerto desta minha  próxima afirmativa  de que;
“Nações através de suas lideranças e dirigentes, corporações  e pessoas individualmente  quase sempre  são movidas  por interesses  diretos ou camuflados e não  por puro idealismo, irmanadas no desejo de apenas ajudar aos seus semelhantes”. 
É óbvio que meus pensamentos mais profundos divulgados neste blog não necessariamente são   sagrados ou absolutos, apenas fruto de anos de experiência e conhecimento adquirido na profissão de planejador financeiro.  
Também por esta mesma razão, apesar de ter sido cooptado a participar  de algumas dessas atuais entidades denominadas “redes sociais” tais  como facebook, linkedin, twitter etc”,   vejo muitas vezes nelas apenas interesses  mesquinhos  egoístas de auto promoção.
Exemplificando meu ponto de vista; como posso chamar de “amigo” alguém que conheço de alguma fortuita reunião social  ou corporativa ou então outra pessoa que há muitos anos assistiu a alguma das minhas palestras ou seminários financeiros e da qual nem  mesmo lembro o nome?
Deveria eu definir todas elas incondicionalmente como  deleto amigo ou amiga? Não consigo!
Somente definiria ser amigo de alguém (e fica sendo esta minha explicação para aqueles que não entendem por eu teimar em ignorar seu honrado convite),sem que essa mesma pessoa me explique com maiores detalhes  como me conheceu e, conseqüentemente  na minha  pobre memória  acenda-se uma luz esclarecedora). Também aceitaria ser amigo(a) a quem me explicasse a razão do seu interesse em me conhecer melhor.
Imagino que, aqueles que até agora buscaram fazer parte  da minha rede social, devem ter ficar enormemente frustrados com meu silêncio monumental, ignorando-lhes a existência. Está dada a explicação.
Não faço nenhuma questão  em ampliar quantitativamente o número  de amigos ou seguidores  desconhecidos... Não desejo ser um daqueles que clama de que tem tantas centenas de amigos ou seguidores.
Interessa-me sim, identificação mental e de propósitos, troca de inteligentes contestações  ou mesmo apoio.
O ano de 2012 já está em seu 2º mês e  eu andei pelo mundo, visitando familiares  por razoável  período de tempo. Como gosto de conhecer novos lugares e  gentes interessantes!
Mas o que vale é de que estou de volta, cheio de novas idéias e energia, prometendo abordar novos assuntos, alguns cuidadosamente   recortados e guardados de jornais lidos no exterior e que sempre me servem como lembretes ou inspiração para novas crônicas.
Através deste excelente  software   chamado “Google Analytics”, fico sabendo  dia após  dia  quantos leitores visitaram meu blog, quantas vezes um mesmo leitor clicou em meu blog, quais os portais ou fontes intermediárias existentes entre meu blog e o leitor, quantos minutos  este mesmo leitor   fica lendo  minhas escritas ( a média é de quase 2 minutos) e quais as matérias que mais são acessadas.Somente não fico sabendo seu nome e e-mail e se gostou ou não do que leu.
Apesar de não serem centenas de milhares que me  honram com sua leitura, aproximadamente 15% daqueles que passarei a chamar de “virtuais ou quase amigos” entraram mais de 50 vezes no meu blog www.seufuturofinanceiro.blogspot.com e metade deles ultrapassaram até o número mágico de 100 vezes!  
Quanta dedicação, quanta fidelidade. Meu sincero e muito obrigado a vocês leitores fieis e persistentes.
Quando no exterior e de pura brincadeira eu consultava de vez em quando a  “Google Analytics”, acreditando que após uma ou duas semanas de  ausência total de novas crônicas ninguém mais  iria se dar ao trabalho de clicar no blog. Mero engano. Pelo menos de 5 a 10 leitores persistentes continuavam a abrir o mesmo para ver se  por acaso haveria alguma novidade. Peço desculpas a vocês, caros “quase amigos” que os decepcionei ao manter meu silêncio por tanto tempo.  
Prometo voltar ainda esta semana com novidades daqui e do mundo. Caso desejarem se comunicar comigo, meus endereços de e-mail continuam sendo; perfinpl@uol.com.br ou lframont@gmail.com
Um forte abraço e tardiamente um feliz 2012!

Louis Frankenberg,CFP®  04.02.2012


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um breve informe da Europa

Estou na Europa  e por onde ando, sinto que os europeus nao estao muito otimistas a respeito de seu proprio futuro. Escrevo a partir do computador da minha irma que mora la, sem acentos e tils e de teclado muito diferente. Favor me desculparem pelos erros e omissoes.. Por tambem ler noticias do Brasil, vejo que  que mais gente sente que em nosso pais tambem  aumenta a quantidade de economistas que acreditam que tambem  aqui (Brasil) podem ocorrer problemas futuros, pois estamos gastando demais em obras faraonicas (desnecssarias enquanto obras de infra estrutura essenciais nao sao feitas) e aumeno de funcinalismo sem saber se podemos pagar tudo isso futuramente. Sera que vamos percorrer o mesmo caminho que os europeus, apenas em algum momento  depois?
Sera que vamos nos transformar na Europa de hoje em dia, totalmente endividados e cobrando impostos demais e nao podendo satisfazer promessas de uma vida melhor?
Espero que nao. Os jornais daqui e que ainda possuem  excelentes e qualificados opinadores e  jornalistas acreditam que o ano de 2012 nao sera muito bom para eles.
Como planejador financeiro que se preocupa com as pessoas que so pensam no presente e nao se previnem, acredito que assumir uma posicao defensiva e cuidadosa sem endividamento excessivo e gastos que nao podem ser justificados, acho que vale a pena pensar que se os ricos europeus estao com problemas, ninguem pode prever que isso nao possa acontecer no Brasil em alguma data futura.
Abraco, Louis Frankenberg- 2-1-2012

sábado, 3 de dezembro de 2011


Comentando e criticando notícias lidas e fechando o ano 2011
Louis Frankenberg,CFP®  3.12.2011

 É sabido e historiadores o confirmam  quando as notícias
que algum  mensageiro trazia antigamente
  eram muito trágicas ou negativas, a  solução   que geralmente se adotava  era matar o mensageiro.
Peço entretanto que não critiquem  em demasia meus comentários incisivos, pois  este observador  apenas deseja  abrir os olhos de seus leitores,
alertando-os para  nossas deficiências que necessitam ser corrigidas para que o país possa se orgulhar perante outras nações e seu próprio povo.

        
  • O Jornal “Valor” em 28.11.2011 publicou  que 1.027 brasileiros pesquisadas pelo Banco HSBC em colaboração com a “Cícero Consulting” resultaram na seguinte pergunta formulada:
 se essas pessoas estariam atualmente preocupadas com seu próprio futuro financeiro na época de suas aposentadorias. As respostas foram;
28% afirmaram que não estavam preocupadas, 21% afirmaram que estavam um pouco preocupadas e 26% muito preocupadas. 8% disseram que não pretendiam se aposentar e 16% responderam de que não pensaram a respeito. (percentuais arredondados)
Pessoalmente, baseado no acompanhamento  que faço há longos anos de inúmeros executivos e pessoas comuns, eu diria que aqueles que não estão  ou  estão apenas moderadamente  preocupadas fariam melhor  em pensar mais seriamente a respeito do seu próprio futuro, já que o Estado Brasileiro não possui melhor tradição  a respeito de como cuidar de seus velhinhos e você não sabe (felizmente) se irá morrer cedo  ou  com avançada idade!

  • Os impostos e tantas outras formas diretas e indiretas de arrecadação governamental  em nosso país são bastante pesados, comparados com a maioria das demais  nações. Quando é possível de forma legal diminuí-los, nós cidadãos sempre deveremos fazer uso desta possibilidade.  Para aqueles que estão sujeitos ao imposto de renda da pessoa física, recomendo como uma das mais eficientes maneiras de estarem prevenidos, que adquirem algum plano de previdência complementar tipo PGBL, pois obterão alguma vantagem fiscal. Para  aqueles  não enquadrados e não necessitando obter  os 12% de redução legal de I.R. recomendo  que adquiram um VGBL. De qualquer maneira, novamente relendo o 1º item desta crônica, convém considerar que você sempre precisará se precaver devidamente contra insuficientes fontes de renda na velhice. Caso você é daqueles que desejam continuar vivendo despreocupadamente como nos dias de hoje, continue se iludindo como a cigarra da fábula “A Cigarra e a Formiga” de Aesopo. Provavelmente lembrar-se-á de mim e das minhas recomendações  quando já será   demasiadamente tarde!

  • A maioria de nos cidadãos comuns pensamos que as instituições financeiras sabem melhor cuidar de nossas economias que nos mesmos, sempre acumuladas com bastante  sacrifício.  Será que sabem mesmo?  Às vezes ponho em dúvida este axioma. Vejam porque. No ‘The New York Times” de 17 de setembro de 2011  e posteriormente também no “The Economist”  li que o Banco Barings, teve um prejuízo de 1,4 bilhões de dólares   devido   as especulações provocados por um seu colaborador chamado Nicholas Leesen, em Fevereiro de 1995. O Banco Sumitomo em Junho de 1996 perdeu 2,6 bilhões de dólares  provocados pelo colaborador Yasuo Hamanaka, que especulou em negociações com  cobre. A Société Générale, da França perdeu 6,7 bilhões de dólares em Janeiro de 2008 em razão de negociações com “futuros”, provocados pelo funcionário Jerome Kerviel. O colaborador Toshihide Iguchi do Daiwa Bank, conseguiu perder 1,1 bilhões de dólares em Julho de 1995 brincando com obrigações governamentais e finalmente o maior banco suíço UBS  perdeu 2,3 bilhões de dólares em Setembro deste ano.  Vou  deixar de citar outros de menor calibre mas igualmente  desconcertantes. Todos eles  além de perderem  dinheiro e prestígio, tiveram como resultado que suas ações baixaram   enormemente de valor nos mercados acionários.  Bombas deste calibre não acontecem somente no exterior, pois no passado  ocorreram também  por aqui e em   escala gigantesca! Geralmente o ingênuo cidadão (e depositante dos  bancos afetados) somente toma conhecimento desses acontecimentos quando já são manchetes nos jornais e por essa razão aconselho que você sempre fique atento a imperceptíveis mudanças no atendimento  ou burocracia de qualquer instituição financeira com a qual trabalha. Nossos órgãos fiscalizadores governamentais, em minha modesta opinião, não são dos mais confiáveis  e espertos em detectar  por antecipação  súbitas explosões dessa natureza. O que acabo de descrever e para suavizar um pouco  o rigor do que acabei de revelar, a história daquele fazendeiro desconfiado do interior de nosso país  que tradicionalmente guardava seu dinheiro em baixo do colchão e que finalmente foi convencido  por um gerente de que deveria depositar seu dinheiro no banco. Ato contínuo ele voltava todas as semanas à agência, preenchia um cheque, contava o dinheiro para confirmar  que o mesmo continuava  lá. E mais tranqüilo  o depositava novamente...Moral da história e conselho do Frankenberg; confie no seu banco mas nunca perca de vista o local e a modalidade   de investimento na qual  sua  pequena ou maior  fortuna esteja investida. Lembre-se também; renda maior que o normal geralmente significa  risco maior!

  • Para se avaliar devidamente o peso do custo de manutenção que pagamos atualmente no Brasil  por quase tudo que adquirimos e então quisermos  comparar estes dados com os de outros países, o “MBE”, Movimento Brasil Eficiente publicou em 8 de Outubro último  um pequeno levantamento no qual é comparado  uma cesta básica de 30 produtos  no Brasil   aos de uma cesta de produtos iguais  em outros países.  Não se espantem portanto que  a China é 10% mais barato em média que uma mesma cesta básica no Brasil.  A cesta básica dos Estados Unidos  é 22% menor que a do Brasil.  Não é sem razão que os aviões estão lotados com brasileiros viajando para a Flórida e outros destinos norte americanos  para fazer compras e  que os gringos  vem nos visitar apenas quando ignoram o quanto têm de desembolsar por aqui pela estadia e alimentação.

  • Para confirmar o que acima acabei de descrever, a revista “The Economist” analisou em Julho de 2011 o custo de um Big Mac ( também chamado Big Mac índex) em várias partes do mundo.  O custo foi adaptado para o poder aquisitivo de cada país, convertido em dólares americanos. O Brasil foi novamente o campeão com o peço US$6,16 (deixo para cada um de vocês calcular o preço de cada  mordida).  Mais caros que o Brasil apenas Suécia e Suíça.  Mais baratos que o Brasil em ordem decrescente; Canadá, Países do Euro, Austrália,  Japão,  Estados Unidos....!, Reino Unido, Coréia do Sul, México,  Rússia e finalmente a  China com um preço de US$ 2,27 por  um Big Mac.

  • Em 21/10/2011 o jornal Valor publicava uma avaliação do IPEA, “Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas” (Entidade Governamental).  Não se espantem. Quem em 2008 tinha renda mensal familiar  até dois salários mínimos, comprometeria 53,9% dessa renda em tributos de todas as naturezas! Proclamo eu então que, ou o Estado Brasileiro  diminui seu próprio tamanho e  portanto também os tributos que pagamos  individualmente ou então  o atual cidadão classe “C”,”D e “E”  vai permanecer eternamente  pobre sem possibilidade alguma de alcançar uma vida digna! Daqui a dez anos revejam esta minha proclamação. Mesmo a família que ganhava em 2008 mais de 30 salários mínimos mensais (ganho de um grupo seleto de cidadãos) estava então pagando 29% dessa renda em tributos de todas as espécies!  Para esta privilegiada família ainda seriam necessárias 197 dias de trabalho segundo a IPEA. para pagar aquela carga tributária. Para os sacrificados cidadãos que ganhavam  até 2 s.m. seriam necessários 106 dias de trabalho e por esta razão repito de que devemos diminuir o tamanho do Estado Brasileiro.

  • Eu sempre escutava com muito orgulho que operários  brasileiros  eram os melhores do mundo, inteligentes, aprendendo rapidamente  e outras baboseiras semelhantes. Parece que  tenho de rever meus conceitos.Mas a gente nunca sabe se as pesquisas efetuadas por algum Instituto Nacional ou Estrangeiro são válidas  ou tem alguma motivação oculta determinada por interesses de A,  B ou C.... Fiquei chocado quando a Folha de S.Paulo publicou em  3/10/2011 um levantamento efetuado pela consultoria norte americana “Conference Board” a respeito de produtividade. O resultado  jogou  a minha   ilusão  na sarjeta.  Um operário americano produz mais que 5 operários brasileiros!  Se for verdade, vou ter de rever muitos dos meus conceitos. Reproduzo  a pesquisa mas tenho minhas dúvidas quanto a  sua veracidade. A produtividade em ordem decrescente em relação ao índice  máximo americano (100%)  é a seguinte; Cingapura, Austrália, Alemanha, Correia do Sul, Turquia, Argentina, Rússia, Chile, África do Sul e somente então vem o capenga Brasil com  um índice de 20,6%. Piores que nós; China com 15,9% e Índia com 8,8%! Penso que ainda temos de avançar muito para nos consideramos um país avançado e dignos de nos tornar a 5ª  ou 6ª potência mundial! Para os que desejam saber como é calculado o índice de produtividade aí vai a definição; O PIB, Produto interno Bruto é dividido em cada país por sua força de trabalho ativa. Simples não? Mesmo assim altamente vergonhoso para nós caso este levantamento for verídica.

  • Ao escrever esta última crônica do ano, feliz ouço nossa Presidenta afirmar no rádio que precisamos consumir mais, esquecer de que existe uma crise acontecendo no mundo e diminuindo milimetricamente alguns tributos.  “Dê ao povo algumas migalhas para se contentarem’ devem ter pensado seus conselheiros. Na mesma hora eu estava preparando este último item, tendo na minha frente um recorte do jornal “Valor” de 3. 11.2011 que reproduzia uma matéria do  “The Wall Street Journal Américas” e  tinha o titulo e sub título seguinte;
     “Índia é um pesadelo para empreendedores- burocracia e corrupção no caminho dodesenvolvimento”.
A matéria  destacava Brasil em 126º lugar, Rússia em 120º lugar, Índia em 132º, lugar, China em 91º lugar e Estados Unidos em 4º lugar  em relação aos outros 183 países. 
     A minha intenção é apenas mostrar quão longe ainda estamos de sermos um país com legislação
moderna e processos burocráticos simples e efetivos. Caso quisermos ser um país com destaque
futuramente, devemos imediatamente reformular  nossos protocolos, procedimentos e inúmeros outros aspectos que também incluem educação, aspectos trabalhistas e infra estrutura.
   Passo a destacar apenas os diversos sub itens  em que se
   sub divide o estudo em relação ao nosso país para      confirmarem quão longe ainda estamos  de podermos nos considerar 1º mundo sempre, em relação aos 183 países restantes.
  • Facilidade para fazer negócios; 126º lugar,
  • Rapidez e simplicidade  para abrir um negócio; 120º lugar
  • Lidar com alvarás  de construção; 127º lugar
  • Tempo para que um contrato seja cumprido; 118º lugar
  • Quantidade diferente de impostos; 150º lugar
  • Quantidade de anos para fechar uma empresa; 136º lugar

  • Vocês já ouviram citar a palavra “corrupção”? Pois  hoje 2/2/2011 foi publicada no jornal “Valor” e anteontem divulgada  oficialmente o  mais recente ranking da corrupção pela ONG “Transparência Internacional”. Este índice mede a percepção da corrupção no setor público de diversos países. A menos corrupta é a Nova Zelândia, em seguida  em ordem decrescente  Dinamarca, Finlândia, Suécia,, Cingapura, Noruega, Holanda, Austrália, Suíça e Canadá. Em 73º lugar vem o nosso país, em 75º lugar a China e o mais corrupto é a Somália. Não preciso dizer mais nada quando sabemos que 6 ministros do Governo  Dilma já foram mandados para casa  em razão de indícios  provados de corrupção. Talvez um 7º siga o mesmo caminho. Quem viver, verá!Pessoalmente acredito que poderíamos estar pagando muito menos tributos e ter melhor educação e saúde para nossos filhos e demais cidadãos se conseguíssemos diminuir esta mazela. Acabar com a corrupção provavelmente será impossível.

*Todos os dados foram  copiados das fontes mencionadas e este blogueiro não  garante sua veracidade. É dada a minha permissão
  para  cópia, desde que me seja dado o crédito e o endereço do blog.

Caros leitores, vou desaparecer por uns tempos para espraiar e me reciclar. Volto no começo de Fevereiro de 2012. Espero reencontrar a todos. Tenham um feliz natal e um novo ano que lhes traga inúmeras alegrias. Desejo-lhes felicidade, saúde e prosperidade. E o tradicional “desculpe qualquer coisa”
Um abraço bem apertado e até 2012

Louis Frankenberg,CFP®    4.12.2011
        

        
   

     


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Considerações a respeito de juros e outras questões que não me deixam tranqüilo


Louis Frankenberg,CFP®  28-11-2011

Estimados leitores do meu blog,
O fim do ano se aproxima aceleradamente e este planejador financeiro, sempre rebelde e jamais se conformando com a teoria determinista que afirma que o  destino de cada um  já estava  traçado antecipadamente, não quer deixar passar esta ocasião para abordar alguns temas que podem mudar completamente a direção de sua vida desde que você se auto presenteia neste período de pré festas com alguns minutos para meditar profundamente sobre seus objetivos e metas futuras e apropriada avaliação dos dizeres desta crônica.  Garanto que valerá a pena! 
Possuo discernimento suficiente para saber que cada um de vocês precisa descobrir a própria vocação e possuir imensa vontade e outro tanto de determinação para enfrentar com garra  os obstáculos que invariavelmente ainda  surgir-lhe-ão pela frente.
Se vocês se identificam com alguns  dos temas  que vou abordar,  continuem lendo.  
Humildemente confesso que eu também passei por tudo que vocês eventualmente  estão passando e sei quão difícil é hoje em dia alcançar o arco íris  da auto satisfação, do prazer  em ter alcançado tudo que a gente almeja na vida e  finalmente poder afirmar  que se é uma pessoa feliz.
Esta satisfação dificilmente é alcançada sem sacrifícios e provavelmente incluirá igualmente   recuos e derrotas.  Faz parte da batalha da vida. Não esmoreçam!
Inúmeras vezes saliento em meus blogs e o faço  novamente agora que, em nossas  atribuladas vidas em sociedade, devemos depender o menos possível de outrem. 
Nossos próprios valores devidamente avaliados, ainda são melhores que os de outras pessoas que apenas conhecemos superficialmente. 
Para não sucumbir aos cantos de sereia e algumas vezes disfarçadas de duvidosas intenções  de terceiros que desejam nos forçar ou mesmo  impor algo material ou mesmo subjetivo, precisamos estar absolutamente seguros do que queremos e termos nossas próprias prioridades bem estabelecidas.
Isto posto, convido vocês a pensar um pouco a respeito dos  juros e outros perigos que muitas vezes estão embutidos  ou disfarçados em tantas coisas que almejamos possuir ou alcançar. Nem sempre o que vemos escrito na imprensa ou falado na televisão (e também na Internet) é verdadeiro e nos serve como exemplo e parâmetro comparativo.  Existem muitos temas que são plantados propositadamente e têm algum objetivo oculto.
  • Em um estudo recente do Banco Mundial, nosso país foi classificado em 1º lugar em razão da taxa de juros das mais elevadas dentre todos os mercados financeiros mundiais. Este fato seria alvissareiro se a totalidade de nosso povo tivesse dinheiro suficiente para acumular  boas reservas para os dias chuvosos. Não é o caso. Somente alguns segmentos de alta renda de  entre as classes A e B tem cacife  para investir, o resto da população é devedora permanentemente  ou então se encontra mais ou menos inadimplente. Pessoas inadimplentes  ou muito endividadas não tem liberdade, dependem sempre da boa vontade de outras pessoas ou instituições financeiras. Enfim são escravos  e vivem correndo atrás da máquina e apagando incêndios.
  • Infelizmente são pouquíssimos os empreendimentos e entidades públicas e privadas em nosso país que têm suficiente vontade e coragem para divulgarem (e protestarem) relativo aos males derivados do endividamento excessivo em que se encontram grandes parcelas da nossa da população.  Educá-las para avaliarem melhor os perigos dessa maneira de viver,permanentemente  correndo para se equilibrarem nessa delicada corda bamba  na qual se encontram e, ainda tentarem melhorar seu nível de vida, continua sendo  meu sonho, por enquanto irrealizado. A maioria das empresas de varejo pouco  está ligando se o ser humano que se encontra atrás de cada cartão de crédito terá ou não condições de pagar aquilo que adquiriu. O problema é da própria administradora do cartão  ou então do cliente é o pensamento predominante entre aqueles que aceitam sem contestação este meio de pa gamento.
Conto-lhes  a seguir sem detalhes  um episódio  que ocorreu comigo para provar meu ponto de vista. 
 Algum tempo atrás  trabalhei por semanas a fio  em um plano que chamei de “Liberdade” que tinha o intuito de ajudar a milhões de brasileiros a sair  racionalmente do endividamento e o apresentei a  lideranças se auto considerando “éticas” e que   teriam interesse em educar  melhor o grande público, pagar  direitinho seus impostos  e tantos outros valores que pessoalmente  prezo muito.
 Nenhuma personalidade  daqueles líderes (todos com  nomes bem conhecidos  nacionalmente) se manifestou nem para pedir algum esclarecimento complementar...
 O “Plano Liberdade” continua  mofando no meu arquivo...
·    No dia 21 de Novembro  último a Folha de S.Paulo publicou uma matéria cuja manchete é “Juro do crédito pessoal é 6 vezes o índice Selic” (atualmente 11,5% ao ano).
    Trocado em miúdos, o juro que você paga quando vai ao
    banco pedir um empréstimo pessoal da pessoa física é 6 
    vezes maior que o juro que os bancos praticam entre si. 
 O juro que você recebe na Caderneta de Poupança é de um pouco mais de 6% ao ano...
  É óbvio que a maioria da população prefere adquirir um eletrodoméstico ou outro objeto do desejo em vez de estar poupando...
 ·   A mesma matéria da Folha de S.Paulo  demonstra com clareza a decomposição dos valores pagos e onde vai parar  este mesmo juro que você pagou pelo empréstimo contraído; portanto 12,56% são custos administrativos, 4,08%  são impostos compulsórios e outros encargos e  28,74% é por conta da inadimplência  das pessoas. Sobram 54,62% de margem bruta de lucro.
  A partir desta margem bruta de lucro incidem 21,89% de impostos  cobrados diretamente.
  Finalmente o lucro  líquido dos bancos será de 32,73%.
  Quero acreditar que você não é inadimplente, mas vai pagar pelas  pessoas que são: pois 28,74%irá pagar de qualquer maneira. Muito engraçado, não acham? Pois eu não acho!
 A verdade portanto é que  o próprio Governo que deveria lhe proteger (e educar de acordo com o que estabelece  nossa Constituição),  ganha perto de  25%  daquilo que você paga cada vez que faz um empréstimo. Vive portanto da desgraça alheia de um povo que não recebe os devidos esclarecimentos educacionais.
 Uma pesquisa semelhante publicada em 24 de Novembro último no Jornal “Valor”,cuja fonte é o próprio Banco Central chega a um lucro líquido um pouco diferente ou seja 27,90% contra 32,73% na matéria da Folha.
Quem está com a razão? Qual a pesquisa mais autêntica? Por que esta discrepância? Em qual das publicações  devemos confiar?
·    Em Maio de 2011 estive  presente na palestra pronunciada pelo Sr. Luiz Rabi, dirigente da Serasa- Experian, empresa essa que controla quem está endividada através dos bancos.
  Segundo suas palavras; 26,2% das pessoas estavam então  endividadas através do cartão de crédito, 12,7%  devido a aquisição de outros bens, 9,0% devido ao cheque especial, 4,6% através do crédito pessoal e 3,6% pela aquisição de veículos.
  Recorto e leio  quase todas as pesquisas sobre endividamento das pessoas e jamais encontro levantamentos parecidos entre si. Chego à conclusão que estatísticas que não são favoráveis aos patrocinadores, são omitidos. Tudo depende de quem paga a pesquisa...
·   A Folha de S. Paulo recém publicou (27/11) uma enquete  feita com 425 pessoas moradores de São Paulo Capital que diz que 45% irão gastar igual ao ano passado com presentes de natal, 25% irão gastar mais e 29% irão gastar menos.
  Felizmente 73% dessas pessoas disseram que vão pagar à vista suas compras, 24% vão pagar à prazo e 3% ainda não sabiam como iriam pagar suas compras. Tenho minhas dúvidas de que 73% das pessoas irão pagar suas compras à vista.
·        Finalmente vou abordar o último tema desta crônica e que  me chocou imensamente quando o vi publicado no dia 23 de Novembro último no jornal “Valor”. O título em letras garrafais dizia;
     “País só cria  vagas de  baixa remuneração”.
     Comento eu;  nosso Governo alardeia que milhões de pessoas saíram da pobreza para agora pertencer à   classe média “C”. 
De acordo com a CAGED, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, este ano entre Janeiro e Setembro 140.000 vagas foram eliminadas para pessoas que recebiam até dois salários mínimos mensais. 
Na realidade, 1.921.000   novos empregos foram criados, entre 0,5 e 2 salários mínimos. 
 Pergunto qual o nível de estabilidade têm essas pessoas, provavelmente com pouca ou nenhuma instrução e por quanto tempo terão suas carteiras de trabalho ativas. Caso uma crise menor ou maior atingir nosso país, elas terão seus empregos conservados? Teimo que não.
Mais chocante ainda é o restante da pesquisa da CAGED; em todas as categorias de receitas do trabalho entre  ganhos mensais de 2 a 20 salários mínimos, o saldo foi negativo ou seja  107.423 pessoas  perderam seus empregos com carteira de trabalho assinado! Justamente aqueles que estão  ou já pertenciam à classe média.
  
Caros amigos leitores, por hoje é só. Meditem a respeito  do que escrevi e começam a pensar a respeito de como pretendem ser bem sucedidos na vida e de que maneira podem alcançar o que apenas poucos conseguem. Continuo acreditando que aqueles que não se endividam e pagando elevados juros, e sabem quais são seus próprios limites, terão maiores chances de alcançar o cume da montanha.
Infelizmente não tenho uma resposta válida para cada um de vocês.
Abraço e até a próxima crônica.

Louis Frankenberg,CFP®  28-11-2011
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