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sábado, 3 de dezembro de 2011


Comentando e criticando notícias lidas e fechando o ano 2011
Louis Frankenberg,CFP®  3.12.2011

 É sabido e historiadores o confirmam  quando as notícias
que algum  mensageiro trazia antigamente
  eram muito trágicas ou negativas, a  solução   que geralmente se adotava  era matar o mensageiro.
Peço entretanto que não critiquem  em demasia meus comentários incisivos, pois  este observador  apenas deseja  abrir os olhos de seus leitores,
alertando-os para  nossas deficiências que necessitam ser corrigidas para que o país possa se orgulhar perante outras nações e seu próprio povo.

        
  • O Jornal “Valor” em 28.11.2011 publicou  que 1.027 brasileiros pesquisadas pelo Banco HSBC em colaboração com a “Cícero Consulting” resultaram na seguinte pergunta formulada:
 se essas pessoas estariam atualmente preocupadas com seu próprio futuro financeiro na época de suas aposentadorias. As respostas foram;
28% afirmaram que não estavam preocupadas, 21% afirmaram que estavam um pouco preocupadas e 26% muito preocupadas. 8% disseram que não pretendiam se aposentar e 16% responderam de que não pensaram a respeito. (percentuais arredondados)
Pessoalmente, baseado no acompanhamento  que faço há longos anos de inúmeros executivos e pessoas comuns, eu diria que aqueles que não estão  ou  estão apenas moderadamente  preocupadas fariam melhor  em pensar mais seriamente a respeito do seu próprio futuro, já que o Estado Brasileiro não possui melhor tradição  a respeito de como cuidar de seus velhinhos e você não sabe (felizmente) se irá morrer cedo  ou  com avançada idade!

  • Os impostos e tantas outras formas diretas e indiretas de arrecadação governamental  em nosso país são bastante pesados, comparados com a maioria das demais  nações. Quando é possível de forma legal diminuí-los, nós cidadãos sempre deveremos fazer uso desta possibilidade.  Para aqueles que estão sujeitos ao imposto de renda da pessoa física, recomendo como uma das mais eficientes maneiras de estarem prevenidos, que adquirem algum plano de previdência complementar tipo PGBL, pois obterão alguma vantagem fiscal. Para  aqueles  não enquadrados e não necessitando obter  os 12% de redução legal de I.R. recomendo  que adquiram um VGBL. De qualquer maneira, novamente relendo o 1º item desta crônica, convém considerar que você sempre precisará se precaver devidamente contra insuficientes fontes de renda na velhice. Caso você é daqueles que desejam continuar vivendo despreocupadamente como nos dias de hoje, continue se iludindo como a cigarra da fábula “A Cigarra e a Formiga” de Aesopo. Provavelmente lembrar-se-á de mim e das minhas recomendações  quando já será   demasiadamente tarde!

  • A maioria de nos cidadãos comuns pensamos que as instituições financeiras sabem melhor cuidar de nossas economias que nos mesmos, sempre acumuladas com bastante  sacrifício.  Será que sabem mesmo?  Às vezes ponho em dúvida este axioma. Vejam porque. No ‘The New York Times” de 17 de setembro de 2011  e posteriormente também no “The Economist”  li que o Banco Barings, teve um prejuízo de 1,4 bilhões de dólares   devido   as especulações provocados por um seu colaborador chamado Nicholas Leesen, em Fevereiro de 1995. O Banco Sumitomo em Junho de 1996 perdeu 2,6 bilhões de dólares  provocados pelo colaborador Yasuo Hamanaka, que especulou em negociações com  cobre. A Société Générale, da França perdeu 6,7 bilhões de dólares em Janeiro de 2008 em razão de negociações com “futuros”, provocados pelo funcionário Jerome Kerviel. O colaborador Toshihide Iguchi do Daiwa Bank, conseguiu perder 1,1 bilhões de dólares em Julho de 1995 brincando com obrigações governamentais e finalmente o maior banco suíço UBS  perdeu 2,3 bilhões de dólares em Setembro deste ano.  Vou  deixar de citar outros de menor calibre mas igualmente  desconcertantes. Todos eles  além de perderem  dinheiro e prestígio, tiveram como resultado que suas ações baixaram   enormemente de valor nos mercados acionários.  Bombas deste calibre não acontecem somente no exterior, pois no passado  ocorreram também  por aqui e em   escala gigantesca! Geralmente o ingênuo cidadão (e depositante dos  bancos afetados) somente toma conhecimento desses acontecimentos quando já são manchetes nos jornais e por essa razão aconselho que você sempre fique atento a imperceptíveis mudanças no atendimento  ou burocracia de qualquer instituição financeira com a qual trabalha. Nossos órgãos fiscalizadores governamentais, em minha modesta opinião, não são dos mais confiáveis  e espertos em detectar  por antecipação  súbitas explosões dessa natureza. O que acabo de descrever e para suavizar um pouco  o rigor do que acabei de revelar, a história daquele fazendeiro desconfiado do interior de nosso país  que tradicionalmente guardava seu dinheiro em baixo do colchão e que finalmente foi convencido  por um gerente de que deveria depositar seu dinheiro no banco. Ato contínuo ele voltava todas as semanas à agência, preenchia um cheque, contava o dinheiro para confirmar  que o mesmo continuava  lá. E mais tranqüilo  o depositava novamente...Moral da história e conselho do Frankenberg; confie no seu banco mas nunca perca de vista o local e a modalidade   de investimento na qual  sua  pequena ou maior  fortuna esteja investida. Lembre-se também; renda maior que o normal geralmente significa  risco maior!

  • Para se avaliar devidamente o peso do custo de manutenção que pagamos atualmente no Brasil  por quase tudo que adquirimos e então quisermos  comparar estes dados com os de outros países, o “MBE”, Movimento Brasil Eficiente publicou em 8 de Outubro último  um pequeno levantamento no qual é comparado  uma cesta básica de 30 produtos  no Brasil   aos de uma cesta de produtos iguais  em outros países.  Não se espantem portanto que  a China é 10% mais barato em média que uma mesma cesta básica no Brasil.  A cesta básica dos Estados Unidos  é 22% menor que a do Brasil.  Não é sem razão que os aviões estão lotados com brasileiros viajando para a Flórida e outros destinos norte americanos  para fazer compras e  que os gringos  vem nos visitar apenas quando ignoram o quanto têm de desembolsar por aqui pela estadia e alimentação.

  • Para confirmar o que acima acabei de descrever, a revista “The Economist” analisou em Julho de 2011 o custo de um Big Mac ( também chamado Big Mac índex) em várias partes do mundo.  O custo foi adaptado para o poder aquisitivo de cada país, convertido em dólares americanos. O Brasil foi novamente o campeão com o peço US$6,16 (deixo para cada um de vocês calcular o preço de cada  mordida).  Mais caros que o Brasil apenas Suécia e Suíça.  Mais baratos que o Brasil em ordem decrescente; Canadá, Países do Euro, Austrália,  Japão,  Estados Unidos....!, Reino Unido, Coréia do Sul, México,  Rússia e finalmente a  China com um preço de US$ 2,27 por  um Big Mac.

  • Em 21/10/2011 o jornal Valor publicava uma avaliação do IPEA, “Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas” (Entidade Governamental).  Não se espantem. Quem em 2008 tinha renda mensal familiar  até dois salários mínimos, comprometeria 53,9% dessa renda em tributos de todas as naturezas! Proclamo eu então que, ou o Estado Brasileiro  diminui seu próprio tamanho e  portanto também os tributos que pagamos  individualmente ou então  o atual cidadão classe “C”,”D e “E”  vai permanecer eternamente  pobre sem possibilidade alguma de alcançar uma vida digna! Daqui a dez anos revejam esta minha proclamação. Mesmo a família que ganhava em 2008 mais de 30 salários mínimos mensais (ganho de um grupo seleto de cidadãos) estava então pagando 29% dessa renda em tributos de todas as espécies!  Para esta privilegiada família ainda seriam necessárias 197 dias de trabalho segundo a IPEA. para pagar aquela carga tributária. Para os sacrificados cidadãos que ganhavam  até 2 s.m. seriam necessários 106 dias de trabalho e por esta razão repito de que devemos diminuir o tamanho do Estado Brasileiro.

  • Eu sempre escutava com muito orgulho que operários  brasileiros  eram os melhores do mundo, inteligentes, aprendendo rapidamente  e outras baboseiras semelhantes. Parece que  tenho de rever meus conceitos.Mas a gente nunca sabe se as pesquisas efetuadas por algum Instituto Nacional ou Estrangeiro são válidas  ou tem alguma motivação oculta determinada por interesses de A,  B ou C.... Fiquei chocado quando a Folha de S.Paulo publicou em  3/10/2011 um levantamento efetuado pela consultoria norte americana “Conference Board” a respeito de produtividade. O resultado  jogou  a minha   ilusão  na sarjeta.  Um operário americano produz mais que 5 operários brasileiros!  Se for verdade, vou ter de rever muitos dos meus conceitos. Reproduzo  a pesquisa mas tenho minhas dúvidas quanto a  sua veracidade. A produtividade em ordem decrescente em relação ao índice  máximo americano (100%)  é a seguinte; Cingapura, Austrália, Alemanha, Correia do Sul, Turquia, Argentina, Rússia, Chile, África do Sul e somente então vem o capenga Brasil com  um índice de 20,6%. Piores que nós; China com 15,9% e Índia com 8,8%! Penso que ainda temos de avançar muito para nos consideramos um país avançado e dignos de nos tornar a 5ª  ou 6ª potência mundial! Para os que desejam saber como é calculado o índice de produtividade aí vai a definição; O PIB, Produto interno Bruto é dividido em cada país por sua força de trabalho ativa. Simples não? Mesmo assim altamente vergonhoso para nós caso este levantamento for verídica.

  • Ao escrever esta última crônica do ano, feliz ouço nossa Presidenta afirmar no rádio que precisamos consumir mais, esquecer de que existe uma crise acontecendo no mundo e diminuindo milimetricamente alguns tributos.  “Dê ao povo algumas migalhas para se contentarem’ devem ter pensado seus conselheiros. Na mesma hora eu estava preparando este último item, tendo na minha frente um recorte do jornal “Valor” de 3. 11.2011 que reproduzia uma matéria do  “The Wall Street Journal Américas” e  tinha o titulo e sub título seguinte;
     “Índia é um pesadelo para empreendedores- burocracia e corrupção no caminho dodesenvolvimento”.
A matéria  destacava Brasil em 126º lugar, Rússia em 120º lugar, Índia em 132º, lugar, China em 91º lugar e Estados Unidos em 4º lugar  em relação aos outros 183 países. 
     A minha intenção é apenas mostrar quão longe ainda estamos de sermos um país com legislação
moderna e processos burocráticos simples e efetivos. Caso quisermos ser um país com destaque
futuramente, devemos imediatamente reformular  nossos protocolos, procedimentos e inúmeros outros aspectos que também incluem educação, aspectos trabalhistas e infra estrutura.
   Passo a destacar apenas os diversos sub itens  em que se
   sub divide o estudo em relação ao nosso país para      confirmarem quão longe ainda estamos  de podermos nos considerar 1º mundo sempre, em relação aos 183 países restantes.
  • Facilidade para fazer negócios; 126º lugar,
  • Rapidez e simplicidade  para abrir um negócio; 120º lugar
  • Lidar com alvarás  de construção; 127º lugar
  • Tempo para que um contrato seja cumprido; 118º lugar
  • Quantidade diferente de impostos; 150º lugar
  • Quantidade de anos para fechar uma empresa; 136º lugar

  • Vocês já ouviram citar a palavra “corrupção”? Pois  hoje 2/2/2011 foi publicada no jornal “Valor” e anteontem divulgada  oficialmente o  mais recente ranking da corrupção pela ONG “Transparência Internacional”. Este índice mede a percepção da corrupção no setor público de diversos países. A menos corrupta é a Nova Zelândia, em seguida  em ordem decrescente  Dinamarca, Finlândia, Suécia,, Cingapura, Noruega, Holanda, Austrália, Suíça e Canadá. Em 73º lugar vem o nosso país, em 75º lugar a China e o mais corrupto é a Somália. Não preciso dizer mais nada quando sabemos que 6 ministros do Governo  Dilma já foram mandados para casa  em razão de indícios  provados de corrupção. Talvez um 7º siga o mesmo caminho. Quem viver, verá!Pessoalmente acredito que poderíamos estar pagando muito menos tributos e ter melhor educação e saúde para nossos filhos e demais cidadãos se conseguíssemos diminuir esta mazela. Acabar com a corrupção provavelmente será impossível.

*Todos os dados foram  copiados das fontes mencionadas e este blogueiro não  garante sua veracidade. É dada a minha permissão
  para  cópia, desde que me seja dado o crédito e o endereço do blog.

Caros leitores, vou desaparecer por uns tempos para espraiar e me reciclar. Volto no começo de Fevereiro de 2012. Espero reencontrar a todos. Tenham um feliz natal e um novo ano que lhes traga inúmeras alegrias. Desejo-lhes felicidade, saúde e prosperidade. E o tradicional “desculpe qualquer coisa”
Um abraço bem apertado e até 2012

Louis Frankenberg,CFP®    4.12.2011
        

        
   

     


segunda-feira, 20 de junho de 2011

...E o Diretor foi demitido

Louis Frankenberg,CFP®

Matéria  original escrito em Setembro de 1994, porém nunca antes publicado.
Em minha própria opinião, muito pouco mudou entre os anos a partir de 1.994 e 2.011.             
Abaixo um relato acompanhado de minha  honesta opinião sobre as relações controvertidas e complexas entre  empresas e funcionários em geral. Esta matéria, porém,  está focada  em  especial   para executivos sabendo-se que vale igualmente aos demais níveis hierárquicos em uma empresa.

A  iniciativa de escrevê-la partiu da minha tentativa  em ajudar  aos primeiros   a mais realisticamente encontrar uma acomodação ou seja  um  modus vivendi  compatível com  as profundas alterações que atualmente estão tendo lugar em nosso  país e no mundo inteiro e a pensarem mais realisticamente a respeito de seus próprios interesses.
Nesses últimos decênios, muitíssimos livros foram escritos e publicados e centenas de seminários e work shops ministrados aos dedicados e fiéis funcionários em geral e executivos de empresas, a respeito das vantagens de aprimorar-se cada vez mais e melhor em suas respectivas funções profissionais, para satisfazer às exigências   de qualidade, eficiência e  produtividade das exigentes empresas nacionais e multinacionais.

O funcionário e executivo obediente e submisso, que tenha assimilado estes ensinamentos e, colocado em prática todos estes conhecimentos em prol da empresa ao qual esteja servindo, pode considerar-se   robôtizado, digno de  qualquer linha de produção industrial, mas deveria saber que também vale para a acumulação de conhecimento para outras empresas para os quais pode vir a trabalhar.  

Até que ponto é verdadeira a reciprocidade na devolução desta absoluta  fidelidade e dedicação por  parte da empresa a este funcionário ou executivo? E por que estas minhas indagações  com conotações tão duras e até mesma sarcásticas?    

Porque elas estão sintonizadas com as profundas transformações havidas no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Muitas empresas, sem o mínimo de remorso  ceifaram milhares de cabeças de funcionários subalternos e executivos continuamente.

Inúmeras dessas empresas eliminaram em até 60% seus níveis hierárquicos. Downsizing  era o grito de guerra há alguns anos, corte que teria feito inveja até ao célebre Robespierre da Revolução Francesa. Milhares de funcionários e executivos perderam seus empregos, de um dia para o outro! E  todos deveriam saber que novas crises com novas demissões certamente virão no futuro.

A busca frenética de uma nova empresa, onde novamente deveriam provar suas qualidades e tentar conquistar um lugar ao sol, não era tarefa das mais fáceis, pois o mercado encolheu como um todo e apenas uma parcela bem mais minguada teve a sorte de encontrar o aconchego de uma nova colocação a contento.

(Atualmente estamos num hiato, no qual a empregabilidade está em alta, mas que pode ser revertida como já aconteceu tantas vezes no passado. A essência da minha tese, por isso,  continua  muito válida).    

Pode-se imaginar o choque radical infligido àqueles dedicados e ingênuos executivos, acostumados eles próprios no passado em suas empresas, a tomarem as decisões frias e calculistas de quem seria o próximo demitido.

Com a experiência profissional acumulada devida a atuação em diversas posições de liderança, aqueles mesmos executivos e demais funcionários subalternos deveriam ter aprendido a grande lição de vida de  que existe muita semelhança entre o planejamento financeiro de uma empresa e o  planejamento de suas vidas pessoais. Destaca-se de que jamais deveriam ter permitido serem  usados como reféns em suas atuais empresas, sem terem outra  alternativa “B”na algibeira.

Nas empresas onde atuavam sempre teriam tido o cuidado para que não faltasse o indispensável “capital de giro” e nos respectivos balanços   constariam   reservas de contingência suficientes, enfim, teriam sempre   boas reservas  financeiras para poder enfrentar imprevistos, sejam quais fossem.

Por que então este contingente de funcionários subalternos e executivos não pensaram em iniciar um programa sério na criação de suas próprias reservas para  os imprevistos da vida e para a  aposentadoria além do FGTS?

A resposta a esta questão reside, infelizmente, na visão de prazo curto que a maioria ainda cultiva.  

Por incrível que pareça tanto executivos como  seus subalternos ainda conservam a arcaica imagem do “Estado” salvador e protetor. É tão mais cômodo acreditar que o atual emprego é permanente, que a pensão do INSS será novamente  de 20 salários mínimos como já foi em um passado distante, e que algum futuro empregador irá ajudá-los com algum  plano complementar de aposentadoria, que somado  ao do INSS lhes garanta valor igual ao último salário da ativa integralmente. Será que alguns destes funcionários e executivos  imaginam e acreditam que no ano 2011 ainda existe Papai Noel?

E enquanto aqueles em início de carreira,  chefes e gerentes, ainda são jovens, vigorosos e saudáveis,   e portanto têm a oportunidade de guardar mensalmente alguma  pequena parcela de seu salário, ao contrário, gastam-no integralmente em  coisas prescindíveis e,  muitas vezes também  totalmente desnecessárias!

A  experiência  que acumulei como Planejador Financeiro me ensinou que INSS e Plano Complementar de Aposentadoria não são suficientes para garantir um porvir futuro mais tranqüilo.

Eis  um resumo de história publicada na revista “Veja” em 9.12.92, (nada mudou desde então, pois leio em revistas e jornais que o mesmo está acontecendo agora mesmo no ano de 2011 nos Estados Unidos, repito Estados Unidos!)  o que exemplifica  a mínima margem de manobra que a maioria dos executivos tem e que não lhes  permite cometer qualquer erro, sem correr o risco  de incorrer  lamentos futuros.

 “A.M.J., 36 anos, administrador de empresas, pós graduado, 28 cursos de especialização, 17 anos de experiência profissional. Recentemente vendeu o Veraneio 89, o Parati 90 e o seu telefone. Mudou-se para a casa do pai. Transferiu os três filhos da escola particular para outra pública.Agora possui um Chevette 83 e ganha o equivalente a 600 dólares mensais, negociando automóveis usados.”

A  matéria original de 1994 é bem mais longa, mas hoje fico por aqui. Abraço, Louis 
Louis Frankenberg,CFP®

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Palpites genéricos para acertarmos mais vezes ou errarmos menos vezes na escolha de novos negócios e/ou investimentos.


Deliberadamente escolhi a palavra “palpites” em vez de “conselhos” ao dar o título para essa matéria.
Não desejo esconder de você, caro leitor que também já fui vítima de escolhas erradas.  
Somos todos, indistintamente, de vez em quando vítimas de erros de julgamento em nossa avaliação de pessoas, empresas ou negócios, mal conhecendo os mistérios da vida e do futuro.
O maior segredo está em tentarmos minimizar esses erros e de que os mesmos não nos causem estragos demasiadamente grandes ou mesmo irreversíveis aos nossos bolsos.
Acredito que possamos caracterizar os erros cometidos em quatro grandes categorias.
Como esta coluna é apenas  um mero ensaio e não pretendendo ser um tratado definitivo, vou me ater a apenas alguns aspectos, provavelmente existindo inúmeros outros.
(seus comentários pertinentes e inteligentes serão sempre bem vindos).

  • Erros de avaliação em relação às pessoas com quem fazemos negócios.
  • Erros de avaliação dos negócios em  si.
  • Erros conjunturais causados pela intervenção do Estado e as eternas mudanças de leis.  
  • Erros ocasionados devido nossa própria personalidade, caráter etc.  

Dados os anos em que trabalho como planejador financeiro, permito-me predizer que em nossas vidas, acabamos cometendo alguns poucos ou inúmeros erros de julgamento em relação às pessoas e negócios. Erros são inevitáveis, já que  não somos deuses onipotentes, nem seres clarividentes.
O supremo segredo do sucesso ou fracasso no mundo dos negócios e dos investimentos é unicamente expressado pela quantidade de nossas vitórias   serem  maiores que  a quantidade de  nossas derrotas! É claro que o montante dos valores envolvidos nas vitórias ou derrotas também deve ser levado em consideração.
Vamos aos fatos e deixar a filosofia, que não nos leva a nada, de fora!

Negócios e investimentos de vulto
Não os faça sem um aprofundado estudo, sob todos os aspectos e, ao contrário da atual era das comunicações virtuais e pela Internet, faça questão de conhecer pessoalmente os personagens envolvidos.
Idoneidade, honestidade, transparência e ética dificilmente são passíveis de serem detectadas  através de bits e à distância.
O olho no olho, mesmo nos dias atuais, continua sendo um componente fundamental para um julgamento  com mais probabilidades de ser acertado.

Dividir e diversificar
Ao iniciar o acumulo de reservas, não é racional diversificar demais os investimentos. É sempre preferível poupar com segurança. A medida que aumentarmos nossas reservas financeiras, é bom ampliar gradativamente as diversas  maneiras e formas.   
Aos poucos aumentar a parcela em investimentos de maior risco (por exemplo mercado acionário  ou fundo de ações) mas nunca ultrapassar 25 a 30% é uma medida racional e saudável para a maioria de nós.
É bom relembrar que a partir de certa idade, é difícil recuperar uma grande perda, especialmente quando a idade da aposentadoria  já está  mais próxima.

Negócios societários
Resguarde-se sempre de pessoas bem falantes, oferecendo negócios mirabolantes. As estatísticas de negócios que deram errados estão aí mesmo, e que  amplamente comprovam o que acabo de dizer.
Para entrar em sociedade com alguém, conheça o futuro parceiro por muitos anos e em diferentes ambientes e circunstâncias. Não é a toa que existe o provérbio “negócios, negócios, amizade aparte”. E já que falamos deste tema mais outro adágio;
“se não queres perder um amigo, não faça negócios com ele”.
Antes de iniciar qualquer empreendimento, estude-o teoricamente e na maior profundidade possível e, verifique como  seus futuros concorrentes   o  conduzem. Vá falar com eles e tente tomar conhecimento dos aspectos positivos e negativos!  Não que este fato seja de capital importância, pois um mesmo negócio pode ser conduzido brilhantemente por uns, e desastrosamente por outros. Como disse um  dos maiores executivos norte americano e a maiorias dos deles hoje em dia repetem: “everything is management”!

Negócio próprio
Desculpem a crueldade do que vou dizer, mas ela é a absoluta realidade que, comprovei pessoalmente  em função dos   meus muitos anos de consultoria de planejamento  e assessoria financeira.
“Uns nasceram para serem cacique e outros para serem índios.”
Por essa razão, você amigo leitor, terá de fazer uma humilde constatação de seu próprio caráter e personalidade, virtudes e defeitos; se é feito do tecido “tipo cacique” ou do tecido “tipo índio” antes de se aventurar.
Este mesmo tema irei aprofundar  em algum  blog futuramente.

Tenha  essa certeza; você perderá dinheiro em algum futuro negócio
Na introdução confessei que também já perdi dinheiro.E não estou sozinho.     Acompanha-me toda a clientela que conquistei nestes  anos todos.
Não vá se fiar nas belas e mentirosas estatísticas que provam que baseado numa taxa de “X % ao Mês ou Ano” você terá “Y Reais” em “Z Anos”.
Algumas das razões para toda essa fábula de dinheiro e lucratividade não se realizarem  são inúmeras, entre elas;
1) banco, fundo ou negócio quebrou e você ficou a ver navios...
2) Governo mudou subitamente  as regras do jogo. 
3) A inflação corroeu 80% do dinheiro que você acumulou pelos anos afora.  
4) O Imposto de Renda (ou outro tributo qualquer) aumentou estupidamente a alíquota que incide sobre seu, capital, rendimento ou lucro.
    
5) Seu negócio subitamente se tornou obsoleto e você nem percebeu
6) Entrou um concorrente com muito mais capital (cacife) que o seu e lhe
    roubou a clientela.
    7) Surgiu um novo Collor.
    Posso continuar, mas prefiro encerrar por enquanto por aqui mesmo.  

Nota; este é o meu último blog do ano. Você, eventualmente poderá me acompanhar em rápidas intervenções que eu julgar oportunas, lá do outro lado do mundo. Espero  reencontrá-los no ano que vem. Tenham o melhor Natal de suas vidas e um próspero ano de 2011, é o que sinceramente lhes desejo!

Louis Frankenberg,CFP® - 1º de dezembro de 2010