segunda-feira, 22 de setembro de 2014

GUIA; 32 PRINCÍPIOS PARA LIDAR COM SEU DINHEIRO

Saiu do forno  após alguns meses de intenso trabalho,  meu Guia   que, resumidamente elenca os princípios mais importantes que devem ser levados em consideração para uma pessoa ter maiores probabilidades de ter uma vida financeira em ordem  em todas as fases de sua vida.
Caso, caro leitor, você desejar possui-lo, impresso ou em seu computador e sem ter de pagar pelo mesmo, poderá baixá-lo através pelo link abaixo:
https://docs.google.com/file/d/0Bzyj6s2WHpXsaW9xVDlFbTdiUGs/edit

O Guia é  minha oferta e contribuição para você poder levar e usufruir de uma vida  melhor.
Indique-o para seus familiares e amigos.
Um forte abraço,
Louis Frankenberg,
E-mail; perfinpl@uol.com.br e lframont@gmail.com




sábado, 13 de setembro de 2014

32 Princípios para Lidar com seu Dinheiro.


             32 Princípios para Lidar com seu Dinheiro

                      Uma explicação de como e porque criei o Guia abaixo reproduzido.

                                                                          Louis Frankenberg, CFP® 12.9.2014.

Aqueles acostumados a ler meu blog; www.seufuturofinanceiro.blogspot.com devem estar intrigados do porque da minha menor frequência na colocação de novos “spots” no meu blog. Tentarei explicar. 

Como talvez não saibam,  fui eu que iniciei em nosso país a divulgação de assuntos, aconselhamento e outros aspectos financeiros  envolvendo pessoas físicas e suas respectivas famílias, quando, durante seis anos seguidos, fui colunista da revista “Exame”, do grupo Abril.

Na mesma época comecei a escrever o livro que, em 1.999, tornou-se um “best seller” nacional, ao ser publicado.

O livro tinha por título “Seu Futuro Financeiro, Você é o maior Responsável”. (16 edições, pela Editora Campus, atualmente Elsevier, livro este que hoje somente é disponível  no mercado secundário).

Quando comecei a trabalhar com finanças pessoais, há aproximadamente 40 anos, fui um entusiástico divulgador dos conceitos fundamentais envolvendo educação financeira, destinada aos mais variados segmentos sócio econômicos da nossa população e, em especial, para todas as pessoas que não tinham recebido os sábios e úteis conselhos financeiros dos respectivos pais ou responsáveis.  

Também, na mesma época, já   tentava explicar a vital importância da existência nos currículos escolares, de uma matéria que ensinasse os conceitos básicos a respeito da educação financeira, em especial, orçamentos domésticos, a importância da poupança e, inclusive,  incentivando a criação por parte das pessoas de reservas financeiras, independente daquilo que o Estado Brasileiro, por intermédio do INSS na aposentadoria poderia proporcionar.  

Somente após o advento da nossa nova moeda, o Real, os planos de pensão complementares   de aposentadoria da iniciativa privada (PGBL e VGBL) teriam este nobre propósito de melhorar a vida das pessoas aposentadas idosas  com rendas menores e insuficientes.

Após   ter escrito outros três livros a respeito de finanças pessoais e ter fundado o hoje bem conhecido “IBCPF”, Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros, responsável pela certificação “CFP” no Brasil, eu queria deixar mais algo que considerasse igualmente importante.
 
Nestes últimos 15 anos, após a publicação daquele meu 1º livro a respeito de educação e planejamento financeiro, centenas de obras semelhantes nasceram, todos abordando temas variados relacionados a investimentos, acumulação de reservas ou seja poupança, orçamento doméstico, comportamental  humano e promovendo  inclusive quaisquer planos da  previdência oficial governamental e da  iniciativa privada, portanto complementar, fechados ou abertos.   

Buscando algo diferente e inovador de tudo já  existente no âmbito das finanças pessoais, tive  a  ideia que  acabei desenvolvendo. 

Eu pensava em criar um “Guia” que, por intermédio de “Princípios”, resumisse em apenas poucas sentenças, tudo aquilo que centenas de livros existentes a respeito de finanças pessoais mencionavam e, igualmente, aquilo que eu, pessoalmente, em dezenas de seminários e palestras   havia tentado transmitir naqueles anos todos, às mais diversas plateias e públicos.  

Resumindo, pretendia explicar em palavras simples, em especial, àquelas pessoas que mais necessitavam de informações básicas e consistentes, de quais seriam os fatores, conselhos e práticas existentes mais relevantes que pudessem ajuda-los a terem uma vida financeira mais digna, com menos sobressaltos e maior probabilidade de sucesso.  

Baseava meu raciocínio nas inúmeras estatísticas que conhecia e que confirmavam que em nosso próprio, mas igualmente em inúmeros outros países, apenas um pequeno percentual da população conseguia manter uma vida confortável   em todas as fases de existência de suas vidas.

A prática adquirida durante aqueles anos todos, também me confirmava que inúmeros executivos e profissionais liberais, quando se aposentavam,  haviam sido forçados a diminuir seu nível social e econômico, ou seja,   qualidade de  vida, geralmente após terem penduradas as chuteiras e queimadas suas reservas (as vezes bem diminutas ou insuficientes).  

Passei os primeiros oito meses do ano de 2.014 imaginando, escrevendo, revisando e constantemente melhorando os textos e palavras que, com a maior exatidão possível, pudessem representar o que eu desejava expressar por intermédio dos tais “ Princípios”.

A missão que me impus foi igualmente difícil em razão de ter que determinar quais seriam em realidade estes “Princípios” mais relevantes, pois nunca antes havia visto referência a algo  semelhante publicado, aqui ou no exterior.   

Finalmente, sem me importar antecipadamente com   determinada quantidade de princípios, cheguei  naturalmente a quantidade mágica de “32”, mas sem forçar a barra!  Em outras palavras, eu não desejava determinar  antecipadamente quantos “Princípios” meu “Guia” finalmente deveria ter!

Outra das minhas preocupações na demorada compilação foi também a de não querer entrar em explicações minuciosas, como é de praxe na maioria dos livros de cunho financeiro, ou seja, apenas desejando elencar o essencial, o absoluto e estritamente necessário! O  principal, mas não o acessório.

Nesta era da Internet e das informações instantâneas transmitidas e captadas de “n” maneiras diferentes,  ninguém mais quer saber de assuntos extensos e detalhados.  

O texto final de cada um dos “Princípios” deveria, portanto, ser simples, absolutamente claro e explicado em poucas palavras e sentenças, mas conservando seu impacto e compreensão!

Durante a fase de elaboração dos “32 Princípios” consultei duas psicólogas especializadas em finanças pessoais, ambas bastante conhecidas, que me deram valiosos subsídios.   

Para tornar minha pesquisa de cada um dos princípios absolutamente válidas naquela fase de compilação,    finalmente pedi para diversos colegas de prestígio da nossa profissão e também  outras pessoas minhas conhecidas, que lessem o que eu havia produzido e apontassem eventuais lacunas, uso de termos mais precisos ou eventuais erros conceptuais feitos.     

Finalmente, após mostrar o meu trabalho para algumas autoridades de regulamentações governamentais, ao acreditar que a compilação tornara-se razoavelmente abrangente e completo, decidi que não iria pedir a nenhuma daquelas entidades ou de qualquer grupo comercial ou financeiro privado qualquer forma de ajuda financeira ou  patrocínio para financiar este meu projeto.

Decidi então que preferia que  meu “Guia”  fosse  absolutamente isento de eventuais interesses de terceiros que modificassem seu conteúdo e conselhos  e que igualmente não visasse  qualquer lucro, nem para mim, nem para qualquer pessoa, empresa ou entidade,  governamental ou privado.   
 
E dessa maneira nasceu a 1ª edição de 2.000 exemplares do Guia “32 Princípios para Lidar com seu Dinheiro”.

O Guia foi inteiramente financiado com meus próprios recursos. Estará a disposição das pessoas, empresas e entidades interessadas, eletronicamente.  

Eu gostaria que o conteúdo deste guia fosse o mais amplamente   difundido  em nosso país e  estivesse a disposição de qualquer pessoa, pois foi esta a intenção que me conduziu a criá-lo. 

O Guia “32 Princípios  para Lidar com seu Dinheiro”  é minha contribuição na difusão em nosso país, da legislação originária  da “ENEF”, Estratégia Nacional de  Educação Financeira, Decreto Lei 7.397 de 22.12.2010,  na promoção  da educação financeira e previdenciária e da tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores através da informação, formação e orientação em âmbito nacional.
                           
                           São Paulo,  12 de Setembro de 2.014.
                           Louis Frankenberg, CFP®
                           Blog; www.seufuturofinanceiro.blogspot.com

                                                    Capa do Guia com 40 páginas-tamanho 10 cm x 15 cm.
Publicação com Direitos reservados pelo Autor e registrados
na Fundação da Biblioteca Nacional sob nº 652.396

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Vamos explicar algo a respeito de suas futuras reservas financeiras


Louis Frankenberg, CFP®  27-08-2014

 

Todos aqueles que estão plenamente convencidos da importância de criarem e manterem reservas financeiras para as épocas de chuvas e trovoadas e até das longas e verdadeiras tempestades que podem ocorrer em nossas vidas, deveriam, hipoteticamente, ter absoluta confiança nas empresas gestoras de investimentos e também nas entidades independentes de “rating”, na defesa dos interesses de investidores e, não esquecendo, nas boas intenções de governos de países civilizados, depositários de suadas poupanças.
Em outras palavras, falamos em “depositar absoluta confiança e sem medo” em grupos financeiros privados e estatais, entidades de avaliação de conceitos e dos próprios governos garantidores da idoneidade das instituições financeiras.
Mas qual a garantia existente de que em algum momento desta complica equação, alguma dessas instituições não irá falhar fragorosamente  com suas promessas de idoneidade?
                                         NENHUMA!
É sobejamente conhecido por todos, o pressuposto de que riscos sempre existirão. Todas as instituições financeiras, sem exceção, estão sempre nos prometendo juros, dividendos e nosso capital original devolvido, porém simultaneamente realçando que resultados passados não são nenhuma garantia futura...
Enquanto gastam enorme quantidade de tinta (e publicidade) em apregoar seus resultados, apenas em uma linha do rodapé, preferencialmente em letra bem miúda, nos afirmam que não serão responsáveis por eventuais erros, falhas ou promessas não cumpridas...
Este calejado planejador financeiro, em razão de sempre ter sido um desconfiado, cético e muito cauteloso divulgador de eventuais e positivos resultados futuros e, durante toda a sua vida, ter tentado se aprofundar nos mínimos detalhes de cada inversão e, da idoneidade, tradição e ética dos gestores responsáveis, custodiantes, autarquias de fiscalização etc. em diversas ocasiões passadas perdeu dinheiro com suas próprias inversões!
É esta a principal e única razão em ter adotado há aproximadamente um decênio de anos, uma forma bastante peculiar de alertar a si mesmo e, principalmente as pessoas que lhe consultam.
Advirto-as de que existe uma grande (talvez até enorme) probabilidade de que algum dos investimentos que fez ou ainda fará, em algum momento futuro, se transformará em pó.
Desde o início da minha caminhada profissional em finanças e economia, estava plenamente convencido da importância da diversificação nas diferentes categorias de investimento existentes, estudando os riscos inerentes de cada um deles. 
Eu já tinha plena consciência, mesmo neófito, que atrás de cada negócio, ou inversão sempre havia uma pessoa ou grupo financeiro, absolutamente interessado em pintar um quadro o mais positivo possível...
O que me distinguia dos demais colegas, era algo chamado “consciência” e desejo honesto e sincero em ser absolutamente transparente e profissional.
Ao contrário de  alguns colegas que, pouco estavam preocupados com o que ocorreria ao capital alheio (infelizmente apenas interessados nos próprios benefícios e interesses) e, se limitavam em apregoar somente predicados positivos e, portanto jamais citando ou nem mesmo pronunciando as palavras “risco, “cuidados”, “diversificação”,   “prudência” etc.
Por que faço tanta questão em lhe relembrar, caro leitor, essa questão do risco e da grande probabilidade existente de você perder tudo ou quase tudo em algum investimento atualmente existente ou ainda por fazer futuramente?
Porque este nosso mundo que inclusive é habitado por egoístas, malandros e também empreendedores que, involuntariamente ou não,  administram seu dinheiro de forma muito leviana.
Apenas para ilustrar  este   ponto de vista, saiba que neste mesmo momento, três dos maiores gestores de fundos de investimento do mundo, ou sejam; Bank of América, City Bank e Union de Banques Suisses, estão pagando dezenas de bilhões de dólares ao Governo Norte Americano em razão de multas que lhes foram aplicadas por terem vendido gato por lebre aos seus investidores. (Revista The Economist, edição 9/8/2014 –página 59).
Pela lógica e igualmente devido outros fatores, deverias sempre relembrar que grupos financeiros maiores e menores internacionais e (também nacionais) podem neste mesmo momento estar cometendo semelhantes erros propositais ou não. As funestas consequências, quem sabe, somente irás sentir quando te aposentares... e então  já é demasiadamente tarde!
Aqui, em nosso país, desde quando comecei a atuar como consultor financeiro, e isto já fazem   dezenas de anos, inúmeros grupos bancários, securitários, de poupança, financeiros etc. já entregaram a alma ao criador! 
Muitos deles jamais foram punidos ou devolveram o ouro roubado e, seus dirigentes, continuam vivendo  nababescamente até os dias de hoje.
Meu perene conselho a todos que se preocupam com seu futuro financeiro saudável, é de contratar sempre algum profissional de absoluta confiança, que não tenha qualquer interesse no grupo financeiro no qual investes tuas reservas e  ele de alguma maneira estar envolvido.     
Sempre faça uma análise aprofundada e sob múltiplos aspectos como rendimento real, idoneidade, segurança, aspectos fiscais, etc. possam incidir sobre  suas tão importantes reservas.
Nada e  ninguém lhe dará  plena garantia de que jamais irá acontecer qualquer anormalidade com seu rico dinheirinho, mas pela própria lei das probabilidades, seu risco de perda certamente diminuirá drasticamente caso tomares algumas providências antecipadamente!  
De qualquer maneira, lembre-se que os mais conhecidos e melhores gestores, consultores e   investidores confessaram que também já perderam dinheiro.
Você não será nenhuma exceção! Levando tudo isto em divida conta, você deverá estar preparado  para também perder em algum momento, alguma de suas  muitas transações, bem ou mal planejadas! Um sincero abraço,
                        
                      Louis Frankenberg, CFP®   28-08-2014
                          E-mail; perfinpl@uol.com.br  e lframont@gmail.com
 
De última hora no Jornal Valor de 28.8.2014
A nota de Agência Bloomberg diz que o Royal Bank of Scotland recebeu uma multa de Libras 14,47 milhões, e os bancos Lloyds e Barclays  também estão envolvidos em más práticas contra investidores daqueles bancos no Reino Unido, comprovando  que malandragens não somente acontecem nos Estados Unidos. Onde mais será que ocorrem?  

domingo, 3 de agosto de 2014

Ir além dos conceitos tradicionais dos investimentos financeiros

Você somente limita suas escolhas aos tradicionais
conceitos numéricos?   
Louis Frankenberg,CFP  03-08-2014
 

Uma vida melhor é o que todos buscamos, porém a maneira de interpretar isoladamente o vocábulo “melhor” difere de pessoa para pessoa.
Confesso que somente ao redor dos 45 anos de idade é que comecei verdadeiramente a pensar com mais profundidade a respeito dos múltiplos conceitos e maneiras diferentes de enfrentar acontecimentos normais e imprevistos.   
Profissionalmente, como planejador financeiro pessoal, aos poucos fui adicionando outros ingredientes aos mais difundidos fundamentos relacionados com investimentos e criação de reservas financeiras, tais como rendimento real, diversificação, liquidez, segurança, poder aquisitivo, etc. Alguns continuavam sendo os tradicionais, outros passaram a ser mais conceptuais ou até heterodoxos.
Concorreu decisivamente para esta interpretação tão mais ampla o livro que havia lido e que tinha como título “Work and Family, Allies or Enemies”, ou seja, “Trabalho e Família, Aliados ou Inimigos”.
Sintetizando, o livro baseava seu enredo nos conceitos emitidos por 800 executivos norte-americanos pesquisados com bastante profundidade.
As conclusões básicas obtidas por seus autores, Steward Friedman e Jeffrey Greenhaus, foram;
*42,4% daqueles executivos nutriam maior importância às suas respectivas famílias do que à atividade profissional ou então à própria carreira.
*29,6% davam igual peso às suas famílias e à atividade profissional ou carreira.
*13% davam maior importância à atividade profissional ou carreira do que à família.
*15% elencaram outros aspectos que não a família ou atividade profissional.
Vocês, leitores, deveriam dedicar mais tempo à interpretação do título do referido livro. Não apenas lê-lo mecanicamente, mas refletir sobre o que significa e vislumbrar nas entrelinhas a abrangência do seu subtítulo, que é;
 “What happens when business professionals confront life choices”, ou seja, “O que acontece quando profissionais são confrontados com escolhas de vida”.
Concluirão que os objetivos e visões daqueles que contratam executivos e executivas são muitas vezes (ou quase sempre?) diametralmente opostos aos  que são contratados.   
Foi somente a partir da leitura do referido livro que comecei a dar imenso valor a facetas diferentes relacionadas com investimentos e maneiras de amealhar reservas financeiras e que não fossem apenas os predicados mais conhecidos. As minhas entrevistas com executivos e cônjuges passaram a abordar, além dos aspectos financeiros, prioridades de vida e os tantos outros objetivos que indivíduos possam ter ou sonhar em tê-los.
No decorrer dos anos, os resultados obtidos me provaram sem sombra de dúvida que aspectos meramente numéricos em nossas vidas são importantes, mas certamente não são os únicos que concorrem para nos dar, em tese, maior felicidade e satisfações.  
 
Louis Frankenberg,CFP  03-08-2014
 

 

 

  

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Será que apenas somos o país do futebol?


Será que apenas somos o país do futebol?

                    

”A respeito de regulação, verdades  que doem e mudanças”.

 

Louis Frankenberg, CFP®   11-06-2014

Blog;www.seufururofinanceiro.blogspot.com


 
Recarreguei as baterias e estou de volta de viagem, para com entusiasmo assistir a atual Copa do Mundo aqui no Brasil e, ainda de camarote na minha poltrona favorita, defronte da tela da TV acompanhado, de uma cervejinha.

Tenho saudades da minha juventude quando escutei  a maioria dos jogos da Copa do Mundo de 1950 em nosso país, transmitidos através das ondas curtas do meu pequeno rádio, ligado à energia de uma bateria de carro, durante as férias escolares que passei na época em Santa Catarina.

Mas, acrescento orgulhosamente que antes estivera presente em Porto Alegre, na partida eliminatória entre Suíça e a então Checoslováquia, atual República Tcheca.

Mas despertando para a época presente, gostaria de imaginar que a resposta ao título deste meu “post” fosse apenas,

 “felizmente não somos apenas o país do futebol!”

Durante 35 dias contemplei nosso país de fora para dentro, lendo jornais, revistas e vendo noticiários pela TV nos diversos países pelos quais passei.

Reconfirmei então novamente que absolutamente não somos o centro do mundo e que nem mesmo somos o país pior governado neste mundo conturbado e incompreensível!

Já é alguma coisa, pois voltando ao Brasil ouço que a maioria dos meus amigos gostaria que houvesse uma enorme e saudável reviravolta para as próximas eleições em relação ao partido político que nos governará futuramente.

Faço parte daqueles que pensa que a derrota do Brasil nesta Copa seria uma grande mola propulsora para a alternância dos governantes de plantão. Esta dualidade e contraditório pensamento creio,  acompanha na atualidade mais gente do que se possa imaginar.

Mas sou um estraga prazeres, pois desta vez vou falar de bancos, finanças e clientela em vez de Copa do Mundo.

Vocês amigos leitores sabem, pois já revelei anteriormente este meu segredo, que em viagem costumo colecionar materiais que eventualmente posso usar para autenticar meus comentários a respeito de assuntos financeiros ou comportamentais.

 
Na edição de 30/5/2014 do International New York Times (ex International Herald Tribune) deparei com uma matéria de Floyd Norris chamada “ Rethinking light-touch regulation”. Ele é o “Chief Financial Correspondent do The New York Times”.

Li com toda atenção a matéria durante uma viagem de avião e assinalei com marcador vermelho todas as partes que chamaram a minha atenção e com as quais, decididamente concordo.

Abaixo para vocês, traduzidas livremente do inglês, abreviadas e adaptadas, algumas das observações que aquele profissional pensa a respeito da regulação e dos enormes erros cometidos pelo segmento bancário, financeiro  e regulatório internacional.

Também eu acredito que alguns grupos extrapolaram esta liberdade e abusaram dela e, não somente em nível internacional...  

Segue abaixo um apanhado daquilo que eu havia marcado.

“Nas décadas que antecederam a crise financeira (a de 2008) havia geral concordância de que pouca regulação dos mercados e bancos seria melhor que demasiada”.

“Reguladores bancários permitiam que os bancos usassem seus próprios modelos de risco.” (meu comentário; e erraram feio.)

“Mas a crise financeira mudou muita coisa”. “Os reguladores viram a necessidade de maiores controles e menos votos de confiança aos banqueiros.”

“A nova realidade requeria nova legislação na forma, por exemplo, da lei Dodd-Frank, que os banqueiros desejariam que fosse menos restringente.”

A atual Gerentona do Fundo Monetário Internacional, a senhora Christine Lagarde ainda fala de escândalos que violentaram os princípios éticos, incluindo falências fraudulentas, lavagem de dinheiro e a fixação artificial da taxa de juros do “Libor”. Mesmo após algumas mudanças comportamentais estarem ocorrendo, elas não são suficientemente profundas...

Continua dizendo a referida senhora; “A indústria do dinheiro (bancos e gestores de recursos) continuam valorizando demasiadamente lucros obtidos no curto prazo em vez de buscarem o longo prazo... ou então “As polpudas “Bonificações” em vez de relacionamentos mais sólidos para o futuro.”.

O senhor Mark Carney do Banco da Inglaterra afirma ainda que a falta de regulação contribuiu para a crise (de 2008 e sua continuidade).

“Diz ainda que “Banking” agora significa apenas negócios, transações e deixaram de serem   relações mais confiáveis, clientes para eles são apenas contrapartidas...”

Afirma ainda a senhora Lagarde  que; “a verdadeira missão dos banqueiros continua sendo a de servir a economia...”.

Uma enquete internacional feita no ano passado em 27 países pelo F.M. I apurou que havia dúvida se lideranças políticas e comerciais poderiam ser considerados de fato confiáveis...!

45% dos respondentes nos Estados Unidos afirmavam que não havia suficiente regulação comparado com 24% dos respondentes que afirmaram que havia demais regulação e apenas 18% que afirmaram que a atual regulação estava na medida certa.

Ainda segundo a mesma matéria; “os banqueiros ganharam muito dinheiro, mas isto aconteceu antes de 2008 e que posteriormente quem teve de pagar pelos prejuízos foram os contribuintes”...

Foi esta matéria escrita por Floyd Norris, da qual retirei alguns trechos que mais me chamaram a atenção (norris.blogs.nytimes.com).

E agora meu breve comentário final.

Enxergo em nosso país situação bastante semelhante àquela descrita acima na arena internacional. A diferença maior a meu ver está no fato que a área técnica financeira do governo em nosso país é tão culpada quanto o segmento financeiro  privado que, apenas tenta se defender dos  inúmeros golpes assentados continuamente contra o mesmo.  

A mim parece que somos aqui vítimas e ao mesmo tempo participantes silenciosos e indefesos de uma enorme e tresloucada aventura política, econômica e financeira que, eventualmente, pode não dar  certo.

Mesmo não sendo profeta ou vidente, a sensibilidade genérica que adquiri pelos anos afora, observando o que se passa ao meu redor, em especial no segmento econômico e financeiro, faz-me prognosticar que vamos coletivamente ter de pagar caro pelas decisões erradas que atualmente (e desde uma dezena de anos passados) estão sendo tomadas.

Continuo acreditando muito no Brasil, mas sem dúvida alguma teremos urgentemente de virar o leme em outra direção, caso desejamos progredir num mundo cada vez mais egoísta, mais competitiva e menos ético. Nossas aparentemente inteligentes elites comerciais, industriais e financeiras deveriam tomar a iniciativa e fazerem valer suas vozes, caso quiserem participar de uma reviravolta necessária e não soçobrar no meio da tempestade que, infalivelmente virá caso não tomarmos medidas corretivas a curto prazo.

Já verificamos que a turma que hoje nos dirige não tem competência suficiente, pois as trapalhadas se fazem sentir em todos os segmentos da economia e das finanças. Gente, vamos despertar do pesadelo e da letargia e assumir o controle da mudança!

Louis Frankenberg, CFP®   11-06-2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A minha maneira particular de interpretar a sempre almejada "sorte".


                   A minha maneira particular de
 interpretar a sempre tão almejada “sorte”.

Louis Frankenberg, CFP® 24.04.2014. 
Lido há anos com as mais diferentes maneiras de pensar de executivos e outros grupos sócio econômicos,  mas continuo a me perguntar qual a razão de tanto celeuma em torno da palavra “sorte”, já que ninguém consegue dominá-la e muito menos influenciá-la. 
Para mim e, provavelmente, para outras tantas milhões de pessoas, a grande dúvida continua sendo; “será mesmo que ela existe para uns e é inexistente para outros?”.
E dando continuidade às minhas inúteis divagações, será que existe alguma poderosa e desconhecida força da natureza ou algum ser supremo dirigindo a nos todos, sendo ele o grande responsável por nossos êxitos e fracassos,   distribuindo em doses diferenciadas o fator sorte  a seu bel prazer e vontade?  
Será que esta misteriosa entidade que, geralmente acreditamos ser de boa índole, também possa exercer alguma influência injusta ou quem sabe até fatal sobre a nossa existência?
Há tantas maneiras diferentes de interpretarmos essa misteriosa força, dentre as quais destaco apenas algumas de  suas diferentes denominações como sendo   “divina providência”, “destino”, “desígnio”, “fatalidade”, ou “sina” (termo que usávamos no Rio Grande do Sul da minha juventude).
Os chineses costumam representar o símbolo representativo da sorte igualmente para designar uma espécie de  encruzilhada em nossas vidas chamada “oportunidade”, maneira e visão com a qual   eu  também me identifico, como verão mais adiante.
Quem sabe, e talvez por esta mesma razão, a palavra “sorte” ou a “falta dela” passou a ocupar um espaço bastante relevante na minha mente e maneira de encarar o assunto, a partir da época em que comecei a treinar centenas de jovens na arte da venda de produtos financeiros e de investimento”.
Quero acreditar que meus leitores também possam estar interessados na maneira como interpreto  esta força tão misteriosa e difícil de definir, com  maior exatidão.
Como tudo que envolve aspectos extra sensoriais e crenças, para poder encaixar este conceito tão etéreo  na minha filosofia de vida, procurei adaptá-la àquilo que a maioria das pessoas busca, e  que  se chama  “a busca incessante do sucesso” ou ainda mais genericamente, “dar-se bem na vida”.
Desde que lembro, sendo eu um observador curioso, que sempre se perguntava da razão pelas quais certas pessoas eram bem sucedidas e outras não, tive a oportunidade de influir na maneira de atuar de muitos jovens, no início de suas vidas profissionais.
Enxergava e avaliava suas maneiras de se relacionar com outras pessoas e conseguia também perceber aqueles entre eles que eram mais ou menos inteligentes, mais ou menos batalhadores ou ainda aqueles mais ou menos criativos e originais.
Quando sentia que havia vontade de aprender e desejo de progredir na vida em alguns deles, mostrava-lhes suas deficiências e explicava como buscar melhoras e maior eficiência naquilo que faziam.
Precisando treinar e sempre renovar a motivação daqueles jovens, inexperientes e ansiosos intermediários, ávidos por um lugar ao sol, passei a desenvolver minha própria teoria a respeito dos caprichosos desígnios da “sorte”.
Muitos deles costumeiramente se queixavam da falta de sorte ao não conseguirem convencer potenciais clientes ou então atingir metas mínimas de venda que lhes garantissem ganhos suficientes através das comissões de intermediação com que a empresa compensava vendas efetuadas.  
Já no ato da seleção do candidato às posições oferecidas,  eu fazia perguntas, cujas respostas me davam um razoável perfil  do candidato que entrevistava e, que inúmeras vezes,  não atingiam as minhas condições mínimas  e  expectativas.
Entre tantas outras, perguntava-lhe se preferia ganhar (na moeda da época), 10.000 cruzeiros como vendedor ou 3.000 cruzeiros fixos em alguma função burocrática que eu inventava na hora. Muitos preferiam o fixo e eu, em  consequência, os eliminava imediatamente da lista de potenciais vendedores.  
A razão principal para meu veto era que precisávamos de gente dinâmica, criativa e ambiciosa e não pessoas acomodadas e satisfeitas com um salário fixo bem menor.
Confesso que eu mesmo, ainda sendo muito jovem, aprendia tanto quanto aqueles outros jovens ansiosos por vencer na vida!
Uma matéria chamada “Que a sorte esteja com você” no Jornal “Valor” publicado no dia 8 de Abril último, me inspirou para divulgar para vocês a essência do que entendo esteja igualmente embutida nessa questão da “sorte” ou então “da falta dela”, queixa comum de tanta gente hoje em dia e não somente daqueles meus subordinados dos anos 70 e posteriormente também, quando já era o Gerente Geral de Vendas para o Brasil da Distribuidora de Valores do Banco Itaú.
Vou tentar explicar este meu ponto de vista particular que, eventualmente,  possa influir sobre a tal da sorte ou da falta dela.
Mas quero antes comentar o principal enfoque da matéria do jornal “Valor”  mencionado e que tratava dos “títulos de capitalização” que promovem sorteios no qual os incautos e ingênuos sempre voltam a investir apesar das advertências feitas pelos profissionais financeiros independentes e não alinhados (e conformados) com os “incentivos à produção” de algumas instituições financeiras que pouco ou de nenhuma maneira se preocupam    com  uma  verdadeira educação financeira e progresso patrimonial de sua clientela.
A referida forma de investir se aproveita do anseio de pessoas sonhadoras e acomodadas que preferem ganhar na loteria em vez de obter êxito financeiro por meio do trabalho e, dessa maneira, conquistar o pote de outro que se encontra lá no final do arco íris...
Ainda não decidi se a razão deste desconhecimento   é apenas ilusão na eventual obtenção de ganhos milionários ou falta mesma do conhecimento da realidade dos fatores fundamentais da vida e da acumulação patrimonial de forma racional.
Traduzido para um português explícito, afirmo que a sorte grande favorecerá sempre os banqueiros e gestores, que se aproveitam da ingenuidade das pessoas para    obterem lucro com um grau  quase 100%  de certeza, enquanto apenas um em cada milhão de ingênuos investidores possivelmente poderá receber  uma minúscula compensação, quem sabe favorecida pelo deus  da sorte!
Esse incauto investidor, movido apenas pela fé nos sorteios  realizados pelas instituições financeiras  para os titulares de  títulos de capitalização, na verdade possui uma única certeza absoluta; estará ele próprio pagando sem o saber pelo  premio que alguém (provavelmente não ele) irá obter algum dia.  
Estará igualmente sob a influência e  dependência da infalível lei das probabilidades.  
Aproveito este meu blog para realçar que investidor que se preze e dê valor ao seu dinheiro, deverá sempre investir em ativos financeiros que, de  nenhuma maneira   possam depender da sorte.
Mas vamos finalmente enunciar abreviadamente a teoria que desenvolvi há tantos anos, mas que continuo achando bastante válida para mim mesmo e agora    compartilhando com vocês.
Comprovei na prática naqueles agora longínquos anos de treinamentos e de supervisão que, toda pessoa é portadora de três componentes essenciais que fazem dela o ser único e especial que se apresenta perante o mundo exterior como indivíduo diferenciado de todos os outros na face da Terra.
Cada pessoa que se preza deveria analisar quais são estas suas características que nos diferenciam, de acordo com seu próprio juízo, incluindo tanto os traços característicos mais positivos que possuí, mas também aqueles mais negativos (!), portanto auto avaliando-se de maneira absolutamente honesta, não tentando enganar-se a si mesmo. 
Fiquem sabendo que nada melhor para se auto conhecer, do que fazer um aprofundado estudo de si mesmo para entender quais são nossos próprios dons e características da personalidade e maneiras de ser. 
São os fatores positivos que deveremos aperfeiçoar ainda mais, enquanto opostamente, nossos traços mais débeis ou ineficientes, reavaliar a medida do possível.
As características  mais controvertidos ( portanto negativas) deveriam  ser revolvidas e analisadas com muita atenção, e quando de suas descobertas, melhoradas.
De qualquer maneira, acredito que a herança genética também desempenha um papel fundamental e proeminente em nossos vidas. Por essa razão alguns de nossos traços mais negativos são tão difíceis de serem modificados.
Vamos finalmente depois de todos estes preparativos, expor minha teoria.
O 1º componente é esta habilidade, que eu denominaria de “mental”, inteligência, racionalidade, lógica ou outro qualquer aspecto relacionado com as  múltiplas funções do cérebro, órgão este tão espetacular que possuímos, mas que nem todos utilizam como deveriam em todo seu potencial e capacidade de promover saúde, felicidade e qualidades profissionais. 
O 2º componente, eu o denominaria de “pernas”, para deslocar-se ou seja, a disposição para trabalhar e não ser preguiçoso ou acomodado, ao de batalhar sempre e não se dar por vencido, a de estar  constantemente disposto para o aproveitamento das enormes oportunidades que surgem e que exigem nossas mudanças de rumo, permanentemente.
O 3° componente é a capacidade de “administração”, (organizar-se) ou quem sabe tratando-se de qualificação especial na coleta de dados e informações essenciais que ajudam a pessoa a divulgar ou vender seu próprio “peixe” (hoje em dia tão mais facilitado pelo advento do computador, que seleciona, separa e guarda com perfeição milhares de dados distintos). 
Muito bem, cada um de nós certamente possui alguma destas três diferentes características ou fatores em maior ou menor dosagem. E é aí que se concentra a minha teoria. Ela exige que você amplifica (e tente usar e realçar) ao máximo este seu dom mais positivo que possui.
Cabe agora a você mesmo dar um percentual a cada uma destas suas características, que podem variar de 10% a 90%. ( e com toda a isenção e honestidade possível)!Lembre-se que você não pode e deve enganar a si mesmo!
 
Se, por exemplo, você for um indivíduo preguiçoso, mas se considera muitíssimo inteligente, mas não tem pendores para administrar seu negócio poderia fazer a seguinte tabulação; Inteligência 60% - Pernas 10% e Administração 20%.
Caso você se considera um batalhador, jamais tendo preguiça e simultaneamente seja um razoável administrador e organizador, mas de pouca imaginação ou de ideias luminosas e, quem sabe considerando-se menos inteligente que pessoas brilhantes que conhece, poderia se auto tabular da seguinte maneira; mental 15% - pernas 40% e Administração 35%.
E finalmente em cima destas características ou fatores de cada um de nós e cuja soma deveriam sempre somar 90%, eu incluiria os 10% restantes para este abstrato conceito denominado como sendo “sorte”.
Amarrando esta teoria, portanto minha interpretação, ao descrito acima eu diria que, muitas vezes, determinamos nos mesmos a tendência da sorte e ela certamente terá maior ou menor influência em nossas vidas, de acordo com a direção que impulsionamos às nossas vidas. 
Resumindo; faça o máximo de aproveitamento possível de suas melhores características e dons e provavelmente você terá maiores probabilidades de êxito na vida.  
E concluindo, “A sorte existe sim, mas só para aqueles que a buscam freneticamente através de por em prática suas melhores qualificações, ideias, energias e atos”.

          São Paulo, 24 de Abril de 2014

Louis Frankenberg,CFP®


 

 

Caro leitor; Peço sua paciência, pois estarei ausente  durante todo o mês de Maio, voltando  a escrever um novo “post” no blog a partir de 10 de Junho de 2014. Vamos torcer por nossa seleção a partir de 12 de Junho! Forte abraço, Louis