sábado, 22 de março de 2014

A respeito da maneira e das opções existentes na conduta de suas finanças pessoais em relação à maneira deste consultor enxergar seu próprio papel - 2ª Parte.


 

A respeito da maneira e das opções existentes na conduta de suas finanças pessoais em relação à maneira deste consultor  enxergar seu próprio papel.

2ª parte de uma série de três
Louis Frankenberg, CFP® 22-03-2014.
 
Este blog sempre teve como objetivo primário alertar seus leitores para a complexidade da administração de suas finanças pessoais, explicando e incentivando-os a refletir e tomar antecipadamente providências respeito.  Esta 2ª parte é uma continuação da matéria publicada no Blog em 8/3/2014     

Parto do princípio de que estou escrevendo para pessoas comuns, provavelmente mais compenetradas que a média da nossa população, que têm a mente aberta e que, dentro da minha própria interpretação, também gostariam de conquistar os três objetivos básicos da vida que sempre   volto a mencionar por serem sentimentos universais, atendendo aos objetivos da absoluta maioria dos seres humanos, em todas as partes do mundo e que são:

 
Saúde, Felicidade e Tranquilidade (despreocupação) Financeira.

Eu, tendo para minha vida pessoal e familiar adotada a trilogia acima mencionado como um quase axioma,  levo tentativamente adiante este meu objetivo quase utópico.

Com  realismo e sem me iludir de que tudo com que sonhei iria acontecer, transformei a meta utópica acima mencionada em duas vertentes ou  opções de vida que vou explicar  em seguida.        

Notem bem que elas  são  absolutamente   contrárias entre si.

Dou-lhes uma resumida explicação do porque estas duas vertentes ou opções de vida serem  absolutamente distintas entre si.

    

           Vertente  ou opção “A”

·       Buscar e adotar o imediatismo como norma de vida - Usufruir o máximo de prazer hoje, imediatamente – Dar guarida a vontades e desejos instintivos sem prévia reflexão a respeito das eventuais consequências que possam ocasionar - Ter gosto em enfrentar o desconhecido (aventurismo) - Ser a favor e deliberadamente adotar riscos (calculados ou não devidamente avaliados) - Ser egocêntrico ou seja adotar como norma o princípio “o que importa são os meus próprios interesses, “não me importo do estrago que possa eventualmente ocasionar com esta política”. É claro que ainda  existem outras manifestações nesta vertente não mencionadas e nem sempre algumas das mencionadas  se aplicam a determinadas pessoas específicas.


Vertente ou opção “B”

·       Ser antes desconfiado que confiado em demasia relacionada a pessoas e negócios - Manter um certo e contínuo controle sobre seus ganhos e gastos, sempre avaliando-os cuidadosamente -  Priorizar  e sempre levando em consideração a criação de reservas para  prevenir-se de um futuro sabidamente desconhecido. Dar-se de conta que  medidas paliativas são apenas quebra galhos provisórias, mas  que podem ajudar em momentos cruciais. Valorizar trabalho, empreendedorismo, criatividade, ética, honestidade de propósitos, relações humanas harmoniosas etc.

 
A 1ª vertente enunciada acima  tem tudo a ver com a maneira como nos seres humanos lidamos instintivamente (quase inconscientemente)  a respeito das consequências  do imediatismo e da auto satisfação de nossos desejos e vontades.

A 2ª vertente nos conduz deliberada e conscientemente a uma  reflexão mais aprofundada e análise em relação às eventuais repercussões e   consequências dos atos a serem assumidos por nós. 

Esta nossa mente inquisitiva  sinaliza  os perigos   em adotar riscos demasiadamente radicais em que possamos incorrer  caso seguirmos instintivamente nossos impulsos   primários enunciados na 1ª vertente. 

Como efeito adicional aos nossos súbitos impulsos algumas vezes temos ainda a tendência de nada fazer ou seja adotar o imobilismo, a deixar as coisas como estão.

É o tal de comodismo que é   outro de nossos formas congênitas de ser. Enfim, nossas ações (todas elas!) são  extremamente poderosas.

O Psicólogo Dr. Daniel Kahneman (Prêmio Nobel de Economia em 2002) junto com seu colega Israelense já falecido Amos Tversky, tiveram o mérito de provar, (e acabaram se tornando as maiores autoridades mundiais da quase ciência da psicologia econômica e financeira.

Ambos os cientistas comprovaram que nossos impulsos e desejos são quase impossíveis de serem contornados e são extremamente dominadores.

Que excelente desculpa   temos para continuarmos cometendo toda a espécie de estripulias devido  estas descobertas...!)

E é por esta razão que eu e tantos outros planejadores financeiros estamos convencidos da enorme influência do comportamental do ser humano em relação às suas próprias finanças. 

Pela mesma razão tentamos convencer alguns recalcitrantes cabeças duras a tentar frear  seus exagerados impulsos a favor do consumismo e outros vícios igualmente perigosos. 

Um flagrante exemplo  desse irrefreável desejo de possuir  é certamente  aquele carrão de luxo que adquirimos apenas para dar inveja ao nosso vizinho que possui uma residência maior e mais bonita que a nossa...

Nosso ego precisa esfregar na cara do tal vizinho que (também) temos  cacife suficiente para igualá-lo e até superá-lo!   

Pode ainda ser  aquela imensa vontade de querer imitar alguém muito   influente social ou comercialmente. Em nossa mente o colocamos   num  pedestal. Idolatramos empiricamente a figura   sem saber  quem ele realmente é!

Este que vos previne contra os falsos messias já passou por  diversos desses personagens em sua vida que  admirava e que posteriormente haveriam de cair do pedestal... Que decepção e que  desilusão ocasionam!

Existem ainda tantas outras razões para nos deixar desorientados, fazendo com que iniciamos ações irrefletidas pelas quais posteriormente às vezes   pagamos caro.    

Quando os desejos e vontades de possuir e do consumismo são financeiramente de pequena monta e satisfeitos sem maior esforço orçamentário,  tudo bem. Mas o que dizer quando  estão a exigir esforços financeiros descomunais e consequentemente nos fazem assumir empréstimos e compromissos financeiros além da nossa capacidade de pagá-los?

É bom  sempre relembrar  que os imprevistos e acidentes de percurso na vida acontecem de fato e não somente aos outros.

Publicitários envolvidos com   marketing de anúncios da maioria das Companhias de Seguros estão sempre nos prevenindo a respeito dos desastres em geral, nos procurando envolver emocionalmente. Os textos são  sempre impactantes e apelando para o catastrofismo.   Sabem melhor que ninguém quão desprevenidos  e despreocupados são os seres humanos, preferindo sempre ver que o copo d’água está meio cheio e nunca meio vazio...

Ainda Segundo  Kahneman, somos demasiadamente otimistas.

Mas, finalmente agora, estamos chegando ao âmago da questão que estou tentando explicar  extensivamente.   

E é para este aspecto tão crucial na vida de cada um que desejo chamar a sua maior atenção, caro leitor e colocá-lo mentalmente perante a seguinte situação, para que você    possa meditar em profundidade a respeito e definitivamente encontrar sua própria resposta e maneira de enfrentá-la.  

O  desejo que me move é poder influenciá-lo permanentemente para o restante de sua vida.

 

Caro amigo leitor,

para a 3ª parte e última parte desta odisseia, que   continuarão tratando   das   duas vertentes  ou opções em nossas vidas e que estou tentando esmiuçar para vocês, deverão aguardar mais alguns dias.

Um forte abraço,

Louis Frankenberg, CFP®   22-03-2014


sábado, 8 de março de 2014

A respeito da maneira e das opções existentes na conduta de suas finanças pessoais em relação à maneira deste consultor enxergar seu próprio papel.


1ª parte de uma série de três.

Louis Frankenberg, CFP®      08-03-2014.
 
Este blog sempre teve como objetivo primário alertar

seus leitores para a complexidade da administração

de suas finanças pessoais, explicando e incentivando-

os a refletir e tomar antecipadamente providências a

respeito. Resumidamente é isso e nada mais!    


Caros amigos;

Vocês já devem ter se perguntado inúmeras vezes o que motiva Frankenberg, levando-o a produzir seu blog.

Vou tentar responder extensivamente, dividindo o todo em três partes e aprofundando-me em alguns conceitos básicos que me movem há muito tempo.

Meu desejo foi sempre abordar assuntos que, talvez para outros profissionais e consultores sejam irrelevantes ou até mesmo inconvenientes.   

Para mim, desde que comecei a trabalhar neste ramo das finanças, sempre foi de primordial importância ser honesto em meus propósitos, muito profissional e autêntico.

Tenho imenso prazer em escrever, mas ao mesmo tempo me sinto no dever de alertar as pessoas a respeito das inúmeras armadilhas existentes na acumulação de seus bens materiais que vão capacitá-los a ultrapassar os imprevistos quotidianos e garantir-lhes um futuro mais tranquilo.

A atividade de um profissional conselheiro do ramo financeiro pessoal, tentando ser honesto e ético, significa desejar ajudar a criar mais bem estar e menos angústia ou, em outras palavras, garantir a um indivíduo ou casal futuramente ter menor probabilidade de depender (unicamente) da boa vontade de filhos, familiares ou de instâncias governamentais irresponsáveis e pouquíssimos preocupados com seus próprios cidadãos quando estes já têm por merecer descansar (aposentar-se).

A extremamente difícil tarefa de acumular gradualmente bens imóveis e financeiros significa automaticamente correr riscos de toda sorte.

Ninguém pode antecipadamente imaginar quais vão ser os obstáculos que virão ao nosso encontro em 10, 20 ou 30 anos e muito menos criar antídotos absolutamente eficientes para compensá-los.

A tarefa de conselheiro, portanto, também implica em tentar ser extremamente cuidadoso e ter consciência que nossos conhecimentos são absolutamente limitados e jamais terão o poder de eliminar episódios, quem sabe, improváveis de acontecerem, mas que de fato podem ocorrer.  

Por esta mesma razão julgo ser importante promover a maior diversificação possível para meus próprios e seus ativos financeiros (e não financeiros) e tentar saber de  cada consulente o que este busca para sua vida, tentando penetrar em sua mente e mais, saber quais são seus sonhos, objetivos e prioridades.

Os muitos anos de militância neste segmento financeiro pessoal, em um país no qual no passado já me confrontei com inúmeras crises de todas as espécies, me fez concluir que uma imensa maioria das pessoas não conseguem colher respostas válidas (e que também façam sentido lógico) de como e onde deveriam investir aquilo que conseguem poupar.

A realidade, dissecando e relembrando sempre as lições do presente e passado, provam de que não existe um único bem financeiro ou não financeiro a prova de tempestades e terremotos e de que a diversificação ainda é a melhor maneira de encarar as oscilações súbitas e imprevisíveis de alguns deles.

 

Dentro da minha visão, e me desculpem a franqueza daquilo que vou dizer em seguida, uma imensidão de pessoas não conseguem diferenciar um gasto normal ou mesmo essencial fazendo parte obrigatório do seu orçamento doméstico, daqueles outros que são apenas secundários ou até mesmo irrelevantes e muitas vezes absolutamente desnecessários.

De fato, caro leitor, saber manter um razoável equilíbrio e prevenir-se contra os imponderáveis não é tarefa das mais simples, pois nenhum de nós é visionário, super homem ou super mulher.

É por esta simples razão que todos os estudos que já passaram por mim provam que apenas pouquíssimos indivíduos conseguem amealhar suficiente capital financeiro e patrimonial para poder usufruir dos benefícios que o dinheiro ou outros bens podem nos proporcionar.

Aqueles de vocês que me acompanham há algum tempo devem saber que constantemente abordo (às vezes até exagero e me repito!) que todo ser humano é movido por interesses dos mais variados, que podem ser transparentes e éticos, mas igualmente ocultos ou sendo até chocante,   classificáveis como deliberadamente desonestos e egoístas. Os dicionários os chamam de interesseiros.

É por esta razão que nesta minha catarse quase filosófica, devo-lhes lembrar de que definitivamente estou do seu lado, nada querendo-lhe vender ou impor, apenas abrir-lhes os olhos.  

Não desejo doutriná-lo ou conquistá-lo para meu raciocínio e pontos de vista, mas fazê-lo apenas pensar o que é melhor para si mesmo, dentro de sua própria compreensão e entendimento.

Ler as duas partes restantes dependerá de você.

Até lá e abraço amigo.
Louis Frankenberg, CFP® 08-03-2014




Final da 1ª parte de uma série de três

 
E-mail; perfinpl@uol.com.br e lframont@gmail.com


 

 

 
 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Enxergar a realidade não significa ser pessimista.


Enxergar a realidade não significa ser pessimista.

Louis Frankenberg, CFP® 20-02-2014.

Eu me auto considero hoje um homem vivido e atento, mas ao mesmo tempo realista.

Quando há quatro anos iniciei a divulgação deste meu Blog através da Internet, estava imbuído da intenção de escrever a respeito de assuntos que de alguma forma envolvessem dinheiro ou investimentos.

Após mais de 100 “posts” publicados, aos poucos comecei a mesclar algumas experiências vividas na minha vida profissional com os assuntos financeiros, dessa maneira tornando-as mais autênticas e palatáveis.

Observando a minha própria trajetória profissional que, considero bem sucedida, tentei identificar alguns dos fatores que me fizeram ficar mais conhecido pelo público em geral.

Creio que um deles era ser realista e nunca ter permitido que sonhos e desejos auto realizáveis  (em inglês wishful  thinking) interviessem em meu raciocínio e decisões de curto, médio e longo prazo. Ser autêntico era outro princípio que sempre muito prezei.  

Assim com os pés firmemente assentados no chão, fui caminhando pela vida.  Uma dúvida, entretanto me ocorreu recentemente, decorrente da forma como descrevo acontecimentos e chamo a atenção para, a meu ver, divulgar informações dignas de serem comentadas.

É possível que determinados leitores possam pensar que sou um pessimista, mas que intima e certamente de forma alguma sou.

Considero-me muito mais um realista que tenta interpretar, descrever e prever acontecimentos futuros e de como estes podem influenciar a sua e minha vida e, dessa maneira, adotar providências antecipadamente.

Faz parte da cultura brasileira, nos considerarmos otimistas de carteirinha, ou seja, tentarmos esconder por baixo do tapete acontecimentos menos felizes que possam ocorrer ou, dito de outra maneira, fazer de conta de que não existam.

Iguais às novelas da Globo, acreditamos e desejamos ardentemente que  vaticinadores e outros interessados nos façam crer que o final será sempre feliz.  A realidade é que nem sempre isto irá acontecer. Um realista leva em conta esta possibilidade e procura adotar algumas providências que, eventualmente, amenizam os efeitos de uma situação não prevista.

O grande Psicólogo Daniel Kahneman, Premio Nobel de Economia em 2.002, já nos provou que acreditamos piamente que os próprios negócios (e investimentos) que idealizamos, serão sempre bem sucedidos. As numerosas pesquisas e estatísticas a respeito provam o contrário...

Eu nunca desejei fazer parte do contingente de pessoas extremamente crédulas e otimistas, pois acreditava (e continuo acreditando) que essa atitude de não querer enxergar a realidade é péssimo, pois não nos prepara para eventuais surpresas futuras que possam ocorrer.

Acompanhando todas as mídias de comunicação em nosso país, observo que são muito poucos os jornalistas profissionais, comentaristas e colunistas que tem vontade (ou será coragem?) de darem opiniões realistas e sem mesquinhos interesses ocultos. A absoluta maioria não tem condições (ou serão qualificações?) de argumentação para enxergar que atual e coletivamente estamos regredindo à condição de um país pior, quem sabe até aguardando dias menos felizes ou até mais tristes.

Raramente, porém sem citar nomes, escuto, vejo ou leio alguém que tem coragem suficiente para citar nossos atuais flagelos, nossas atuais deficiências e propor soluções.

Está chegando a hora em que os verdadeiros patriotas e a massa silenciosa saem do armário para dizer chega, basta.

Deste meu cantinho, quase oculto, continuo tendo fé em nosso país e no futuro, mas igualmente também continuarei chamando a atenção àqueles que queiram me escutar e, dessa maneira, terem uma maior probabilidade de cometerem menos erros estratégicos e financeiros.

Aguardem o próximo “post”, pois hoje esgotei minha dose de realidade e aconselhamento!

Abraço amigo,

Louis Frankenberg, CFP® 20-02-2014.



 

 

 

 

 

 

 

  

 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Lembre-se que é você que deve ter nas próprias mãos a qualidade de sua velhice.


 

Louis Frankenberg,CFP    12-02-2014   

 

Desta vez vou me ater a dar aos meus leitores algumas diretivas de ordem geral para que as tenham presente ao longo de suas vidas úteis e produtivas.

Não queiram jamais depender somente da opinião de formadores de opinião que são os jornalistas que escrevem para as mídias. Tampouco devem depender daquilo que órgãos governamentais tentam divulgar.

Não devem esquecer que jornais, revistas e noticiários de rádio e TV em geral são produzidos por jornalistas e produtores que tem por objetivo buscar algo inédito ou sensacionalista que chame a atenção dos leitores e ouvintes.   

Já fui por seis anos colunista de Exame, sei do que estou falando. O Editor da revista volta e meia me perguntava se o assunto que escolhi para comentar era inédito e chamaria a atenção do leitor.

A missão, natureza ou dever profissional dos jornalistas é essa mesma, mas nem por isso vocês devem cegamente acreditar e seguir o que apregoam.

E mais, para enfatizar duplamente meu ponto de vista o seguinte; quando alguma notícia financeira é publicada em jornal, revista ou noticiário, a mesma já é passada e eventualmente deixou de fazer sentido em ser inédito.    

Construir um patrimônio sólido que nos garanta a tranquilidade futura que desejamos exige que saibamos o que queremos para nós mesmos e, muito provavelmente sempre deveremos sublimar alguns outros desejos imediatos, prioritários ou secundários e até mesmo totalmente supérfluos.  

Faz parte integrante deste meu conselho ter a coragem de trocar desejos imediatos porém prescindíveis, por projetos que tem por meta  um sólido  futuro

Como somos todos seres humanos normais e pouquíssimos de nós iluminados, portadores de visões futurísticas, desconhecemos o que nos aguarda no dia de amanhã.

Esta tática que recomendo evidentemente encerra certos riscos e não deve agradar as mentes mais imediatistas, mas a dura verdade é que jamais saberemos por quantos anos mais ainda estaremos por aí...

Já devo ter mencionado em algum blog anterior a este que, nossos instintos primitivos são dez vezes mais poderosos que nossa mente “dito” racional e, por essa razão, quase sempre preferimos gastar o dinheiro que dispomos (e que geralmente é escasso...) em coisas que nos dão prazer imediato em vez de guardar um pouco para aquele futuro tão distante e incerto.

Testes feitos por Psicológicos confirmam continuamente essa tendência da mente do ser humano.

Deve ser por essa a razão que existirem tantas pessoas no mundo que quando chegam à velhice muitas vezes passam por privações. Na maioria dos casos ficam arrependidos de não terem sido mais previdentes, mas aí já é tarde.

Acumular reservas para os misteriosos caminhos e surpresas que nos aguardam em nossas vidas, entretanto, para aqueles que desejam ser verdadeiramente independentes financeiramente de filhos e governos imprudentes, é essencial.  

Pessoalmente, ao contrário de tantos dos meus clientes, sempre fui do tipo cauteloso, pois estava plenamente consciente que capital acumulado ao longo do tempo não deveria ser perdido em razão de súbitos impulsos envolvendo riscos incorridos acima do razoável. 

Volta e meia repito a quem queira ouvir que, uma vez alcançado a idade de 50 ou 55 anos, é praticamente impossível recuperarmos algum patrimônio duramente conquistado que tenha sido perdido em razão de maus negócios ou investimentos.      

Deveria ser objetivo automático de qualquer indivíduo ou família, guardar ao redor de 10% do ganho líquido mensal ou anual, coisa nada simples em nosso país. Também chamo a atenção para o fato que qualquer investimento deverá ser cuidadosamente acompanhado e não ser deixado sem supervisão constante ou periódica.

Em país de elevados tributos diretos e indiretos como o nosso, ceder aproximadamente um terço dos rendimentos brutos do trabalho ao fisco Municipal, Estadual e Federal, representa fardo por demais elevado, conhecendo-se a deficiência dos benefícios de retorno em relação à saúde, educação, segurança e aposentadoria.

Sugiro que prestem enorme importância ao preparo de alternativas para não terem de depender cegamente das incumbências constitucionais assumidas pelo Estado e jamais cumpridas.

Infelizmente, o período relativamente curto e cada vez menor que temos para a acumulação de um razoável patrimônio financeiro, a meu ver é insuficiente para atender a tantas questões vitais relativas às nossas vidas.

Por isso, reflita, opte conscientemente e garanta seu próprio bem estar futuro.

Inicie o quanto antes um plano racional de acumulação de reservas financeiras diversificadas.

Dentro de alguns dias divulgarei aqui no Blog algumas revelações a respeito da nossa Previdência Social oficial que me dão arrepios e confirmam que os conselhos que dou não são de jogar fora, mas ao contrário, de levar muito a sério.  
 
Louis Frankenberg,CFP

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Absoluta franqueza é uma das minhas características e, às vezes, me acusam por manifestar ou escrever o que penso.


 
 

 

Louis Frankenberg, CFP® 30-01-2014.

 

Iniciando o ano de 2.014 desejo primeiramente manifestar minha admiração por um grupo de abnegados e fieis leitores da coluna que, apesar de saberem que eu não haveria de produzir novos textos entre 7 de Dezembro de 2.013 e a presente data, continuaram a clicar para ver se Frankenberg tinha alguma novidade a ser divulgado.   

Quem sabe, meu sobrenome de origem germânica, tem sua origem no vocábulo “franqueza”, pois sempre senti repulsa em dizer ou escrever algo que não sentia como absolutamente autêntico e sincero de minha parte.

Em geral quando inadvertidamente isto acontece, sem ser meu propósito, fico me auto criticando quando  esta característica comum  do ser humano escapa sem querer.

Levo tempo para me recuperar e irritado comigo mesmo, permaneço auto acusando a mim mesmo. Na minha idade já deveria ter superado este pecado, mas não consigo me regenerar.

Estou de volta após ter visitado meus familiares longínquos e desejo que vocês todos tenham um próspero, feliz e saudável 2.014 junto aos seus familiares.

Desde há muito, sempre quando estou de férias, novas ideias brotam espontaneamente do meu cabeçudo cérebro (maneira pela qual sou descrito por minha esposa) e como sempre, neste último período de férias elas novamente ocorreram. É interessante observar que minhas melhores ideias profissionais sempre ocorreram quando estou longe das minhas atribuições diárias e habituais.

Será que isto também acontece com vocês, caros leitores?

 

Muito honrado, provavelmente por ter sido no Brasil o primeiro a escrever e falar a respeito de educação, planejamento e saúde financeira das pessoas físicas, ainda na década dos anos 1970, fui escolhido para em Setembro próximo abrir o “CONEFIN”, 2° Congresso Nacional de Educação Financeira, a ser realizado aqui em São Paulo.

Desde o 1° contato feito comigo, ainda em Dezembro, minha cabeça não para de pensar no que vou dizer para o grande e seleto público, que sinceramente espero, venha participar daquele conclave tão importante para mim, assim como o será provavelmente para todos os congressistas e conferencistas. 

Acredito que aqueles que comparecerem, terão aspirações semelhantes às minhas e as transmitirão em seguida para a nossa população de cerca 200 milhões de brasileiros.

Educar, a semelhança de educar financeiramente, é uma nobre missão que todos nos educadores devemos abraçar com amor e abnegação! Quem sabe até pode valer um lugar privilegiado no céu!

Não gostaria de decepcionar ninguém, pois acredito que saúde, felicidade e tranquilidade financeira estão entre as mais importantes aspirações dos seres humanos.

 

Pessoalmente, como já faço há muito tempo, aproveito minha férias para também ler jornais financeiros e as revistas especializadas mais prestigiosas do mundo e, sempre consigo com as informações e comentários publicadas nas mesmas, ampliar meus conhecimentos, horizontes e conhecer as opiniões de outros profissionais a respeito de mercados acionários, mercados de capitais, gestores financeiros e filósofos em geral das mais diferentes procedências e culturas.

O foco de inúmeros comentaristas e colunistas, geralmente também se expressa em relação aos aspectos comportamentais e educacionais, questão esta nem sempre devidamente absorvida e seguida por leitores e investidores em geral.

Quando um assunto muito me interessa, o recorto e guardo para uso futuro neste meu blog que agora já publico há quatro anos.

Minha mulher sabe muito bem do que estou falando, pois é ela que desfaz e faz as malas em nossas constantes deslocações e geralmente resmunga em relação aos plásticos cheios de recortes ocupando os restritos espaços e sempre me pergunta se de fato vou usá-los!

Portanto, gente, aguardem que alguns assuntos intrigantes e diferentes serão abordados nos próximos meses.

 

Para terminar esta edição do 1° blog do ano de 2014, desejo abordar sem ser em grande profundidade, um assunto que constantemente me preocupa e ocupa minha mente.

Por que será que as pessoas físicas não cuidam melhor de suas finanças pessoais?

Imagino que devido ao meu envolvimento há tanto tempo com o tema “Finanças Pessoais”, a imensa maioria daqueles com quem ainda lido ou já lidei no passado, preferem gozar o dia de hoje (o momento presente) e, consequentemente consumir imediatamente, em vez de guardar alguma coisa para o dia de amanhã.

Entre nossos distantes semelhantes “ditos” irracionais que são aqueles do reino animal (ao qual nós também pertencemos) existem aqueles que ostensivamente são precavidos.

Exemplifico com os esquilos que guardam nozes que encontram no verão nos troncos das árvores para ter alimentação suficiente no inverno e ainda as formigas que carregam as tenras folhinhas verdes sobre seus ombros, equivalendo geralmente a um peso maior do que elas mesmas pesam, para dentro dos seus ninhos, para se alimentarem posteriormente.

 

Estou habituado a gritar aos quatro ventos e constantemente que aproximadamente 95% da humanidade não tem o suficiente para se sustentar quando chega à idade da aposentadoria e isto ocorre em todas as partes do mundo e não somente em nosso país!

Esta imensidão de gente terá de depender parcial ou completamente de seus filhos ou outros familiares ou então da benemerência pública ou privada.

Em nosso país, ressalvado parcela dos funcionários públicos, os demais cidadãos não terão o suficiente para ter uma vida razoavelmente confortável, quando somente dependem da ineficiente e dúbia previdência oficial, nosso onipresente INSS, quando desejarem descansar após muitos anos de duro trabalho!

Gente, vamos começar a pensar (e agir) mais a respeito de qual o modelo de futuro que cada um de nós deseja?

Triste para mim é constatar que muitos dos executivos, profissionais autônomos e gente simples que conheço há muito tempo (antigos clientes e igualmente familiares) jogam a culpa de suas atuais dificuldades financeiras nos outros.

Aliás, esta é uma das características negativas da personalidade do ser humano.

É mais fácil culpar a outrem do que assumir parte ou a totalidade do infortúnio para algum terceiro ou mesmo para alguma entidade privada ou governamental.

É claro que “os outros” podem ter parcela ou a totalidade da culpa de nossas desgraças quando nada mais podemos fazer para remediá-las, porém...

muitas vezes, fomos no mínimo imprevidentes ou não observamos outros aspectos tais como diversificação ou aconselhamento errado.

Futuramente voltarei ao tema para abordar o outro lado da medalha, ou seja, aos erros que cometemos quando, inúmeras vezes, nos envolvemos em interesses, escusos ou não, de terceiros que habilmente nos convencem de alguma forma de aplicação ou investimento financeiro que de maneira alguma deveríamos fazer e da qual nos muito nos arrependemos posteriormente.

Vou parar por aqui e até o próximo blog.

Abraço,

 

Louis Frankenberg, CFP®     30-01-2014.


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