terça-feira, 26 de junho de 2012

Continua sendo impossível adivinhar o dia de amanhã!




          Louis Frankenberg, CFP®       26-06-2012



Porém videntes, astrólogos, cartomantes, futurólogos, profetas, consultores, conselheiros, assessores, planejadores financeiros, gerentes de relacionamento de instituições financeiras e meros adivinhos fazem a festa tentando enganar os bobos, crédulos e incautos, apontando e convencendo-os com enorme habilidade de qual o investimento ou negócio que será  o próximo vitorioso (ou alternativamente o mais lucrativo) em algum momento futuro ou data prefixada.

Em 21 de Fevereiro de 2.001  foi publicada minha última coluna em  Exame, da Editora Abril. Haviam sido 6 ininterruptos anos de publicações naquela prestigiosa revista que me deram muita alegria e prestígio, além de me terem dado maior desenvoltura em escrevinhar, mas igualmente em prometer para mim mesmo de nunca tentar camuflar a verdade e sempre  oferecer minhas genuínas impressões a respeito de qualquer assunto econômico ou  financeiro que tivesse de descrever ou oferecer em aconselhamento.



Naquela época como novamente agora, contrário a tantas consultores, afirmo que não é possível adivinhar nem o dia de amanhã. 

Na matéria em Exame, havia diversas referências  de que o investidor não deveria adotar   decisões precipitadas, apenas baseado nas grandes oscilações das bolsas de valores que estavam ocorrendo por toda parte, Brasil e exterior.

Nada mudou desde então, Bolsas oscilam, guerras continuam acontecendo, bandidos oficiais e bandidos comuns continuam agindo ininterruptamente e impunemente e a corrupção em nosso país não diminuiu!



A seguir para vocês, uma dosagem micro da minha própria biografia  para situarem-se   e compreender melhor de que vou falar hoje, tentando provar meu ponto de vista. 

Desde que enveredei neste complexo e imprevisível mundo que era o financeiro no ano de 1964, promovendo fundos de investimento internacionais no Brasil, numa época politicamente bastante  turbulento  e, na qual nossa moeda frente  ao dólar refletia    perfeitamente essa calamitosa situação, eu já era um  furioso fuçador de pesquisas, muitíssimo interessado em entender  também o  comportamento financeiro das pessoas,   denominado hoje em dia em inglês de “Behaviour Finance”.

Não existia Internet nem nada parecido e minhas informações, pesquisas e estudos provinham principalmente de jornais e revistas internacionais que eu lia sofregamente, além daquelas que a empresa para a qual trabalhava me fornecia.

Naquele tempo eu andava com uma pasta executiva da prestigiosa marca Samsonite (para impressionar favoravelmente meus clientes da minha sabedoria incipiente...) recheada de pesquisas, estudos e outras provas que pudessem convencer as pessoas a adquirir determinado fundo de investimento ou então investimento conjugado a seguro de vida, que eu na época representava.



Lembro muito bem que uma daquelas pesquisas, patrocinada por um conhecido banco inglês, continha uma relação, dos melhores tipos de investimento individualizado ano a ano, representativo dos   20 anos imediatamente anteriores e que mencionava que em cada um daqueles 20 anos,  alguma forma diferente de investimento tinha sido o mais lucrativo (rendimento e/ou valorização).   

A série toda era constituída por  todos os tipos de investimentos como por exemplo;

Fundos de Ações dos Estados Unidos, Ouro, Ações no Japão, Prata do México, Diamantes da África do Sul, Fundo de Renda Fixa na Alemanha, Investimento Imobiliário no Canadá, Mercado acionário norte americano (Dow Jones) e assim por diante. (Cada ano algum investimento diferente  havia sido  eleito como sendo o melhor).

Invariavelmente meus clientes, vendo a lista dos melhores indicavam o investimento  que havia sido o melhor no ano imediatamente anterior quando eu os colocava ante a pergunta em qual  daqueles melhores  investimentos  achavam que  deveriam colocar seu dinheiro e, sem lhes dizer antecipadamente que ainda havia uma segunda relação  na minha pasta com os piores investimentos.

Em seguida eu retirava do Samsonite  a segunda  relação que  demostrava exatamente o oposto ou seja, daqueles mesmos 20 anos  quais tinham sido os piores investimentos.  

Esta segunda relação não deixava qualquer dúvida pois provava que os melhores de determinado ano, na maioria das vezes  estavam entre os piores de um ou dois anos depois!

E dessa maneira, naquela longínqua época do meu início de carreira,  o principiante e aprendiz de feiticeiro Frankenberg vendia seu peixe, que obviamente obedecia as mesmas regras que hoje em dia a maioria dos intermediários continuam utilizando... (volte a ler o título desta crônica!)

Lição a ser tirada; o passado  quase nunca imita o  presente ou o misterioso futuro.

Mas aos poucos, bronqueado com a minha própria consciência, sabendo agora  como a maioria das pessoas eram facilmente confundidas e influenciadas, resolvi assumir o auto compromisso  de que nunca mais iria me valer do subterfúgio de realçar excessivamente  rendimentos  ou lucratividade  futura nos investimentos que eu aconselhava  ou era o  próprio intermediário!

Eu não desejava mais ser igual aos meus colegas que usavam em grande estilo essa técnica que alguém os havia ensinado.  

Aos poucos fui me distanciando da “empurrologia” para me voltar cada vez   em maior profundidade na análise comportamental e objetivos de longo prazo do cliente e do seu companheiro/a. Tentava de todas as maneiras possíveis compreender suas prioridades e anseios.

Pesquisar a mente, estudos acadêmicos e pesquisas sérias passaram a tomar mais do meu  tempo que o  próprio ato de tentar convencer  potenciais clientes de aplicações interessantes, é claro diminuindo  drasticamente minhas fontes de subsistência.

Não tenham pena de mim, pois ganhei em troca  a absoluta confiança dos meus clientes e consequentemente mais dinheiro que a maioria dos meus ex colegas.

Constato com tristeza que hoje a maioria das instituições financeiras, corretoras, distribuidoras e entidades de previdência complementar, através de seus representantes, gerentes de relacionamento, consultores e planejadores financeiros, fazem uso de estudos, gráficos com dados vistosos  e belíssimas simulações de resultados favoráveis, representando períodos de tempo ainda por acontecer, incentivando (ou melhor dizendo induzindo) dessa maneira sua clientela a adquirir  produtos financeiros baseados em um passado  que provavelmente não mais se repetirá.

É o tal de observar o espelho retrovisor e preencher a série futura de resultados a semelhança do passado. Erro fundamental, pois o passado geralmente não volta e novos acontecimentos influirão diferentemente o futuro.   



Coincidentemente, quando eu estava planejando esta matéria, li um comentário bastante contundente de um  colunista da revista “The Economist”  no qual este a certa altura comenta  que investidores  sempre estiveram ( e  eu acrescento, continuam sendo) ansiosos por receberem aconselhamento que estivesse em consonância com seus próprios desejos em relação a compra de ações ou outros produtos financeiros que desejavam adquirir.

Pessoalmente acrescento que para um consultor autônomo ou gerente de relacionamento com bastante experiência  e quem sabe  um pouco mais  ganancioso que a média, não é difícil conduzir habilmente seu cliente  a fim de que este opte pelo produto sugerido por ele.

Um investidor leigo é bastante receptivo a receber informações privilegiadas que lhe possa ser oferecida no ouvido! (“inside information”)

O autor daquela matéria ainda acrescentava que Warren Buffet, um dos gestores que mais recomenda investimentos para o longo prazo e dos mais bem sucedidos gestores do mundo, pensa que é muito difícil prognosticar visando o curto prazo, mesmo assim muitos intermediários  continuam adotando esta estratégia.

Eu acrescentaria de que é impossível prognosticar tanto o curto como o longo prazo.

Buffet diz  sarcasticamente que muitos destes intermediários se remuneram muito bem adotando esta tática, pois estão constantemente alterando a carteira de sua clientela.

Novamente digo eu que muita troca de posições são uma excelente maneira para uma instituição financeira obter ganhos maiores regularmente (e seu representante  talvez obter um bônus ou pelo menos alguns elogios a mais de seu chefe!).

Nestes tempos bicudos em que o rendimento de muitos investimentos está sendo cada vez menor, acredito que seria melhor para todos  cuidarem  das migalhas que são perdidas dessa maneira, dando mais atenção aos custos administrativos e operacionais desperdiçados  nestas constantes alterações da carteira patrimonial dos investidores...

Inclua nestes seus cuidados que precisam ser avaliados também os efeitos dos tributos que poderão ter tanto valor quanto o próprio rendimento recebido.



Voltando ao começo desta crônica, relembro aos meus fieis  leitores  que mais importante que rendimentos imediatos,  são os não menos importantes decisões tomadas que objetivam metas de médio e longo prazo e que sejam coincidentes  com as   prioridades de vida de alguém.

Acredito que os tempos atuais no qual grandes mudanças estão acontecendo no mundo, e sem dúvida igualmente   ocorrendo em  nosso país, devem ser considerações de ordem   financeira, para  você não se tornar vítima de surpresas desagradáveis, endividamento excessivo ou compromissos demasiadamente elevados que tenham sido assumidos e que, decorrente de eventuais crises ainda por vir, não poderão ser honrados.

Lembro ainda que o terrível mal chamado “estresse” e suas consequências para  nossa  saúde são  sempre originadas    devido    crises de todos os tipos  que  passam a afetar   a gente pessoalmente.



A minha interpretação da ansiedade ( e principalmente ganância!) existente por parte de determinados empreendimentos comerciais e financeiros  que estão se lançando no mercado (ou que já ocorreram nos últimos três anos através de IPO’s e outra formas de abertura e ampliação de empresas) é de que estamos vivendo um autêntico “Far West”,  onde aquele que  grita mais alto ou consegue atrair maior público investidor através de propaganda enganosa ou  marketing  super agressivo, é o queridinho  momentâneo do mercado, não sendo dado a mínima atenção ao conteúdo ético e qualitativo das ofertas ou  da veracidade das informações fornecidas para este público.

Infelizmente, é este o clima atualmente dominante em nosso país, igualmente proveniente do setor governamental como da própria iniciativa privada, comprovado inúmeras vezes por este humilde planejador financeiro, que tem visto  neste últimos   anos o debacle posterior    ocorrendo em tantas empresas, após estarem algum período  cotadas na nossa  Bolsa de Valores, e quando finalmente é ( descoberta) comprovada a farsa dos balanços adulterados e   dados essenciais disfarçados anteriormente divulgados e consequentemente, suas cotações dispararem ladeira  abaixo.

Pobres incautos e ingênuos, penso eu, que não foram prevenidos anteriormente.

Não desejo citar nomes bastante recentes, mas já contabilizei várias delas que, anteriormente eu já havia colocado na minha negra pessoal!

Não sou um profissional  capacitado  para analisar  com perfeição alguma empresa específica quando é jogada no mercado, mas sou suficientemente entendido e experiente da vida  para saber de antemão que ela não é nada daquilo que desejam que o público passa a pensar a respeito dela. Faro? Não apenas bom senso.

Culpa da empresa? Não, culpa  de seus  dirigentes  e todos aqueles  mencionados no título da crônica que, passo a passo, prepararam a arapuca para os bobos, crédulos e incautos como já mencionei mais acima.

Aqui do meu insignificante cantinho penso porém calo a boca, apenas mencionando minhas reticências a respeito de algumas dessas empresas aos que me pedem a opinião antecipadamente.     

É claro  que  vale igualmente  para mim o título que escolhi para o título desta crônica e   tenho constantemente em mente  de que;

“Continua sendo impossível adivinhar o dia  de amanhã!”

É óbvio de que fico feliz em não ter participado do oba oba e da  farsa de tantos protagonistas de histórias de empresas  inverídicas ou inchadas artificialmente, porém fico triste por saber que pouca gente  foi alertada em tempo  por seus respectivos conselheiros e assessores. Tenho minhas dúvidas sobre quantos deles são  verdadeiros profissionais probos e confiáveis.                             

Continuo também acreditando de que existem muito mais incógnitas, pesquisas plantadas e informações inverídicas  neste nosso Brasil do que imaginamos.  

Abraço amigo, não me levem a mal e até a próxima vez!

Louis Frankenberg,CFP®  26-06-2012

Blog; seufuturofinanceiro.blogspot.com




   























      










sexta-feira, 8 de junho de 2012

Como é que vocês conseguem sobreviver na confusão que é o atual mundo das finanças?



(e não me considero responsável pelas ações que adotarem após a leitura do meu blog )

Louis Frankenberg,CFP®  08-06-2012

Por e-mail, telefone ou pessoalmente estou sempre sendo indagado o que clientes  e amigos  deveriam fazer para sobreviver  nestas constantes e irritantes alterações da economia em nosso país e alhures e, em especial em relação as suas próprias reservas cuidadosa e trabalhosamente  acumuladas por anos a fio.
São questões realmente muito difíceis de responder com honestidade, justamente por terem tantas incógnitas em sua resolução e essas ainda sem terem a garantia de serem acertadas!
Entre outras, temos de levar em consideração; inflação, tributos, o mundo ao nosso redor, mas sobressaindo os enormes interesses macro econômicos e egoístas de nossos dirigentes que, absolutamente não se importam com a batalha diária que nós, cidadãos comuns, travamos para sobreviver e tentando conquistar uma vida mais confortável.  
Os dias atuais, de fato, são de endoidecer qualquer mortal e não me admiro que vocês estejam confusos  e sem saber como agir para defender seus interesses.
Devo confessar que participo desta angústia geral com a diferença de que  estou mais acostumado com esta gangorra constante e sem rumo de nossa própria economia, ao contrário de ser bem conduzida para o progresso do país, que deveria ser o caminho a ser seguido por nossos  amados dirigentes.  
Eu incorporei à minha vida  e meus hábitos  há muitos anos  uma estrofe do imortal  poeta,  Rudyard Kipling que diz;  
“Tente manter a calma quando todos  ao seu redor  já a perderam.”
Ajuda a encarar   filosoficamente nossa vida, mas evidentemente não  soluciona  tudo. Quem sabe vocês também queiram adotar  esta estrofe, pois ajuda a encarar melhor nossos infortúnios.
Um conselho que ouvi faz muitos anos e que também incorporei à minha bagagem  comportamental é de que se por exemplo houver um grande tumulto em um estádio, fique quieto e sentadinho na longínqua arquibancada, portanto não se levante e corra como a restante da multidão!
Tenho agido da mesma maneira com minhas finanças pessoais, pois nestes longos anos, presenciei inúmeras crises financeiras aqui e pelo mundo afora.  
Considero-me um típico personagem com perfil conservador e aconselho a quem quiser me ouvir, a jamais agir impensadamente no calor dos acontecimentos, pois na maioria das vezes a gente   se precipita nessas ocasiões, arrependendo-se amargamente depois.
No blog imediatamente  anterior a este revelei a vocês que sou  o cara que vai sempre na direção oposta  na qual a maioria das pessoas se precipita quando se aproxima  alguma crise.
Essa atitude da multidão (como o caso do estádio acima relatado) é chamada de “comportamento de manada” (basta relembrarem-se dos touros correndo como doidos por uma rua estreita de qualquer vilarejo da Espanha e alguns idiotas  corajosos ou exibidos denominados de seres racionais, correndo na frente das bestas enraivecidas).
Como nunca  invisto visando o curto prazo e tenho objetivos bem definidos para minha vida pessoal e familiar, geralmente aguardo algum tempo, (podendo ser dias, semanas, meses ou até anos)  até  tomar a decisão de colocar meus  soldadinhos ( sinônimo de dinheirinho) na batalha previamente considerado como sendo  a melhor alternativa para o meu patrimônio e segurança.
Outro aspecto que considero vital para a construção de um acervo equilibrado é existir uma razoável diversificação de investimentos, significando possuir ações ou fundo de ações, alguns títulos  de renda fixa e, inclusive para quem está no  começo da acumulação de reservas, a sempre boa e sobrevivente poupança, agora estupidamente mutilada por  dirigentes que não se dão de conta qual o erro que estão cometendo em um país onde a poupança  já não é  muito considerada.
Prefiro agora não falar dos fundos imobiliários, cujo tema vou abordar algum dia em separado.
É claro que as constantes mudanças das regras do jogo por  parte do Governo, em muito interfere no raciocínio da gente, como aconteceu recentemente com a poupança, mas elas ainda são diminutas considerando-se as demais vantagens que a poupança ainda continua a oferecer; liquidez, garantia até R$ 70 mil e rendimento pingado mensalmente em nossas  contas bancárias.
Para quem acredita que o Governo irá sempre cumprir com o prometido, os Títulos do Tesouro, em suas diversas modalidades, são alternativamente uma opção interessante para uma parcela de nosso patrimônio.
O que me incomoda e dificulta na decisão de finalmente investir  nos mesmos é o enorme e cada vez maior endividamento interno do país que eles (adivinhem quem são eles ?) escondem o quanto podem, mas que já deve estar pertinho dos 2 trilhões de Reais!  Esse enorme montante, não sei porque, me dá um calafrios na espinha e me faz lembrar  a situação atual de alguns países que não sabem como sair do dilema, inclusive o nosso em um passado não tão distante!
Sabendo-se  que a maior parte de nosso  endividamento interno através desses Títulos do Tesouro são para pagar salários e outras vantagens absurdas, para  uma parcela relativamente  pequena de pessoas, não desejo futuramente ser considerado conivente em ter  aconselhado os mesmos. 
Reconheço que muitos dos meus colegas planejadores financeiros, economistas, gerentes de relacionamento e outros conselheiros  têm feito a apologia e endeusamento desses papeis.  Francamente, tenho receio de que em algum momento futuro  algum de nossos sabidos líderes (com letra minúscula) possa dizer “devo, não nego, mas não pago”. E aí como ficamos? Volta e meia ainda ouço e sinto os reflexos do dia em que  em Collor seqüestrou nossas poupanças. Faz tempo mas ninguém esqueceu!
Posso ser considerado meio pancada por vocês, mas nesta minha  cabeça  confusa, volta e meia passa o seguinte raciocínio;
quando o endividamento  em dólares e outras moedas fortes  de nosso país  ainda atingia centenas de bilhões, o nosso  governo de então tinha enorme receio que outros governos e banqueiros atingidos fariam muitíssima  pressão para pagar direitinho esta  grana em suas respectivas datas de vencimento previamente conveniadas.
Tinham medo das conseqüências políticas e econômicas decorrentes de um “não pago” e por isso se empenharam  tanto em diminuir gradativamente aquele imenso montante. Tudo isto aconteceu no passado, pois agora já temos algumas centenas de bilhões em moeda forte, provavelmente rendendo muito pouco ou  quase nada.
Agora eu penso com meus  botões; quem há se importar lá fora conosco, caso o atual  ou futuros governos deixarem de pagar os juros ou até mesmo o principal aos fundos de pensão estatais e privados, às seguradoras, aos fundos de todos os tipos e tamanhos dos bancos privados e estatais pertencentes a todas as pessoas físicas e jurídicas que investiram suas reservas no Tesouro Direto?
Existe total e absoluta diferença entre a pressão diplomática e econômica externa  exercida por outros governos e aquela da nossa calada sociedade civil que não tem nenhuma influência sobre alguma decisão desse quilate...
Coitados dos depositantes que direta ou indiretamente investiram em títulos do Governo. Eles, nossos dirigentes não alterariam nenhuma vírgula de qualquer decreto que  sinalizasse o  seqüestro  de parte ou   totalidade de nossas poupanças ou então caso tomassem outra medida que prolongasse o prazo dos vencimentos por alguns ou muitos anos a mais...
Gente para mim, o susto ocasionado por Collor continua presente, novamente revivido não faz muito tempo na  vizinha  Argentina e que provavelmente será adota pela Grécia.( e quem sabe outros países da Europa).
Entenderam minha preocupação?
Pessoalmente, por enquanto, continuo preferindo que algum dos grupos financeiros sérios, graças a Deus ainda existente em nosso país, seja o responsável  principal pelo pagamento no vencimento  de algum CDB. 
 É exatamente  por esta mesma razão  que normalmente não tenho  indicado  fundos de investimento de renda fixa para meus clientes que, sabidamente  também estão recheados até o gargalo com inúmeros  títulos  governamentais...
Gente, não me levem a mal por ter estragado o prazer  do fim de semana (e ilusão) de vocês e por favor,  não me acusem  mais tarde de que fui eu que os levei para alguma estrada esburacada em que os pneus do seu carro estouraram.    
Não desejo ter qualquer responsabilidade por tudo que escrevi acima. São apenas opiniões de um simples, desconhecido, porém sincero planejador financeiro pessoal.
Até a próxima vez e um forte abraço.
Louis

Louis Frankenberg  08-06-2012
Blog; seufuturofinanceiro.blogspot.com

Nota
Sou imensamente  grato ao  Google Analytics que criou uma  completa pesquisa diária e  gratuita a respeito de vocês,  sem revelar quem são e onde vivem. Minha gratidão também   aos 38, 96% dos leitores que há tempos  me  lêem.  Orgulho maior tenho porque 20,54% de vocês visitaram meu blog desde o início há mais de dois anos, mais de 9 vezes e alguns chegando até a 100 vezes!  Caso desejarem se comunicar comigo, receberão alguma resposta. Vocês são  os responsáveis por minha  persistência e tempo despendido  em trazer-lhes meus pensamentos. Obrigado ! Louis



quarta-feira, 23 de maio de 2012

O abismo existente entre os interesses do Estado e os seus próprios


A importância de estar sendo aconselhado por pessoas e
entidades absolutamente qualificadas e honestas

Louis Frankenberg,CFP®  23-05-2012

Item 1
Eu sempre me considerei um estraga prazeres ou seja (do inglês) “um contrarian”, isto é alguém  que antes de seguir cegamente conselhos de outras pessoas, empresas, mídias jornalísticas ou  dirigentes governamentais, procurou verificar se não existiam interesses ocultos (vieses, em linguajar chique e atual) em toda essa  incrível variedade de apelos mercadológicos e institucionais existentes hoje em dia.
A maioria desses apelos  possuem uma única intenção, a de nós induzir para adquirir produtos, serviços e valores (i)morais, ou seja nos seduzir e romper nossas convicções e limites decentes de todas as espécies, formas e conteúdos.
Podem me chamar de descrente ou empregar um sinônimo ainda mais forte para caracterizar minha    desconfiança quando sinto o cheiro de interesses ocultos  que tentam me convencer de algo.
Décadas passaram desde o dia em que adotei esta política para minha própria vida e posso lhes assegurar categoricamente  que acertei bem mais vezes do que errei em minha  avaliação! Meu faro quase sempre foi acertado.
Como qualquer outro ser humano, sem dúvida também errei e, mais de uma vez!  A seguir  uma das minhas definições emblemáticas preferidas;     

“Uma pessoa pode ser considerado bem sucedido na vida
quando acertou mais vezes do que errou”

Como profissional da área de planejamento financeiro constantemente  me pergunto (e ainda estou sem a resposta mais correta) por que tantas pessoas entram deliberada e conscientemente no blá, blá, blá  de gerentes de relacionamento de instituições financeiras, de intermediários de planos mirabolantes envolvendo alguma manifestação da sorte   e  tantos outras formas de indução às compras de quaisquer produtos, serviços ou até  lavagens cerebrais.
Vou dar um exemplo de como funciona o convencimento de alguém dentro do segmento que mais conheço, a das finanças e as diferentes  instituições desse segmento tão importante em nossas vidas.
Os “Gerentes de Relacionamento” dos bancos, entidades de previdência privada e corretoras são funcionários remunerados (algumas vezes até comissionados de alguma maneira) e lhes é exigido que tentem vender  determinados produtos financeiros de maior interesse de seus patrões.
São as tais de metas que eles têm que cumprir e que lhes são apresentadas em entusiásticas reuniões de motivação ou   através de um lacônico e-mail.
Como aprendi a ser um bom ouvinte, acostumado a escutar mais do que falar, constantemente ouço-os  se queixando que o que lhes é exigido em matéria de “empurrologia”, muitas vezes excedendo o limite da decência e bom censo. Reclamam  também que cada ano devem superar  as metas do ano anterior.
Para mim, alguns aspectos diferentes   envolvem esta questão e então passo a me questionar;
1ª - Será que o cliente não tem desejos definidos  e não sabe qual é  seu próprio objetivo e maneira de pensar a respeito de seus investimentos e interesses prioritários? 
Dinheiro para viagens, dinheiro para sua aposentadoria, dinheiro para a educação de seus filhos ou mesmo dinheiro para seu orçamento doméstico do dia a dia? Será que ele não consegue distinguir entre si estes diversos itens e não se deixar convencer  do contrário ao fazer uso de seu próprio raciocínio quanto a melhor aplicação do dinheiro depositado ou investido?
2º - Será que não ensinaram ao  “Gerente de Relacionamento” que ele deve conhecer em profundidade a personalidade e necessidade desse cliente em particular?
3º - Será que o   supervisor ou departamento ao qual este gerente pertence não lhe ensinou que para manter e ampliar a fidelidade à sua entidade financeira, ele não deve constantemente   auscultar o cliente quanto aos objetivos e finalidades,  para entendê-lo cada vez mais e melhor?
4º - Será que alguns gerentes de qualidades morais discutíveis  ainda não aprenderam que o produto ou serviço ofertado  deve ser adaptado ao cliente e não ao contrário?
Pois é amigos, desde que eu assumi este para mim importante papel de planejador financeiro, absolutamente imparcial, profissional e ético, ainda não consegui entender por que incontáveis pessoas que tentei servir, recebendo como compensação apenas um honorário creio justo e prefixado, continuavam dando preferência a gerentes  que lhes impingiam produtos e serviços que embutiam muito maiores ganhos (estes imperceptíveis) e na maioria das vezes absolutamente não atendiam aos objetivos e interesses superiores desses mesmos clientes.
Para alguns de nós, profissionais bem intencionados, é extremamente difícil ou melhor dizendo praticamente impossível calcular o quanto alguém possa ganhar com nosso expertise, pois não é possível numa simples equação avaliar o tal do custo versus  benefício que, a maioria dos clientes    faz questão de conhecer   antecipadamente.
O que posso afirmar com certeza e pela  experiência obtida  na administração do meu próprio patrimônio, de que muitíssimas vezes me arrependi,  cedo ou tarde, dos conselhos dados pelos meus próprios “Gerentes de Relacionamento”, quando desejava ser gentil e não sempre querer ser o profissional   conhecedor  de determinado produto financeiro e defensor dos meus próprios interesses.
Bem gente, divagando me desviei do meu propósito inicial de lhes prevenir contra os interesses do “Estado Brasileiro”.   
Tenham muito cuidado quando lêem nos jornais ou outras mídias declarações bombásticas a respeito de qualquer assunto divulgado oficialmente por algum graúdo Ministro de Estado; atrás do mesmo oculta-se  quase sempre alguma intenção que geralmente não é do seu interesse! 
Faltou dizer, o que vale para entidades financeiras, vale igualmente  para  todos os outros negócios existentes em que haja tentativas para convencê-lo de algo. 
Ter uma firme própria opinião, saber  quais são suas  metas e prioridades de vida, conhecer e seguir sua própria cabeça, personalidade e pensamentos, ser assessorado por alguém 100% de sua confiança e não ser uma “Maria vai com as outras”, ainda é a melhor receita para ser bem sucedido na vida!

Item 2
Abro ontem 22/5/12  o  jornal “Valor Econômico” e deparo com o título  “Pacote pró-PIB quer ampliar consumo e investimento” e aproveito para matar duas moscas com uma só cajadada!  Simultaneamente atendo aos títulos que  estava dando a esta crônica e confirmo meu ponto de vista   manifestado no item 1.
Qual a finalidade desta súbita benevolência governamental em baixar o IPI  para os automóveis e caminhões?
Resposta; atender aos interesses de um setor industrial que apostou alto demais na venda de veículos, baseando-se no fato de que o mundo e o Brasil  vão muito bem, obrigado e de que a  crise que poderia advir (e por coincidência ou clarividência) mencionei no meu blog  datado de 27/7/2011   sob o título
“Existe a probabilidade de alguma crise financeira brasileira ou internacional me afetar?”
Faz portanto 10 meses que este planejador financeiro já acreditava que nosso país não seria nem uma Brastemp ou seja não escaparia incólume dos problemas atualmente existentes na Europa, América do Norte e até China.
Nosso Governo finalmente admite de que não está isolado do resto do mundo e de que o Governo do PT é melhor que qualquer outro. É claro que também estamos sujeitos às crises, senhores governantes!
A indústria como um todo faz tempos reclamava da concorrência  existente com um dólar artificialmente  muito baixa.
Faz tempos também que, aqueles  que desejam ardentemente ver  nosso país  verdadeiramente progredir clamam  da educação deficiente, da burocracia em demasia e dos tributos atingindo níveis absurdos.  
Coincidentemente também hoje a Folha de S. Paulo publica  que o “IBPT” nos informa que iremos trabalhar este ano novamente 5 meses para pagar todos os tributos embutidos em nosso dia a dia...
Mas minha bronca está no fato que nosso Governo  tenta artificialmente promover  que  determinada classe menos favorecida adquira um carro que  certamente nem pode pagar, como está acontecendo neste instante em que dezenas de milhares de brasileiros que estão devolvendo carros adquiridos em 2010, 2011 e 2012. Será  que  nossos governantes não estão sabendo que 5,4% dos brasileiros estão inadimplentes e neste mesmo momento devolvendo seus carrinhos zero quilômetros? 
Para mim este tresloucado gesto de benevolência errada de nosso Ministro da Fazenda é de enorme cinismo e falta de visão de conjunto da atual conjuntura econômica nacional e internacional.
Para este grande contingente de pessoas que jamais receberam qualquer tipo de educação financeira, esta maneira de induzir ainda mais gente em adquirir seu carrinho zero, só porque o IPI, baixou é um ato  que considero criminoso e de máxima falta de escrúpulos e realismo.
Deveriam isto sim, separar verbas especiais para ensinar estas  mesmas pessoas a analisar melhor seus ganhos e gastos, explicando-lhes o significado das elevadas taxas de juros que, apesar de terem sido baixadas, continuam ainda elevadas, chegando a consumir 25% a 30%  do orçamento doméstico das classes “B” e “C”, ampliando  ainda mais o índice de  inadimplência!
É isto minha gente, estou inconformado com as  improvisações inconsistentes  que sempre  ocorrem em nosso país na tentativa de se encontrar soluções populistas e simples, e não consigo atingir com meu pouco visível  blog, a maioria de nosso povo, que precisaria muitíssimo de  governantes conscienciosos e patriotas que lhes ensinassem de fato como poderiam atingir uma melhor qualidade de vida!
Será que algum dia teremos políticos nos governando pensando como  penso?
Abraço amigo,
Louis Frankenberg,CFP® 223-6-2012  






 

domingo, 6 de maio de 2012

Inflação→Capitalização→Saúde→Longevidade,nesta ordem!



Louis Frankenberg,CFP®     6 de Maio de 2012

Eu estava sem inspiração para escrever a presente edição do meu blog quando ontem, 5 de Maio  deparei na Folha de S.Paulo com outra magnífica matéria escrita pelo Dr. Dráuzio Varella com o título “Longevidade Irresponsável”.  
Meditando a respeito do texto, meu circuito cerebral  deu o estalo! Pronto já sei. Vai ser isto e feliz da vida eu já conseguia enxergar a presente crônica,  com as flechinhas  e tudo o mais!
Será que meus fieis leitores conseguirão absorver a importância daquilo que lhes desejo repassar? A maioria de vocês   terão de pensar a longo prazo, coisa não muito fácil em um país de improvisadores e imediatistas.

Inflação
A maioria de nós brasileiros crescemos com ela e conhecemos  muito bem seus reflexos sobre nossas vidas. Podemos compará-la a um terrível monstro que devora nossos ganhos e poupança, deixando-nos  completamente frustrados. Já foi bem maior, mas ainda hoje nos afeta demais.
O Governo nos informa  que a inflação foi  de aproximadamente 6,5% no ano passado. Qual será seu percentual este ano?  Ninguém pode nos informar com precisão, apenas sabemos que todos os itens de nosso orçamento doméstico aumentam constante e gradativamente de preço e geralmente nossos salários e rendimentos do capital não os acompanham na mesma proporção.
Caso confiarmos na tradicional e até agora  inabalável e tradicional Caderneta de Poupança” que oferece aproximadamente 6,17% + TR ao ano, quem sabe apenas iremos empatar com a inflação e podemos ficar satisfeitos de que não iremos perder dinheiro ou seja parte de nosso capital.
Alguns outros investimentos de renda fixa (Fundos, CDB, Tesouro Direto etc.) podem oferecer ligeiramente mais rendimento, mas a gente não deve esquecer de embutir no resultado final o fator “inflação” ou seja, a perda do poder aquisitivo da  nossa moeda” e mais determinado custo administrativo do administrador financeiro, incluindo ainda + 15% de Imposto de Renda sobre o rendimento.
Como não desejo discorrer  e me aprofundar  a respeito de inflação e seus malefícios apenas o seguinte; além de corroer nossos ganhos e  orçamento doméstico cria enormes dificuldades para verdadeiramente ampliarmos  nosso patrimônio.

Capitalização
A mim ensinaram que devo criar reservas para os imprevistos e acidentes de percurso da vida. Pessoalmente passei a ser um dos arautos destes ensinamentos e os tenho retransmitido da melhor maneira possível para todas as camadas da população deste nosso imenso  país, pátria  de mudanças bruscas de rumo, improvisações  e impressionante incentivo estatal  para a gastança e a tomada de empréstimos e compras a prazo, sempre acompanhados de juros elevadíssimos.
Enquanto o Governo arrecada e gasta com volúpia e ardor, a sua população é considerado um dos que  internamente menos poupa. São pesquisas  mundiais.
Como já vimos antes, a inflação e demais ônus daqueles que  poupam e desejam pensar em seu próprio porvir, como justa compensação recebem apenas uma moeda desvalorizada. Infelizmente   somente   uma pequena e privilegiada parcela da população quando se aposenta, irá receber uma pensão satisfatória, reajustado pela depreciação da moeda e equivalente ao último cargo que ocuparam. São aqueles  que trabalham pelo estatuto do funcionário público.  Teoricamente não precisariam poupar. 
E nós outros que não temos a sorte em pertencer a estas  elites governamentais?
Nos temos absoluta e vital necessidade de nos precaver ou seja precisamos capitalizar e jamais desperdiçar! Cada mil reais  poupados quando jovens mais nos aproximam de um futuro tranqüilo.   Durante os últimos 6 anos e antes de me aposentar, eu recolhia mensalmente 20% sobre 10 salários mínimos, como empregado de uma empresa de turismo (além de recolher como autônomo).
Hoje o INSS me castiga com apenas 2,5 salários mínimos... (este é apenas um minúsculo exemplo do que acontece aos que  imaginam poder depender apenas da previdência social).
Outra alternativa é poupar através dos planos de aposentadoria da previdência privada complementar,   porém sem jamais se descuidar de recolher igualmente ao INSS. (e atenção, escolha uma Entidade Previdenciária muito confiável, de tradição e reze para que esta não quebre ou faça outras bobagens antes de você desejar descansar). 
Agora você já tem duas fontes potenciais de capitalização que teoricamente deveriam lhe dar  paz de espírito suficiente para enfrentar  seu dia a dia de trabalho, ainda na ativa.
A soma destas  duas fontes de rendimento futuro  serão suficientes?  Para uns sim para outros não.
Conselho; crie, caso puder mais algumas fontes adicionais de renda futura. Fácil? Nem um pouco, pois provavelmente você já está separando mais que 20% a 30% dos seus ganhos periódicos para o dia de amanha! Pior, você nem terá certeza de que as duas fontes de renda existirão quando você pensa poder contar com elas. Desculpe gente, é esta a cruel realidade da vida e não foi inventada por mim!
É claro que posso me aprofundar  ainda mais na capitalização, porém falta espaço e acredito que apenas alguns poucos de vocês são suficientemente persistentes para ler meus comentários até o fim.
Apenas mais isto; caso quiserem ter uma boa probabilidade de um futuro mais confortável e tranqüilo, terão de fazer  muitos outros sacrifícios imediatamente e por muitos anos.  Automóvel novo todo ano? Nem pensar. Troca de imóvel por outro mais espaçoso?  Idem.

Saúde
Transcrevo abaixo um micro resumo da matéria “Longevidade irresponsável” do Dr. Dráuzio Varella que me inspirou.
“Somos descendentes de homens e mulheres que (antigamente) lutavam para conseguir alimentos altamente caloríficos porque eram dependentes da caça e da pesca esporádicas.
Veio o século 20 com o saneamento básico, as noções de higiene pessoal, as tecnologias de produção e conservação de alimentos, as vacinas e os antibióticos. Em apenas 100 anos a expectativa de vida no Brasil atingiu os 70 anos (de 33,7 anos em 1.900). Provavelmente em 2030 atingiremos a expectativa de 78 anos. (a do Japão nos dias de hoje)
Quero chamar a atenção para a irresponsabilidade ao lidarmos com (nosso) corpo. Aos 40 anos você pesa dez quilos mais do que aos 20. Aos 60 anos já acumulou mais uma arroba de gordura. Não resiste aos doces nem aos salgadinhos, fuma, bebe um engradado de cerveja de cada vez, é viciado em refrigerante, só sai da mesa quando está prestes a explodir...
Aí quando vem a hipertensão, o diabetes, a artrite, o derrame cerebral ou o ataque cardíaco, maldiz a própria sorte, atribui a culpa à vontade de Deus e reclama do sistema de saúde que não fez por você tudo o que deveria”.

Longevidade
O Frankenberg, distante de igualar-se à sabedoria do Dr. Varella em questões de saúde,  faz questão de chamar a sua atenção para o incrível peso dos custos financeiros dos medicamentos, médicos, dentistas,  laboratórios, hospitais e/ou planos decentes de saúde, que ocorrem na idade mais avançada ou seja quando você sai em  busca da  longevidade, mas com qualidade na sobrevivência.
É possível prever que pessoas conscientes de se alimentar saudavelmente, fizerem exercícios físicos constantemente e  regularmente visitem seus médicos e  fazem check-ups,  terão certamente a probabilidade de chegar aos 85 ou 90 anos!
Caso eu lhes  afirmar  que os custos diretos e indiretos com a saúde são passíveis de consumir entre 30% a 50% dos ganhos mensais de um casal  a partir dos  65 anos, não devo estar muito longe da realidade. Conheço casos em que boa parte do patrimônio  e renda de casais são ou foram absorvidos por este item! Esta minha afirmação não está sendo dito inconscientemente!
Provavelmente é o item “saúde”, um dos pesos financeiros mais relevantes a partir  de um determinado momento em sua vida. É claro que falo pelas pessoas que se  preocupam com o item qualidade de vida. Se não tiver cacife suficiente morre mais cedo! É tão simples assim.
A experiência pessoal em ter me sensibilizado definitivamente pelo aspecto “saúde” a partir da meia idade, e ainda incentivado igualmente por minha companheira de inúmeros anos, ajudou enormemente para que  ambos atualmente termos  uma vida com muito mais qualidade.
Concorreu também a certeza que eu tinha de que os custos com a saúde aumentariam enormemente como de fato ocorreu. Caso eu não tivesse tido consciência deste fator, provavelmente não estaria escrevendo este blog e ainda trabalhando ativa e alegremente como planejador financeiro numa idade em que a maioria dos meus amigos e familiares somente ficam sentados passivamente no sofá, contemplando a TV e a vida a passar bem ao longe!
“Longevidade” para mim não está significando permanecer em casa, mas sim levando uma vida dinâmica de trabalho, diversão e viagens, praticamente  igual a vida que  levava aos 40 anos!
Como disse o Dr. Dráuzio Varella, o opção  também é principalmente da gente e não somente da fatalidade!

Louis Frankenberg,CFP®  06-05-2012

 Nota; Infelizmente não mais me é possível remeter aos fieis leitores um e-mail com a mais nova postagem. Os administradores da internet me consideram espalhador de Spam. Agradeço por seus comentários e opiniões.