quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ficar e manter-se bem financeiramente a vida inteira

 
Louis Frankenberg,CFP

Não tenho a mínima dúvida de que coletivamente somos um povo altamente consumista.
A experiência obtida no decorrer da minha vida profissional, adicionada  a inúmeros cursos de pós graduação em finanças pessoais e comportamental do indivíduo, me convenceram definitivamente que  querer possuir tudo que  nossos familiares, amigos ou colegas já têm (e de preferência imediatamente) é algo que  a maioria dos seres humanos  mais almejam. 
Parece que nossos patrícios   também não conseguem reprimir  este impulso  tão intenso, muitas   vezes bem acima de suas possibilidades financeiras individuais e familiares.
Acredito que adquirimos este mau hábito de nossos vizinhos norte americanos, o povo mais consumista do mundo e que agora também estão sofrendo a consequência deste péssimo costume.
Estamos agora  mesmo assistindo ao enorme fogo que foi ateado no palco  também chamado  de 1o mundo sócio econômico e financeiro.
O Banco Central do Brasil, nossa Presidenta e os melhores economistas não  podem nos garantir  que    não vamos também nos tornar    vítimas  do mesmo mal que atualmente assola governos e instituições financeiras de tantos  países do mundo inteiro. Nossas autoridades  preferem não divulgar dados alarmistas e quem sabe nem cheguemos aos  extremos que ocorrem atualmente na Grécia.
Sou um observador neutro mas experiente,  muito consciente e atento ao que acontece ao meu redor e receio pelo constante e gradativo inchaço da máquina do Estado Brasileiro  em todos os seus segmentos e que está ocorrendo desde  alguns anos passados.  
Situação exatamente semelhante ocorria nos países que agora estão infectados pela crise e lutando  desesperadamente contra seus déficits gigantescos.
Por falar nisso, você amigo leitor, está devidamente preparado para perder seu emprego  e continuar mantendo seu atual status social etc por digamos um ano ou mais? Se estiver ou não, continue lendo...
Lamento também que nosso povo  permite  passivamente que este nosso Estado perdulário (não querendo citar algum termo mais forte, porém verdadeiro)  incremente continuamente e sem parar os elevadíssimos tributos  que pagamos, sem destinar suficientemente os bilhões arrecadados, à nossa saúde pública, à educação fundamental tão deficiente, à segurança de nos todos  e finalmente aos desamparados aposentados  que contribuíram  durante suas vidas úteis com grande parcela dos seus ganhos para ter  a garantia da velhice tranqüila que mereceriam.
Apenas poucos têm suficiente renda e, por essa mesma razão, pagam duplamente estes mesmos serviços de seus próprios bolsos, mas que deveriam ser prestados pelo Estado Brasileiro com os tributos arrecadados.
E como ficam aqueles  muitos que não podem se dar ao luxo desta extravagância ?
Em minhas palestras e seminários  relacionadas com a importância da  poupança pessoal fui sempre  incentivador da edução financeira  no sentido das   famílias criarem reservas para momentos    díficeis e imprevistos de suas vidas e, consequentemente  se tornassem dependentes das absurdas taxas de juros praticados em nosso país, que invariavelmente embutem  pesados  impostos governamentais, além dos ganhos  de intermediários etc.
Por essa razão resolvi  de agora em diante e, de vez em quando, publicar quadros que criei  originalmente desde 1990 em "Power Point" ou seja imagens  de situações óbvias e  muito visuais  que talvez ajudem a alterar o comportamento de  alguns dos meus leitores e outras  pessoas  de suas relações.  
Peço  a ajuda de vocês amigos para divulgarem as orientações de alguns desses quadros para quem necessita delas.
Possuo um enorme acervo de imagens que valem cada uma por mil palavras e não gostaria que se perdessem por falta de divulgação.
Caso gostarem da idéia, favor se manifestarem através do blog ou e-mail.
Abraço  de um planejador financeiro sncero, que gostaria que nosso povo como um todo, tivesse uma vida menos atribulado e com mais alegria e felicidade!
Até a próxima publicação,
Louis Frankenberg- 18-10-2011
*Clique em cima do quadro para ampliar a imagem




quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um blog que divulga informações financeiras úteis, aconselha desinteressadamente e conta histórias



Louis Frankenberg,CFP®

Caros amigos, estou de volta de uma visita à familiares na Europa e muitos de vocês continuaram bravamente clicando   meu blog em busca dos meus esparsos (e demasiadamente extensos) rabiscos que  durante um mês permaneceu intocado e sem novas fofocas.   
Meus parabéns e agradecimento!  Considero-os meus estóicos heróis.
Aqueles que me lêem periodicamente já devem ter concluído que  minha principal intenção ao escrever periódica porém irregularmente esta crônica,  não é vender nem produtos e nem meus  próprios serviços e que me dirijo principalmente à vocês pessoas físicas, jovens e mais experientes, todos com os pés firmemente plantados no chão e que portanto pretendem ser  realistas e  não vivendo de fantasias ou de notícias divulgadas  pelas   diferentes mídias  existentes,  por  governos  nem sempre honestos em seus propósitos e que mais pensam em se auto promoverem  ao divulgarem  (plantarem seria uma palavra mais apropriada) informações de seu próprio interesse ou  então por comerciantes e instituições financeiras ávidas em vender seus produtos de qualquer maneira, nem sempre    transparentes.
Todas as manhãs consulto o fabuloso site de pesquisas  “Google-Analytics” que me atesta como vocês leitores, razão suprema das minhas crônicas, estão me vendo e, tenho imenso orgulho em poder  afirmar que  6,21% de vocês  até hoje  entraram de 51 a 100 vezes  no meu blog “Dinheiro Sempre by Frankenberg” e 5,92% o abriram   entre 101 e 200 vezes desde a sua inauguração no começo do ano passado! (estes dados são de 03.10.2011).  
Quero ressaltar novamente que a chamada macro economia por definição sempre aborda  dados gerais de setores ou seja segmentos macro econômico-financeiros na qual você leitor  é apenas um componente minúsculo e, eventualmente  possa estar individualmente representado de forma totalmente equivocada como já deve ter percebido inúmeras vezes.
Na minha condição de modesto  pesquisador e planejador financeiro profissional certificado, de forma oposta, sempre procuro explicar   dados que possam ser de interesse do indivíduo e de sua família e que por essa mesma razão é chamada de segmento  micro econômico-financeiro.
A absoluta maioria dos economistas, sociólogos e inúmeros profissionais financeiros  no mundo inteiro geralmente preferem abordar os dados macro econômicos, pois  estes atendem aos interesses preferenciais das grandes corporações  e governos nos quais encontram   maiores possibilidades de obtenção de auto remuneração e lucratividade.   
Pessoalmente faço parte de um minúsculo grupo que  não é  vinculado aos grupos  financeiros e por essa mesma  razão  posso dizer o que penso neste nosso maravilhoso país.
Meus familiares sempre me chamaram de rebelde, pois gostava de dizer o que outros pensavam mas não tinham coragem de falar em voz alta.
Sabem por que fiz todo este preâmbulo antes de entrar no assunto propriamente dito e que   lhes desejo agora revelar de maneira resumida e sinteticamente?
Porque acredito que para você e   seus dependentes poderem desfrutar de uma vida melhor, tanto hoje  como amanhã, seria melhor tomar conhecimento de fatos que nem sempre são revelados pelos órgãos da imprensa ou pela Internet.
História número um
Vocês sabem que Portugal, tal como  a Grécia, hoje em dia tão comentada pela imprensa, é um dos outros  países atualmente sofrendo de grave  crise financeira.
Pois  numa cidade próxima da capital  Lisboa chamada Cascais, sempre  que posso, visito e me delicio com os pratos típicos em um restaurante muito simples (lá chamada de “tasca”) e que até pouco tempo atrás, durante o almoço tinha todas as suas mesas 100% ocupadas quando das minhas periódicas vindas à Portugal.
Pois nesta última visita e no costumeiro horário de almoço, havia apenas 3 mesas ocupadas, sendo uma delas por minha família. Gente, isto sim é   reflexo direto de crise que tristemente senti estar ocorrendo  por onde  eu andava.
Os negócios já não são como antigamente e isto em plena temporada de turismo deles, como me informaram pessoas  simples do povo e alguns comerciantes.
Nos Shopping Centers a situação era semelhante, o que  muito me entristecia pois gosto  dos portugueses. Durante as duas dezenas de anos que viajo para Portugal  acompanhei  a grande evolução que lá estava ocorrendo, mas igualmente vivenciei o aumento vertiginoso do consumismo, da ganância e da especulação imobiliária.
Os portugueses pensavam até faz pouco que finalmente estariam livres do sub desenvolvimento e já se consideravam iguais a outros países mais desenvolvidos da União Européia, pois recebiam quantidades enormes de euros a titulo de empréstimo para construírem estradas e muitas outras regalias e benfeitorias.
Mau uso e corrupção levaram boa parte do dinheiro que não foi bem investido.
Esqueceram apenas  que havia um preço a pagar por toda a população, ricos e pobres  igualmente, e que a conta viria mais tarde...

História número dois
Era uma vez um país maravilhoso chamado Estados Unidos da América no qual o ouro  crescia em árvores e  os pobres, ambiciosos e deslocados políticos de todo mundo acorriam sem cessar, enriquecendo em pouco tempo, como num passe de mágica.
A moeda do país era o Dólar,  disputado  ardentemente por todos que desejavam algum dia emigrar para aquele distante paraíso terrestre. 
Não havia povo em parte alguma da Terra que não idolatrasse e entesourasse aquela moeda tão desejada. Era o país mais rico  e poderoso do mundo e outras nações, amigas e   inimigas,  tremiam só de imaginar que pudessem ser  invadidos e subjugados por seus ferozes e às vezes beligerantes habitantes denominados também de capitalistas.
Bem do lado oposto do mundo existia outro país, alta e densamente povoado  chamado de China.
Seus  diligentes habitantes,  todos de  olhinhos enviesados porém muito espertos, eram pobres mas  em compensação muito diligentes. Aquela massa de chinesinhos e chinesinhas, eram chamados de comunistas pelo poderoso Estados Unidos, pois repartiam o pouco que possuíam entre si e gostavam imensamente de ler um livrinho de cor vermelho que havia sido escrito por um homem considerado muito Mau.
Aqueles pobres chineses, entretanto, eram apenas inimigos imaginários dos norte americanos que  idolatravam acima de tudo seu  próprio deus “o dólar”, até o instante em que os pobres chineses    também  descobriram   quais eram as delícias  do capitalismo.
Então aqueles  dois  países tão diferentes entre si pensaram que seria melhor se respeitarem mutuamente e portanto não  levar demasiadamente a sério  rusgas e briguinhas.
Os chineses conseguiram enganar os atordoados  norte americanos com  os  salários que pagavam aos seus operários extremamente baixos, até o ponto dos americanos transferirem a maioria de suas indústrias para aquelas distantes terras. Quando acordaram do seu sonho, os capitalistas estavam importando de China todas as suas necessidades, dando-lhes  em troca   seus amados dólares.
Conseqüentemente, aqueles mesmos  chineses comunistas, aos poucos foram adquirindo, e aos montes, todo o dinheiro dos capitalistas norte americanos em troca de bugigangas e enfeites. Acabaram  acumulando em baixo dos seus colchões alguns trilhões  daquela moeda tão cobiçada por todos.  
Entesourados em seu próprio território e protegido por uma imensa e inexpugnável muralha, dando secretas risadas de contentamento, os chineses fizeram com que os ricos  capitalistas  norte americanos se tornassem  seus  devedores. 
Os anteriormente ricos e agora empobrecidos capitalistas norte americanos, como a seguir vocês vão ficar sabendo, passaram a ser reféns financeiros dos chineses comunistas!

Foi por esta razão que abrindo o jornal  e me impressionando com a matéria    lida no  “International Herald Tribune” do dia 15 de setembro de 2011 que fiz questão de trazer para vocês meus leitores, alguns trechos  da manchete  “Lost decade swells the ranks of America’s poor” ou seja, “a década perdida  amplia  o segmento dos pobres da America”.
A intenção deste planejador financeiro ao trazer algumas cifras atuais do nosso vizinho e poderoso Estados Unidos, é demonstrar que o que pode acontecer por lá, facilmente poderá ocorrer também por aqui, onde grande parte da nossa população (50%!) ainda se encontra  abaixo do  nível mínimo de sustentabilidade e decência.
Não é por acaso que muitos brasileiros que emigraram nos últimos 10 a 30 anos para a América do Norte, estão novamente voltando para o nosso país, tentando-se adaptar às nossas próprias deficiências.

Eis  resumidamente algumas das pesquisas reproduzidas por aquele  jornal;
  • 2,6  milhões de pessoas   no ano passado passaram a incrementar a legião dos pobres que são aqueles que vivem abaixo da linha de pobreza oficialmente demarcada  pelo governo norte americano, segundo o órgão oficial de recenseamento deles, representando 15,1% da totalidade da população dos Estados Unidos ( atualmente cerca de 300 milhões de habitantes) e  que representam    46 milhões de pessoas, sendo esta  a cifra mais elevada deste segmento dos últimos 52 anos.
      (o valor considerado abaixo do nível familiar de pobreza em 2010 foi
      22.314  dólares anuais).
  • A dominante classe média norte americana baixou acentuadamente  desde o ano de 1996.
  • Foi a 1ª vez desde a grande depressão de 1929 que a média de renda da família  norte americana havia diminuída, segundo o economista da universidade de  Harvard, Sr. Lawrence Katz.
   Consideramos esta uma década perdida foram as palavras exatas daquele
   economista.
  • As pesquisas demonstraram que o desemprego foi a maior causadora do aumento da pobreza nos Estados Unidos.
  Em 2010, 48 milhões de pessoas entre as idades de 18 e 64 anos não
  tinham trabalho.
  O maior decréscimo de ganhos ocorreu entre os jovens que perderam 9%
  de seus salários.
  • O maior salário médio  para um funcionário masculino que trabalhasse o dia todo foi de 47.715 dólares anuais em 2010. Este ganho médio praticamente era igual ao do ano de 1973 quando o ganho havia sido  de 49.065 dólares.
  • Segundo declarações do Sr. Timothy Smeeding, diretor  do Institute for  Research and Poverty da Universidade de Wisconsin-Madison, “Estamos correndo o risco de criarmos uma nova classe   inferior”!

Volto a ressaltar  da importância da criação de reservas financeiras por parte de todas as pessoas inteligentes, pois mesmo aqueles que neste mesmo momento possuem bons empregos e salários, esta gente pode ter alterada sua confortável condição, caso a crise financeira  mundial  nos alcança aqui no Brasil. A possibilidade existe e é muito real.
Seja uma pessoa previdente, caro amigo e amiga e crie mecanismos que possam lhe proteger contra tantas circunstâncias imprevistas  em sua  vida!
O que atualmente ocorre nos Estados Unidos, onde a classe média está perdendo sua moradia e seu emprego e pior, sua própria fé, poderá sem dúvida alguma também ocorrer por aqui!
Pense e age enquanto tiveres ainda suficiente  força e saúde física!
Um forte abraço e até a próxima coluna.

Louis Frankenberg,CFP®  05-10-2011











segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Vencendo os enormes obstáculos existentes para tornar-se independente financeiramente

Louis Frankenberg,CFP®          29-08-2011

Acredito que possuo experiência suficiente para dar pelo menos alguns palpites e conselhos úteis aos  fieis leitores deste blog quando lhes digo que meu “CPF”  junto à Secretaria da Receita Federal inicia com os números 001...(o mundo das siglas pode confundir vocês, portanto explico que como profissional certificado em planejamento financeiro pessoal, pelo IBCPF (www.ibcpf.org.br)  tenho permissão para  anexar a sigla CFP® após meu nome, sigla essa muito parecida).
Aliás, tão importante quanto conhecer as características diferentes de cada tipo de sigla ou investimento é adotar algumas regras básicas para quem deseja tranquilamente alcançar o conforto e sucesso financeiro.
Para  enumerar os enormes obstáculos existentes para tornar-se independente financeiramente
(e manter-se permanentemente independente a partir daquele mágico momento da percepção de que chegamos lá em cima dessa montanha pelo resto da vida), eu precisaria escrever  mais outro livro apenas com a citação dos tópicos  envolvidos e,  certamente não é esta a minha pretensão.
No meu blog anterior a este descrevi meus  mais caros valores morais e éticos e igualmente mencionei  “que deveríamos ter fé em nossos semelhantes, mas jamais cegamente”.
Encontrei nestes anos todos de militância financeira muitas  pessoas que eu julgava terem os ingredientes  necessários  para tornarem-se vencedores,  é claro sob um aspecto meramente financeiro.
Por que então algumas delas  acabaram não sendo  vencedoras financeiras?
Não possuo resposta  única mas desconfio  que o assunto é por demais complexo para caber em poucas  linhas, pois envolve  inúmeros fatores econômicos, familiares, sociais, psicológicos, culturais, de formação educacional, de caráter  e tantos outros.
Conheci pessoas que tinham excelente conhecimento de cálculos matemáticos, mesmo assim não  conseguiram acumular patrimônio. Faltava  algo que eu não consegui descobrir e elas muito menos anular ou pelo menos controlar razoavelmente.  
Conheci pessoas que tinham aquele dom inato dos comerciantes e empreendedores, e   inúmeros outros ingredientes como por exemplo  lábia suficiente, envolvendo geralmente seus interlocutores com suas histórias mirabolantes e algumas vezes fantasiosas. Mas  mesmo assim não conseguiram acumular um razoável patrimônio e  principalmente mantê-lo.
Conheci pessoas  que herdaram verdadeiras fortunas de seus pais, mesmo assim conseguiram dilapidar  tudo  que estes antecedentes acumularam em pouquíssimos anos,  algumas delas passando a ter até dificuldades  na velhice. Inclusive acompanhei  as histórias de algumas das ganhadoras dos prêmios maiores  em jogos de azar e igualmente a triste epopéia de  alguns jogadores geniais de futebol...
Conheci pessoas com personalidade e caráter maravilhoso, sempre pensando no positivo dos outros e talvez por esta razão se esquecendo de si mesmas. Algumas delas até que tiveram vidas financeiras razoáveis, outras nem tanto.
Conheci  também pessoalmente indivíduos que após pouco tempo de convivência profissional, teria preferido não tê-los conhecido e, conseqüentemente, o mais rapidamente possível, afastando-me deles.
Alguns deles , entretanto tornaram-se milionários. De que maneira ? Sinceramente não tenho como lhes explicar.
Portanto acima citei alguns tipos diferentes de pessoas. Devem ter notado que não existe qualquer correlação  visível entre as mesmas mas algumas delas tiveram sucesso financeiro, outras não.
Será que o fator sorte de algumas teria tido influência fundamental no sucesso  ou a falta de sorte de outras? Apesar de considerar a palavra sorte fazendo parte integral do enigma do sucesso de algumas pessoas ou fracasso de outras, não  julgo  este fator  como imprescindível.
Acabei acreditando de que não existe nenhuma medida precisa ou matemática  ou  mesmo fórmula mágica que possa ser usada  para garantir sucesso financeiro à alguém, pois como  dizem “cada cabeça, uma sentença” ou seja nós seres humanos somos um por um diferentes uns dos outros, na aparência externa como igualmente dentro dessas nossas  cacholas difíceis de mudar e  ainda tão pouco entendidas pelos antropólogos e psicólogos.
Meditem um pouco  a respeito desses 6,5 bilhões de seres humanos existentes, cada  qual com Impressão Digital, Iris e DNA diferentes.
Pensem em seus pais, vovôs, esposas, filhos, tios e tias e  todos estes familiares com características diferentes entre si  para   também   concluírem de que não adianta querermos imitar outros seres humanos que admiramos. Acredito que um dos nossos maiores erros é não tentarmos  com mais afinco aprimorar nossos próprios melhores dons naturais e ainda  aqueles adquiridos com a aprendizagem pela vida afora.
Desejo agora humildemente  abordar alguns aspectos e diretrizes que a meu ver,  nestes anos todos deste meu observatório particular, terem tido efeito positivo na abordagem  de uma quantidade nada desprezível de pessoas na obtenção do   sucesso financeiro.
Reafirmo enfaticamente que talvez aumentem a probabilidade”  destes aspectos e diretrizes  atingirem seu objetivo na  conquista da independência financeira, não sendo absolutamente fórmulas ou regras  infalíveis e absolutas    para  se alcançar  este objetivo.
Os aspectos por mim abordados não passam de mera observação cuidadosa da vida financeira de pessoas de todos os níveis culturais, intelectuais e financeiras que nestes anos  todos giraram na minha órbita  familiar e profissional.
  • Verifiquei que muito mais pessoas conquistaram a independência financeira quando vagarosa e sistematicamente  construíram suas fortunas medianas ou maiores, tijolo sobre tijolo ou seja acumulando aos poucos  seu patrimônio e tranqüilidade financeira.
  • Conclui que aventureiros e pessoas pouco éticas  não conseguiram conservar seu patrimônio, passado  o período áureo de suas vidas, ou seja quando já deveriam estar usufruindo  do merecido resultado de terem feitos as coisas corretamente e com sabedoria.  
  • Pessoas que se assessoraram de profissionais honestos e desinteressados (e escutaram com atenção e não  amigos e conhecidos pouco técnicos e apenas armadas de  boas intenções),  tiveram maior probabilidade de acertarem com produtos financeiros e não financeiros.
  • Aquelas pessoas sempre ansiosas e inquietas e constantemente alterando a composição de seus investimentos, na maioria das vezes tomaram decisões erradas em momentos errados.
  • Sempre desconfiei de profissionais de todos os matizes que vomitavam prognósticos e vaticínios de resultados  miraculosas em alguma data futura, geralmente  acompanhados de valores  precisos que não se confirmavam posteriormente (quando o leite já tinha sido derramado).
  • O corolário do item anterior a esta é que em minha própria avaliação da quantidade de incógnitas  existentes em qualquer equação da vida econômica, financeira e social  do mundo é imensamente maior que a quantidade de fatores (dados) conhecidos ( e que sempre podem se modificar a qualquer momento).
      O mundo está cheio de exemplos passados e atuais que confirmam esta minha observação.
  • Como não sabemos onde e quando a próxima crise irá eclodir, a melhor forma de acumular   patrimônio ainda é através da diversificação, pois estudando-se os últimos 200 anos da economia mundial, verifica-se que já houve períodos altamente positivas para todos os tipos de negócios e investimentos.   
Termino esta minha crônica com um alerta ou conselho bastante útil para suas vidas;
não confiem cegamente em qualquer governo, pois os interesses  de quem está politicamente ocupando  posição de relevância, sempre o será apenas em relação aos interesses de si mesmo ou da ideologia ao qual está servindo naquele instante. Pense na quantidade de dirigentes que já tivemos aqui mesmo, endeusados em dado momento para posteriormente  serem  espezinhados  pelos erros cometidos... ( enquanto nos meros mortais sofremos as conseqüências!)
Lideranças governamentais jamais irão admitir que alguma medida econômica ou financeira, enquanto em vigor,  não é a mais   correta...
Antes de tomar qualquer decisão em relação a investimentos para o médio e o longo prazo, analise com cuidado o passo que dará e que possa afetar diretamente seu futuro.  
Pense sempre mais em si mesmo e nas pessoas  que  o cercam, pois você tem apenas  muito poucos anos para formar um razoável patrimônio e fontes de renda que lhe garantam qualidade de vida na aposentadoria.  Nunca faça algo somente porque outra pessoa  o fez  e por isso deve ser bom!
Um forte abraço e até a próxima coluna, que dessa vez vai demorar um pouco mais do que de costume. Tenha paciência que estarei voltando.    
Abraço,  Louis
     
     Louis Frankenberg,CFP®  29-08-2011
      


 



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Esqueço as turbulências financeiras do momento, preferindo falar um pouco sobre valores que me acompanham há tempos.

 
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Louis Frankenberg,CFP®  12-08-2011

Esta crônica foi um pouco inspirada na matéria recém lida na edição de 30 de Julho ultimo da revista “The Economist” mas também para falar da sorte que tive (terá mesmo sido?)  em ter vaticinado   uma semana antes, a ocorrência do débâcle nas bolsas e demais mercados financeiros brasileiros e internacionais.
Espero  não ter provocado esta crise que ainda não acabou, com a minha opinião! (risada)
A matéria do Economist me relembrou o meu próprio passado de jovem idealista, imaginando viver em um mundo justo, habitado por pessoas com princípios éticos ilibáveis e no qual jamais uns enganassem  aos outros. Infelizmente, muito cedo me convenci que estes meus nobres pensamentos eram  utopia.
Nos dias de hoje sou constantemente relembrado de que vivemos em um mundo extremamente materialista, no qual interesses mesquinhos predominam.    
A revista The Economist acabou de abordar um predicado que pessoalmente sempre considerei  relevante, o de “ter  mais fé  e confiança em nossos  semelhantes”. Mas  jamais cegamente!   
O assunto foi pesquisado por duas cientistas da Universidade da Califórnia, Santa Barbara.  
Elas  chegaram à conclusão  de que realmente compensa sermos honestos com as pessoas com as quais lidamos ou temos  alguma forma de relacionamento.
As pesquisas efetuadas por essas profissionais, sem que eu possua qualificação suficiente para explicar os aspectos técnicos e científicos abordados, retrocedem a centenas de anos, iniciando-se com nossos antepassados  que ainda  habitavam as cavernas...
Lidando há tantos anos com a minha própria clientela de finanças pessoais e aconselhamento, em relação a investimentos para a formação, manutenção e crescimento patrimonial, é óbvio que encontrei os mais variados  tipos de cabeças pensantes.
Desde os primórdios da minha vida profissional eu acreditava sinceramente e, continuo  mantendo esta mesma convicção até os dias de hoje, que ser autêntico e absolutamente honesto  com todos   no trato destas questões era  muito importante para mim mesmo e, é claro, mais ainda para a pessoa que tivesse que confiar em meus conselhos.   
Eu simplesmente não conseguia oferecer produtos ou serviços nos quais não acreditava e isso me causou alguns problemas e também dramas de consciencia enquanto ainda era funcionário de instituições  financeiras.
Talvez tenha sido essa a razão para um belo dia, quando já me sentia capacitado a seguir   carreira solo e, ardentemente desejar  ser independente para sempre e poder dizer livremente o que pensava a respeito de qualquer empresa, serviço ou produto.
Mas enquanto ainda era colunista da revista Exame  e Meu Dinheiro  da Editora Abril durante 6 anos, tinha que frear meus ímpetos de soltar a minha própria opinião livremente, mas presentemente    produzo o meu próprio blog e me expresso como quero!  Um “viva” à livre expressão da palavra em nosso país!
Ainda na Faculdade, enquanto me auto sustentava, durante o dia eu trabalhava como corretor de imóveis,  mas  já então estava convencido de que não desejava morrer sendo corretor de imóveis, apesar de ter ganho um bom dinheiro naquela função e ter aprendido as primeiras lições de relacionamento humano.
Após passar por várias etapas intermediárias, passei a vender fundos de investimento e, lembro muito bem que muitos dos meus colegas de empresa naquele tempo, somente estavam interessados no valor da comissão que iriam obter, não se importando com a qualidade do produto  que ofereciam e  tantos outros fatores essenciais,  que pessoalmente  eu considerava importantes. 
Eu lia muito e meu incipiente inglês  me  auxiliava bastante,  pois assinava  na época a revista “Time” que me nutria de cultura geral e financeira, quando ainda havia  pouca informação sobre finanças em geral e pessoal em nosso próprio país.    
Voltando à matéria publicada pelo The Economist, no qual  o editor e as pesquisadoras penetram profundamente na mente humana,  vejo confirmado quão importante  foi meu primitivo instinto de dar muito valor ao que as pessoas pensavam e diziam, apesar de naquela época não ter qualquer conhecimento de psicologia ou da enorme  complexidade  da mente humana.  
Meu primeiro mentor, um norte americano bastante culto, havia me ensinado que sempre deveria primeiramente estabelecer contato pessoal com  o  cliente  em potencial e jamais tentar empurrar um produto ou serviço  que desse apenas vantagens   para mim.    
Internet ou e-mail  é claro que não existiam, mas ele já me advertia que  telefone era o maior assassino de negócios em potencial. Eu sempre deveria tentar marcar uma 1ª  reunião com cliente em potencial, em local sossegado, onde não fosse interrompido  por telefonemas ou secretárias entrando e saindo.
Até hoje sigo este aconselhamento, pois acredito que o contato  pessoal, visual, intelectual e profissional,   traz  frutos  altamente positivos para  mim e o cliente. Você passa a conhecer muito bem o cliente e ele a você. Ampliei a minha técnica da obtenção de conhecimento profundo do cliente ao passar a convidar o casal, quando era  o caso, para  a primeira e mais importante entrevista a respeito  de entender melhor quais eram as metas financeiras dos mesmos e em que consistiam.
Meu  instinto   igualmente aconselhava que  a conquista de um cliente deveria ter como objetivo manter relações com o mesmo por toda vida e não apenas para um  único negócio.           
Novamente o estudo recém publicado no The Economist  reconfirma o acerto daquela  minha  primeira visão  de como dois seres humanos podem interagir e obter inúmeros benefícios um do outro.
Portanto uma importante lição a ser apreendida deve ser a de que sempre deve existir absoluta confiança entre ambos.
Os muitos anos passados para mim provaram que profissionalismo, ética e honestidade  de propósitos  foram amplamente  compensados,  pois como  mero iniciante e  posteriormente como gerente geral de grandes instituições financeiras, verifiquei como outros  profissionais que não compartilhavam daquela  minha filosofia iam ficando pelo caminho.
Eles nunca conseguiram entender que a maioria dos clientes tem uma espécie de sexto sentido e percebem a diferença existente quando  estão sendo conduzidos para adquirir determinado produto ou raciocínio ou quando, honestamente o interlocutor faz questão de querer entender o que eles mesmos desejam alcançar em suas vidas.
A conquista da confiança e fidelização para mim sempre significaram  desejar o melhor para o cliente, mesmo a custo de não lhe vender nada e, eventualmente, mandá-lo para o concorrente.
Tenho muito orgulho em poder afirmar que inúmeros clientes ainda de dezenas de anos atrás, acabaram por  se tornarem  meus  melhores amigos até os dias de hoje.
Por mais que eu entendo algumas das razões dos banqueiros de hoje que não desejam que haja vínculos mais fortes entre seus gerentes de relacionamento com a clientela (e conseqüentemente os transferem seguidamente de um lugar para outro), ainda acredito que somente   contatos pessoais  honestos e desinteressados  trazem  consigo vínculos  importantes  que fazem toda a diferença.
Nestes anos todos, constatei que o cliente mais abre seu coração e igualmente sua mente em relação as suas ansiedades e objetivos,  quando sente que o planejador financeiro (ou gerente de relacionamento) com o qual troca  idéias  e/ou possui  traços  de personalidade  coincidentes, é   autenticamente desinteressado.
Hoje em dia, através das múltiplas formas pelas quais é possível obter informações a respeito de aplicações e investimentos, muitas vezes o fator decisório  deixa de ser racional e lógica, pois o cliente  toma sua própria decisão através da leitura  de algum jornal, de um noticiário na TV ou  mesmo quando escuta no clube os argumentos de um seu amigo.

Sinto muita pena daqueles profissionais financeiros que, premidos pelas contingências dos altos custos envolvidos nas operações das entidades financeiras nos quais trabalham e outros fatores, devem  cumprir metas de produção e sofrem por essa mesma razão enorme pressão, forçando conseqüentemente clientes a adquirir produtos ou serviços às vezes inadequados.
Penso que a melhor maneira de tratar um cliente por parte de um intermediário financeiro ainda é de pensar nele (e em sua família), como se  ainda haveria contato daqui a 30 anos, quando ambos, eventualmente,  estivessem  aposentados e pudessem  se encontrar e falar tranquilamente do passado com nostalgia, alegria, e sem sentimentos  negativos.    
Abraço e  me desculpem pelo teor auto biográfico desta crônica! Eu precisava externar isso.
Louis

Louis Frankenberg,CFP®  12-08-2011


 



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Existe a probabilidade de alguma crise financeira brasileira ou internacional me afetar ?

Louis Frankenberg,CFP®  27.07.2011


Esclarecimento
A presente crônica deve ser considerada uma  ampliação da anterior de 2/7/2011 

Uma minha resposta do tipo “em cima do muro” poderia ser “é tudo relativo”. Por que?  
Porque múltiplos fatores  que   possam afetar uma futura (porém muito provável) crise financeira em nosso país não dependem apenas de você, uma de suas  potenciais vítimas, mas sim  de complexas situações internacionais que incluiriam fatalmente o nosso país.
Os argumentos que pudessem confirmar essa minha tese são inúmeros e, alguns deles, certamente incluirão fatores políticos, tanto os de cunho nacional como internacional, além daqueles puramente  financeiros.
Em minha crônica anterior pintei um cenário realista na qual uma pessoa como norma deveria atuar com extrema precaução, pois  sempre encontrará pela frente incertezas e imprevistos.
Alguns dos países mais importantes do mundo encontram-se hoje em dia de tal maneira interdependentes que, acontecimentos em um deles, afetarão   com toda a probabilidade aos outros,  é o  tal de efeito “dominó”.
Em outras palavras, crises de nível internacional quase sempre estarão correlacionadas e acatarão conseqüências   impossíveis de serem antecipadamente definidas.
É por essa razão que nosso próprio país pode ser considerado atualmente muitíssimo dependente de acontecimentos que possam ocorrer, tendo o seu epicentro vindo de fora.  
Vejamos  a seguir resumidamente  alguns dos argumentos que minha  mente (por enquanto não esclerosada) captou e que possivelmente têm influência sobre uma série de fatores, igualmente correlacionadas, pois um fator quase sempre desencadeará o próximo.
Pessoas curiosas, interessadas ou melhor informadas sabem que tanto a Europa quanto os Estados Unidos estão atualmente enfrentando grave período de turbulências econômicas e financeiras que, também poderíamos chamar de crises político financeiras. (ninguém, por enquanto, quer admitir a gravidade e enormidade do potencial de problemas devido aos endividamentos!)
Estas questões, por enquanto não solucionadas podem, eventualmente, derivar para  conseqüências sociais com desordens etc, como ocorre atualmente na Grécia, mas também acontecem em Portugal, França, Espanha e outros países da Europa em maior ou menor escala.
Realço novamente, de acordo com minha crônica anterior, que essas manifestações populares são indiretamente resultantes de endividamento excessivo de governos desatentos e permissíveis, mas sem dúvida também, de populações viciadas desde os tempos de opulência no passado e que, agora se tornaram consumidores viciados querendo cada vez mais em vez de apertarem os cintos.
Essas populações de maneira alguma querem aceitar que os tempos mudaram e que o endividamento coletivo passou dos limites e de que precisam agora   tomar sérias providências para estancar a hemorragia. 
Gostaria neste ponto e antes de continuar, realçar novamente de que como observador neutro mas crítico  que sou, e também planejador financeiro há muitíssimos anos, que acredito que a falta de medidas e programas preventivos, educacionais e financeiros elaborados e promovidos por governos, são os grandes responsáveis   pelo desencadear e existência de muitas  dessas crises.
Vou, entretanto, tentar me concentrar em nosso próprio país, sabendo que o desencadear de uma eventual futura crise financeira aqui  entre nós, também  poderá futuramente  estar sendo desencadeada a partir de faíscas  vindas do exterior.
Você amigo leitor do meu blog, sabendo que não possuo a mínima influência sobre acontecimentos que ninguém sabe quando e com que  intensidade virão, provavelmente não dará a mínima importância à minha opinião,  mas não poderá nunca afirmar que não  lhe alertei em tempo.
Possuo apenas como arma opinativa minha experiência pessoal  de observação e razoável conhecimento de economia e finanças nacional e internacional. Nada mais.
Também  não posso afirmar  com certeza se é melhor para todos terem sidos alertados para enfrentar alguma crise e então  subitamente  serem confrontadas com alguma, sem terem qualquer margem de manobra preparada antecipadamente (tipo plano “B”), quando a batalha por sua  própria sobrevivência econômica e financeira tiver chegada à nossa  terra. Vamos lá!
Gente, a cada ano que passa, mais estaremos amarrados  às mãos do gigante China que já acordou  há algum tempo e que agora começa a dominar imensas áreas comerciais,  industriais e agrícolas de nosso país ( e outras partes do mundo também).
Nossos políticos, dirigentes e o próprio Governo não estão nem de longe preocupados com esse desenrolar dos acontecimentos, mas nossos industriais e exportadores já estão sentindo na pele seus efeitos perniciosos.
É nosso tradicional estilo de fazer de conta que nada está acontecendo. Somos por natureza demasiadamente otimistas, do tipo “Deus é brasileiro”. Até ser tarde demais.
O que é preciso fazer urgentemente é incentivar e promover (favorecer fiscalmente) mais intensamente nossos mercados internos. Não adianta adquirirmos hoje artefatos tecnológicos mais baratos e você, eu e tantos outros patrícios perdermos nossos empregos, negócios etc. daqui a alguns  meses ou mesmo  anos.
Lembrem-se que temos filhos, netos e bisnetos, que sofrerão as conseqüências de nossas ações ou cegueira  adotada agora mesmo.
Os Estados Unidos já perderam quase toda a sua indústria automobilística (e outros setores industriais e de serviços) e dependem em quase tudo da importação...
Seus cidadãos estão atualmente perdendo seus empregos e imóveis (este último item por fúria especulativa de seus próprios cidadãos). Nas últimas décadas, devido a mão de obra muito mais barata, levaram suas principais indústrias para a China, mas agora devem estar amargamente arrependidos da  própria estupidez.
Nós no Brasil, podemos estar vendendo  nossas industrias   também para os chineses e talvez  também nossas férteis terras  para suprir as bocas famintas dos  muitos milhões de chinesinhos que continuam nascendo por lá. Será que não vamos nos arrepender futuramente também?
Estamos aqui no Brasil no meio de um surto de construção e venda de imóveis com valorização excessiva e quero lhes advertir que imóveis em alguns outros países estão se desvalorizando neste mesmo momento. (ler minha crônica anterior).
Portanto, muito cuidado caro amigo, ao adquirir algum imóvel (ou mesmo um fundo imobiliário mal estruturado e pouco transparente). Avalie com cuidado se você não está se excedendo no seu endividamento e querendo ter todos os seus sonhos realizados em pouco tempo! Qualidade de vida significa justamente o oposto de consumismo exagerado, endividamento  e inadimplência.
Nossa “Previdência Social” deveria ser rebatizada de “Imprevidência Social”, pois a estrada que atualmente está sendo enveredada é o de futuro caos e de muita gente  sem receber seus benefícios de pensão e aposentadoria que pagaram a duras penas por inúmeros anos.
Países  europeus já se deram de conta que idades mínimas devem imediatamente serem  alteradas para cima,  pois contrariamente não haverá dinheiro suficiente para sustentar os futuros velhinhos.
E nós aqui? Empurramos  as reformas  que devem ser feitas com a barriga, nenhum político  querendo melindrar seus eleitores e nenhum governo  querendo assumir tamanha e tão melindrosa  tarefa.
Caro leitor, é melhor você se preparar desde já, pois quando estiver velho e alquebrado, não terá força para reclamar e  marchar pelas ruas clamando por seus direitos suprimidos!   
A aquisição ou dívida em  dólar ou  euro,  pode ser interpretado como um verdadeiro  trem da alegria para os importadores e turistas.  Muita gente anda inebriada com seu valor ilusório e desproporcional em relação a outros  aspectos da vida comercial e industrial  de nosso país.
É por essa única razão que nossos aeroportos estão atualmente superlotados de pessoas ingênuas, iludindo-se com esta taxa cambial artificialmente baixa e viajando adoidadas para o exterior, pagando as dívidas posteriormente com a enxurrada de crédito concedido por instituições financeiras oficiais e privadas. 
Os aviões em que viajam para o exterior, de fato estão com suas lotações esgotadas, mas a quantidade de gringos que vem nos visitar de maneira alguma está aumentando na mesma proporção, pois eles acham, (e todos eles sabem muito bem fazer suas contas) que o custo de vida turística  interna  em nosso país é muito elevado.   Comparem o preço de nossos hotéis de lazer com alguns dos Estados Unidos ou mesmo da Europa e verificarão que tenho razão.
Em meu livro “Sucesso e Independência”, capítulo XII, da Editora Elsevier, descrevo no item 4 o que aconteceu com a classe média argentina  nos anos 90. O título que  dei ao capítulo  foi;  A classe média argentina, seduzida e abandonada”. Você vai achar o assunto sumamente interessante, pois lá retrato acontecimentos que possam vir a acontecer aqui, além de outros aspectos importantes que são abordados  para se ter uma vida material  e espiritual mais saudável.
Pela Internet poderão adquirir o livro em www.elsevier.com.br, clicando meu nome ou título do livro. (um pouco de merchandising não me fará mal  algum e poderá abrir seus olhos para outros aspectos importantes da  sua vida).
Há muitíssimos anos eu também critico com veemência o absurdo nível das taxas de juros que pagamos em nosso país. Algumas dessas taxas  continuam  praticamente idênticas aos que praticávamos  na época da  elevada inflação mensal...! Alguns sobreviventes hão de se lembrar.
Não se pode, como continua acontecendo à algumas famílias, estar endividado em 25 ou 30% em relação aos  ganhos brutos  mensais de uma família. Chamo a esta suprema  estupidez de alguns, de serem candidatos quase certos para um  futuro suicídio econômico-financeiro.
Comparo novamente o cidadão classe média norte americana ao nosso  próprio cidadão classe média.
O de lá  ganha mais que o dobro que nosso patrício, mesmo assim, lá também,   muitos  deles estão  hoje em dia  numa enorme sinuca, imaginem então em nosso próprio país onde os ganhos reais são geralmente muito inferiores.  
Perguntem aos institutos de pesquisa e outras entidades  que publicam e se preocupam com estes dados se  nossas recém  promovidas classes sócio econômicas “C” e “D” estão pagando  direitinho seu endividamento ou,  ao contrário, estão cada vez mais inadimplentes devido ao facilitado credito assumido,  cantada em prosa e verso pelo governo anterior.
Vamos agora abordar o  endividamento interno do Brasil que é representado pela totalidade de dinheiro que nosso Governo deve. E para quem?  Para nós cidadãos!
As últimas cifras indicam que essa dívida atualmente é de R$ 1,81 trilhões de Reais. Você leu certo, são R$ 1.810.000.000.000,00! Esta quantidade absurda de dinheiro, que dizem que comparativamente com o  relativo tamanho de ambos os países, nem de longe   alcança o endividamento da Grécia que é de 150% do PIB anual contra  39,8% do PIB anual em nosso país. Para um país como o nosso, no qual a maioria da população ainda ganha menos de R$ 1.500,00 mensais, esse endividamento é por demais alto.
Para os menos bem informados, que não têm idéia  de quanto este trilionário endividamento do Brasil representa de fato,  quero salientar que somos um dos países do mundo no qual individualmente mais tributos são pagos e onde as estradas, portos, serviços urbanos,  saúde, educação, segurança etc. é mais do que precário, é lamentável. 
Por que será que nosso endividamento público então é tão elevado? Para onde então foi todo este dinheiro?
Profundamente envergonhado devo admitir e culpar a corrupção, a quantidade excessiva de funcionários públicos existentes e a  má administração do Estado como sendo  as principais causadores dos excessivos tributos que pagamos e  culpando-o  igualmente  pelo exagerado endividamento interno!
Em data de anteontem, 24/7/2011, vejo meio escondido no texto de um dos cadernos do “O Estado de S. Paulo” que a ONG “Transparência Internacional” calcula  que nosso índice de corrupção  gira ao redor de 26% em relação a totalidade do dinheiro movimentado no país, mas que este também poderia ser de 43%... !
De verdade, ninguém sabe o tamanho da corrupção  mas com toda a probabilidade    ainda a medimos  através do  conhecido “chutômetro”!
Portanto somente posso concluir que existe escondido em algum lugar  uma bomba do tempo que pode explodir em suas mãos. qualquer dia  desses, causando efeitos desconhecidos para meu pobre e  limitado conhecimento.
Recebi coincidentemente ontem pela Internet, uma triste mas perfeita representação gráfica em vídeo que confirma tudo que acabo de descrever. Acredito que vale a pena  então ler o   livro que promovem denominado “Carregando o elefante”, recentemente publicado ou  então clicar em www.carregandooelefante.com.br  para você ter a confirmação de tudo que você leu até agora nesta minha  despretensiosa, negativa, extensa,  porém realista crônica.
Se você tem investimentos de renda fixa em fundos de investimento ou planos de previdência para a aposentadoria, não importando se são estatais ou privados, é possível (não afirmo nem garanto que possa acontecer e por isso jamais me cobra) que um belo dia as Letras do Tesouro Nacional e outros títulos emitidos pelo Governo Federal  não sejam honrados pelos responsáveis pelos mesmos.
Está acontecendo na Grécia, já aconteceu no Governo Collor, porque não haveria de acontecer novamente aqui?
É tão mais simples o Governo Brasileiro dar o calote em seus próprios cidadãos do que ter de enfrentar a ira das poderosas instituições financeiras internacionais ou outros governos soberanos que adquiriram nossos papeis.   Hoje temos suficientes  reservas internacionais, ao redor de 300 bilhões de dólares mas...   
Gente, o que  está ocorrendo na Grécia e  em outros países europeus e está ameaçada de   acontecer  também  nos Estados Unidos, cuja dívida externa é de 14 trilhões de dólares e que  deve ao nosso país 300 bilhões de dólares que  lá estão depositados.  
Adquirimos aquelas reservas  paulatinamente com o suor de nosso trabalho justamente  para nos proteger contra futuros calotes!  E se não nos devolverem este dinheirão?
Nós aqui no Brasil, podemos nos tornar  a Grécia do dia de amanhã, caso não aumentarmos nossa poupança interna, ensinarmos nossa população a poupar,  gastarmos menos e cuidarmos melhor do dinheiro arrecadado!
Para tornar tudo ainda mais confuso, explico que nossa taxa inflacionária  interna atualmente gira ao redor de 6,2% ao ano, significando que muitos dos investimentos no mercado financeiro  que você está fazendo tenham de fato um rendimento líquido verdadeiro perto de “zero  por cento”, após o  pagamento de despesas bancárias  e imposto de renda.
Bem, para ser franco consigo, caro leitor,  eu não sei como você deve proceder em relação a  quantidade de minhocas e estrume que acabei de atirar em sua direção, e tampouco sei  como vou lhe oferecer algumas respostas mais positivas!
Podem crer que  também fiquei exausto (e enojado também)  ao ter de  escrever tanta coisa negativa e agora preciso me livrar desta  minha consciência  pesada!   
Mas na parte final desta interminável  crônica vou lhe dar de sobremesa uma pesquisa  otimista, porém  em troca você vai me prometer em  viver de agora em diante com menos dívidas. 
Saiba que qualidade de vida se conquista  com sangue, suor  e lágrimas, como disse o ilustre Ministro do então Império Britânico Winston  Churchill  durante a 2º guerra mundial e “nunca é dada de graça, acrescento eu”.
Espalhe suas reservas patrimoniais entre conquistar seu próprio imóvel de moradia e busque inicialmente ter reservas financeiras suficientes que possam durar pelo menos por um ano, para jamais ter de entrar em cheques especiais, cartões de crédito  ou empréstimos pessoais  com  juros escorchantes.  
Modere  seus impulsos de gastança nas fabulosas  bugigangas eletrônicas, computadores, laptops, notebooks, iphones, ipads, ipods, TVs de última geração, atrativos automóveis (que pagam por sinal um absurdo 50% de tributos ao entrarem em circulação em nosso país e que no México e outros países podem ser adquiridos pela metade do preço!)
Minha máxima  favorita sempre foi e continua sendo, baseada na dura realidade da vida;
“Quem vai  ter de cuidar futuramente de você,  é você mesmo!”
Esta máxima contraria uma  recente pesquisa  feita pela “Ipsos”, publicada pela Folha de S.Paulo em 21 de Julho último, na qual  consumidores do Brasil comprovam    sendo as pessoas mais otimistas do mundo, com 62% daqueles que foram entrevistados, imaginando que a nossa economia vai melhorar nos próximos seis meses.
A pesquisa foi realizada em 24 países e também mostra que os entrevistados mais pessimistas pertencem  ao Reino Unido com 14% de otimistas, Correia do Sul com 12%, Japão com 9%, Hungria com 8% e na lanterninha vem a França com apenas 5% de otimistas! 
Será que consegui me redimir com vocês caros leitores, oferecendo-lhes esta última  pesquisa tão otimista?   
Abraço e até o próximo blog.
Louis Frankenberg, CFP®   27/07/2011

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