Louis Frankenberg,CFP Não tenho a mínima dúvida de que coletivamente somos um povo altamente consumista. A experiência obtida no decorrer da minha vida profissional, adicionada a inúmeros cursos de pós graduação em finanças pessoais e comportamental do indivíduo, me convenceram definitivamente que querer possuir tudo que nossos familiares, amigos ou colegas já têm (e de preferência imediatamente) é algo que a maioria dos seres humanos mais almejam. Parece que nossos patrícios também não conseguem reprimir este impulso tão intenso, muitas vezes bem acima de suas possibilidades financeiras individuais e familiares. Acredito que adquirimos este mau hábito de nossos vizinhos norte americanos, o povo mais consumista do mundo e que agora também estão sofrendo a consequência deste péssimo costume. Estamos agora mesmo assistindo ao enorme fogo que foi ateado no palco também chamado de 1o mundo sócio econômico e financeiro. O Banco Central do Brasil, nossa Presidenta e os melhores economistas não podem nos garantir que não vamos também nos tornar vítimas do mesmo mal que atualmente assola governos e instituições financeiras de tantos países do mundo inteiro. Nossas autoridades preferem não divulgar dados alarmistas e quem sabe nem cheguemos aos extremos que ocorrem atualmente na Grécia. Sou um observador neutro mas experiente, muito consciente e atento ao que acontece ao meu redor e receio pelo constante e gradativo inchaço da máquina do Estado Brasileiro em todos os seus segmentos e que está ocorrendo desde alguns anos passados. Situação exatamente semelhante ocorria nos países que agora estão infectados pela crise e lutando desesperadamente contra seus déficits gigantescos. Por falar nisso, você amigo leitor, está devidamente preparado para perder seu emprego e continuar mantendo seu atual status social etc por digamos um ano ou mais? Se estiver ou não, continue lendo... Lamento também que nosso povo permite passivamente que este nosso Estado perdulário (não querendo citar algum termo mais forte, porém verdadeiro) incremente continuamente e sem parar os elevadíssimos tributos que pagamos, sem destinar suficientemente os bilhões arrecadados, à nossa saúde pública, à educação fundamental tão deficiente, à segurança de nos todos e finalmente aos desamparados aposentados que contribuíram durante suas vidas úteis com grande parcela dos seus ganhos para ter a garantia da velhice tranqüila que mereceriam. Apenas poucos têm suficiente renda e, por essa mesma razão, pagam duplamente estes mesmos serviços de seus próprios bolsos, mas que deveriam ser prestados pelo Estado Brasileiro com os tributos arrecadados. E como ficam aqueles muitos que não podem se dar ao luxo desta extravagância ? Em minhas palestras e seminários relacionadas com a importância da poupança pessoal fui sempre incentivador da edução financeira no sentido das famílias criarem reservas para momentos díficeis e imprevistos de suas vidas e, consequentemente se tornassem dependentes das absurdas taxas de juros praticados em nosso país, que invariavelmente embutem pesados impostos governamentais, além dos ganhos de intermediários etc. Por essa razão resolvi de agora em diante e, de vez em quando, publicar quadros que criei originalmente desde 1990 em "Power Point" ou seja imagens de situações óbvias e muito visuais que talvez ajudem a alterar o comportamento de alguns dos meus leitores e outras pessoas de suas relações. Peço a ajuda de vocês amigos para divulgarem as orientações de alguns desses quadros para quem necessita delas. Possuo um enorme acervo de imagens que valem cada uma por mil palavras e não gostaria que se perdessem por falta de divulgação. Caso gostarem da idéia, favor se manifestarem através do blog ou e-mail. Abraço de um planejador financeiro sncero, que gostaria que nosso povo como um todo, tivesse uma vida menos atribulado e com mais alegria e felicidade! Até a próxima publicação, Louis Frankenberg- 18-10-2011 e-mail; perfinpl@uol.com.br e lframont@gmail.com ![]() |
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Ficar e manter-se bem financeiramente a vida inteira
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Um blog que divulga informações financeiras úteis, aconselha desinteressadamente e conta histórias
Louis Frankenberg,CFP®
Caros amigos, estou de volta de uma visita à familiares na Europa e muitos de vocês continuaram bravamente clicando meu blog em busca dos meus esparsos (e demasiadamente extensos) rabiscos que durante um mês permaneceu intocado e sem novas fofocas.
Meus parabéns e agradecimento! Considero-os meus estóicos heróis.
Aqueles que me lêem periodicamente já devem ter concluído que minha principal intenção ao escrever periódica porém irregularmente esta crônica, não é vender nem produtos e nem meus próprios serviços e que me dirijo principalmente à vocês pessoas físicas, jovens e mais experientes, todos com os pés firmemente plantados no chão e que portanto pretendem ser realistas e não vivendo de fantasias ou de notícias divulgadas pelas diferentes mídias existentes, por governos nem sempre honestos em seus propósitos e que mais pensam em se auto promoverem ao divulgarem (plantarem seria uma palavra mais apropriada) informações de seu próprio interesse ou então por comerciantes e instituições financeiras ávidas em vender seus produtos de qualquer maneira, nem sempre transparentes.
Todas as manhãs consulto o fabuloso site de pesquisas “Google-Analytics” que me atesta como vocês leitores, razão suprema das minhas crônicas, estão me vendo e, tenho imenso orgulho em poder afirmar que 6,21% de vocês até hoje entraram de 51 a 100 vezes no meu blog “Dinheiro Sempre by Frankenberg” e 5,92% o abriram entre 101 e 200 vezes desde a sua inauguração no começo do ano passado! (estes dados são de 03.10.2011).
Quero ressaltar novamente que a chamada macro economia por definição sempre aborda dados gerais de setores ou seja segmentos macro econômico-financeiros na qual você leitor é apenas um componente minúsculo e, eventualmente possa estar individualmente representado de forma totalmente equivocada como já deve ter percebido inúmeras vezes.
Na minha condição de modesto pesquisador e planejador financeiro profissional certificado, de forma oposta, sempre procuro explicar dados que possam ser de interesse do indivíduo e de sua família e que por essa mesma razão é chamada de segmento micro econômico-financeiro.
A absoluta maioria dos economistas, sociólogos e inúmeros profissionais financeiros no mundo inteiro geralmente preferem abordar os dados macro econômicos, pois estes atendem aos interesses preferenciais das grandes corporações e governos nos quais encontram maiores possibilidades de obtenção de auto remuneração e lucratividade.
Pessoalmente faço parte de um minúsculo grupo que não é vinculado aos grupos financeiros e por essa mesma razão posso dizer o que penso neste nosso maravilhoso país.
Meus familiares sempre me chamaram de rebelde, pois gostava de dizer o que outros pensavam mas não tinham coragem de falar em voz alta.
Sabem por que fiz todo este preâmbulo antes de entrar no assunto propriamente dito e que lhes desejo agora revelar de maneira resumida e sinteticamente?
Porque acredito que para você e seus dependentes poderem desfrutar de uma vida melhor, tanto hoje como amanhã, seria melhor tomar conhecimento de fatos que nem sempre são revelados pelos órgãos da imprensa ou pela Internet.
História número um
Vocês sabem que Portugal, tal como a Grécia, hoje em dia tão comentada pela imprensa, é um dos outros países atualmente sofrendo de grave crise financeira.
Pois numa cidade próxima da capital Lisboa chamada Cascais, sempre que posso, visito e me delicio com os pratos típicos em um restaurante muito simples (lá chamada de “tasca”) e que até pouco tempo atrás, durante o almoço tinha todas as suas mesas 100% ocupadas quando das minhas periódicas vindas à Portugal.
Pois nesta última visita e no costumeiro horário de almoço, havia apenas 3 mesas ocupadas, sendo uma delas por minha família. Gente, isto sim é reflexo direto de crise que tristemente senti estar ocorrendo por onde eu andava.
Os negócios já não são como antigamente e isto em plena temporada de turismo deles, como me informaram pessoas simples do povo e alguns comerciantes.
Nos Shopping Centers a situação era semelhante, o que muito me entristecia pois gosto dos portugueses. Durante as duas dezenas de anos que viajo para Portugal acompanhei a grande evolução que lá estava ocorrendo, mas igualmente vivenciei o aumento vertiginoso do consumismo, da ganância e da especulação imobiliária.
Os portugueses pensavam até faz pouco que finalmente estariam livres do sub desenvolvimento e já se consideravam iguais a outros países mais desenvolvidos da União Européia, pois recebiam quantidades enormes de euros a titulo de empréstimo para construírem estradas e muitas outras regalias e benfeitorias.
Mau uso e corrupção levaram boa parte do dinheiro que não foi bem investido.
Esqueceram apenas que havia um preço a pagar por toda a população, ricos e pobres igualmente, e que a conta viria mais tarde...
História número dois
Era uma vez um país maravilhoso chamado Estados Unidos da América no qual o ouro crescia em árvores e os pobres, ambiciosos e deslocados políticos de todo mundo acorriam sem cessar, enriquecendo em pouco tempo, como num passe de mágica.
A moeda do país era o Dólar, disputado ardentemente por todos que desejavam algum dia emigrar para aquele distante paraíso terrestre.
Não havia povo em parte alguma da Terra que não idolatrasse e entesourasse aquela moeda tão desejada. Era o país mais rico e poderoso do mundo e outras nações, amigas e inimigas, tremiam só de imaginar que pudessem ser invadidos e subjugados por seus ferozes e às vezes beligerantes habitantes denominados também de capitalistas.
Bem do lado oposto do mundo existia outro país, alta e densamente povoado chamado de China.
Seus diligentes habitantes, todos de olhinhos enviesados porém muito espertos, eram pobres mas em compensação muito diligentes. Aquela massa de chinesinhos e chinesinhas, eram chamados de comunistas pelo poderoso Estados Unidos, pois repartiam o pouco que possuíam entre si e gostavam imensamente de ler um livrinho de cor vermelho que havia sido escrito por um homem considerado muito Mau.
Aqueles pobres chineses, entretanto, eram apenas inimigos imaginários dos norte americanos que idolatravam acima de tudo seu próprio deus “o dólar”, até o instante em que os pobres chineses também descobriram quais eram as delícias do capitalismo.
Então aqueles dois países tão diferentes entre si pensaram que seria melhor se respeitarem mutuamente e portanto não levar demasiadamente a sério rusgas e briguinhas.
Os chineses conseguiram enganar os atordoados norte americanos com os salários que pagavam aos seus operários extremamente baixos, até o ponto dos americanos transferirem a maioria de suas indústrias para aquelas distantes terras. Quando acordaram do seu sonho, os capitalistas estavam importando de China todas as suas necessidades, dando-lhes em troca seus amados dólares.
Conseqüentemente, aqueles mesmos chineses comunistas, aos poucos foram adquirindo, e aos montes, todo o dinheiro dos capitalistas norte americanos em troca de bugigangas e enfeites. Acabaram acumulando em baixo dos seus colchões alguns trilhões daquela moeda tão cobiçada por todos.
Entesourados em seu próprio território e protegido por uma imensa e inexpugnável muralha, dando secretas risadas de contentamento, os chineses fizeram com que os ricos capitalistas norte americanos se tornassem seus devedores.
Os anteriormente ricos e agora empobrecidos capitalistas norte americanos, como a seguir vocês vão ficar sabendo, passaram a ser reféns financeiros dos chineses comunistas!
Foi por esta razão que abrindo o jornal e me impressionando com a matéria lida no “International Herald Tribune” do dia 15 de setembro de 2011 que fiz questão de trazer para vocês meus leitores, alguns trechos da manchete “Lost decade swells the ranks of America’s poor” ou seja, “a década perdida amplia o segmento dos pobres da America”.
A intenção deste planejador financeiro ao trazer algumas cifras atuais do nosso vizinho e poderoso Estados Unidos, é demonstrar que o que pode acontecer por lá, facilmente poderá ocorrer também por aqui, onde grande parte da nossa população (50%!) ainda se encontra abaixo do nível mínimo de sustentabilidade e decência.
Não é por acaso que muitos brasileiros que emigraram nos últimos 10 a 30 anos para a América do Norte, estão novamente voltando para o nosso país, tentando-se adaptar às nossas próprias deficiências.
Eis resumidamente algumas das pesquisas reproduzidas por aquele jornal;
- 2,6 milhões de pessoas no ano passado passaram a incrementar a legião dos pobres que são aqueles que vivem abaixo da linha de pobreza oficialmente demarcada pelo governo norte americano, segundo o órgão oficial de recenseamento deles, representando 15,1% da totalidade da população dos Estados Unidos ( atualmente cerca de 300 milhões de habitantes) e que representam 46 milhões de pessoas, sendo esta a cifra mais elevada deste segmento dos últimos 52 anos.
(o valor considerado abaixo do nível familiar de pobreza em 2010 foi
22.314 dólares anuais).
- A dominante classe média norte americana baixou acentuadamente desde o ano de 1996.
- Foi a 1ª vez desde a grande depressão de 1929 que a média de renda da família norte americana havia diminuída, segundo o economista da universidade de Harvard, Sr. Lawrence Katz.
Consideramos esta uma década perdida foram as palavras exatas daquele
economista.
economista.
- As pesquisas demonstraram que o desemprego foi a maior causadora do aumento da pobreza nos Estados Unidos.
Em 2010, 48 milhões de pessoas entre as idades de 18 e 64 anos não
tinham trabalho.
tinham trabalho.
O maior decréscimo de ganhos ocorreu entre os jovens que perderam 9%
de seus salários.
de seus salários.
- O maior salário médio para um funcionário masculino que trabalhasse o dia todo foi de 47.715 dólares anuais em 2010. Este ganho médio praticamente era igual ao do ano de 1973 quando o ganho havia sido de 49.065 dólares.
- Segundo declarações do Sr. Timothy Smeeding, diretor do Institute for Research and Poverty da Universidade de Wisconsin-Madison, “Estamos correndo o risco de criarmos uma nova classe inferior”!
Volto a ressaltar da importância da criação de reservas financeiras por parte de todas as pessoas inteligentes, pois mesmo aqueles que neste mesmo momento possuem bons empregos e salários, esta gente pode ter alterada sua confortável condição, caso a crise financeira mundial nos alcança aqui no Brasil. A possibilidade existe e é muito real.
Seja uma pessoa previdente, caro amigo e amiga e crie mecanismos que possam lhe proteger contra tantas circunstâncias imprevistas em sua vida!
O que atualmente ocorre nos Estados Unidos, onde a classe média está perdendo sua moradia e seu emprego e pior, sua própria fé, poderá sem dúvida alguma também ocorrer por aqui!
Pense e age enquanto tiveres ainda suficiente força e saúde física!
Um forte abraço e até a próxima coluna.
Louis Frankenberg,CFP® 05-10-2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Vencendo os enormes obstáculos existentes para tornar-se independente financeiramente
Louis Frankenberg,CFP® 29-08-2011
Acredito que possuo experiência suficiente para dar pelo menos alguns palpites e conselhos úteis aos fieis leitores deste blog quando lhes digo que meu “CPF” junto à Secretaria da Receita Federal inicia com os números 001...(o mundo das siglas pode confundir vocês, portanto explico que como profissional certificado em planejamento financeiro pessoal, pelo IBCPF (www.ibcpf.org.br) tenho permissão para anexar a sigla CFP® após meu nome, sigla essa muito parecida).
Aliás, tão importante quanto conhecer as características diferentes de cada tipo de sigla ou investimento é adotar algumas regras básicas para quem deseja tranquilamente alcançar o conforto e sucesso financeiro.
Para enumerar os enormes obstáculos existentes para tornar-se independente financeiramente
(e manter-se permanentemente independente a partir daquele mágico momento da percepção de que chegamos lá em cima dessa montanha pelo resto da vida), eu precisaria escrever mais outro livro apenas com a citação dos tópicos envolvidos e, certamente não é esta a minha pretensão.
No meu blog anterior a este descrevi meus mais caros valores morais e éticos e igualmente mencionei “que deveríamos ter fé em nossos semelhantes, mas jamais cegamente”.
Encontrei nestes anos todos de militância financeira muitas pessoas que eu julgava terem os ingredientes necessários para tornarem-se vencedores, é claro sob um aspecto meramente financeiro.
Por que então algumas delas acabaram não sendo vencedoras financeiras?
Não possuo resposta única mas desconfio que o assunto é por demais complexo para caber em poucas linhas, pois envolve inúmeros fatores econômicos, familiares, sociais, psicológicos, culturais, de formação educacional, de caráter e tantos outros.
Conheci pessoas que tinham excelente conhecimento de cálculos matemáticos, mesmo assim não conseguiram acumular patrimônio. Faltava algo que eu não consegui descobrir e elas muito menos anular ou pelo menos controlar razoavelmente.
Conheci pessoas que tinham aquele dom inato dos comerciantes e empreendedores, e inúmeros outros ingredientes como por exemplo lábia suficiente, envolvendo geralmente seus interlocutores com suas histórias mirabolantes e algumas vezes fantasiosas. Mas mesmo assim não conseguiram acumular um razoável patrimônio e principalmente mantê-lo.
Conheci pessoas que herdaram verdadeiras fortunas de seus pais, mesmo assim conseguiram dilapidar tudo que estes antecedentes acumularam em pouquíssimos anos, algumas delas passando a ter até dificuldades na velhice. Inclusive acompanhei as histórias de algumas das ganhadoras dos prêmios maiores em jogos de azar e igualmente a triste epopéia de alguns jogadores geniais de futebol...
Conheci pessoas com personalidade e caráter maravilhoso, sempre pensando no positivo dos outros e talvez por esta razão se esquecendo de si mesmas. Algumas delas até que tiveram vidas financeiras razoáveis, outras nem tanto.
Conheci também pessoalmente indivíduos que após pouco tempo de convivência profissional, teria preferido não tê-los conhecido e, conseqüentemente, o mais rapidamente possível, afastando-me deles.
Alguns deles , entretanto tornaram-se milionários. De que maneira ? Sinceramente não tenho como lhes explicar.
Portanto acima citei alguns tipos diferentes de pessoas. Devem ter notado que não existe qualquer correlação visível entre as mesmas mas algumas delas tiveram sucesso financeiro, outras não.
Será que o fator sorte de algumas teria tido influência fundamental no sucesso ou a falta de sorte de outras? Apesar de considerar a palavra sorte fazendo parte integral do enigma do sucesso de algumas pessoas ou fracasso de outras, não julgo este fator como imprescindível.
Acabei acreditando de que não existe nenhuma medida precisa ou matemática ou mesmo fórmula mágica que possa ser usada para garantir sucesso financeiro à alguém, pois como dizem “cada cabeça, uma sentença” ou seja nós seres humanos somos um por um diferentes uns dos outros, na aparência externa como igualmente dentro dessas nossas cacholas difíceis de mudar e ainda tão pouco entendidas pelos antropólogos e psicólogos.
Meditem um pouco a respeito desses 6,5 bilhões de seres humanos existentes, cada qual com Impressão Digital, Iris e DNA diferentes.
Pensem em seus pais, vovôs, esposas, filhos, tios e tias e todos estes familiares com características diferentes entre si para também concluírem de que não adianta querermos imitar outros seres humanos que admiramos. Acredito que um dos nossos maiores erros é não tentarmos com mais afinco aprimorar nossos próprios melhores dons naturais e ainda aqueles adquiridos com a aprendizagem pela vida afora.
Desejo agora humildemente abordar alguns aspectos e diretrizes que a meu ver, nestes anos todos deste meu observatório particular, terem tido efeito positivo na abordagem de uma quantidade nada desprezível de pessoas na obtenção do sucesso financeiro.
Reafirmo enfaticamente que “talvez” aumentem a probabilidade” destes aspectos e diretrizes atingirem seu objetivo na conquista da independência financeira, não sendo absolutamente fórmulas ou regras infalíveis e absolutas para se alcançar este objetivo.
Os aspectos por mim abordados não passam de mera observação cuidadosa da vida financeira de pessoas de todos os níveis culturais, intelectuais e financeiras que nestes anos todos giraram na minha órbita familiar e profissional.
- Verifiquei que muito mais pessoas conquistaram a independência financeira quando vagarosa e sistematicamente construíram suas fortunas medianas ou maiores, tijolo sobre tijolo ou seja acumulando aos poucos seu patrimônio e tranqüilidade financeira.
- Conclui que aventureiros e pessoas pouco éticas não conseguiram conservar seu patrimônio, passado o período áureo de suas vidas, ou seja quando já deveriam estar usufruindo do merecido resultado de terem feitos as coisas corretamente e com sabedoria.
- Pessoas que se assessoraram de profissionais honestos e desinteressados (e escutaram com atenção e não amigos e conhecidos pouco técnicos e apenas armadas de boas intenções), tiveram maior probabilidade de acertarem com produtos financeiros e não financeiros.
- Aquelas pessoas sempre ansiosas e inquietas e constantemente alterando a composição de seus investimentos, na maioria das vezes tomaram decisões erradas em momentos errados.
- Sempre desconfiei de profissionais de todos os matizes que vomitavam prognósticos e vaticínios de resultados miraculosas em alguma data futura, geralmente acompanhados de valores precisos que não se confirmavam posteriormente (quando o leite já tinha sido derramado).
- O corolário do item anterior a esta é que em minha própria avaliação da quantidade de incógnitas existentes em qualquer equação da vida econômica, financeira e social do mundo é imensamente maior que a quantidade de fatores (dados) conhecidos ( e que sempre podem se modificar a qualquer momento).
O mundo está cheio de exemplos passados e atuais que confirmam esta minha observação.
- Como não sabemos onde e quando a próxima crise irá eclodir, a melhor forma de acumular patrimônio ainda é através da diversificação, pois estudando-se os últimos 200 anos da economia mundial, verifica-se que já houve períodos altamente positivas para todos os tipos de negócios e investimentos.
Termino esta minha crônica com um alerta ou conselho bastante útil para suas vidas;
não confiem cegamente em qualquer governo, pois os interesses de quem está politicamente ocupando posição de relevância, sempre o será apenas em relação aos interesses de si mesmo ou da ideologia ao qual está servindo naquele instante. Pense na quantidade de dirigentes que já tivemos aqui mesmo, endeusados em dado momento para posteriormente serem espezinhados pelos erros cometidos... ( enquanto nos meros mortais sofremos as conseqüências!)
Lideranças governamentais jamais irão admitir que alguma medida econômica ou financeira, enquanto em vigor, não é a mais correta...
Antes de tomar qualquer decisão em relação a investimentos para o médio e o longo prazo, analise com cuidado o passo que dará e que possa afetar diretamente seu futuro.
Pense sempre mais em si mesmo e nas pessoas que o cercam, pois você tem apenas muito poucos anos para formar um razoável patrimônio e fontes de renda que lhe garantam qualidade de vida na aposentadoria. Nunca faça algo somente porque outra pessoa o fez e por isso deve ser bom!
Um forte abraço e até a próxima coluna, que dessa vez vai demorar um pouco mais do que de costume. Tenha paciência que estarei voltando.
Abraço, Louis
Louis Frankenberg,CFP® 29-08-2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Esqueço as turbulências financeiras do momento, preferindo falar um pouco sobre valores que me acompanham há tempos.
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Louis Frankenberg,CFP® 12-08-2011
Esta crônica foi um pouco inspirada na matéria recém lida na edição de 30 de Julho ultimo da revista “The Economist” mas também para falar da sorte que tive (terá mesmo sido?) em ter vaticinado uma semana antes, a ocorrência do débâcle nas bolsas e demais mercados financeiros brasileiros e internacionais.
Espero não ter provocado esta crise que ainda não acabou, com a minha opinião! (risada)
A matéria do Economist me relembrou o meu próprio passado de jovem idealista, imaginando viver em um mundo justo, habitado por pessoas com princípios éticos ilibáveis e no qual jamais uns enganassem aos outros. Infelizmente, muito cedo me convenci que estes meus nobres pensamentos eram utopia.
Nos dias de hoje sou constantemente relembrado de que vivemos em um mundo extremamente materialista, no qual interesses mesquinhos predominam.
A revista The Economist acabou de abordar um predicado que pessoalmente sempre considerei relevante, o de “ter mais fé e confiança em nossos semelhantes”. Mas jamais cegamente!
O assunto foi pesquisado por duas cientistas da Universidade da Califórnia, Santa Barbara.
Elas chegaram à conclusão de que realmente compensa sermos honestos com as pessoas com as quais lidamos ou temos alguma forma de relacionamento.
As pesquisas efetuadas por essas profissionais, sem que eu possua qualificação suficiente para explicar os aspectos técnicos e científicos abordados, retrocedem a centenas de anos, iniciando-se com nossos antepassados que ainda habitavam as cavernas...
Lidando há tantos anos com a minha própria clientela de finanças pessoais e aconselhamento, em relação a investimentos para a formação, manutenção e crescimento patrimonial, é óbvio que encontrei os mais variados tipos de cabeças pensantes.
Desde os primórdios da minha vida profissional eu acreditava sinceramente e, continuo mantendo esta mesma convicção até os dias de hoje, que ser autêntico e absolutamente honesto com todos no trato destas questões era muito importante para mim mesmo e, é claro, mais ainda para a pessoa que tivesse que confiar em meus conselhos.
Eu simplesmente não conseguia oferecer produtos ou serviços nos quais não acreditava e isso me causou alguns problemas e também dramas de consciencia enquanto ainda era funcionário de instituições financeiras.
Talvez tenha sido essa a razão para um belo dia, quando já me sentia capacitado a seguir carreira solo e, ardentemente desejar ser independente para sempre e poder dizer livremente o que pensava a respeito de qualquer empresa, serviço ou produto.
Mas enquanto ainda era colunista da revista Exame e Meu Dinheiro da Editora Abril durante 6 anos, tinha que frear meus ímpetos de soltar a minha própria opinião livremente, mas presentemente produzo o meu próprio blog e me expresso como quero! Um “viva” à livre expressão da palavra em nosso país!
Ainda na Faculdade, enquanto me auto sustentava, durante o dia eu trabalhava como corretor de imóveis, mas já então estava convencido de que não desejava morrer sendo corretor de imóveis, apesar de ter ganho um bom dinheiro naquela função e ter aprendido as primeiras lições de relacionamento humano.
Após passar por várias etapas intermediárias, passei a vender fundos de investimento e, lembro muito bem que muitos dos meus colegas de empresa naquele tempo, somente estavam interessados no valor da comissão que iriam obter, não se importando com a qualidade do produto que ofereciam e tantos outros fatores essenciais, que pessoalmente eu considerava importantes.
Eu lia muito e meu incipiente inglês me auxiliava bastante, pois assinava na época a revista “Time” que me nutria de cultura geral e financeira, quando ainda havia pouca informação sobre finanças em geral e pessoal em nosso próprio país.
Voltando à matéria publicada pelo The Economist, no qual o editor e as pesquisadoras penetram profundamente na mente humana, vejo confirmado quão importante foi meu primitivo instinto de dar muito valor ao que as pessoas pensavam e diziam, apesar de naquela época não ter qualquer conhecimento de psicologia ou da enorme complexidade da mente humana.
Meu primeiro mentor, um norte americano bastante culto, havia me ensinado que sempre deveria primeiramente estabelecer contato pessoal com o cliente em potencial e jamais tentar empurrar um produto ou serviço que desse apenas vantagens para mim.
Internet ou e-mail é claro que não existiam, mas ele já me advertia que telefone era o maior assassino de negócios em potencial. Eu sempre deveria tentar marcar uma 1ª reunião com cliente em potencial, em local sossegado, onde não fosse interrompido por telefonemas ou secretárias entrando e saindo.
Até hoje sigo este aconselhamento, pois acredito que o contato pessoal, visual, intelectual e profissional, traz frutos altamente positivos para mim e o cliente. Você passa a conhecer muito bem o cliente e ele a você. Ampliei a minha técnica da obtenção de conhecimento profundo do cliente ao passar a convidar o casal, quando era o caso, para a primeira e mais importante entrevista a respeito de entender melhor quais eram as metas financeiras dos mesmos e em que consistiam.
Meu instinto igualmente aconselhava que a conquista de um cliente deveria ter como objetivo manter relações com o mesmo por toda vida e não apenas para um único negócio.
Novamente o estudo recém publicado no The Economist reconfirma o acerto daquela minha primeira visão de como dois seres humanos podem interagir e obter inúmeros benefícios um do outro.
Portanto uma importante lição a ser apreendida deve ser a de que sempre deve existir absoluta confiança entre ambos.
Os muitos anos passados para mim provaram que profissionalismo, ética e honestidade de propósitos foram amplamente compensados, pois como mero iniciante e posteriormente como gerente geral de grandes instituições financeiras, verifiquei como outros profissionais que não compartilhavam daquela minha filosofia iam ficando pelo caminho.
Eles nunca conseguiram entender que a maioria dos clientes tem uma espécie de sexto sentido e percebem a diferença existente quando estão sendo conduzidos para adquirir determinado produto ou raciocínio ou quando, honestamente o interlocutor faz questão de querer entender o que eles mesmos desejam alcançar em suas vidas.
A conquista da confiança e fidelização para mim sempre significaram desejar o melhor para o cliente, mesmo a custo de não lhe vender nada e, eventualmente, mandá-lo para o concorrente.
Tenho muito orgulho em poder afirmar que inúmeros clientes ainda de dezenas de anos atrás, acabaram por se tornarem meus melhores amigos até os dias de hoje.
Por mais que eu entendo algumas das razões dos banqueiros de hoje que não desejam que haja vínculos mais fortes entre seus gerentes de relacionamento com a clientela (e conseqüentemente os transferem seguidamente de um lugar para outro), ainda acredito que somente contatos pessoais honestos e desinteressados trazem consigo vínculos importantes que fazem toda a diferença.
Nestes anos todos, constatei que o cliente mais abre seu coração e igualmente sua mente em relação as suas ansiedades e objetivos, quando sente que o planejador financeiro (ou gerente de relacionamento) com o qual troca idéias e/ou possui traços de personalidade coincidentes, é autenticamente desinteressado.
Hoje em dia, através das múltiplas formas pelas quais é possível obter informações a respeito de aplicações e investimentos, muitas vezes o fator decisório deixa de ser racional e lógica, pois o cliente toma sua própria decisão através da leitura de algum jornal, de um noticiário na TV ou mesmo quando escuta no clube os argumentos de um seu amigo.
Sinto muita pena daqueles profissionais financeiros que, premidos pelas contingências dos altos custos envolvidos nas operações das entidades financeiras nos quais trabalham e outros fatores, devem cumprir metas de produção e sofrem por essa mesma razão enorme pressão, forçando conseqüentemente clientes a adquirir produtos ou serviços às vezes inadequados.
Penso que a melhor maneira de tratar um cliente por parte de um intermediário financeiro ainda é de pensar nele (e em sua família), como se ainda haveria contato daqui a 30 anos, quando ambos, eventualmente, estivessem aposentados e pudessem se encontrar e falar tranquilamente do passado com nostalgia, alegria, e sem sentimentos negativos.
Abraço e me desculpem pelo teor auto biográfico desta crônica! Eu precisava externar isso.
Louis
Louis Frankenberg,CFP® 12-08-2011
e-mail; perfinpl@uol.com.br e lframont@gmail.com
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Existe a probabilidade de alguma crise financeira brasileira ou internacional me afetar ?
Louis Frankenberg,CFP® 27.07.2011
Esclarecimento
A presente crônica deve ser considerada uma ampliação da anterior de 2/7/2011
Uma minha resposta do tipo “em cima do muro” poderia ser “é tudo relativo”. Por que?
Porque múltiplos fatores que possam afetar uma futura (porém muito provável) crise financeira em nosso país não dependem apenas de você, uma de suas potenciais vítimas, mas sim de complexas situações internacionais que incluiriam fatalmente o nosso país.
Os argumentos que pudessem confirmar essa minha tese são inúmeros e, alguns deles, certamente incluirão fatores políticos, tanto os de cunho nacional como internacional, além daqueles puramente financeiros.
Em minha crônica anterior pintei um cenário realista na qual uma pessoa como norma deveria atuar com extrema precaução, pois sempre encontrará pela frente incertezas e imprevistos.
Alguns dos países mais importantes do mundo encontram-se hoje em dia de tal maneira interdependentes que, acontecimentos em um deles, afetarão com toda a probabilidade aos outros, é o tal de efeito “dominó”.
Em outras palavras, crises de nível internacional quase sempre estarão correlacionadas e acatarão conseqüências impossíveis de serem antecipadamente definidas.
É por essa razão que nosso próprio país pode ser considerado atualmente muitíssimo dependente de acontecimentos que possam ocorrer, tendo o seu epicentro vindo de fora.
Vejamos a seguir resumidamente alguns dos argumentos que minha mente (por enquanto não esclerosada) captou e que possivelmente têm influência sobre uma série de fatores, igualmente correlacionadas, pois um fator quase sempre desencadeará o próximo.
Pessoas curiosas, interessadas ou melhor informadas sabem que tanto a Europa quanto os Estados Unidos estão atualmente enfrentando grave período de turbulências econômicas e financeiras que, também poderíamos chamar de crises político financeiras. (ninguém, por enquanto, quer admitir a gravidade e enormidade do potencial de problemas devido aos endividamentos!)
Estas questões, por enquanto não solucionadas podem, eventualmente, derivar para conseqüências sociais com desordens etc, como ocorre atualmente na Grécia, mas também acontecem em Portugal, França, Espanha e outros países da Europa em maior ou menor escala.
Realço novamente, de acordo com minha crônica anterior, que essas manifestações populares são indiretamente resultantes de endividamento excessivo de governos desatentos e permissíveis, mas sem dúvida também, de populações viciadas desde os tempos de opulência no passado e que, agora se tornaram consumidores viciados querendo cada vez mais em vez de apertarem os cintos.
Essas populações de maneira alguma querem aceitar que os tempos mudaram e que o endividamento coletivo passou dos limites e de que precisam agora tomar sérias providências para estancar a hemorragia.
Gostaria neste ponto e antes de continuar, realçar novamente de que como observador neutro mas crítico que sou, e também planejador financeiro há muitíssimos anos, que acredito que a falta de medidas e programas preventivos, educacionais e financeiros elaborados e promovidos por governos, são os grandes responsáveis pelo desencadear e existência de muitas dessas crises.
Vou, entretanto, tentar me concentrar em nosso próprio país, sabendo que o desencadear de uma eventual futura crise financeira aqui entre nós, também poderá futuramente estar sendo desencadeada a partir de faíscas vindas do exterior.
Você amigo leitor do meu blog, sabendo que não possuo a mínima influência sobre acontecimentos que ninguém sabe quando e com que intensidade virão, provavelmente não dará a mínima importância à minha opinião, mas não poderá nunca afirmar que não lhe alertei em tempo.
Possuo apenas como arma opinativa minha experiência pessoal de observação e razoável conhecimento de economia e finanças nacional e internacional. Nada mais.
Também não posso afirmar com certeza se é melhor para todos terem sidos alertados para enfrentar alguma crise e então subitamente serem confrontadas com alguma, sem terem qualquer margem de manobra preparada antecipadamente (tipo plano “B”), quando a batalha por sua própria sobrevivência econômica e financeira tiver chegada à nossa terra. Vamos lá!
Gente, a cada ano que passa, mais estaremos amarrados às mãos do gigante China que já acordou há algum tempo e que agora começa a dominar imensas áreas comerciais, industriais e agrícolas de nosso país ( e outras partes do mundo também).
Nossos políticos, dirigentes e o próprio Governo não estão nem de longe preocupados com esse desenrolar dos acontecimentos, mas nossos industriais e exportadores já estão sentindo na pele seus efeitos perniciosos.
É nosso tradicional estilo de fazer de conta que nada está acontecendo. Somos por natureza demasiadamente otimistas, do tipo “Deus é brasileiro”. Até ser tarde demais.
O que é preciso fazer urgentemente é incentivar e promover (favorecer fiscalmente) mais intensamente nossos mercados internos. Não adianta adquirirmos hoje artefatos tecnológicos mais baratos e você, eu e tantos outros patrícios perdermos nossos empregos, negócios etc. daqui a alguns meses ou mesmo anos.
Lembrem-se que temos filhos, netos e bisnetos, que sofrerão as conseqüências de nossas ações ou cegueira adotada agora mesmo.
Os Estados Unidos já perderam quase toda a sua indústria automobilística (e outros setores industriais e de serviços) e dependem em quase tudo da importação...
Seus cidadãos estão atualmente perdendo seus empregos e imóveis (este último item por fúria especulativa de seus próprios cidadãos). Nas últimas décadas, devido a mão de obra muito mais barata, levaram suas principais indústrias para a China, mas agora devem estar amargamente arrependidos da própria estupidez.
Nós no Brasil, podemos estar vendendo nossas industrias também para os chineses e talvez também nossas férteis terras para suprir as bocas famintas dos muitos milhões de chinesinhos que continuam nascendo por lá. Será que não vamos nos arrepender futuramente também?
Estamos aqui no Brasil no meio de um surto de construção e venda de imóveis com valorização excessiva e quero lhes advertir que imóveis em alguns outros países estão se desvalorizando neste mesmo momento. (ler minha crônica anterior).
Portanto, muito cuidado caro amigo, ao adquirir algum imóvel (ou mesmo um fundo imobiliário mal estruturado e pouco transparente). Avalie com cuidado se você não está se excedendo no seu endividamento e querendo ter todos os seus sonhos realizados em pouco tempo! Qualidade de vida significa justamente o oposto de consumismo exagerado, endividamento e inadimplência.
Nossa “Previdência Social” deveria ser rebatizada de “Imprevidência Social”, pois a estrada que atualmente está sendo enveredada é o de futuro caos e de muita gente sem receber seus benefícios de pensão e aposentadoria que pagaram a duras penas por inúmeros anos.
Países europeus já se deram de conta que idades mínimas devem imediatamente serem alteradas para cima, pois contrariamente não haverá dinheiro suficiente para sustentar os futuros velhinhos.
E nós aqui? Empurramos as reformas que devem ser feitas com a barriga, nenhum político querendo melindrar seus eleitores e nenhum governo querendo assumir tamanha e tão melindrosa tarefa.
Caro leitor, é melhor você se preparar desde já, pois quando estiver velho e alquebrado, não terá força para reclamar e marchar pelas ruas clamando por seus direitos suprimidos!
A aquisição ou dívida em dólar ou euro, pode ser interpretado como um verdadeiro trem da alegria para os importadores e turistas. Muita gente anda inebriada com seu valor ilusório e desproporcional em relação a outros aspectos da vida comercial e industrial de nosso país.
É por essa única razão que nossos aeroportos estão atualmente superlotados de pessoas ingênuas, iludindo-se com esta taxa cambial artificialmente baixa e viajando adoidadas para o exterior, pagando as dívidas posteriormente com a enxurrada de crédito concedido por instituições financeiras oficiais e privadas.
Os aviões em que viajam para o exterior, de fato estão com suas lotações esgotadas, mas a quantidade de gringos que vem nos visitar de maneira alguma está aumentando na mesma proporção, pois eles acham, (e todos eles sabem muito bem fazer suas contas) que o custo de vida turística interna em nosso país é muito elevado. Comparem o preço de nossos hotéis de lazer com alguns dos Estados Unidos ou mesmo da Europa e verificarão que tenho razão.
Em meu livro “Sucesso e Independência”, capítulo XII, da Editora Elsevier, descrevo no item 4 o que aconteceu com a classe média argentina nos anos 90. O título que dei ao capítulo foi; “A classe média argentina, seduzida e abandonada”. Você vai achar o assunto sumamente interessante, pois lá retrato acontecimentos que possam vir a acontecer aqui, além de outros aspectos importantes que são abordados para se ter uma vida material e espiritual mais saudável.
Pela Internet poderão adquirir o livro em www.elsevier.com.br, clicando meu nome ou título do livro. (um pouco de merchandising não me fará mal algum e poderá abrir seus olhos para outros aspectos importantes da sua vida).
Há muitíssimos anos eu também critico com veemência o absurdo nível das taxas de juros que pagamos em nosso país. Algumas dessas taxas continuam praticamente idênticas aos que praticávamos na época da elevada inflação mensal...! Alguns sobreviventes hão de se lembrar.
Não se pode, como continua acontecendo à algumas famílias, estar endividado em 25 ou 30% em relação aos ganhos brutos mensais de uma família. Chamo a esta suprema estupidez de alguns, de serem candidatos quase certos para um futuro suicídio econômico-financeiro.
Comparo novamente o cidadão classe média norte americana ao nosso próprio cidadão classe média.
O de lá ganha mais que o dobro que nosso patrício, mesmo assim, lá também, muitos deles estão hoje em dia numa enorme sinuca, imaginem então em nosso próprio país onde os ganhos reais são geralmente muito inferiores.
Perguntem aos institutos de pesquisa e outras entidades que publicam e se preocupam com estes dados se nossas recém promovidas classes sócio econômicas “C” e “D” estão pagando direitinho seu endividamento ou, ao contrário, estão cada vez mais inadimplentes devido ao facilitado credito assumido, cantada em prosa e verso pelo governo anterior.
Vamos agora abordar o endividamento interno do Brasil que é representado pela totalidade de dinheiro que nosso Governo deve. E para quem? Para nós cidadãos!
As últimas cifras indicam que essa dívida atualmente é de R$ 1,81 trilhões de Reais. Você leu certo, são R$ 1.810.000.000.000,00! Esta quantidade absurda de dinheiro, que dizem que comparativamente com o relativo tamanho de ambos os países, nem de longe alcança o endividamento da Grécia que é de 150% do PIB anual contra 39,8% do PIB anual em nosso país. Para um país como o nosso, no qual a maioria da população ainda ganha menos de R$ 1.500,00 mensais, esse endividamento é por demais alto.
Para os menos bem informados, que não têm idéia de quanto este trilionário endividamento do Brasil representa de fato, quero salientar que somos um dos países do mundo no qual individualmente mais tributos são pagos e onde as estradas, portos, serviços urbanos, saúde, educação, segurança etc. é mais do que precário, é lamentável.
Por que será que nosso endividamento público então é tão elevado? Para onde então foi todo este dinheiro?
Profundamente envergonhado devo admitir e culpar a corrupção, a quantidade excessiva de funcionários públicos existentes e a má administração do Estado como sendo as principais causadores dos excessivos tributos que pagamos e culpando-o igualmente pelo exagerado endividamento interno!
Em data de anteontem, 24/7/2011, vejo meio escondido no texto de um dos cadernos do “O Estado de S. Paulo” que a ONG “Transparência Internacional” calcula que nosso índice de corrupção gira ao redor de 26% em relação a totalidade do dinheiro movimentado no país, mas que este também poderia ser de 43%... !
De verdade, ninguém sabe o tamanho da corrupção mas com toda a probabilidade ainda a medimos através do conhecido “chutômetro”!
Portanto somente posso concluir que existe escondido em algum lugar uma bomba do tempo que pode explodir em suas mãos. qualquer dia desses, causando efeitos desconhecidos para meu pobre e limitado conhecimento.
Recebi coincidentemente ontem pela Internet, uma triste mas perfeita representação gráfica em vídeo que confirma tudo que acabo de descrever. Acredito que vale a pena então ler o livro que promovem denominado “Carregando o elefante”, recentemente publicado ou então clicar em www.carregandooelefante.com.br para você ter a confirmação de tudo que você leu até agora nesta minha despretensiosa, negativa, extensa, porém realista crônica.
Se você tem investimentos de renda fixa em fundos de investimento ou planos de previdência para a aposentadoria, não importando se são estatais ou privados, é possível (não afirmo nem garanto que possa acontecer e por isso jamais me cobra) que um belo dia as Letras do Tesouro Nacional e outros títulos emitidos pelo Governo Federal não sejam honrados pelos responsáveis pelos mesmos.
Está acontecendo na Grécia, já aconteceu no Governo Collor, porque não haveria de acontecer novamente aqui?
É tão mais simples o Governo Brasileiro dar o calote em seus próprios cidadãos do que ter de enfrentar a ira das poderosas instituições financeiras internacionais ou outros governos soberanos que adquiriram nossos papeis. Hoje temos suficientes reservas internacionais, ao redor de 300 bilhões de dólares mas...
Gente, o que está ocorrendo na Grécia e em outros países europeus e está ameaçada de acontecer também nos Estados Unidos, cuja dívida externa é de 14 trilhões de dólares e que deve ao nosso país 300 bilhões de dólares que lá estão depositados.
Adquirimos aquelas reservas paulatinamente com o suor de nosso trabalho justamente para nos proteger contra futuros calotes! E se não nos devolverem este dinheirão?
Nós aqui no Brasil, podemos nos tornar a Grécia do dia de amanhã, caso não aumentarmos nossa poupança interna, ensinarmos nossa população a poupar, gastarmos menos e cuidarmos melhor do dinheiro arrecadado!
Para tornar tudo ainda mais confuso, explico que nossa taxa inflacionária interna atualmente gira ao redor de 6,2% ao ano, significando que muitos dos investimentos no mercado financeiro que você está fazendo tenham de fato um rendimento líquido verdadeiro perto de “zero por cento”, após o pagamento de despesas bancárias e imposto de renda.
Bem, para ser franco consigo, caro leitor, eu não sei como você deve proceder em relação a quantidade de minhocas e estrume que acabei de atirar em sua direção, e tampouco sei como vou lhe oferecer algumas respostas mais positivas!
Podem crer que também fiquei exausto (e enojado também) ao ter de escrever tanta coisa negativa e agora preciso me livrar desta minha consciência pesada!
Mas na parte final desta interminável crônica vou lhe dar de sobremesa uma pesquisa otimista, porém em troca você vai me prometer em viver de agora em diante com menos dívidas.
Saiba que qualidade de vida se conquista com sangue, suor e lágrimas, como disse o ilustre Ministro do então Império Britânico Winston Churchill durante a 2º guerra mundial e “nunca é dada de graça, acrescento eu”.
Espalhe suas reservas patrimoniais entre conquistar seu próprio imóvel de moradia e busque inicialmente ter reservas financeiras suficientes que possam durar pelo menos por um ano, para jamais ter de entrar em cheques especiais, cartões de crédito ou empréstimos pessoais com juros escorchantes.
Modere seus impulsos de gastança nas fabulosas bugigangas eletrônicas, computadores, laptops, notebooks, iphones, ipads, ipods, TVs de última geração, atrativos automóveis (que pagam por sinal um absurdo 50% de tributos ao entrarem em circulação em nosso país e que no México e outros países podem ser adquiridos pela metade do preço!)
Minha máxima favorita sempre foi e continua sendo, baseada na dura realidade da vida;
“Quem vai ter de cuidar futuramente de você, é você mesmo!”
Esta máxima contraria uma recente pesquisa feita pela “Ipsos”, publicada pela Folha de S.Paulo em 21 de Julho último, na qual consumidores do Brasil comprovam sendo as pessoas mais otimistas do mundo, com 62% daqueles que foram entrevistados, imaginando que a nossa economia vai melhorar nos próximos seis meses.
A pesquisa foi realizada em 24 países e também mostra que os entrevistados mais pessimistas pertencem ao Reino Unido com 14% de otimistas, Correia do Sul com 12%, Japão com 9%, Hungria com 8% e na lanterninha vem a França com apenas 5% de otimistas!
Será que consegui me redimir com vocês caros leitores, oferecendo-lhes esta última pesquisa tão otimista?
Abraço e até o próximo blog.
Louis Frankenberg, CFP® 27/07/2011
E-mail; perfinpl@uol.com.br e lframont@gmail.com
Quem dos novos leitores ainda não me pediu anteriormente, porém deseja continuar recebendo automaticamente por e-mail meus desconcertantes e sem datas pré fixados blogs, pode responder fornecendo nome, endereço de e-mail, citando no título na resposta “seufuturofinanceiro” e fazendo algum comentário (não necessariamente positivo). Divulguem meu blog entre seus familiares e amigos que lhes serei eternamente grato. Louis
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