terça-feira, 24 de agosto de 2010

A respeito de dinheiro

Hoje faz seis meses que me esforço em transmitir à você, caríssimo leitor, o conhecimento que amealhei durante minha vida profissional. Dei o ponta pé inicial com a matéria “O porquê deste Blog”. Podes procurá-la em 24/2/2010 para entender melhor a cabeça e as motivações deste rabiscador de textos.

Dinheiro sempre by Frankenberg” é o nome que dei ao Blog e, apesar de profissionalmente sempre lidar direta ou indiretamente com dinheiro, minhas crenças vão muito além da importância do dinheiro que, deveria ser apenas um meio na conquista de coisas materiais e imateriais mais perenes.

Acredito no, e desejo bem ao ser humano e em especial aos milhares de amigos que conquistei durante os muitos anos de consultoria, palestras, seminários, work shops e ultimamente através deste Blog.

Acredito em ética, acredito em família, acredito em amizade.

Acredito que existem inúmeros aspectos em nossas vidas tão ou mais importantes que dinheiro.

Hoje é a vez de vocês leitores refletirem a respeito da milenar sabedoria chinesa que fisguei através dessa maravilhosa invenção que é a Internet. Leiam e reflitam a respeito das belas e sábias sentenças oriundas desse milenar país em ascenção e as retransmitem aos seus amigos e entes queridos.

Apure seu inglês e também as tenha em português, traduzidas por mim.

About Money

With money you can buy a house, but not a home

With money you can buy a clock, but not time

With money you can buy a bed, but not sleep

With money you can buy a book, but not knowledge

With money you can buy a Doctor, but not good health

With money you can buy a position, but not respect

With money you can buy blood, but not life

With money you can buy sex, but not love

Sobre Dinheiro

Com dinheiro podes comprar uma moradia, mas não um lar

Com dinheiro podes comprar um relógio, mas não o tempo

Com dinheiro podes comprar uma cama, mas não o sono

Com dinheiro podes comprar um livro, mas não conhecimento

Com dinheiro podes comprar um Médico, mas não saúde

Com dinheiro podes comprar um cargo, mas não respeito

Com dinheiro podes comprar sangue, mas não a vida

Com dinheiro podes comprar sexo,mas não amor

Louis Frankenberg,CFP® 24 de Agosto de 2010

e-mail; perfinpl@uol.com.br e lframont@gmail.com

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A ilusão de pensar que você é ou será classe média


Não é a toa que a mídia nacional e internacional batem tanto na tecla de alguém pertencer ou não à classe média. O fascínio de enormes contingentes de pessoas em todo o mundo pela riqueza e acúmulo de patrimônio é inigualável comparado a outros objetivos e metas tais como felicidade, saúde, amizade, amor e vontade de ajudar de alguma maneira a outros seres humanos.


A atração pelo dinheiro ou aquilo que o dinheiro pode adquirir muitas vezes vem acompanhado de certas características da personalidade como status, vaidade, ambição, soberba, poder etc.


Há anos leio e coleto publicações, dados e analiso essa questão tão complexa, porém continuo especulando com as verdadeiras razões pelas quais tantas pessoas sonham com razoável riqueza e tão poucas conseguem conquistá-la.


Bem menos pessoas ainda tem a sabedoria (ou será apenas pura sorte) de mantê-la incólume durante toda as suas vidas. É claro que algumas razões para perdê-la são bastante evidentes, como por exemplo possuir ambição em demasia ou arriscar demais, ou ainda fatores exógenas de perdas definitivas divido a guerras ou catástrofes naturais ou ainda endêmicas crises financeiras de países individualmente. Nos todos estamos sujeitos a estes catástrofes, independente da própria vontade.


Como estudioso do fenômeno, mas também porque sou planejador financeiro especializado na pessoa física, já escrevi diversos ensaios e trabalhos a respeito do assunto, diversos inéditos ou inconclusos por considerá-los insatisfatórios.


Em um dos meus livros publicados inicialmente em 2007 “Sucesso e Independência”, pela Editora Elsevier, escrevi um capítulo inteiro a respeito do tema que tem como título “Algumas sugestões para ampliar suas chances de ser bem sucedido”.


Você caro leitor, certamente ficará desiludido caso pense que apresento no livro fórmulas mágicas de como enriquecer. Não se iluda, esta fórmula de vender livros não faz meu gênero.


Sou assinante do jornal Valor Econômico e no dia 4 de Agosto último, publicaram a matéria “A agonia da classe média americana”, traduzido e copiado do Financial Times de Washington e escrito por Edward Luce.


Pois bem, a referida matéria me impulsionou e encorajou a ensaiar algumas premissas que podem ajudar você a acumular um razoável patrimônio e renda, tendo talvez uma probabilidade maior de mantê-los até a velhice.


Originalmente imaginei dois títulos para esta matéria, Você quer continuar sendo classe média? e Você pensa que é classe média? finalmente fiquei com o título “A ilusão de pensar que você é ou será classe média”.


Não será fácil tornar-se muito rico e nem mesmo ser classe média e manter-se nesta classificação sócio econômica como acabará verificando no decorrer de sua própria vida.


Formulei as exigências para “eventualmente” ser classe média caso você caro leitor conseguir cumprir a maioria das seguintes sugestões. Todas exigirão de você muita persistência, conscientização, inteligência, sapiência, comprometimento etc.


Você é ou será classe média quando e enquanto...



  • Seu endividamento mensal for inferior a 10% do seu salário líquido e preferivelmente zerado, pagando tudo à vista e ainda chorando algum desconto.

  • Quando a moradia em que mora não for alugado mas sim adquirido e completamente quitado.

  • Quando sua reserva financeira (liquidez no banco) é pelo menos igual a dois anos do seu salário líquido mensal e preferencialmente de três ou mais anos.

  • Quando seu carro estiver totalmente pago e estar associado a um seguro contra todos os riscos que possa lhe garantir ressarcimento total em razão de qualquer ocorrência e ainda, quando você não mais almejar trocá-lo todos os anos, somente porque seu vizinho tem um carro mais novo ou mais bonito.

  • Quando souber ir ao Shopping Center sem seu cartão de crédito ou débito mas somente com alguns trocados no bolso para o cinema e fazer um lanche.

  • Quando conseguir avaliar devidamente que os juros mensais pagos no crédito rotativo do cartão de crédito são no ‘mínimo 10 a 20 vezes mais elevados que os juros que você recebe quando aplica na caderneta de Poupança.

  • Quando você tiver uma perfeita percepção de quais são suas prioridades pessoais e as de sua família e procura segui-las, seja quais forem os imprevistos que possam ocorrer durante sua vida.

  • Quando fizer tudo ao seu alcance para se educar bem a si e aos seus descendentes.

  • Quando agir sempre com honestidade e ética perante seus semelhantes.

  • Quando, a medida que obtenha maior renda do trabalho, conseguir separar sistematicamente um certo percentual para alguma aplicação existente ou a ser criada.

  • Quando souber que pela lei das probabilidades, um ou mais dos seus investimentos ou negócios certamente falhará irremediavelmente em algum momento e por essa razão tenha sempre em mente que deverá diversificar ou como já foi dito na bíblia, não colocar todos os ovos na mesma cesta.

  • Quando não acreditar em milagres para ficar rico e nem em refeições grátis.


Este planejador financeiro em nenhum momento pode lhe garantir que você terá sucesso com as sugestões feitas acima e então passando a fazer parte dessa minúscula e verdadeira classe média, mas que estará bem mais próxima desse seu objetivo.


Você então fará parte de uma exclusiva minoria de apenas 2% da população mundial ( e também em nosso país) que terá conforto e tranqüilidade em todas as circunstancias e por toda a sua vida.



Louis Frankenberg,CPF® 13-08-2010


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quinta-feira, 29 de julho de 2010

As ações PN da Petrobrás e o FGTS, há 9 anos.

No comecinho deste mês de Julho publiquei no meu Blog a matéria “Ambição, especulação ou apenas emoção e desconhecimento”. Nele comentei meu receio do que pudesse acontecer com as ações da Petrobrás devido ao desastre ocorrido com a BP, British Petroleum no Golfo de México. Acredito que fui um dos primeiros a enxergar a analogia da empresa petrolífera britânica com a nossa Petrobrás, que ambiciona em futuro próximo explorar as águas profundas do Oceano Atlântico, frente a costa brasileira, no que é chamado a operação “Pré Sal”, que deverá ser a nossa futura redenção.

A direção da Petrobrás resolveu há poucos dias postergar o mega lançamento internacional de novas ações da empresa para Setembro deste ano, talvez porque não achou o momento muito oportuno...

Mas antes da postergação jogou ao mercado o balão de ensaio de que nossos milhões de operosos funcionários públicos e privados, que tem o privilégio e honra de possuir contas no FGTS, pudessem investir nas novas ações a serem lançadas. Oh como nosso governo é magnânimo e quer bem ao povão!

Dizem as más línguas que povão não tem memória, mas este seu escrivão de longa data guarda muitos recortes de jornais que ele acha importantes ou interessantes.

Fazendo agora, uma periódica revisão de notícias guardadas, encontro numa gaveta o seguinte recorte no jornal “O Globo”de 16 de Abril de 2001 com o título garrafal “Grupo seleto usou FGTS em ações da Petrobrás”.

Sabemos hoje que quem colocou dinheiro do FGTS em ações da Petrobrás acabou ganhando um bom dinheiro, apesar da queda brusca ocorrida neste ano e outras altas e baixas ocorridos nesse longo período.

Consultando alguns dados igualmente guardados e, apesar de pessoalmente não possuir ainda Petrobrás, verifico que em 11 de Novembro de 2009 as ações PN estavam cotadas a 37,41 tendo atingido anteriormente sua cotação máxima de 49,32 em 21 de Maio de 2008.

Por outro lado, este provinciano entendedor de mercados acionários acredita que o PL do papel Petrobrás gira atualmente ao redor de 11,8 índice este que não é de desprezar para quem deseja arriscar uma parcela de suas economias no ouro negro como também é chamado o petróleo e, por outro lado, não for demasiado esfomeadinho e tenha tempo para ver no que dá.

Devo alertar ao distinto leitor que não sou nem analista, nem profissional e nem fui contratado pela Petrobrás para escrever a respeito dessas ações, porém cotadas os PN a 27,90 no dia 26 de Julho último, pode ser uma época bastante interessante para investir.

Mas, falando a respeito das cotações anteriores e atuais, peço desculpas por ter perdido o foco desta minha matéria que seria o de comentar a respeito do perfil de quem em Abril de 2001 usou seu FGTS para comprar ações da Petrobrás.

Vou portanto resumir o status dos 221.000 trabalhadores que naquele ano desejavam ganhar mais do que os miseráveis 3% de juros mais TR, arriscando sua grana. (imaginem, menos que a inflação projetada de 5,5% para o corrente ano);

  • Em relação a “Escolaridade”; 10% tinham1º grau completo, 14,8% tinham 2º grau incompleto, 38,4% tinham 2º grau completo e 36,8% tinham curso superior.
  • Em relação ao “Tempo de Serviço”; 25,4% tinham até dois anos de T.S. 18,1% entre 2 e 5 anos de T.S. 20% entre 5 e 10 anos de T.S. e 36,5% acima de 10 anos de T.S.
  • Em relação a “Idade”; 23,4% tinham até 30 anos, 41% tinham entre 30 e 39 anos, 27,9% tinham de 40 a 49 anos e 7,7% tinham acima de 50 anos.

Bem minha gente, conservadores, arrojados, audaciosos, ambiciosos e especuladores, os dados estão em cima da mesa, mas é claro que faltam alguns bom ingredientes políticos, macro econômicos, conjunturais e outros fatores não abordados aqui para vocês terem suficientes elementos para julgarem por si mesmos.

A oportunidade de ganhar um bom dinheiro está ao alcance das suas mãos, para quem tem paciência e cacife para esperar. Também é possível que novas informações e revelações, sejam quais forem, possam por tudo a perder...

Para os pessimistas o copo está meio vazio e para os otimistas o copo está meio cheio.

Pelo menos dei para vocês uma boa dica de como pensavam nossos dignos patrícios a respeito do assunto há 9 anos. Não me culpem se as coisas não saírem como gostariam.

Louis Frankenberg,CFP® - 27 de Julho de 2010

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Macro Finanças e Micro Finanças, conceitos conflitantes

Independente dos nobres sentimentos e atitudes que gostaríamos que os outros enxergassem na gente, geralmente agimos primeiramente em defesa de nossos próprios interesses. Esta atitude ou reação a um acontecimento ou fato novo não é egoísta mas sim um atributo básico do ser humano.

O melhor teste para confirmar o que acabo de afirmar consiste em observar nossa própria reação quando deparamos com determinado estudo, pesquisa econômica ou financeira que, momentaneamente nos chama a atenção.

Após verificarmos de que trata o assunto, procuramos ver onde, eventualmente, nos enquadramos.

Somente depois de termos verificado nosso próprio posicionamento em relação ao estudo ou pesquisa em questão, é que fazemos uma avaliação mais genérica de como outros grupos ou segmentos estão posicionados.

Os profissionais ou mesmo amadores que estudam e interpretam análises e pesquisas econômicas ou financeiras de determinado segmento da população ou então em relação ao seu todo, sempre dividem os resultados analisados em diferentes grupos componentes.

Os diferentes grupos resultantes geralmente são quantificados e transformados em percentuais, facilitando assim sua interpretação.

Não sou nem um pouco diferente de você, caro leitor, e quando se trata de pesquisas ou estatísticas econômicas, financeiras ou sociais, verifico primeiro se pessoalmente faço parte do segmento superior, inferior ou mediana da pesquisa que estou analisando naquele momento.

Quando você, prezado leitor, lê em algum livro, jornal, revista, enxerga na TV ou mesmo na Internet um desses levantamentos que lhe interessam, qual das partes dos mesmos seus olhos buscam primeiro? É quase certo que seus olhos (dirigidos interessadamente por seu cérebro) quase automaticamente irão inicialmente se concentrar no segmento onde imagina que você se enquadra na pesquisa!

Com esta reação espontânea dos olhos, comandado pelo cérebro, quero provar que o interesse da gente é bastante egoísta ou em outras palavras, é uma reação espontânea ou quase um ato reflexo.

É claro que pessoas sensíveis e estudiosas, aquelas sempre sedentas em aprender e compreender melhor o que acontece ao nosso redor com seus semelhantes, tentam também encontrar respostas mais científicas e genéricas e interpretá-las a luz de diferentes fatores.

Na minha particular condição de planejador financeiro, nos muitos anos em que tento entender melhor como age a pessoa física na defesa de seus próprios interesses e, naturalmente os de sua família imediata, observo que a maioria dessas pessoas dão normalmente muito maior importância aos fenômenos macro econômicos e financeiros do que àqueles que mais seriam de seu próprio interesse, que são os fenômenos micro econômicos e financeiros.

Espero que até aqui tenham entendido este fenômeno tão difícil de explicar.

Darei um exemplo múltiplo; quando se trata interpretar algum estudo ou pesquisa sócio-econômica amplamente divulgada pela mídia, a maioria das pessoas gostaria de ser igual às pessoas de maior patrimônio e renda, de maior destaque social, daqueles que tem o carro mais sofisticado ou a moradia mais luxuosa. Esquecem por completo sua própria condição financeira do momento, educação, habilidades, dons, idade, núcleo familiar e procuram se identificar ou até igualar ao grupo que desejam copiar.

A sociedade em que vivemos e a própria mídia que divulga esses estudos, provoca estas irrealísticas reações, enaltecendo e promovendo algumas pessoas fora do comum, contando quais são suas façanhas e sucessos (quase nunca seus fracassos). As novelas na TV são prova viva e atual daquilo que estou querendo dizer.

Bem, a finalidade dessas minhas complexas explicações é reafirmar que cada pessoa deve em primeiro lugar priorizar suas próprias peculariedades, conceitos e predicados.

Em razão destas suas prioridades inerentes aos seus predicados e peculiaridades pessoais (e as da sua família) nos leva a proclamar que a Micro Economia e Micro Finanças são infinitamente mais importantes que a Macro Economia e a Macro Finanças para você como indivíduo, apesar de você ser bombardeado diariamente com muito mais estudos e pesquisas macro.

Para legitimar esta minha interpretação de como penso, adiciono mais o seguinte ingrediente; você, caro leitor, é total e absolutamente diferente por dentro e por fora dos outros 6,5 bilhões de seres humanos existentes sobre a face da Terra e por isso não pode, em momento algum, comparar-se a outro indivíduo ( ou grupo) por mais que o conhece, admira e queira imitá-lo.

Seu universo e maneira de levar a vida deve ser diferente de qualquer outro ser humano.

Tente, portanto, ser o mais autêntico possível, prefira seus próprios sonhos, objetivos e prioridades de vida.Seja você mesmo!

Siga mais seus instintos e verifique a partir de agora quais são seus próprios interesses e jamais os do macro grupo. Pare a partir de hoje de ver como os outros agem e certamente erram igual a mim, a você ou seu modelo ideal que não existe.

Louis Frankenberg,CFP® 21.07.2010

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pessoas físicas normais não pagam as taxas de juros cobrados nos dias de hoje

Desde que comecei a fazer palestras e seminários a respeito de endividamento, compras a prazo e taxas de juros em nosso país, em empresas industriais e comerciais, dirigidas especialmente às classes menos favorecidas, e quando estas taxas ainda eram bem mais elevadas, fiz tudo que minha imaginação pudesse inventar para tentar convencer os participantes a acabar com o endividamento em suas vidas. Naquela época ainda havia uma única razão para não fazê-lo. Era o fato da corrosão mensal da nossa moeda ser descomunal e também porque no mês seguinte ela provavelmente seria ainda mais elevada. Pessoas simples, naquela época, nem perguntavam qual era a taxa mensal, muito menos a anual... Espero que jamais voltemos aquela era de loucura, ilusão e período de deseducação.

Estamos agora em 2010 e abaixo reproduzo a última tabela das diferentes linhas de crédito dos meses de Abril e Maio, cedidas gentilmente pela ANEFAC, onde sou um dos diretores.

Na pressa de publicar esta matéria, não consegui acertar todos os alinhamentos da tabela. Minhas desculpas ao prezado leitor.

Nossa entidade tem tradição em divulgar estas tabelas há muitos anos, exclusivamente com o intuito de alertar a todos a respeito de assunto tão relevante e tão pouco compreendido.

Importante é mostrar que quando a taxa de inflação aproximada em 2010 deverá situar-se ao redor de 5,5% ao ano, ninguém de sã consciência deveria pagar 76,53% ao ano para um empréstimo no banco ou 238,30% ao ano para satisfazer a administradora do cartão de crédito (ver tabela Maio 2010).

Pense, caro leitor, o quanto você perde em qualidade de vida, deixando de gastar em alimentação, em educação, em transporte, em lazer etc. deixando desnecessariamente uma nota salgada cada mês com seus credores.

Nos planejadores financeiros sabemos que em média, as pessoas em nosso país pagam 30% do que colocam liquido no bolso em juros, após os descontos normais em seus salários. Repito para quem não entendeu; em média, uma família que ganha R$ 2.000 líquidos por mês, gasta R$ 600 em juros!

Tudo isso acontece porque uma grande quantidade de pessoas não se deu de conta que a inflação agora é de 5,5% anualizados e a taxa média de juros é de 121,71% anualizados, para todas as linhas de crédito, empréstimos etc. Apenas 22 vezes maior!

A segunda razão que desejo realçar desta absurda e surrealista realidade de nosso país é que não existe nenhuma entidade governamental que gasta qualquer verba na divulgação de educação financeira para as pessoas simples que representam mais de 50% da nossa população. Onde está esse Governo que pensa que faz tanto pelo povo?

Para aqueles que desejam fazer algo positivo em prol das pessoas com pouca escolaridade ou nenhuma noção do valor do dinheiro e que se endividam doidamente, ( e que tem algo a ver com você) por favor expliquem em linguagem simples as razões porque somente devem fazê-lo em último caso.

Estou certo que sua consciência e auto estima irá felicitá-lo.

Louis Frankenberg,CFP® 8-7-2010

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Abaixo a tabela publicada pela ANEFAC

ABIRL 2010

ABRIL/2010

MAIO/2010

TAXA

MÊS

TAXA ANO

TAXA MÊS

TAXA

ANO

Juros comércio

5,77%

96,04%

5,83%

97,38%

Cartão de crédito

10,69%

238,30%

10,69%

238,30%

Cheque especial

7,40%

135,53%

7,43%

136,32%

CDC – bancos

2,40%

32,92%

2,45%

33,70%

Empréstimo pessoal-bancos

4,79%

75,32%

4,85%

76,53%

Empréstimo pessoal-financeiras

9,87%

209,42%

9,93%

211,45%

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ambição, especulação ou apenas emoção e desconhecimento?

(Algumas das aprendizagens de um investidor em ações )

Acompanho o mercado acionário nacional e internacional há vários decênios, tendo igualmente lido uma imensidão indescritível de livros, teorias e matérias a respeito de como ganhar dinheiro com esta modalidade de investimento.

Ao contrário de outros profissionais, escritores e articulistas, apenas ganhei renome, mas jamais dinheiro que valesse a pena, através dos quatro livros publicados e menos ainda que pudesse ser considerada espetacular por intermédio do mercado de ações...

Aliás, sempre fiz questão que os títulos dos meus livros nunca tivessem nomes bombásticos que pudessem induzir o leitor a crer que pudesse ficar rico pelo simples fato de lê-los.

Para enriquecer são necessários inúmeros outros predicados que, oportunamente irei abordar neste meu blog. Aguarde!

É conhecida a história de que um consultor escreve livros de como outros mortais devem atuar, porque não consegue ganhar dinheiro suficiente para si com seus próprios conselhos!

Os nomes dos inúmeros gurus que fizeram fortuna com ações tornaram-se mundialmente conhecidos, alguns dos quais deixaram por escrito para a posteridade a maneira como a fizeram.

Aspectos mais profundos de suas personalidades e maneiras de pensar e agir perante seus semelhantes e seus negócios permaneciam muitas vezes obscurecidos. Geralmente também preferiam esquecer de mencionar seus muitíssimos fracassos...

Leitores que não ganharam dinheiro com ações ou, quem sabe, perderam parte ou a totalidade de seu patrimônio, tentando seguir os métodos dos ditos escritores, provavelmente uma absoluta maioria, são totalmente esquecidos pela história e, quem sabe, continuam lamentando até hoje a sua falta de sorte. Nos seres humanos somos assim, somente os vitoriosos são lembrados e sempre queremo-nos espelhar neles!

Eu, por sinal, não era nada diferente dos jovens esfomeadinhos de hoje que ficam zanzando pelos home brokers e corretoras mais tradicionais, na época em que iniciei a minha aprendizagem como vendedor do maior grupo internacional de fundos de investimento.

O título desta matéria espelha algumas (não todas) as sensações pelas quais a gente transita na juventude e que mais tarde a gente vai aprimorando e ao poucos reformulando.

Vamos então ao que interessa. É impossível como ser humano, irracionais que somos, de prever como determinada ação ou empreendimento que emite ações ao público irá se comportar, tantas são as variantes e fatores desconhecidos que compõe o leque de possibilidades que possam ocorrer durante sua existência.

Aliás, recomendo a leitura do livro de Nassim Nicholas Taleb, chamado “A Lógica do Cisne Negro,o impacto do altamente improvável”. Este livro aborda em profundidade,(inicialmente de maneira um tanto enfadonha), tudo aquilo que sempre desejei explicar à minha clientela, ou seja de que nada é absolutamente infalível ou absoluto. O livro de Nassim, precisa de 450 páginas para dizer o que eu explico em algumas poucas sentenças. Todo investidor, especialmente o adepto de ações, deveria considerar com muita mais seriedade a questão do “risco”, que pouquíssimas pessoas levam a sério quando a vontade de possuí-las é maior que a racionalidade e lógica.

Veja, caro leitor, o que está acontecendo neste mesmo momento à ação da “BP”,British Petroleum, uma das maiores empresas petrolíferos do mundo....

Alguém poderia prever o desastre causado pelo poço de petróleo que continua jorrando petróleo há mais de dois meses sem parar no Golfo do México?

Não me levam a mal, pessoalmente não estarei adquirindo nenhuma das novas ações de lançamento da nova emissão da nossa querida (e poderosa) Petrobrás, pois desconheço as repercussões que o futuro preço possa ter devido a este trágico desastre com a petrolífera BP. Prefiro ficar no meu cantinho observando o mercado...

Para confirmar meus prognósticos um tanto pessimistas, esta semana, o próprio Governo está sugerindo a possibilidade de permitir que você utilize seu FGTS para adquirir ações da Petrobras (novinhas em folha, recém saídas do forno e especialmente emitidas para lhe fazer um favor! Lembra a história da velhinha de Taubaté que acreditava em tudo?

Tremo de medo, imaginando por simples analogia, o que possa ocorrer, idêntico ao caso BP, de que os imensos e muito profundos poços do futuro pré sal, na nossa Costa Atlântica, onde o Governo apregoa que se encontra a nossa futura redenção, possa ser afetado...

Preciso relembrar-lhe de que não existe refeição gratuita ou então de que se fosse tão bom assim, porque então promover a venda de ações da Petrobrás para um segmento da população com pouco ou nenhum conhecimento do mercado acionário?

Meu conselho; aguarde algum tempo e adquira as ações posteriormente, quando as ações já estiverem sendo negociadas nacional e mundialmente e os poços já estiverem sendo explorados comercialmente. Não vai faltar oportunidade de comprá-las num futuro próximo ou mais distante!

Também aprendi (e Warren Buffet também é da mesma opinião), que comprando e vendendo ações sem parar e a velocidades super sônicas, acabo enriquecendo unicamente aos intermediários mas não a mim mesmo.

No passado, ganhei algum dinheiro aguardando pacientemente uma alta fora do normal, para então me desfazer de parte ou de todo um pacote de ações e fui muito bem sucedido. A pressa continua sendo inimiga da perfeição.

Tento não esquecer a lição que um guru cujo nome esqueci, explicou em algum dos inúmeros livros que li; comprar sempre na baixa e vender sempre na alta, era o lema dele. Infelizmente, jamais meu despertador tocou quando a maior baixa ou alta estivesse ocorrendo e dessa maneira tive eu mesmo de escolher o momento mais apropriado Algumas vezes acertava, outras não.

Diversos dos meus clientes executivos adquiriram pacotes de ações das empresas multinacionais nas quais trabalhavam. Quando eles deixavam a empresa geralmente queriam permanecer com as mesmas. Muitas vezes eu os desaconselhava ou então dizia para eles: vende a metade, alegando que, enquanto ocupavam posições de mando em suas empresas, sabiam o que acontecia lá no alto (o tal de inside information!) mas quando caíssem fora da empresa, perderiam esta privilegiada condição...

Quando você faz parte de um grupo e tem uma excelente posição e salário, a sua empresa é a melhor do mundo, mas quando vai embora (ou é saído por incompatibilidade...) não sabe se não vai precisar usar parte das economias para sobreviver até o próximo emprego aparecer.

Nas Segundas Feiras, acompanho na Folha de S.Paulo, as chamadas “dicas do mercado”. São quatro Corretoras de Valores que recomendam cada uma quatro ou cinco ações que acreditam tenham potencial de valorização, junto com as cotações do momento e um tal de preço alvo que eles imaginam que determinada ação possa alcançar (nunca dizem quando). A dica vem acompanhada de uma bolinha coloridinha na qual também indicam se o risco a ser incorrido será alto, médio ou baixo. Quando penso no caso da BP, pergunto como é que eles sabem se o risco é alto, médio ou baixo.

Como ainda me considero mero aprendiz de feiticeiro, talvez hoje em dia um pouco mais ressabiado do que na juventude, indago a mim mesmo se as indicações das quatro diferentes Corretoras (certamente cada uma tem em seus quadros excelentes profissionais analistas) não deveriam todas indicar as mesmas oportunidades e com prognósticos de ganhos semelhantes? Em qual das Corretoras devo acreditar se todos tem palpites diferentes?

Como existe enorme disparidade nos palpites e ainda uma contínua alteração de indicações das empresas propostas, de semana para semana, acabo confuso e desorientado, deixando para a semana seguinte a decisão de me valer da ajuda dos analistas das ditas Corretoras. Confuso,até hoje não segui a orientação de nenhuma delas.

Hoje dando risada da minha ingenuidade angelical de principiante, relembro quando comprei há muitos anos umas poucas ações da PAA, Pan American Airways que então era a mais importante empresa de aviação do mundo. Dois anos depois faliram e eu fiquei chupando os dedos e lamentando a minha falta de sorte. Recuperei menos de 10% do valor que tinha pago pelas ações! Na época da compra pensei que iria ficar rico investindo no futuro da aviação civil, imaginando os milhões de turistas que iriam cruzar os céus do mundo. Que tremendo erro de julgamento cometi, pois quando leio os resultados das atuais empresas aéreas com ações nas bolsas (inclusive as nossas duas maiores cujos nomes vocês conhecem), concluo que praticamente todas continuam perdendo dinheiro. Provavelmente o investimento em ativos fixos e constantemente superados tecnologicamente, é a principal causa da dificuldade em ganhar dinheiro com a aviação civil.

Termino reafirmando como planejador financeiro, que posso resumir em uma única palavra o melhor dos meus palpites para hoje. Para todos que desejam ter uma probabilidade de possuir mais grana em alguma época futura e, consequentemente menos preocupações, façam uso da “D I V E R S I F I C A Ç Ã O “ em todos seus investimentos de longo prazo.

Louis Frankenberg,CFP® 01/06/2010

e-mail; perfinpl@uol.com.br e lframont@gmail.com

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E não esqueçam, divulguem meu blog para seus amigos, colegas e familiares.

Não ganho nada mas me divirto um bocado escrevendo para vocês!