sábado, 9 de março de 2013

Refletir e agir para não submergir


Refletir e agir para não submergir!

 

Louis Frankenberg, CFP® 09-03-2013.

 

   É você que deverá decidir de como irá enfrentar o dilema do delicado assunto  que estarei abordando na crônica abaixo e que, eventualmente,  poderá ter enormes consequências em seu porvir.  

 

 


Nós seres humanos, entre inúmeros outros defeitos que possuímos, temos aquele que tenta diminuir ou mesmo sublimar de nossa mente aquilo que é oposto às nossas mais caras vontades e interesses.

Ressalvando alguns poucos entre nós que acreditam possuir poderes sobrenaturais, não temos a mínima chance em adivinhar o que nos acontecerá nem no dia seguinte, o que dirá então tentar imaginar o nível da nossa situação econômica e saúde física e mental daqui a 10, 20, 25 ou mais anos.

Somos, entretanto, suficientemente inteligentes para sabermos que somente o livre arbítrio, o planejamento e a respectiva implementação pode nos levar ao ápice do sucesso financeiro, porém igualmente ao abismo do completo desequilíbrio sócio econômico devido fatores completamente fora de nosso próprio controle.

Envolvido que tenho estado com pessoas comuns, executivos e profissionais liberais nestes últimos decênios, não posso esquecer-me de apontar os crescentes custos médicos e hospitalares, à medida que envelhecemos. Não poucas vezes existe até a necessidade de pessoas especializadas serem contratadas para supervisionar a nós mesmos, quando não tivermos mais a capacidade de nos cuidar sozinhos...

Este planejador financeiro neste exato momento e deliberadamente está tomando a iniciativa para tentar sacudi-lo(a) de suas ilusões de eterna independência e saúde, caro amigo(a), com o único propósito de que penses com muito mais empenho em seu próprio (nebuloso e imprevisto) futuro.    

Estou a provocá-lo(a) a pensar em um período de sua vida em que você, de própria vontade ou não, terá de pendurar as chuteiras e conviver somente com os frutos decorrentes do patrimônio que tenhas acumulado anteriormente e do rendimento que irás obter do INSS e/ou de fundos de previdência complementar ou de outras formas quaisquer de receita adicional para este novo período de sua vida.

Tudo isto, caso não tenhas feito seu dever de casa muitos anos antes e precavidamente tomado medidas em relação a este assunto tão importante.

A principal razão desta minha provocante crônica é justamente desejar lembrar aos meus leitores e atuais e antigos clientes, que muito estimo, quão complexo e difícil que é a construção de futuras fontes de receitas que sejam suficientemente elevadas para oferecer-lhes uma vida confortável e sem preocupações nos anos vindouros.    

Mil fatores de diferentes matizes podem ocorrer para que você deixe de alcançar seus objetivos pré-estabelecidos. A vida pode nos preparar mil e uma surpresas.  

Em outra oportunidade estarei mencionando as diferentes maneiras de como fontes distintas de receitas podem ajudar você a enfrentar com maior probabilidade de sucesso, um futuro praticamente impossível de ser visualizado na atualidade. E não adianta você se colocar viseiras, elas surgirão de qualquer maneira!

O assunto é complexo, é controvertido e ninguém, ninguém mesmo, tem a varinha de condão para saber até que ponto os aspectos que abordo são suficientes e absolutamente eficientes naquela época tão longínqua.

Os conselhos que darei a seguir são apenas frutos da minha experiência passada e não significam garantia de validade para o futuro.

 

·        Você apostou todas as suas fichas em apenas uma ou duas fontes diferentes e uma delas simplesmente falhou (não existe mais)! Aos que vem me consultar tenho recomendado que tentassem criar 3, 4 ou mesmo cinco fontes futuras de receita (coisa de nenhuma maneira simples), pois estatisticamente uma delas poderá falhar redondamente e lhe deixar muito mal. Não se arrisque!   

·        Não entre em investimentos que não sejam de grupos financeiros tradicionais e consolidados e que tem planos financeiros sólidos, hoje funcionando a contento e pagando há anos aos seus beneficiários remuneração digna  justa.

Informe-se com seus amigos já aposentados quais são os bons e aqueles que de maneira alguma recomendariam! Acreditem, não confiem apenas nos conselhos de jovens gerentes de relacionamento, (sem experiência de vida) ansiosos por preencherem suas cotas mensais...

Lembre-se também que fundo ou investimento que tenha passado de sucesso não significa futuro igual e nem na publicidade deslumbrante de produtos de moda.

·        Um grande erro é não levar nosso INSS em séria consideração e consequentemente não contribuindo mensalmente com seu justo quinhão, (limite 10 S.M.), pois nosso “tradicionalmente deficitário” Instituto de Seguridade Social não é apenas de “Previdência” quando se alcança a idade conveniada para a aposentadoria, mas também serve simultaneamente como “Seguradora de Vida”, que garantirá os pagamentos aos beneficiários caso você morre antes do tempo e deixa sua viúva (o) e eventualmente filhos menores necessitados ainda de alimento e educação.

Este Planejador Financeiro já ofereceu consultoria para inúmeras viúvas, cujo único rendimento real, deixado pelo marido ou esposa, era a aposentadoria recebida do INSS.  

·        Para aqueles que não possuem condições de entender como funciona o sempre oscilante e irracional mercado financeiro, certamente recomendamos os fundos complementares de previdência mas, aos investidores mais qualificados tecnicamente, também recomendamos que criem fontes alternativas de renda sob sua própria supervisão, quais sejam fundos imobiliários, fundos de ações e fundos multimercados.

Os fatores inflação e taxas administrativas sempre devem ser considerados como   relevantes hoje em dia, quando a obtenção de real renda positiva torna-se cada vez menor, não só aqui em nosso país, mas no mundo inteiro.

·        No passado, para quem ainda se lembra, existiram os famosos pecúlios ou montepios que um por um deixaram muitos de nossos familiares e antepassados na mão por não contemplarem a desvalorização do dinheiro e não tinham embutido a conhecida correção monetária.

Pois bem, estudem com atenção de que maneira o capital que você acumula vai ser reajustada periodicamente e em especial, na época de sua aposentadoria.  

Leia e guarde cuidadosamente todas as regras e informações que fixarão o quanto e como você irá receber futuramente (simulações realistas devem ser feitas) e analise todas as opções que o plano possa proporcionar, escolhendo a mais apropriada para seu caso familiar. Consulte um especialista para não errar na escolha. Algumas instituições financeiras utilizam tabelas demasiadamente otimistas que nada tem a ver com a realidade, desta maneira induzindo você a imaginar que terá mais do que o suficiente na aposentadoria.

·        Um aspecto que muita gente ainda não percebeu é de que após se aposentar, digamos aos 60 ou 65 anos de idade, considerando todos os atuais avanços da ciência médica e hospitalar, da ciência e da tecnologia, acrescida das pesquisas a respeito de hábitos alimentares saudáveis, e ainda fatores envolvendo a importância de constantes exercícios físicos e intelectuais, resultarão na razoável probabilidade de que você viva por mais 25 a 30 anos após parar de trabalhar.       

Já imaginou então o que possa lhe ocorrer caso suas fontes de renda não forem suficientes ou em boa parte secaram? Desastre na certa!

As mais prováveis alternativas nessas ocasiões serão a desgraça de ter de depender de filhos (caso existirem e tenham eles mesmos suficiente cacife e ainda forem de uma índole muito especial de desejarem ajudar aos pais...) ou então, (alternativa ainda pior) da sofrível ajuda do Estado (não aconselhável pelo que sabemos que está ocorrendo atualmente, caso você costuma ver os noticiários dos jornais e da TV).

Pobre de si caso tenha finalmente que definhar gradativamente no sofá de sua casa e sem perspectivas de ocorrer algum milagre!

Não lhe desejo este fim de vida e por isso me esforcei por escrever esta crônica tão negativa!  

 

Amigos tenho consciência de que o assunto que abordei é doloroso, espinhoso e sem dúvida muito delicado.

Acredito que uma boa proporção dos meus atuais leitores jovens preferem empurrar certos aspectos da problemática de suas aposentadorias e eventuais futuras fontes de renda por baixo do tapete, mas isto em nada os ajudará, pois o envelhecimento e a diminuição de nossas forças físicas e intelectuais acontecerá de qualquer maneira. Portanto é altamente recomendável tomar providências a respeito agora mesmo.

Relembro ainda que para o Estado Brasileiro você é apenas um mero número da estatística, portanto, não conte somente com o mesmo para lhe dar uma vida mais digna.

A pergunta que farei a seguir é a seguinte;

Você consegue hoje imaginar-se na velhice, alquebrado física, intelectual e financeiramente e, sentado, aguardando o fim e permanecer sem tomar imediatamente alguma providência a respeito?

Caso seu subconsciente tenha sido tocado por minhas palavras, mas já providenciou tudo que foi dito, meus efusivos parabéns.

Agora, caso você abomina e treme de medo só de pensar que essa situação caótica possa lhe acontecer algum dia, aja agora enquanto ainda tiver as melhores condições em que possa alterar este estado deplorável, para não ter de enfrentar um triste e miserável futuro!

E caso desejar (ou precisar) a minha ajuda, abaixo vão os endereços para me encontrar!

Abraço amigo,

Louis Frankenberg, CFP® 09-03-2013.



 

 

   

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A respeito da Petrobrás e do mercado acionário em geral



Louis Frankenberg,CFP® 18-02-2013


Como penso a respeito da negociação com  ações de empresas brasileiras

Gente, a sabedoria de botequim proclama que para acertar na vida precisamos primeiro passar por bastante  aprendizado... e a melhor forma de aprendizado que conheço continua sendo sofrer  algum  prejuízo  financeiro ou  outra qualquer forma que doa profundamente na alma,  no bolso ou em ambos os locais! 

Será que a palavra “pré juízo” = “antes de termos juízo”, tem algo a ver com o que acabo de descrever? (me perdoem pelo trocadilho infame).

Nossos vizinhos castelhanos chamam a  qualquer aprendizado que nos custa alguma coisa de   “derecho de pizo”, termo que penso ser bem adequado para nos referirmos aos constantes erros que cometemos no afã de construirmos algum negócio de maior envergadura.

Estou me relembrando das inúmeras crises nacionais e internacionais que vi passar no decorrer da minha longa vida profissional e, igualmente, às milhares de crônicas, críticas, conselhos e livros que li no decorrer dos  meus próprios anos de aprendizado, escritos por inúmeros profissionais do mercado de capitais e acionário e também às crônicas de jornalistas que produziam suas matérias  sob pressão de seus editores e sem muitas vezes possuir maior conhecimento a respeito dos assuntos  que abordavam.

Pessoalmente, nem de longe me considero um “expert ou  nem mesmo um “profundo estudioso dos mercados”, mas apenas um observador curioso e não comprometido com governos ou empresas, por isso hoje vou transmitir para vocês  quais são os fatores  que considero relevantes e que eu adoto  na tomada de decisão de compra, venda ou simplesmente de ficar sentado sem me mexer,  em relação ao mercado acionário e,  portanto, não dar muita bola para metodologias sofisticadas que proclamam o que deve ou não  ser feito   para se atingir  o sonhado  arco íris do sucesso absoluto (que a meu ver nem mesmo existe, por sermos demasiadamente humanos e portanto sujeitos a constantes erros).

Aqueles de vocês que me conhecem há mais tempo certamente ficarão decepcionados comigo pelo fato de não usar linguagem mais sofisticada e bombástica, mas isto acontece porque ainda sou adepto  incondicional da expressão inglesa, “ KISS” ou seja  “Keep it short and simple”. Vamos lá;


·        Escolho empresas para investir de amplo conhecimento do grande público e de marcas e produtos que todos consomem e que tem tradição e bom nome no mercado, que ainda são transparentes e em meu entender não  corruptas, possuindo controle completo sobre suas atividades específicas.

·        Verifico sempre quais foram  as cotações mais baixas  e mais elevadas nos últimos 2/3 anos e obviamente  as adquiro quando estão em período de baixa e jamais quando estão bombando e jornais mais sensacionalistas abrem manchetes a respeito dos méritos daquela  mesma empresa.

·        Verifico qual é a política  de distribuição de dividendos e raciocino que quem não distribui os mesmos (ou insuficientemente) são empresas dominadas por capitalistas provavelmente pouco preocupados com seus acionistas  minoritários como eu e você.

·        Devido razoável experiência adquirida, desconfio  de empresas majoritariamente estatais ou dominadas  por  grupos  ou dirigentes sindicais    que procuram interferir em seus negócios e   decisões e que as possam influenciar ocasionando  negócios  duvidosos. No Brasil atual, lamentavelmente, isto ocorre demais com empresas e autarquias.

·        Como medida complementar  na escolha da melhor cotação e  na hora decisiva da compra, verifico qual é a relação existente entre o preço a ser paga e o recebimento de dividendos.   Definitivamente, nem penso em adquirir ações cujas cotações  ou relação “P/L” está acima do quociente 15, significando que eu   levaria 15 anos para recuperar em distribuição de lucros (dividendos e/ou juros), o capital que empatei no empreendimento.  

É o caso atual no Brasil de diversas empresas brasileiras negociadas na Bolsa.

               Esta  minha   maneira de determinar  risco e retorno me evitou de entrar em

               inúmeras “bolhas” que se formaram no passado em diferentes segmentos.

·        Por fim considero  muito válida o seguinte princípio de Warren Buffett e de grande valor para o pequeno investidor; ter vontade e intenção de sentar em cima das ações escolhidas e somente se desfazer delas quando o mercado como um todo (e a ação em questão em particular) estiver muito e completamente fora da máxima proporcionalidade acima explicada.

Resumindo; adquirindo ações de alguma empresa significa que a gente efetuou uma análise prévia razoavelmente profunda em torno do passado da empresa e sua maneira de operar no mercado.

E por último, é bom relembrar, corretor ou intermediário  ama pessoas indecisas e ansiosas por palpites (mesmo que meramente inventadas) e  clientes (inseguras) que constantemente vivem comprando e vendendo, ampliando  dessa maneira seus próprios ganhos e às suas  custas!


E agora as ações da  Petrobrás

Esta empresa tão brasileira quanto feijão e arroz, certamente tem futuro e merece a atenção de investidores  inteligentes, mesmo que na atualidade esteja dominada pela corrupção, incapacidade  empreendedora,  empreguismo  e fabuloso endividamento ocasionado por estes mesmos e outros fatores.

Acredito e por esta razão me choca pelas consequências danosas, que o “IPO”, oferta inicial de mais de cento e tantos bilhões de Reais em ações da Petrobrás feita em 2010 foi inteiramente  desperdiçada devido a prioridades de investimento erradamente adotadas  e outras causas melhor não explicarmos neste pequeno espaço, para não causar demais rebuliço.

A euforia inicial  da extraordinária descoberta  que foi o  “Pré sal”  foi inteiramente anulada  por investimentos mal feitos. (será  que poderiam ser considerados investimentos?)

Eu mesmo, antes do lançamento daquela gigantesca oferta, preveni aos mais afoitos a não entrarem naquela jogada ilusória de marketing e publicidade chauvinista, aguardando primeiro o mercado dar seu recado (resposta que agora está sendo amplamente confirmada em relação à cotação).

Aos que desejam ver meu alerta na ocasião, busquem a  matéria que foi publicada no  meu blog em 9/9/2010  intitulada:

“Eis a minha opinião a respeito de comprar ou não ações da Petrobrás”.

Naquela época a ação PN era precificada entre R$ 36,00 e R$ 40,00 e agora está valendo menos da metade...!  

Eu sou apenas um minúsculo acionista da Petrobrás, mas  desde 2010, quando imaginei que a cotação  já havia desvalorizada suficientemente, comecei a acompanhar mais de perto o papel e simultaneamente  adquirindo algumas centenas do tipo PN.  Pelas primeiras ações paguei R$ 26,16 e posteriormente paguei R$18,03.

Ninguém é profeta em sua própria terra diz o provérbio, confirmando que este consultor de araque não foge à regra!

A cotação atual é R$ 17,67 em 14 de Fevereiro último...Um terremoto não teria feito maior estrago!

Devo ou não comprar mais Petrobrás? Eis a questão que pode ser analisada sob diversos pontos de vista, tanto a favor como contra.   

Porém  eu continuo acreditando no futuro da empresa, mas francamente, não sei quando ela estará recuperada pela atual  ou qualquer futura direção  mas isto sim quando   for conduzida por profissionais menos corruptos e mais patriotas.  

Calculo que adquirindo neste momento quantidade igual de ações   aos que já possuo, irei diminuir meu preço médio de  R$ 22,60 para R$ 20,13. Será que 10% de potenciais ganhos  valerão   eu assumir o risco mas sabendo  que nada será alterada na atual péssima condução da empresa?   

Será que  os  comentaristas  especializados da Petrobrás têm real conhecimento do estado calamitoso em que se encontra a empresa? Quando leio alguns deles, tenho   minhas dúvidas.  

Neste mesmo momento histórico está havendo uma autêntica revolução no segmento petrolífero mundial ocasionado pelas rochas oleaginosas, contendo gás que poderá ser ( e já está sendo) quimicamente  extraída  e que irão converter os Estados Unidos e outras partes do mundo também em territórios livres da dependência  do petróleo alheio...

E nós, como é que ficamos, que ainda dependemos tanto dos outros e recém estamos verificando de que forma vamos encontrar o petróleo a milhares de metros abaixo do Oceano Atlântico, em baixo de enormes camadas de sal!

E  como ficaria a Petrobrás  se  os gases e líquidos extraídos de rochas oleaginosas  em outras partes do mundo desvalorizassem o preço do próprio petróleo? Não ouço ou vejo nada a respeito de preparativos sendo feitos em nosso país, para  entrar neste novo segmento... e nem nada a respeito do   decantado pré sal...

Se por um lado o baixo preço atual das ações tornam-se  um enorme atrativo para a compra  de maior participação, por outro lado a suprema   falta de desejo (ou será incapacidade?) em alterar todas essas condições desfavoráveis da nossa querida Petrobrás retira  a minha vontade na atualidade de apostar no futuro dela e ainda me deixa com tremendas dúvidas quanto ao futuro imediato.  

Como posso sugerir que vocês adquiram  ações da Petrobrás se eu mesmo  estou tão pessimista quanto a atual situação da empresa?

Sem dúvida alguma,  devemos também considerar que o rendimento de títulos de renda fixa estão  em  franca recessão, quase atingindo a neutralidade entre rendimento  e poder aquisitivo  da nossa moeda (inflação), custos financeiros e imposto de renda...

A maioria dos consultores neste mesmo momento sugere que deveríamos encarar com mais atenção papéis de maior risco e que são justamente as ações de empresas de capital aberto negociadas na Bolsa, incluindo a própria Petrobrás.

Com muito cuidado e sem desejar assumir qualquer responsabilidade,  vou sugerir  que você pequeno e médio investidor vá adquirindo sistematicamente ações da Petrobrás em lotes pequenos, aos poucos e simultaneamente  rezando para que aos poucos a empresa volta ao esplendor de antigamente e você futuramente tenha plena satisfação pelo palpite que dei, quando  tantos  “experts” afirmam

“fique de fora e não se aventure por enquanto”!

Caso você  amigo já possuí ações da Petrobrás,  muito certamente estará  baixando seu preço médio e, caso for novato, fique sabendo que elas estão atualmente a um verdadeiro preço de liquidação ou seja 65% abaixo do seu valor patrimonial, calculado pelo balanço. ( mas aviso, eu como Contador, não  assinaria este mesmo balanço!)

Quanto a mim, ainda não me decidi! Sou  conservador e bastante covarde!

 Louis Frankenberg,CFP®  18-02-2013




Nota; desejando reproduzir esta matéria, o faça integralmente, mencione a fonte e me comunica onde será publicada.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

E quais serão as mudanças que o ano 2.013 nos trarão?


 

Louis Frankenberg,CFP®     05-02-2013


 

Meus caros e fieis leitores,

Estive ausente por aproximadamente 50 dias e para minha surpresa muitos de vocês continuaram acessando meu blog. O Google-Analytics também me confirmou que cada vez mais leitores repetem a dose e gostam do conteúdo. Eu havia anunciado antecipadamente que ia descansar, visitando familiares longe daqui. Mas agora estou de volta e tentarei dar o melhor de mim para passar para vocês assuntos econômicos financeiros interessantes e variados.

Neste início do 4º ano do blog www.seufuturofinanceiro.blogspot.com prometo aos que me leem que escreverei matérias mais curtas.

 

Fundo  de investimento imobiliário-FII

Em 2012 coloquei três “posts” no blog a respeito dos FII advertindo que não são tão espetaculares como a primeira vista aparentam e apresentei algumas das minhas razões e dúvidas a respeitos dos fundos imobiliários brasileiros, na atualidade demasiadamente paparicados pela mídia e demais interessados em sua mais ampla divulgação...

Minha manifestação negativa anterior e também a presente não significam que sou contrário aos FII, mas sim de que neste momento além de grupos sérios e qualificados também empresas mais aventureiras estarão se aproveitando da situação de caos nos mercados de renda variável tradicionais (Bovespa, fundos de ações e títulos de renda fixa).

Dito isto, ousam essa que confirma alguns aspectos que já descrevi anteriormente.

Na Holanda, um jornal equivalente ao nosso “Valor” chamado “De Financieele Telegraaf” de 23/1/2013, em manchete destaca que um banco de varejo de grande porte, com fortes vínculos em seguros e propriedades imobiliárias (Property Finance) de lá chamado SNS Bank-Reaal estava em grandes dificuldades e foi colocada sob intervenção do Banco Central Holandês, o chamado “DNB”. Alguns milhões de holandeses estão neste mesmo momento preocupados como que irá acontecer com suas aplicações etc.

A real causa (sem querer fazer trocadilho com o nome do grupo) está sendo a construção na Espanha de um enorme Resort de Golfe com centenas de casas etc e que devido à notória crise financeira reinante naquele país, está tendo enormes dificuldades com a conclusão do projeto, endividamento excessivo, compromissos não honrados de adquirentes de propriedades e quase nenhum novo negócio.

Lembrem-se constantemente, vocês adquirentes de FII nacionais, que estão entrando em fundos fechados nos quais não há garantia de comprador na hora do aperto ou de alguma eventual crise e de que também aqui poderá ocorrer um reversão das atuais condições favoráveis em relação aos imóveis.

Para os mais diretamente interessados que são os patrocinadores e intermediários na colocação dos FII falar somente das coisas positivas faz parte do DNA deles e é isto que está ocorrendo atualmente, enquanto marqueteiros, jornalistas e divulgadores somente dizem amém... Fique esperto e analise em profundidade aonde você irá colocar seu rico dinheirinho.

 

Você dá tudo que eles desejam para seus filhos e não lhes ensina nada a respeito do valor do dinheiro e em criar reservas?

Caso a sua resposta for sim, meus pêsames vou passar a considerá-lo (a)   um péssimo pai ou uma péssima mãe!

A vida entre os seres humanos sobre a Terra não é tão simples como possas pensar. Acontecimentos mil e mudanças mil podem ocorrer no decorrer de nossas vidas, mesmo para as famílias mais abastadas.

Ensinar os filhos o valor do trabalho e de como ganhar dinheiro honestamente é uma  um dever de pais responsáveis!

Caso V. for um (a) sortudo (a) e  tem tutu suficiente, saiba que durante as prováveis dezenas de anos que irão se passar entre a atualidade e o futuro (seu e dos filhos), muitos ricaços tornar-se-ão pobres e muitos pobres tornar-se-ão ricos. É a tal da inconstância da sorte e da alternância da providência. 

O melhor investimento que eu posso imaginar para seu filho ou filha ainda é “na educação”! Ninguém pode retirar-lhes o conhecimento adquirido. E quando falo de educação não somente me refiro ao currículo escolar, mas também de como devem saber se comportar em sociedade, na comunidade, dar o devido valor às boas relações e de como transformar um dom natural de cada um desses filhos na futura atividade profissional.

Cabe a vocês pai e mãe, observar seus filhos e estimulá-los, dando-lhes os instrumentos adequados para o desenvolvimento intelectual. É a melhor herança que vocês podem lhes dar!

Experimentem e não se desanimem em relação a momentânea fase de instabilidade, imoralidade, corrupção e dificuldades que atualmente ocorrem em nosso país.

O paraíso e imenso orgulho será daqueles que conseguirem enxergar além desses empecilhos e não se desanimam! Conselho do amigo Frankenberg cuidem de si e cuidem ainda melhor desses  seus lindos e inteligentes filhos!

 

Com essas duas notas estou abrindo a temporada de 2013.

Pensaram que eu daria resposta ao título deste blog? Erraram, pois como não sou adivinho, mas apenas um profissional financeiro, sem vinculação direta com Deus, não sei nem ninguém mais o que o futuro irá nos trazer em 2013.   Abraço amigo,

 

Louis Frankenberg, CFP® 05-02-2013.

 

Blog; seufuturofinanceiro.blogspot.com


             lframont@gmail.com

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Encerrando meu 3º ano como blogueiro, algumas reflexões para lhe acompanhar em sua vida financeira, ficar esperto e não ser pego de surpresa.

Louis Frankenberg, CFP® – 05-12-2012.

 

Vivendo, escutando, aprendendo e um pouco de mim mesmo.

Lidando há tantos anos com as finanças pessoais de diferentes segmentos sócio econômicos da nossa população, vocês poderiam imaginar que eu já vi tudo, que sei tudo e que para mim não existe mais qualquer novidade ou surpresa sobre a face da Terra.

Ledo engano. Continuo avidamente aprendendo com meus amigos, clientes e com alguns maravilhosos palestrantes que esporadicamente ouço em conferências e seminários e work shops.

Continuo também sempre me aperfeiçoando através da leitura de livros fascinantes e assistindo a filmes de excepcional qualidade e, quem diria, descobrindo até de vez em quando alguns assuntos interessantes nos cada vez mais fúteis jornais e revistas nacionais que, ocasionalmente folheio, porém, não mais desejo receber como assinante.

Esse nosso mundo é mesmo um habitat fora do comum. Nele vivem hoje 7 bilhões de seres humanos e, sabidamente cada um deles tem um cérebro funcionando diferente do seu e do meu e que pode igualmente nos oferecer ideias e maneiras de pensar novas, úteis e até mesmo muito valiosas.

Que enorme diferença existe hoje em dia, desde quando saí dos bancos escolares, começando a me interessar pela vida econômica e financeira das pessoas, ávido também por absorver esta sapiência que só com o decorrer do tempo a gente consegue assimilar melhor.  

Nós, pacatos e simples cidadãos deveremos estar eternamente gratos aos gênios atuais e aqueles que nos antecederam e que legaram tantas coisas boas para o restante da humanidade, inventando, pintando, escrevendo, filmando, descobrindo e musicando! Obrigado, ó deus da genialidade e de tantas coisas maravilhosas que recebi!

Esta nossa complicada e às vezes egoísta mente conservadora, moderada, arrojada e até aventureira e as maneiras estranhas de como cada um dos cérebros age.

Alguns dos  primeiros colegas de intermediação de investimentos me ensinaram que, grosso modo, eu deveria classificar os indivíduos da maneira acima mencionada, de acordo com seus perfis e características diferenciadores, mas que o objetivo básico era sempre vender o máximo que pudéssemos para o cliente e de tal maneira que obtivéssemos a maior comissão de intermediação possível.   

Não esqueço nunca que uma das técnicas de final de qualquer entrevista era perguntar ao potencial vítima com qual a caneta este desejava assinar o contrato de aquisição de algum investimento, a dele ou a minha.   

Diziam meus primeiros monitores e supervisores que o segredo para fechar rapidamente negócios era nunca oferecer mais do que duas opções das modalidades de investimento e que o cliente fatalmente teria de escolher uma das duas! 

E pronto, o negócio seria fechado sem mais delongas e nós embolsaríamos mais uma gorda comissão!

É claro que o potencial lucro que o cliente iria obter era pintado em cores vivas e convincentes e, às vezes até com data marcada pelo intermediário envolvido, para que ele mesmo pudesse colher seu polpudo ganho no fim do mês...

Infelizmente continuo assistindo nos dias de hoje fatos semelhantes por parte de alguns intermediários e gerentes de relacionamento de algumas instituições financeiras...

Ao contrário daqueles meus primeiros professores, eu nunca quis acreditar cegamente de que as pessoas se interessavam “unicamente” pelo rendimento e lucro de suas aplicações e investimentos. Achava que havia outras motivações tão relevantes quantas aquelas.

Mas era bem assim que se pensava na década 1960/1970, quando passei a atuar no segmento do mercado de capitais e das finanças e igualmente a me interessar pelo planejamento financeiro, na condição inicial de um simples aprendiz.   

Anteriormente eu tinha sido, por curto espaço de tempo, corretor de imóveis de prédios em início de construção, em Porto Alegre, isto quando ainda estava na Faculdade, estudando no turno da noite e ganhando meu sustento durante o dia.  

Na época eu vendia nada mais que sonhos, pois tinha de improvisar e fantasiar, levando o cliente ao local do futuro prédio ainda a ser construído e no respectivo terreno mostrar um apartamento, digamos no 4º andar de fundos que sequer tinha sido construído.   

Eu não gostava em ter de exagerar em superlativos e esta condição diferenciadora me acompanhou pelo resto da vida, pois até hoje não gosto de predizer (chutar) quanto de lucro algum investimento possa dar em alguma data futura, por mais que o cliente insista em receber alguma palavra incentivadora da parte da gente ou então algum dado concreto de quanto pode eventualmente ganhar.

Hoje sei que faz parte de nossa condição humana, o desejo que outra pessoa nós transmite somente coisas positivas. É a razão pela qual os cartomantes e outros malandros estão de casas lotadas, utilizando cuidadosamente palavras que cada um de nos gostaria de ouvir...É a razão principal pelas quais jornais e programas de TV atraem gente para ver a desgraça ocorrida com tantas pessoas enganadas em relação a esquemas, falcatruas, arapucas, pirâmides etc.

 Separando autenticidade da mistificação...e indo muito além!

 Ao contrário, já naquele tempo de outrora, eu preferia ouvir o que cada potencial cliente queria da vida e lhe perguntava exatamente isto.

Pelos sonhos do mesmo e suas confidências, eu conseguia entender quais eram as prioridades e metas de vida dele ou dela.

Voltando ao passado, meus colegas só pensavam nas comissões que obteriam e procuravam vender os planos de investimento de valor mais elevado possível e costumavam me definir como sendo um sonhador ou então um vendedor fora da realidade!

No entanto o tempo demonstrou que eu estava com a razão. Orgulho-me de me ter tornado mais adiante um dos melhores vendedores e posteriormente Gerente Regional daquele importante grupo financeiro internacional que na época eu representava.

A moderna “Neurociência” nos explica que os indivíduos cautelosos, conservadores e moderados utilizam diferentes áreas do cérebro e são movidos pelo tal de “Cortisol” que predomina em seus organismos ou seja que eles são impulsionados por ato reflexo ou impulsos químicos, como queiram, sem que necessitem fazer qualquer esforço mental especial para isso. Consequentemente, eles são também avessos a incorrerem em riscos menores ou maiores.

Ao contrário, os indivíduos arrojados, agressivos ou aventureiros são impulsionados pela „Testosterona“ que predomina  em maior proporção em seus corpos e por isto e até  por ato reflexo, tendem a assumir  maiores riscos. 

Com o passar dos anos, usando a minha tradicional técnica de cada vez mais prolongadas entrevistas com meus potenciais clientes, aprendi a distinguir estas diferenças todas, mesmo sem ter anteriormente ouvido falar da Neurociência ou do Papa das Finanças Comportamentais chamado Dr. Daniel Kahneman (Psicólogo e Prêmio Nobel de Economia em 2.002).

Por acompanhar por muitos anos, inúmeros clientes, tive o privilégio de poder comprovar na prática como são verdadeiras estas teorias que hoje são consideradas cientificamente comprovadas. Tenho imenso orgulho em poder afirmar que fui  precursor destas ideias todas aqui em nosso país.

Os vitoriosos, os inconsequentes e os derrotados.

É justamente pelo fato de eu ter visto (e sentido igualmente na própria pele) nestes anos que passaram, diversas das crises políticas, econômicas, financeiras e sociais, tanto brasileiras como internacionais e, ter tido o privilégio de ter entrevistado com razoável profundidade inúmeros daqueles meus clientes (alguns se tornando meus grandes amigos).

Sem qualquer dúvida, “escaneando” suas mentes conscientes e subconscientes, é que consegui amealhar conhecimento suficiente para poder prever antecipadamente o comportamento de muitos deles, quando eram confrontados com algumas daquelas crises que nem eles nem eu poderíamos prever.

Após todos estes anos, desde este meu atual posto de observação, cheguei à conclusão que os menos afoitos e portanto os mais cuidadosos, em muito maior proporção, venceram as batalhas referentes aos seus sucessos materiais.

Por essa mesma razão, tristemente, também constatei que alguns deles naufragaram devido problemas ou insucesso relacionados aos seus empreendimentos.  Outros, entretanto, transformarem-se em pessoas bem sucedidas.
Por mais que nos esforçamos, nunca saberemos o que o destino nos oferecerá!

No interessante livro “A Lógica do Cisne Negro” de Nassim Nicholas Taleb, o conhecido autor estabelece uma premissa que é muito próprio do ser humano. Taleb explica que geralmente não queremos acreditar em algo que ainda não aconteceu conosco, ou seja de que de fato existe o fenômeno da imprevisibilidade e que somente porque o desconhecemos, em geral não acreditamos que o mesmo possa ocorrer.(e muito em especial, conosco!)

Esta crença de que algo não acontecerá com a gente se dá porque o impacto do mesmo seria demasiado forte sobre nossa mente e, consequentemente, temos a tendência de ignorá-lo ou a jogá-lo por debaixo do tapete. (Não vejo, portanto não existe!) Portanto, preferimos acreditar que algo, especialmente   negativo, é altamente improvável de ocorrer e jamais irá nos afetar. Dr.Daniel Kahneman, antes referido, confirma inteiramente este nosso comportamento tão humano.

Confirmando a fatalidade e imprevisibilidade dos acontecimentos da natureza (e do homem!), por alguma razão o fofo animalzinho irracional chamado “esquilo” se prepara para o inverno guardando nozes no tronco das árvores e até aquele outro tão diligente e pequenino chamado formiga, carrega o grande peso das minúsculas folhinhas para o inverno para quando  intempéries  provavelmente virão!

Deste confronto antagônico da Formiga e a Cigarra, nasceu a linda história consagrada de Aesopo, a Cigarra e a Formiga. Ela   indolente , ele sempre trabalhando.

Para finalizar, menos de 5% da humanidade terá suficiente cacife em reservas patrimoniais para se garantir no cada vez mais prolongado período que se inicia com a sua aposentadoria do trabalho até o momento final m ou   ficar na dependência do Estado, da benemerência ou dos filhos....  

Lendo o que está acontecendo pelo mundo afora com a previdência oficial de muitos países, incluindo o nosso, prefiro acreditar que nenhum maná virá do céu para nos alimentar e consequentemente, nos mesmos devemos tomar algumas providências para não sermos pegos de surpresa!

Meus caros leitores, farei uma pausa em meus escritos, prometendo voltar no começo de Fevereiro 2.013. Para todos desejo um Feliz Natal, um promissor Ano Novo, com muita sabedoria, felicidade, saúde e dinheiro para o futuro.
Agradeço de coração aos muitos leitores conquistados nestes três anos de atuação como blogueiro.Para vocês todos,  um enorme abraço,

 Louis Frankenberg,CFP®