sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Nada se compara à simplicidade,reflexão e bom senso em nossas vidas


 
 

Louis Frankenberg, CFP® 01-11-2012.

 

Abaixo alguns comentários e conselhos práticos que pessoalmente procuro seguir. 

 

I-Não acredite e nem adquira livros de finanças apenas por seus títulos.  

 

Confesso humildemente que, apesar de ter lido (nem sempre verdadeiramente lidos...) milhares de livros, teorias, comentários e opiniões nestes meus quase 40 anos de vivência prática de mercados financeiros, permaneço fiel a alguns princípios básicos que não exigem nem estudos profundos  e muito menos cansativas horas de pesquisas e comparações ou então disponibilidade de muito tempo.

Nessa fabulosa era da Internet e da falta de tempo para tantas outras coisas, onde todos se expressam livremente e podem adquirir democraticamente informações de milhões de fontes, o difícil mesmo é separar o joio do trigo, ou seja, saber o que é válido e o que é descartável para a gente.   

Acredito demais nos três conceitos expressados no título desta matéria, pois penso que existem inúmeros gurus e profissionais, alguns altamente qualificados, que obtiveram justificadamente sucesso como inspiradores de mim e de tantos outros planejadores financeiros  e do público em geral.

A minha intenção aqui é citar aqueles outros (imitadores, desonestos e aqueles que nada têm a dizer de autêntico ou importante), na qual eu mesmo, quem sabe, me enquadro na opinião de uma quantidade desconhecida de leitores.    

Pobre do leitor e investidor que acredita em um título de livro do tipo “Como se tornar milionário com ações em menos de um ano” ou então “em 24 lições”.

Autor de qualquer livro com pequenas variações em torno do título acima, quem sabe também ficou por demais influenciado pelo Departamento de Marketing da sua Editora. Pior, escreveu o livro apenas pensando nas eventuais compensações financeiras que pudesse obter.  

Talvez ele acredita   que com   título extravagante parecidos aos citados anteriormente irá vender dezenas de milhares de cópias. Puro engano. Para início de conversa já começou iludindo seu potencial  leitor.

Pessoalmente nunca tive qualquer disposição para me tornar um vendedor de ilusões e, sistematicamente recusava títulos bombásticos ou fora da realidade que minha editora sugeria para algum dos quatro livros que escrevi.

Agora, amigo leitor, pense bem na estatística que vou citar abaixo para concluir que outros fatores, absolutamente diferentes concorrem para que você ou qualquer outra pessoa tenham o privilégio de pertencer à classe daqueles que são considerados muito ricos.

Posso categoricamente proclamar que se título de livro espelhasse a realidade da vida ou de como é possível tornar-se rico em pouco tempo, muito, mas muito mais gente além dos meros 1% da humanidade seriam milionários hoje em dia...

 

 

 

 

II-  Bolsa de Valores, ações, mercados e fundos de ações.

 

Em respeito a vocês, caros leitores, menciono abaixo alguns dos valores, maneiras de pensar e formas de agir em relação aos mercados acionários nos quais pessoalmente acredito e geralmente costumo agir.

Espero que possam ser úteis para suas próprias vidas.  Jamais usem conceitos  de outrem, caso não  acreditarem nos conceitos emitidos ou  não estiverem de acordo  com sua utilidade e justeza.

 

J Adquiro ações de empresas cujos produtos ou serviços são vendidos no supermercado e geralmente bastante populares. Também ações de empresas de serviços essenciais como tele comunicações, eletricidade e de avançada tecnologia, quando sinto que podem dar certos devido a  inovações que não sejam meramente “de moda”.

 

J Concluí genericamente que empresa que distribui regularmente dividendos dentro do razoável, é empresa que se preocupa com seu acionista e não o esquece na hora de dar boas notícias.  

(Eu não estava de nenhuma maneira convencido e entusiasmado com o I.P.O. do “Facebook” e achava que  aquele lançamento era demasiadamente comercial e prematuro).

Da mesma maneira penso que diversos lançamentos havidos no Brasil nos últimos anos foram apenas   “caça ao trouxa do investidor” que estava avido para adquirir ações mas não tinha noção do que estava fazendo. Muitos jovens que ainda não experimentaram as grandes quedas nos índices são os primeiros patinhos a caírem nas armadilhas preparadas por grupos comerciais e financeiros... Vacinem-se contra os mesmos!

 

J  As ações de empresas que eventualmente cogito adquirir devem ter tradição, serem os mais transparentes possíveis em seus balanços e relatórios (apesar de que eu normalmente não os leio por completo por geralmente fornecerem   muito mais dados legais que mais interessam às autoridades da CVM e são exigidos de lei, do que aos acionistas).

 

J Por princípio não entro em I.P.O. (Initial Public Offering), pois quero ver as ações se comportarem no dia a dia, com todas as oscilações e acontecimentos  econômicos ocorrendo e decorridos algum tempo (meses ou   até anos após o lançamento!) 

A oferta e demanda deve ser testado em mercados em alta e em declínio e isso só acontece após pelo menos um ano de existência da empresa.

Vejam o que aconteceu com Facebook e  inclusive em tantas de nossas empresas construtoras e imobiliárias. Também não  tenho fé em lançamento das ações de  determinado banco em nosso país.

Desconfio quando determinado grupo faz muita  propaganda  do lançamento de suas ações em jornais ou pela T.V... ( é gente, não sou dos mais fáceis de ser convencido!)

 

J Não quero saber de ações de empresas que vendem produtos da moda, pagam salários ou bônus demasiadamente elevados aos seus dirigentes ou estão muito envolvidos com  política e políticos.  

 

 

J Não tenho muita  vontade ou ansiedade em possuir participação em empresas  que tenham grandes lotes de ações que estão em poder de fundos de pensão de  nossas empresas estatais ou autarquias e cujos dirigentes exercem forte influência sobre os negócios dos mesmos. Para ser totalmente sincero,  não quero nem pensar no momento em que alguma grande negociata alcança a luz do dia e cause muitos estragos aos verdadeiros prejudicados que serão  aposentados e pensionistas.

 

J Sigo geralmente as diretrizes de Warren Buffet e adquiro ações para ficar com elas por um bom tempo, pelo menos esta é a minha    intenção básica.

São três as razões principais para sentar confortavelmente  em cima delas, a 1ª por que para cada mudança que faço pago duas vezes corretagem, uma na venda e outra na nova compra, achatando meu rendimento líquido potencial. Também porque antecipadamente estudei a empresa por algum tempo.

A 2ª razão é que periodicamente anoto seu preço e acompanho melhor as naturais oscilações e dessa maneira me chama a atenção para importantes momentos em que, eventualmente posso obter algum ótimo ganho na venda ou aquele mesmo instante se torna  excelente  para a aquisição de um novo lote e dessa maneira puxo meu preço médio de aquisição para baixo.

Não procuro nunca o preço máximo e nem o mínimo, pois ninguém tem bola de cristal para adivinhar o dia de amanhã.

 

J Como me considero apenas um investidor amador, pois   o mercado acionário  não é meu  ganho pão de cada dia, levo devidamente em consideração o aspecto fiscal e quando necessito ou desejo vender algum lote de ações, faço o planejamento para que mensalmente não ultrapasso o montante total de  R$20.000   em valor global de venda  e, dessa maneira, não pago 15% de imposto de renda devido sobre ganhos no mercado acionário (legislação de I.R. da Receita Federal para pessoas físicas).

Façam os cálculos; nos dias de hoje 15% de renda (não pagamento do imposto devido) equivale a talvez dois anos de renda. Para mim isto continua sendo um negócio vantajoso.

 

J Cauteloso como sou, um dos meus princípios básicos é não fazer “alavancagem”, ou seja, não tomo dinheiro emprestado para ampliar a quantidade adquirida de algum lote de ações e desta maneira ampliando o potencial de lucro. A razão desta cautela é que o tiro pode sair pela culatra, quando as ações adquiridas subitamente baixam na Bolsa e meu prejuízo poderá se tornar bem grande ou até exponencial.

Prefiro somente trabalhar com meu próprio dinheiro e ter completo controle sobre a situação e... podendo  dormir sossegadamente à noite, sem sobressaltos ou pesadelos!

 

J Quando poucos de vocês sabiam o que eram fundos de investimento em ações, eu já estava profissionalmente metido até o pescoço com os mesmos e,   até os dias de hoje, os considero ideais para iniciantes e pessoas que não tem tempo para se preocupar com seus  próprios recursos e reservas financeiras ou não sabendo procurar informações técnicas  adequadas e idôneas.

Desde que a instituição gestora dos recursos for idônea e profissionalmente bem qualificada e administrada, podem investir tranquilamente na mesma.

Fundos de ações normalmente oferecem plena liquidez e razoável rendimento automaticamente reinvestido em quotas.

A diversificação de uma carteira de fundo de ações bem administrada diminui muito sua volatilidade e, portanto o risco da perda completa do capital, já que dificilmente todas as empresas contidas irão  quebrar simultaneamente.

 

J Apesar de considerar fundos de ações instrumentos convenientes para se depositar uma parte das reservas financeiras, alguns aspectos devem ser observados pelos investidores. Um deles é a verificação de quantas vezes o administrador negocia a compra ou a venda anual da totalidade das ações da carteira (giro da carteira). Estas negociações podem, eventualmente dar (às vezes indevidamente) um bom lucro extra aos gestores e podem estar disfarçados entre outras despesas pouco  transparentes...   

É possível que parte dos ganhos dessa Administradora e da Corretora de Valores associada, advém de demasiada quantidade de movimentações e dessa maneira enriquecem indevidamente os gestores as nossos custas...

A meu ver, nos dias de hoje, em que o índice inflacionário está razoavelmente contido, não cabe mais se pagar  taxas absurdas de administração acima de 1% ao ano.

 

Por hoje é só!

Tenham um bom feriado e fim de semana.

Louis Frankenberg,CFP®  01-11-2012



 

 

 

 

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Reafimando princípios envolvendo a importância do planejamento financeiro pessoal e principalmente seu próprio futuro!


 

Uma pitada de verdades e reflexão não vão lhe fazer nenhum mal.

Louis Frankenberg, CFP® 16-10-2012.

Estamos quase no final do 3º ano de existência do blog batizado por mim de “Dinheiro Sempre by Frankenberg”, mais conhecido por “Seufuturofinanceiro. blogspot.com”.

São quase 90 matérias, críticas e reflexões, algumas bastante contundentes, resultantes de quase quatro décadas dedicadas ao “Planejamento Financeiro Pessoal”, nome adotado por mim à empresa que criei em 1990, quando decidi proclamar aos quatro ventos da importância de cada indivíduo e família cuidar da melhor forma possível de suas próprias finanças. 

 

Estávamos na época enfrentando uma inflação galopante e era quase impossível obter qualquer ganho positivo que compensasse a perda constante do valor aquisitivo do dinheiro.

Mesmo assim, teimosamente eu fazia questão de orientar e, para escapar daquela avalanche  de perda constante do poder aquisitivo, eu proclamava para todos aqueles que quisessem me ouvir, que acumulassem dólares em vez de cruzeiros, enquanto nossa própria moeda continuasse escorrendo ladeira abaixo.

 

Lembro muito bem, que na época muito poucos dos meus clientes deram ouvidos ao meu conselho e a maioria manteve seus próprios pontos de vista. Infelizmente acabaram perdendo muito do seu patrimônio financeiro nos anos seguintes até o advento da nova moeda, o Real.

 

Tentei na época registrar no ”INPI” o título da minha empresa de consultoria financeira, mas esta foi recusada por ter nomenclatura demasiadamente genérica.   Guardei a papelada burocrática até hoje e, por isso, com muito orgulho posso provar, que fui a 1ª pessoa em nosso país a difundir o planejamento financeiro pessoal e a educação financeira, comprovado também  em jornais, revistas estações de rádio e TV e reconfirmado posteriormente através do lançamento do meu 1º livro a respeito do assunto chamado “Seu Futuro Financeiro”, publicado em 1.999 .Este se manteve na listagem dos livros mais vendidos por diversos anos, com mais de 20.000 exemplares colocados entre o grande público.

Hoje a denominação Planejamento Financeiro Pessoal é de uso comum em toda parte, mas continua sendo, 22 anos depois, o nome da minha empresa de consultoria, ainda plenamente ativa e com clientela bastante satisfeita.

 

Ainda em 1.971, quando eu dirigia a área de criação e venda de fundos de renda variável do Banco Itaú, já usava a expressão “Planejadores Financeiros” para atrair agentes autônomos para aquele inovador grupo financeiro, hoje um dos mais eficientes do país, com a finalidade de vender para o grande público um novo produto financeiro chamado ECO, Economia Crescente Organizado que foi um misto de Seguro de Vida vinculado a um primitivo Plano de Previdência Complementar.

Ainda na época da minha atividade no Banco Itaú, também produzi diversas apostilas educacionais que pretendiam ensinar aos agentes autônomos e gerentes do banco aspectos básicos e tudo a respeito de investimentos e ainda  difundir a poupança e cuidados com o dinheiro entre a população.

Os títulos dessas apostilhas foram; “Introdução ao Mercado de Capitais”,” Fundos de Investimentos”, “Como Recrutar Agentes Autônomos Qualificados”, “Como Tratar as Objeções da Clientela” e ainda “ Quais são  as Virtudes do Plano Economia Crescente Organizado”.  

 

Os anos passaram, mas a minha constante convicção de que nós, pessoas físicas somos os principais responsáveis pelo nosso próprio futuro financeiro, manteve-se intacto e se consolidou.

“Após a publicação daquele meu 1º livro de grande sucesso,     preferi transformar o subtítulo daquele livro de “somos os únicos responsáveis por nossa futura tranquilidade financeira” para ”somos os principais responsáveis por nossa tranquilidade financeira”.  

 

Devo confessar que algumas vezes me sinto como um moderno (porém ridículo) Robin Hood, pregando na imensa floresta apenas para os animais (irracionais) e não conseguindo atingir meu objetivo primordial qual seja a de difundir mais largamente o cuidado que devemos ter com nossas finanças, já que nenhum dirigente governamental liga para isso.

No decorrer dos anos e cada vez com maior empenho, grito para quem quiser me ouvir de que, tanto governos, como banqueiros ou gestores não estão nem um pouco interessados se nós cidadãos comuns iremos ter um futuro financeiro tranquilo e confortável ou não, pois só pensam em nos impingir suas leis, pesadíssimos impostos, e na iniciativa privada, produtos e serviços não satisfatórios.

 

Para não dizer que estou totalmente frustrado, esporadicamente encontro uma pessoa ao final de alguma palestra ou seminário que vem me cumprimentar declarando que assistiu a alguma das minhas apresentações ou palestras mais antigas, com aqueles veementes apelos e advertências feitas anos atrás.

Eu comparo essa forma de difundir minhas ideias como

 “dar alguns violentos socos no público para ver se acordam de sua letargia e falta de visão futura”.

Essas eventuais e gratas pessoas, naqueles encontros também me dizem que foi aquela determinada e específica palestra que as fez mudarem suas atitudes perante suas próprias finanças, reservas acumuladas ou orçamento doméstico.

É claro que meu dia passa a ter um significado mais positivo e simultaneamente me dá novo ânimo para continuar pregando o “Evangelho segundo Frankenberg” e que sempre proclama bem alto e sem receio de estar dizendo alguma grande besteira, a seguinte mensagem:

 

“Aja sem tardar e ainda hoje em relação ao seu próprio futuro e tenha mais conforto e tranquilidade pelo resto da vida” ou então,

 

 “Não deixe que o acaso determine quais serão suas futuras fontes de renda, quando você não tiver mais a mesma capacidade física e intelectual que possui hoje”. 

 

Os anos que passaram desde que comecei a “cacarejar” a quem quisesse me ouvir que quando alcançarmos (notem bem, que uso a 1ª pessoa do plural!) a idade da eventual aposentadoria (que geralmente, mas nem sempre, se situa ao redor dos 60 a 65 anos de idade), não temos mais nenhuma possibilidade de mudar nosso “passado”.   

O que a maioria de nós igualmente não consegue sentir suficientemente é o que significa verdadeiramente a sentença “se preparar para o futuro”.

Isto ocorre porque ninguém nos sabe informar de quantos dias, semanas, meses ou anos é composto este componente tão fundamental chamado TEMPO, que nós levará individualmente ao futuro e qual será a sua duração.

A ciência dos homens ainda não descobriu quanto tempo nos separa do  que acontecerá a nós no futuro e por quantos anos viveremos.

 

A mente humana foi programada para dar muito maior ênfase ao imediatismo, aos prazeres mundanos e não às preocupações com algo tão indefinido denominado futuro.

Por outro lado com grande fascínio assistimos hoje aos novos conhecimentos e descobertas da medicina, seus fabulosos diagnósticos com os exames preventivos e não invasivos, etc. e, consequentemente da conquistada maior longevidade e tantos outros componentes vivenciais com que agora contamos.  

Estes fatores ampliaram enormemente a probabilidade existente de que viveremos até os 85, 90 ou 95 anos.  

Consequentemente, quando ainda estamos no período da duramente conquistada maturidade  a partir dos 25/30 anos e estendendo-se até os 50/55 anos e ainda nossas capacidades físicas, intelectuais e profissionais que naquele período geralmente se encontram no seu auge. 

Mas neste período áureo também queremos ardentemente viver, sublimando muitas vezes aspectos menos interessantes ou então mais difíceis de equacionar ou vislumbrar.   

É assim mesmo o ser humano, de acordo com as mais recentes descobertas feitas a respeito do funcionamento de nosso cérebro por neurocientistas!  Nada a fazer a não ser aceitar nossas limitações como meros seres vivos iguais aos outros animais, que continuamos sendo.

 

Gostaria que vocês prestassem atenção ao que vou a seguir mencionar da maneira mais simples possível e, convém que vocês, amigos leitores, meditem  profundamente a respeito das consequências, caso não os levarem em consideração.

Devido à absoluta limitação do TEMPO que dispomos até alcançarmos aquela idade em que gostaríamos de acelerar menos ou mesmo viver com menos estresse, com mais conforto, menos esforço físico e mais dinheiro no bolso, precisamos muito cedo em nossas vidas optar por uma das duas maneiras opostas de viver;

Uma usufruindo de tudo que o dinheiro pode comprar e outra oposta, pensando sempre que nossa sorte, o momento econômico-financeiro do país (ou do mundo) pode mudar subitamente e de que, eventualmente, não estaremos preparados para aquela possibilidade.

Junta a tudo isso o seguinte: que, comprovadamente, quem não acumulou até os 50 ou 55 anos um bom patrimônio que garanta sua subsistência por talvez mais 30 anos, não o fará nunca mais!

Por quê? Porque nosso ímpeto, força de vontade, ambição, saúde física (ou mental) já não é a mesma que aos 25 ou 30 anos de idade.

Caso se  junte a tudo isto o fato de eventualmente termos sofrido alguma perda substancial de patrimônio financeiro, devido algum negócio que não correspondeu a nossa expectativa e,   teremos todos os ingredientes para sofrermos enormemente com a imprevisibilidade do destino ou da nossa falta de sorte!

A equação  resultante entre ter uma vida continuamente boa ou a de não ter   uma vida tão feliz é tão simples assim, portanto tente imaginar alguma das seguintes situações:

 

*Pode ter sido alguma das nossas principais fontes de renda que não deu certo.

 

*Podem ter sidos nossos filhos, pois eles mesmos não tinham o suficiente ou não queriam nos ajudar financeiramente...

 

*Pode ter sido seu negócio principal que quebrou após anos e anos de lenta construção e crescimento.

 

*Pode ser um grande grupo empresarial ou financeiro que quebrou e levou consigo de roldão nosso principal plano de previdência complementar ou outra aplicação de vulto.  

 

*Pode até ter sido nosso INSS, Instituto Nacional de Previdência Social que, devido a cada vez mais elevada longevidade da população, teve de alterar completamente suas regras do jogo ( porque estava perto de quebrar) e nos deixou a ver navios!

 

Pense em tudo isso e planeje seu futuro DIVERSIFICANDO sempre seu patrimônio!

Pense inclusive na pessoa que muito provavelmente não mais estará por aqui e que lhe preveniu com tantos anos de antecedência e ainda lhe disse com todas as letras, “Tome firmemente o controle (as rédeas) dos seus negócios e investimentos em suas próprias mãos, pois ninguém o fará melhor e com mais empenho que você mesmo!

 

Louis Frankenberg, CFP®  16 -10-2012

Blog: www.seufuturofinanceiro.blogspot.com


 

  

  

 

 

 

sábado, 29 de setembro de 2012

A quem será que estamos enganando?



  

 

Um libelo contra alguns absurdos financeiros
que acontecem em nosso país

 Louis Frankenberg, CFP® 29-09-2012    

É sobejamente sabido que quando há interesses comerciais ou financeiros envolvidos em algum tipo de investimento ou qualquer outro negócio em nosso país, cada personagem ou grupo puxa apaixonadamente por sua própria sardinha!

Eu que há anos leio, recorto e coleciono tudo que é informação a respeito de taxas de juros cobradas em transações a prazo, fico chocado com a imensidão e variedade de índices existentes, algumas razoavelmente próximos da realidade, outras extremamente absurdas, que vejo sendo publicados na imprensa escrita e pior, fartamente repicados por demais segmentos do mercado financeiro, comercial e incorporados inclusive pela sociedade civil.   

Tenho a impressão que ninguém liga ou se revolta com os estragos que esta anomalia provoca à economia como um todo e a todas as classes sociais e, em especial, aos de menor poder aquisitivo.  

A mixórdia da existência de diferentes índices e percentuais é uma verdadeira torre Babel, no qual o pobre e simples cidadão não tem qualquer possibilidade de chegar a qualquer conclusão para poder decidir racionalmente a respeito de suas transações financeiras com simplicidade e lógica.

Pobre destes nossos cidadãos mais simples que jamais recebem conveniente orientação financeira antecipada de entidades governamentais e quando o recebem, geralmente são para causar ainda maior confusão em suas cabeças.

O conjunto das entidades, organismos governamentais, associações de classe da iniciativa privada e poderosas empresas de mídia, que deveriam inclusive ter a missão de orientar, de fato criam ainda maiores questionamentos e dúvidas do que orientações positivas. 

Por essa razão mais uma vez vou ter que falar de juros e assuntos relacionadas com os mesmos. Espero que alguma autoridade governamental com suficiente poder político para decidir alguma mudança, leia este meu clamor por mudanças.

 
A diferença entre a taxa de juros oficialmente divulgada e a realidade do mercado   

 
Estou convicto de que enormes interesses mesquinhos de indivíduos, entidades governamentais e privadas, infelizmente exercem papel preponderante nesta divulgação de múltiplas e exageradas taxas, cifras, estatísticas e opiniões com propósitos muitas vezes deliberadamente enganosas e contraditórias.  Explico-me a seguir.   

Você que neste momento me lê, tente encontrar a taxa de juros menor (mais favorável) entre as inúmeras ofertas existentes em bancos, financeiras ou comércio em geral, caso pretenda adquirir algo a prazo ou mesmo contratar um eventual empréstimo.

Alardeia-se constantemente pelos noticiários da TV e jornais que, a taxa básica de juros (Selic) em nosso país atualmente é de 7,5% ao ano, porém vejam a seguir o que se encontra na prática em qualquer instituição financeira quando se necessita obter um empréstimo hipotecário ou pessoal e no largamente difundido cartão de crédito;

Na Folha de S. Paulo de 25 de Setembro último, a ANEFAC, (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), na qual eu também sou um dos diretores, meu colega de diretoria, Miguel de Oliveira, que deve ser o     estraga   prazeres de muitas autoridades e grupos financeiros, divulgou que em Agosto deste ano a taxa média anual  de juros do cartão de crédito foi de 238% e não de 7,5% como é oficialmente proclamado pelo   organismo máximo, que é nosso Banco Central! 

Na mesma página do jornal um estudo da empresa “Pró Teste” divulga que os juros rotativos do cartão podem alcançar os estratosféricos 878% ao ano!  Será possível essa infinita diferença?  Estamos no Brasil (8ª Economia do mundo) ou em algum minúsculo estado soberano em qualquer ilhazinha do Pacífico? 

Até eu, acostumado a interpretar índices controvertidos sendo divulgadas, estou pensando que estou perdendo meu equilíbrio mental, pois não consigo entender todas essas discrepâncias sem pé nem cabeça e não sabendo em qual acreditar.

Uma caprichada tabelinha gráfica confeccionada pela Folha de S.Paulo mostra naquele mesmo dia 25 de Setembro as taxas mínimas e máximas do BB, CEF, Bradesco, Santander, HSBC e Itaú. No rotativo do cartão de crédito do Bradesco, a taxa mínima era de 1,90% ao mês e o máximo sendo 15,95% ao mês, encontrava-se no HSBC! 

Sete vezes mais. Pode?

Na sopa de percentuais surrealistas deste seleto grupo constituído pelos seis maiores bancos do país ainda encontrávamos taxas de 2,27%, 2,88%, 3,85%, 4,65%, 5,65%, 6,90%, 8,9% e 9,9% tudo ao mês e não ao ano!

Acredito que estou em boa companhia, pois não somente eu, mas renomados economistas devem igualmente estarem confusos. 

Não desejo denigrir ainda mais nossos principais bancos mas, por favor, alguém  poderia por gentileza explicar para este confuso planejador financeiro estas incongruências?   Fico aguardando.

Viva a nova classe média

Quando leio as disparidades acima citadas, continuo pensando na divulgação do percentual de 52% da nossa população que são apresentadas orgulhosamente pelo Governo Dilma como sendo a nova classe média no país.

São quase 100 milhões de cidadãos que saíram da pobreza!  Estas cifras me enchem de orgulho e fazem a felicidade deste confuso escrivão, mas será que não estão exagerando na dose de ufanismo?     

Ninguém até agora conseguiu me convencer de que uma família constituída por 4 pessoas e que possuem renda bruta (eu repito bruta e não líquida) de R$ 291,00 per capita, ou seja, 4 x R$ 291,00 = R$ 1.164,00 por família e que aumentam seu rendimento até 4 x R$1.019,00 = R$ 4.076,00 no 3º subgrupo sendo o mais elevado dessa nova classe média.

Será que toda essa gente pode ser considerada como realisticamente sendo da classe média?

Até que é imaginável que o 3º subgrupo, sendo o mais elevado dentro da classe “C” e não aquela da família que se encontra no degrau inferior e que ganha mensalmente um montante bruto de R$ 1.164,00! (representando hoje aproximadamente 2 salários mínimos em São Paulo, ou seja, R$ 1.244,00).

O estudo acima mencionado é derivado do “Pnud-Brasil”, Programa de Desenvolvimento Humano,  em colaboração com um Programa das Nações Unidas e que foi  resumidamente divulgado em  20 de Setembro último pela própria Folha de S. Paulo (Caderno Mercado).  

Será que as Nações Unidas e entidades pesquisadoras como IPEA, IBGE, FGV, Federação do Comércio etc. consideram todas elas os mesmos fatores de como é calculado o índice inflacionário anual (poder aquisitivo da moeda), o peso dos impostos embutidos na cesta básica de alimentos, o descalabro do sistema público de saúde, o completo abandono das periferias dos nossos grandes conglomerados urbanos e ainda os deficientes sistemas de transporte coletivo, para calcularem o quanto de salário sobra no fim do mês para esta mesma classe média? 

E só de brincadeira desejo relembrá-los para que nenhum organismo governamental ou privado demasiadamente otimista se esqueça de embutir em seus cálculos que em média 25% do salário de todos nossos cidadãos classes “C” “C”, ”D” e ”E”, (isto é R$1.244,00 dividido por 4 é igual a R$ 311,00) desaparecem antecipadamente das receitas do orçamento doméstico dessas mesmas classes sociais, exatamente em razão dos juros e amortizações de empréstimos pessoais, cartões de crédito, financiamento imobiliário, prestações devido à aquisição de veículos e do pagamento de carnês!

Descontando esta fabulosa quantia de 25% ou seja, R$ 311,00, com quanto dinheiro esta família classe média terá de sobreviver aos 30 dias de cada mês? 

Para mim é óbvio que esta família classe média irá gradativamente se endividar cada vez mais e mais até se tornar inadimplente, inclusive em razão da publicidade e marketing enganosa existente, incentivando-a de todas as maneiras possíveis para sempre consumir mais que seu orçamento financeiro permite. Este incentivo também tem sido incentivado pelo próprio Governo Federal.

Por outro lado, eu daria um voto de louvor ao Governo Dilma, pois a taxa básica de juros, a tal de “Selic” caiu para incríveis 7,5% ao ano.

Nós humildes  cidadãos patriotas deveríamos comemorar felizes esta fantástica mudança de paradilma (ups, eu quis dizer paradigma). 

Gente, deveríamos gritar orgulhosamente para o restante do mundo de que finalmente rompemos o paradigma (não vou repetir o erro anterior) da pobreza absoluta! E mesmo sem gritos a renomada revista “The Economist” divulgou esta grande conquista, acredito sem qualquer sinal de desejar parecer irônico.

Confesso que sou um cético e que nenhuma pesquisa me parece confiável

Enfim, números diferentes, jornais diferentes, estatísticas diferentes, métodos diferentes!  

Vamos empurrar todos estes algarismos e percentuais sem importância para debaixo do tapete já que o Natal está batendo à porta e o carnaval ano 2.013 está quase chegando.

Como resultante destas minhas impertinentes observações acima feitas, só posso concluir de que nenhum dado estatístico e nenhuma pesquisa é plenamente confiável! 

Calma, ainda não terminei minha gente!  Continuem a ler, pois tenho mais munição para dar mais tiros para todos os lados. 

Por incrível coincidência (será mesmo?) leio também na revista virtual da ANEFAC, pela Internet, edição de 25/9 de uma nova pesquisa que foi efetuada pela empresa “Kantar Worldpanel”, e que diz que 52% do povo brasileiro encerrou o ano de 2.011 gastando mais do que ganhou, ou seja, traduzido para uma linguagem mais popular;

Estamos coletivamente endividados até o pescoço! Grande novidade, já sabíamos!

E confirmando o descalabro de índices, ontem 28 de Setembro, a Folha de S. Paulo publicou que a CNC, Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo informa que sua própria pesquisa revela que 58,9% das famílias estão endividadas em Setembro. Então são 52% em Agosto ou 58,9% em Setembro? Mas como é que fica se o Governo categoricamente afirma que o endividamento está diminuindo?

Empréstimos Consignados e outras histórias

E, meus caros leitores, não posso esquecer-me de mencionar que minha própria esposa, tendo contribuído por mais de 20 anos para o INSS como autônoma, recebe hoje um salário mínimo de aposentadoria.

Acreditem ou não, na época, o nosso querido Presidente Lula, em carta assinada pessoalmente por ele (ela está devidamente guardada), lhe recomendou expressamente quando lançaram o “Empréstimo Consignado” (inicialmente através de um único banco...) de que ela, a partir daquele momento, poderia obter um empréstimo dando como garantia aquele minúsculo salário mínimo, até o limite de 30% de sua miserável receita mensal, devolvendo-o em 36 meses. 

Gente, quantos telefonemas de bancos e financeiras diferentes recebemos desde então para ela tomar empréstimos que seriam descontados diretamente daquele único salário mínimo...

Tenho mais outra observação a fazer.

A nossa atual Presidenta, certamente mais esclarecida que o antecessor, quis dar uma de boazinha (é óbvio, com dinheiro do contribuinte) e ordenou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil baixassem suas taxas de juros.

As duas instituições financeiras oficiais imediatamente obedeceram ao seu comando.

É muito fácil facilitar empréstimos quando uma dessas instituições é 100% estatal e a outra continua sendo parcialmente estatal, porém alimentada por negócios favorecidos e não necessitando dar lucro a não ser para uma pequena parcela de acionistas privados, que a ajudam a subsistir.

Ainda na semana passada li que o Tesouro Nacional sorrateiramente teve de dar à CEF alguns bilhões de reais para continuar fazendo esta fortíssima e desleal concorrência aos bancos privados, emprestando a juros subsidiados a quem quisesse.

Não tenho ideia de quem são os favorecidos que receberam os empréstimos para a Casa Própria e outras finalidades através da CEF, mas meu sexto sentido fareja uma futura necessidade de novo socorro, imaginando desde já que muitos destes favores jamais serão devolvidos.

Tal como ocorreu neste momento, o futuro socorro deverá vir do próprio Tesouro Nacional, isto é dos nossos impostos. Quem viver verá!

Boa parcela dos 52% pesquisados pela anteriormente mencionada “Kantar Worldpanel” e dos 58,9% pesquisados pela CNC certamente serão os futuros devedores inadimplentes da CEF!

Não lembro exatamente quando, mas não faz muito tempo li em alguma outra pesquisa que 85% da nossa população tinha algum tipo de dívida.  

Qual destes índices representará então a realidade, 52%, 58,9% ou 85%? Alguém possui mais algum diferenciado percentual para adicionar aos meus?

Por último e excepcionalmente vou defender os bancos privados

Não é que sinto pena de nossos bancos privados nacionais e os estrangeiros que aqui operam, mas em parte eles têm toda a razão de estarem absolutamente insatisfeitos com a injusta concorrência que atualmente estão sofrendo da CEF e do BB, pagando elevados impostos e contribuições, depositando razoável parcela dos depósitos recebidos compulsoriamente no Banco Central e ainda terem de arcar com o gradativo aumento da clientela endividada, forçados por taxas de juros artificialmente rebaixadas provocados pelos bancos oficiais.

Nossos bancos privados não têm ninguém que lhes estende as mãos quando seus capitais mais reservas financeiras estiverem esgotados, em razão de alguma crise econômica não provocados por eles ou devido ao crédito indiscriminado que concederam. Provavelmente em alguma data futura receberão como ressarcimento, em vez de dinheiro, automóveis batidos, imóveis em mau estado de conservação e ocupados ou então eletrodomésticos caindo aos pedaços.

Este solitário Dom Quixote e planejador financeiro gostaria muito de saber quando será que vamos ensinar aos nossos desorientados e esfomeados consumistas que     nunca perguntam qual a verdadeira taxa de juros que estão pagando, de como deveriam cuidar melhor dos seus orçamentos domésticos, para que pudessem planejar através de melhor orientação, seu próprio futuro por enquanto nada róseo?

Ensinamentos a respeito de educação financeira deveriam partir deste mesmo Governo que hoje gasta sem pensar (e sem investir suficientemente onde deveria) e igualmente arrecada demais, esfolando a iniciativa privada que, muitas vezes tem apenas como alternativa sonegar para sobreviver.

Caso desejarmos nos tornar um país com uma classe média verdadeiramente pujante e não apenas existente na publicidade fantasiosa das estatísticas oficiais, teremos de repensar um Estado de menor tamanho e nos preocupar muito mais com todas as formas de educação!

Gente me escapou a mão e por isso essa matéria ficou por demais extensa. Peço perdão.

 
Louis Frankenberg, CFP® 29-09-2012.

Blog; seufuturofinanceiro. blogspot.com

domingo, 16 de setembro de 2012

Um planejador financeiro desiludido desabava em voz alta


 

 
                             (Não pare de ler, pois mais abaixo também falo de finanças)

Louis Frankenberg,CFP® - 16-09-2012

 

Desde muito tenho o hábito de ler nossos principais jornais, isto é, leio unicamente os títulos de matérias que mais me chamam a atenção e, eventualmente,  devoro  o texto por completo imediata ou posteriormente os interpreto com mais calma.

Está difícil ler jornais hoje em dia, pois a gente deve procurar com lupa algum conteúdo de mediano valor no meio dos gigantescos  anúncios de página inteira de celulares, automóveis, imóveis e eletro domésticos.  

A proporção de espaço usado  para cada dos mencionados itens deve ser de 100 cm2 para anúncios para 1 cm2 de conteúdo. (e, por favor, não me peça que eu dê uma nota pela qualidade do mesmo!).

Considero nossas principais revistas igualmente de pouco valor informativo, mas  justamente o oposto, de muito sensacionalismo político e criminalístico e por isso geralmente não os assino e tampouco os adquiro. Os noticiários da TV já me alarmam e preocupam suficientemente.

Têm algumas revistas, de conhecida editora que não se cansam de pedir que eu volte a ser assinante. Atenção, aí vai a minha resposta  pública vocês; no dia em que a qualidade estiver melhor.

Os pedidos de reconsideração inundam constante e sistematicamente a minha caixa postal. 

Sou tão persistente quanto eles, pois na mesma proporção que chegam, eu os atiro no meu lixo virtual de E-mail e Internet.

Estou cansado de ler matérias que não fazem nexo, que não têm começo e nem fim, que abordam assuntos pela metade ou nem isso, que falam, mas não explicam suficientemente e finalmente que nem própria opinião expressam. São como água morna, nem quente nem frio ou caso preferirem são como diplomatas, sempre em cima do muro!

Estou em dúvida, pois não sei se são os leitores que não mais se interessam por assuntos sérios, interessantes, bem informados e completos ou são os jornalistas com insuficiente conhecimento, cultura ou educação.  (ou quem sabe a somatória destes 3 fatores!).

Por que abordo este assunto? Porque sou um autêntico colecionador de assuntos, principalmente financeiros, que posteriormente leio, interpreto e comento. (nem sempre alcanço este meu objetivo).

Vibro com entusiasmo que nem torcedor de time de futebol quando detecto algum conteúdo que faz sentido, que encerra algo original ou que valha a pena guardar e comentar.

A tesoura em cima da minha mesa até já perdeu o fio de tanto recortar. Os plásticos transparentes com inúmeros conteúdos igualmente se empilham na mesa e às vezes me custa até acha-los no meio da bagunça!    É claro que de vez em quando tenho que limpar o convés, jogando fora alguns conteúdos que já perderam seu momento mais propício. 

Tudo isto acontece no meio do atendimento à clientela, preparo de textos e dando respostas aos jornalistas que ainda querem a minha opinião ou desejam que eu comente algum assunto econômico-financeiro da moda.

Gente, adquiri uma técnica infalível para saber do nível  profissional e intelectual dos mesmos quando me telefonam para saber o que penso a respeito de alguma ocorrência financeira ou econômica., mas por enquanto  não vou  lhes revelar meu segredo.

Pronto, desabafei!  Já não preciso visitar nenhum  psiquiatra ou analista!

Vocês provavelmente não  sabem por que toda esta enorme  introdução, pois agora vou lhes contar.

Tudo isto porque não tenho mais tempo para me dedicar a algum dos inúmeros  livros que  ganhei, adquiri ou  me foi recomendado para ler nos últimos tempos.

Ai que saudades do tempo de adolescente e jovem quando eu engolia pelo menos um livro por semana. Com enorme tristeza devo confessar que a estante  no ambiente onde trabalho e a minha mesa de cabeceira contém pelo menos 15 a 20 livros que aguardam a sua vez...

Pergunto a vocês, meus caros e fieis leitores, se devo interromper  a publicação deste blog  para voltar ao hábito de ler meus queridos  livros, deixando de ler os chatos jornais e revistas? Estou curioso  por saber as suas opiniões.

Qualquer hora destas tomo esta difícil decisão!

 

Mas existe salvação no meio  das  péssimas informações financeiras que geralmente são divulgadas pela mídia.

 

O jornal Valor Econômico  possui um excelente profissional  chamado Marcelo d’Agosto que costumeiramente tem publicado  comentários transparentes, altamente qualificados profissionalmente  e  muito honestos, coisa rara neste mundo  no qual predominam os  meros  interesses mesquinhos.

(Até em terra de cego ( e desonestos) existem  pessoas que enxergam e divulgam o que veem com clareza!)

Li  e recortei  o comentário que saiu Quarta feira 12 de Setembro na página D2 do jornal “Valor”.

O título é “Um bom guia para a escolha de fundos”.  

A revista  “Valor Investe” neste mês de Setembro publicou  uma   relação  parcial classificando os fundos e os chamou de “Star  Ranking”.  O estudo foi preparado pela “Standard & Poors” resultante  da seleção de 10.000 carteiras de fundos existentes em nosso país. Haja dificuldade na escolha neste emaranhado de taxas de administração elevada  e qualidade baixa de gestores independentes e bancos!

Transcreverei apenas os trechos que sublinhei anteriormente com a minha caneta verde e aproveito para também fazer meus próprios comentários.

A crônica do Marcelo d’Agosto é a respeito deste bom guia de fundos que vale a pena vocês lerem antes de investir. Seria até bom ler a própria revista do jornal Valor para entender o grau de dificuldade que tem um investidor comum nos dias de hoje.

No total são 1.015 obtidos finalmente dos 10.000 perscrutados na seleção Star Ranking (cinco e quatro estrelas são os melhores).

 As carteiras foram divididas em três grandes grupos. Renda fixa com 416 fundos, multimercados com 322 fundos e renda variável com 277 fundos.

Com a taxa atual de  7,5%  do Selic, pagar 2,5% de taxa de administração significa pagar renda 1/3 da bruta de antes dos impostos. É fundamental se conhecer qual a taxa de administração que agora está sendo paga.

A renda fixa representam 81% dos fundos (a maioria de nós preferimos ser conservadores).  13% preferem o grupo dos multimercados e apenas 6% preferem a renda variável. Os melhores fundos computados risco e rentabilidade, obtiveram 4 ou 5 estrelas.

Gente está mais do que na hora para entendermos que uma taxa de inflação ao redor de 5,5% a.a. significa que devemos dar enorme importância aos impostos, à qualidade do gestor e aos custos que o mesmo nos cobra.

Por hoje é só.

Um forte abraço, 

 

Louis Frankenberg,CFP® 16-09-2012