segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tente imaginar que você se encontra na véspera do dia em que vai pendurar as chuteiras



Antes de mais nada
Para alguns de vocês, até hoje tenho enviado uma cópia do blog e para outros, que ainda não conheço, mas que me lêem pela internet ou então o conhecem por cópias, recomendações de amigos, outros  sites,  etc. um pedido;  
Caso você  quiser   futuramente  receber meu BLOG diretamente por   e-mail terá de manifestar-se fazendo  agora um pequeno esforço.
Com  esta crônica alcanço  hoje 50 crônicas e desejo saber quem são meus  fieis leitores e o que pensam a respeito do meu blog. Peço que confirme esta sua vontade e minha curiosidade e se comuniquem comigo. Envie um e-mail para futuramente receber automaticamente e como sempre irregularmente meus pensamentos e rabiscos, incluindo seu nome completo, cidade de domicilio e endereço de e-mail,e mais algum  comentário, positivo ou  negativo para; perfinpl@uol.com.br
Anote como título do assunto a frase “seufuturofinanceiro”.  Caso já o fez anteriormente,  hoje  de qualquer maneira  estará recebendo este blog e lhe agradeço. 
Tente imaginar que você se encontra na véspera do dia em que vai pendurar as chuteiras.

Todos repetem e, você inclusive está cansado de ouvir, que nos encontramos em um mundo bastante diferente  daquele de nossos pais e avôs.
Ao contrário do que atualmente comumente é ouvido de que agora é a vez do Brasil e de que nos encaminhamos rapidamente para sermos um país plenamente desenvolvido e, em sua imaginação você   interpreta  esta onda de  ufanismo como significando de que você, seus familiares e amigos finalmente vão ser ricos ou pelo menos terão uma vida mais confortável,  para seu próprio bem, a seguir vou tentar frear  esta  sua potencial euforia.
Não pensem que o Frankenberg tende a ser pessimista. Estou sendo realista, pois lembro bem as lições de “História Universal” que aprendi pelos anos afora!
É por essa e outras razões que prefiro colocar uma pitada de realismo neste seu otimismo. Você pode    acabar pensando que a futura  transformação do Brasil vai lhe beneficiar automaticamente e de que  nada irá depender de seu próprio envolvimento. Lamento desiludi-lo!
Graças à mais moderna medicina, a expectativa de vida  aumentou enormemente  no mundo todo, inclusive no Brasil.
De acordo com o IBGE, aos que hoje já possuem 60 anos  terão em média mais 22 anos de vida e aqueles que já alcançaram 70 anos terão em média mais 17 anos de sobrevida.
Por esta única razão e tomando cuidado com alguns imprescindíveis fatores como saúde, alimentação e  mantendo uma vida ativa  física e mentalmente,  você caro leitor poderá chegar  com bastante probabilidade aos 80 a 85 anos e você  cara leitora, aos 90 a 92 anos de idade.
Esses números significam que se você parar de trabalhar ativamente, digamos aos 60 anos, sendo homem, terá outros 20 a 25 anos pela frente  e 30 a 32 anos se for mulher.
Por que, então, desejo induzir que  imagine  se encontrar na  véspera do dia em que vai  parar de trabalhar?
Vou abreviadamente explicar algumas razoes,  pois sei o que ocorreu e continua ocorrendo com muitos dos meus clientes e ex clientes.
Mais outra razão da minha insistência em alertar é que  desde 1990 leio muito a respeito do assunto em órgãos especializados do mundo inteiro e que   estão sinalizando grande preocupação com o financiamento da aposentadorias das suas populações.
  • O fator mais relevante que desejo enfatizar é que uma imensa quantidade de pessoas   pertencentes às classes média e alta não terão  fontes suficientes de renda para manter seus padrões de vida.
·         Aproximadamente 70% a 80%  dos executivos * ( pense nas classes A e B) com quem mantive ou  continuo mantendo alguma forma de vinculação, tiveram que reduzir drasticamente  seus orçamentos de despesas, alguns   tendo até que mudar de moradia e  outros passando para alguma classe sócio econômica  mais baixa do que  aquela a que estavam acostumados a estar quando pararam de trabalhar ou mesmo após um pequeno lapso de tempo.
*( percentual tirada da minha memória após refletir bastante a respeito, pois alguns já faleceram e   outros com o passar do tempo perdi contato)
·         Viúvas de alguns  ex clientes  executivos de diversas empresas nacionais ou  multinacionais, em algum momento vieram a mim para se consultor e (eu sabendo o quanto haviam  ganho os maridos em vida, pois fazia o imposto de renda deles)    para meu espanto descobria que a única fonte de renda realmente confiável  e periódica delas era a pensão do INSS ou então de algum fundo de pensão vindo do estrangeiro para alguns poucos. A maioria teve que alterar completamente seu estilo de vida para sobreviver.
·         Como acredito que  parte importante dos meus  leitores, provavelmente ainda são jovens e de que a maioria irá depender unicamente da pensão do INSS por pertencerem a empresas da iniciativa privada, vocês irão receber como um máximo, 10 salários mínimos porém  provavelmente até menos  quando  pendurarem as chuteiras.     
  •         Devido a minha própria experiência   confesso que este montante mensal geralmente termina  sendo muito menor que a expectativa da gente e de que  a renda mensal  efetivamente recebida é   absolutamente insuficiente para  levar o mesmo estilo de  vida que se costumava ter anteriormente à aposentadoria.
·         Infelizmente as instituições financeiras que atualmente operam com planos de aposentadoria complementar não são suficientemente esclarecedoras  em prever quanto você irá receber mensalmente. (e nem tem como!) Afinal  qual será a taxa inflacionária daqui a 10,15, 20 ou 25 anos ou seja, qual será  a perda de valor aquisitivo por ocorrer à nossa moeda? O mencionado fator tem importância  fundamental para alguém    se conscientizar  das conseqüências   e  se prevenir em tempo.
Adicione ao fator inflacionário anterior que você e as entidades de previdência complementar somente reconhecerão o quão prejudicial será  este fator por ocasião do pagamento da futura pensão mensal após inúmeros anos de acumulação de capital e do desconto das taxas de administração (carregamento) além dos tributos incidentes sobre os investimentos e de parte da renda  mensal que será  tributada  por ocasião da declaração anual do contribuinte.               
Em suma, sua futura renda periódica, caro amigo e amiga,  será um ponto de interrogação, que dependerá demasiadamente de fatores  desconhecidos (incógnitas).  ·          No afã de tentar lhe convencer da necessidade de iniciar algum plano complementar de aposentadoria     inúmeras entidades de previdência privada preparam  levantamentos   fazem simulações, pois será mais fácil convencer a clientela com algumas cifras apetitosas, ao invés de responder a sua indagação com um simples “nós não sabemos quanto você irá receber daqui a  X  anos”.
Uma dessas entidades em sua atrativa brochura fornece exemplos do que pode ocorrer   com 180  contribuições mensais de R$ 600,00  (15 anos) e a taxas  de rentabilidade de 6%, 8%, 9% e 10%  ao ano;  nela é possível   visualizar valores acumulados de, R$ 167 mil, R$ 197 mil, R$ 214 mil e R$ 233 mil. A brochura  em sua tentativa de ser honesta cita  que a taxa  de  carregamento em   cada contribuição   de R$ 600,00 é de 3%. Tudo é matematicamente correto mas,  não está embutida a corrosão acumulada da moeda durante 15 anos e nem  o fato a ser considerado se daqui a 15 anos ainda será possível com realismo obter-se um rendimento de digamos 10% ao ano para os investimentos. Provavelmente não.
A experiência com minhas próprias finanças, mas também com a da clientela que servi pelos anos afora, me leva a concluir que sempre é melhor considerar a rentabilidade mais baixa como aquela que você irá  receber com maior probabilidade e  jamais a  mais elevada.
Mesmo a taxa mais baixa de 6%,  indicada acima,  no cálculo da mencionada  entidade de previdência  nacional, provavelmente ainda é demasiada elevada e talvez fosse melhor se pensar em 3% ou 4% ao ano como as mais  provavéis. 
Sou autor do livro “Seu Futuro Financeiro”, que em 1999 foi pioneiro em nosso país na divulgação do planejamento financeiro pessoal, livro que por inúmeros anos vendeu muito bem, mas agora está esgotado. Pois bem, toda a página 243 do referido livro  é dedicada à uma tabela na qual cito como é  possível e muito fácil dilapidar integralmente um elevado capital.
São citados capitais acumulados que vão desde R$ 10 mil até R$ 2 milhões, considerando um rendimento anual de 7% com pagamento de juros trimestrais que desconsideram os fatores inflação e imposto de renda. Portanto se assemelham muito em como se formam os capitais acumulados  dos atuais  PGBL e VGBL. Através da tabela, procuro mostrar como é fácil perder o poder de compra deste capital, mesmo a um rendimento significativo de 7%, e que  para se esgotar integralmente o dinheiro acumulado, basta gastar um pouco mais do que possa ser considerado prudente...
A tabela a seguir mostra quanto é possível “gastar ou queimar” por mês até esgotar ou zerar  o capital  que havia sido acumulado durante  10, 15, 20 ou 25 anos.
Da referida tabela vou citar apenas um montante bastante elevado de R$ 1 milhão acumulado, para você entender aonde desejo chegar ou seja, demonstrar a facilidade com que nós, ao nos considerarmos ricos, gastamos cifras mensais demasiadamente elevados para chegarmos ao fim do período  considerado  ao ponto de não possuir mais  nenhum capital!
Vamos lá repetindo capital inicial R$ 1 milhão – rendimento 7% ao ano;
Para dilapidar  este dinheirão em 10 anos, você pode gastar R$ 11.600  mensais
Para dilapidar  este dinheirão em 15 anos, você pode gastar R$   8.960  mensais
Para dilapidar  este dinheirão em 20 anos, você pode gastar R$   7.720  mensais
Para dilapidar  este dinheirão em 25 anos, você pode gastar R$   7.040  mensais
Para manter o capital original intacto você pode gastar         R$ 5.850 mensais 
      
Você prefere  ser mais modesto, faça então seus próprios cálculos dividindo todos os valores por 2, 3 ou 4 que resultarão em rendimentos mensais proporcionalmente menores.

     Eu    quero que esta tabela serva de alerta para que pelo menos  tomem algumas medidas preventivas, ainda quando jovens, que certamente   resultarão em uma   vida mais  confortável e tranquila com mais recursos  para não terem    sobressaltos na velhice.   
De sobremesa mais alguns conselhos;
·         Pouquíssimas  pessoas, segundo estudos feitos, chegam à idade de se aposentar e possuindo   suficiente capital  e/ou fontes de renda  para não precisarem continuar trabalhando.   
·         Lembre-se que durante todos estes anos, além poupar para a aposentadoria,  você não pode   esquecer sua alimentação, de ter lazer, de adquirir sua própria moradia, seu veiculo, de dar a melhor educação possível aos seus dependentes, e ainda ter de pagar os elevados   impostos incidentes sobre todos esses itens.    
·         Acostume-se, desde logo, a gastar mensalmente um pouco menos do que ganha e invista em   plano de aposentadoria, ações, poupança e outros investimentos. A formiga e o esquilo, mesmo sendo considerados irracionais, sabem que é prudente guardar  alimento para o inverno (futuro)!
·         Lembre-se sempre, você tem apenas  um limitado número de anos para fazer um pé de meia, geralmente, não mais de 30 anos, dependendo é claro da sua idade atual.
·         Sempre reflita muito bem à quem você vai entregar seu rico dinheirinho, pois  a entidade financeira escolhida deve continuar existindo quando você, futuramente  tiver de se apoiar integralmente nela.
Com um forte abraço e até o próximo blog!
        

Louis Frankenberg,CFP® - 02-05-2011
Blog: http://www.seufuturofinanceiro.blogspot.com/ 

terça-feira, 19 de abril de 2011

A respeito de comportamento humano, o peso da vaidade e desejo ou não de se destacar na multidão

Após inúmeros anos ativamente trabalhando com educação financeira, tentando incutir princípios e hábitos saudáveis e perenes para as mais diferentes classes sócio econômicas de nosso país,  estou chegando  à conclusão que alguns dos meus próprios  ensinamentos  não coincidem com a mentalidade e maneira de agir da maioria dos meus conterrâneos.
Este meu grave erro de interpretação e avaliação me   lembra a história daquele soldado que estava marchando galhardamente pelas ruas de uma cidade dentro do seu pelotão. A orgulhosa mãe, vendo seu filho e os demais soldados desfilando ou seja  passando  por ela, exclama entusiasticamente “vejam, somente meu filho é o único que marcha  no passo  certo...!”
Estou começando a imaginar que sou a viva representação daquele solitário soldado ou seja, devo estar  marchando no passo errado!
Antes de resumidamente explicar a matéria que acabo de ler na edição de 2 de Abril do “The Economist” e que me faz duvidar das minhas próprias  teorias e conclusões  a respeito do assunto, peço caro leitor, que ouça o meu  aparentemente  equivocado raciocínio, também  em  poucos parágrafos e de acordo com a minha modesta opinião pessoal.
O significado da palavra  “vaidade” na cultura  cristã pode ser considerado como sendo um dos pecados  capitais  que todos deveriam conhecer. (no Wikipédia você encontra os demais)
No entanto, observando e lendo hoje em dia TV, jornais, revistas ou redes sociais, verifico que a venda de  produtos de consumo de alto luxo e que procuram enaltecer vaidade, soberba  ou ego,  estão cada vez mais na moda e vendendo mais.
O que estou vendo deve ser a mais pura verdade, pois as mais famosas marcas e griffes estão se instalando como nunca antes em nosso paíse faturando gordas fatias entre os consumistas de carteirinha.
Sabemos todos que a maior parcela do povo brasileiro é pobre ou pertence àquele grupo que costuma ser denominada de classe média baixa. Apenas  pouca gente pode considerar-se muito rico ou milionário.
Pergunto então quantos desses  dois  citados grupos majoritários, constituindo a absoluta maioria da nossa população podem se permitir pagar às vezes mais ou mesmo dezenas de vezes mais, por um produto,  sem que de alguma maneira  se prejudicam demasiadamente, deixando de adquirir algo essencial e absolutamente prioritário para seu próprio  bem estar presente ou futura?  
Nestes inúmeros  anos  em que atuo como educador e planejador financeiro, tenho visto tantas pessoas escolherem  algum produto de luxo, seja vestimenta, seja imóvel, seja ornamento, seja veículo  e ao mesmo tempo deixando de adquirir alguma coisa que pudesse melhorar sua condição educacional ou qualidade de vida ou  mesmo de saúde.
Quantas vezes   me pergunto o porque e, por enquanto,  ainda não consegui responder a minha própria indagação, pois as escolhas que vejo algumas pessoas  fazerem  me deixam frustrado e concluindo que   de seres racionais não temos absolutamente nada! Ao contrário.
Somos, isto sim, pobres seres que nos auto iludimos e que gostamos de nos exibir aos nossos semelhantes imaginando que aqueles outros vão nos admirar, quem sabe até idolatrar, exagerando propositadamente  um pouco no vocábulo  por mim escolhido.
Eu constantemente me pergunto quando alguém passa em um carro de alto luxo ou usa uma roupa de etiqueta famosa (griffe), por quantas frações de segundo esta específica pessoa irá causar algum impacto ou qualquer impressão verdadeiramente profunda na pessoa que por acaso nota esta extravagância e se dois segundos depois o cérebro desta mesma pessoa que assistiu a este  desfile de  digamos “soberba” ainda irá se lembrar  do que viu.
Depois de tantos anos acompanhar  estas manifestações  de grandiosidade e idolatria  nos shoppings,  nas festas e comemorações  sociais, nas ruas, nas igrejas, nos teatros, nas revistas especializadas ou não  etc,  olho critica e profundamente para dentro de mim mesmo e faço meu próprio diagnostico; continuo preferindo meu próprio gosto, vou aos restaurantes que servem a comida mais gostosa (não necessariamente a mais cara), procuro andar em veículo que não chama muita atenção (por motivos mais do que óbvios) e prefiro lugares mais sossegados  onde posso ser eu mesmo e não fingir aquele que não sou e não desejaria ser.
Por essa mesma razão em algumas das minhas apresentações públicas passadas e presentes, continuo  realçando quais são os maiores fatores para alguém conseguir conquistar “sucesso”, e concluo que o fator mais importante  é  ser autêntico e não  apenas um mero imitador ou  até, algumas vezes, se tornar  um pobre e mecânico robô sem personalidade!  
Caro leitor e internauta,  descubra e busque incessantemente  seus próprios dons e prioridades de vida e não seja meramente  macaquinho de alguém que você  possa admirar por  qualquer razão A, B ou C.
Este alguém,  jamais esqueça,  é absolutamente diferente de si, teve outros ancestrais, tem uma iris, um DNA e uma impressão digital diferente do seu e portanto você jamais será igual a ele pois, principalmente, o que se passa na cabeça dele será diferente do que se passa na sua cabeça!
Vou finalizar com o prometido anteriormente e que contradiz redondamente tudo que eu desejava  repartir consigo;
Foi feita uma minuciosa pesquisa na Universidade de Tilburg, na Holanda pelos professores Rob Nelissen e Marijn Meijers  através de observações feitas  em relação às  diferentes reações de pessoas  que estavam usando roupas de duas mundialmente conhecidas griffes de moda como  Lacoste e Tommy Hilfiger.   
O estudo está sendo publicado  sob o título de  “Evolution and Human Behavior” ou seja “Evolução e Comportamento Humano”.
A matéria objeto da pesquisa em questão diz que a intenção é mostrar que aquelas roupas trariam os seguintes benefícios aos seus usuários: cooperação da parte de outras pessoas, recomendações para empregos e até mesmo maior habilidade para coletar dinheiro com finalidades caritativas.  Várias formas de testar a pesquisa foram efetuadas.
Uma delas era a seguinte;  Aos voluntários foram  mostradas primeiro fotos de homens  usando   uma camisa pólo da Lacoste e da Hilfiger na qual o logo frontal (etiqueta) tinha sido retirada sem deixar vestígios ou então   vestiam  uma camiseta com algum “logo” sem qualquer prestígio e conhecido como não sendo de luxo (no caso da marca Slazenger) e alternativamente com o logo das griffes conhecidas.
Quando aparecia o homem vestindo a camisa pólo com um dos logos conhecidos ele recebia uma graduação mais elevada pelos voluntários da pesquisa. Numa escala   até cinco, quando aparecia o logo Lacoste a média dada foi 3,5 e para Hilfiger foi de 3,47 que, comparado com a foto de homem com a mesma camisa pólo das griffes conhecidas, porém sem marca,  dava a média de 2,91 e quando aparecia o nome do logo quase desconhecido Slazenger, a média baixava para 2,84!
Em seguida fizeram experiências em representações com atrizes  contratadas em um Shopping, assistidas por outra pesquisadora feminina que parava os transeuntes. As atrizes usavam em dias alternativos  blusas com  ou sem o logo da Lacoste e da Hilfiger. 
52%  das pessoas  concordavam em serem entrevistadas quando enxergavam  quando as atrizes usavam uma das griffes conhecidas e somente 13% concordavam quando não enxergavam estes mesmos logos...
A experiência publicada em “The Economist” vai um pouco mais longe, mas meu espaço é limitado!
Por puríssima coincidência, quando folheio o jornal “Valor” do dia de hoje 19/4/2011  ( data em que estou  publicando esta crônica no Blog), meu olhar salta sobre uma pequena inserção cujo título é “Conselhos têm efeito manada” e que diz textualmente;
”Muita gente prefere errar junta do que se arriscar  a estar certa sozinha. Esse comportamento humano pode ser visto em vários vídeos no YouTube. Num deles cinco pessoas estão numa sala, sendo uma cobaia e quatro atores. Quando os atores dão uma resposta (propositadamente)  errada para uma pergunta, o indivíduo testado até se mostra contrariado, mas costuma errar junto com os demais, mas quando um dos atores dá resposta certa, aquele que é testado até se sente confortável para   acertar e contrariar os demais”.
Pessoalmente  também confirmo  o  hábito das pessoas  terem um terrível medo de errarem ou serem  apontados como não conhecendo alguma resposta. Quase nunca alguém do auditório para os quais dou palestras  se arrisca a dar uma resposta quando faço  uma pergunta a respeito de algo relacionado com finanças ou investimentos.
Será que a maioria de nos será sempre uma “Maria vai com as outras?”  E qual é a sua reação normal, caro leitor ou leitora? Não minta para si mesmo!
Aproveito o dia de hoje e vou testar meu Blog e pedir que todos que desejam  receber   meu Blog automaticamente via e-mail e como sempre irregularmente, que confirmem este desejo, mandando seu nome, cidade de domicilio e endereço de e-mail com algum (qualquer) comentário, respondendo para perfinpl@uol.com.br com o título  usando  no  envio para o título do assunto “seufuturofinanceiro
Um forte abraço,

Louis Frankenberg,CFP® - 19-4-2011







    







segunda-feira, 11 de abril de 2011

O leão já era ardiloso e de dentes bem afiados na época do Brasil Colônia...


Um pouco de nossa história passada  e  suas eventuais conseqüências futuras
(Apêndice da matéria do meu Blog de 4-4-2011) 
Louis Frankenberg 


Durante o século XVIII, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para Portugal, descobridor de  nossa terra e  seu colonizador.
Esse tributo incidia sobre tudo que era produzido em nosso país e correspondia a 20%  do que era extraído ou seja o equivalente a 1/5.   
Essa altíssima   taxação era chamada de "O  Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a  produção de ouro, na época um dos principais produtos extraídos em Minas Gerais.
“O Quinto" era tão odiado pelos brasileiros que, quando se referiam a ele, o chamavam de  
"O Quinto dos Infernos". 
E essa expressão,  virou sinônimo de tudo que era ruim e negativo e até hoje a utilizamos quando desejamos nos referir a algo  que muito  nos  revolta.
A partir de determinado momento, caso o mesmo  estivesse atrasado, a Coroa Portuguesa exigiu que os brasileiros pagassem  este tributo em uma única parcela, episódio esse que ficou  conhecido como "Derrama".
O fato  na época  revoltou a população, gerando a revolta chamada de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante com a prisão e  julgamento de Joaquim José da Silva Xavier,  nosso famoso herói  Tiradentes.
Até aí a história que todos conhecemos ( ao menos deveriam conhecer).
O “IBPT”, Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário,  entidade da iniciativa privada e defensor  dos direitos  do cidadão e do consumidor brasileiro, tanto quanto o é  este cronista briguento.   
Relacionado ao pagamento de tributos mais razoáveis, portanto menores, foi comprovado que  a   carga tributária  que pagamos   ultimamente equivale a 38%  daquilo   que produzimos (PIB) ou seja  quase 2/5 (dois quintos)! 
Conclui-se que hoje em dia, considerando-se  a totalidade   de tributos diretos e indiretos incidentes sobre toda a atividade econômica, tanto municipais, estaduais como federal, pagamos  praticamente o dobro  dos valores que  fizeram eclodir a revolta chamada  Inconfidência Mineira.
O  Brasil é hoje em dia um dos países que  relativamente mais  tributos cobra de seus cidadãos e também é aquele que menos retribui aos seus contribuintes em matéria de serviços como educação, saúde, segurança,  obras públicas  e tranqüilidade financeira  na velhice.
Infelizmente, absolutamente refratários aos contínuos reclamos e protestos da sociedade, a cada dia que passa, novos tributos  nos são impingidos  sorrateiramente  ou seja  de que o Estado não procura diminuir seu tamanho, ao contrário,  está cada vez mais gigantesco.
É claro que conhecemos as razões que nada mais são que  os inúmeros   interesses corporativos que precisam ser mantidos para não ferir os diversos grupos de prejudicados.
Nossos dirigentes de plantão continuam insensíveis aos reclamos que vem pricipalmente dos lados  da inciativa privada que pagam os custos de um Estado  super dimensionado.
Esta  perene e inalterada situação  me entristece profundamente, pois acredito  que   planejamento tributário inteligente, objeto da minha crônica anterior, é tão somente um mero paliativo, pois  enquanto não desmontarmos este monstro  que são esses DOIS QUINTOS DO INFERNO,  estaremos fadados  a sermos escravos  de um  perene desenvolvimento apenas medíocre e jamais  acabaremos com o grande contingente de  miseráveis e de pobres  em nosso país.
Somente com a diminuição do tamanho do Estado Brasileiro em todos seus segmentos, poderemos diminuir os impostos, tributos, taxas, contribuições, pseudo reformas apenas na aparência, que apenas trocam maneiras e formas de tributar e que, em nada   adiantarão  serem propostas pois serão como trocar seis por meia dúzia...
Está mais do que na hora de adotar providências para nos tornarmos uma nação desenvolvida do primeiro mundo! Temos todas as condições para o sermos, basta iniciar algumas reformas de base.
Conclamo  nossos líderes empresariais a pensar seriamente a respeito e iniciarem  um movimento político que ensejam a sério estas  mudanças!
Mais cedo ou mais tarde teremos  que adotar estas reformas de qualquer maneira, pois desde já o custo Brasil está se tornando intolerável e outros países  com mais visão e habilidade que o nosso,  produzem e vendem a preços que não permitem que possamos concorrer, fechando   mercados  que naturalmente deveriam   ser nossos se não fossem os tributos elevados que pagamos.
Saber que por apenas um Quinto (1/5) se fez a Inconfidência Mineira e, conseqüentemente,  celebramos anualmente nosso Tiradentes, deveria servir de lição e alerta  e, nos relembrar que 2/5 poderão, eventualmente,  nos  conduzir  a situações  futuras bem mais perigosas  ou quem sabe aos Dois  Quintos do Inferno!
Nosso próprio passado,  a história  de guerras e revoluções que ocorreram pelo mundo afora e,   as revoltas que atualmente estão se desenvolvendo  em alguns países da África e Oriente Médio,  deveriam nos fazer pensar mais seriamente a respeito  da questão dos tributos demasiadamente   elevados  e pela maneira inconseqüente    de como é  gasto o dinheiro do contribuinte...
Louis Frankenberg,CFP®  11-4-2011

Caso você estiver de acordo com o acima dito, mande este Blog para seus familiares e amigos. Pode ser reproduzido, desde que mencionado o autor.







segunda-feira, 4 de abril de 2011

O leão é mais ardiloso para quem não se planeja previamente


Estamos a menos de um mês do prazo final para a entrega da declaração de imposto de renda das pessoas físicas e, sem dúvida, a maioria dos compelidos contribuintes do leão, a esta altura estarão imaginando mil e uma maneiras de pagar  o menos possível ao Governo.
Há muito  tempo tenho advertido a todos  que me desejavam ouvir que  a Secretaria da Receita Federal estava se preparando para cercar  a todos que honestamente ganham seu sustento, fazendo com que não mais pudessem inadvertidamente “esquecer” de incluir alguma receita ou, alternativamente   “desconsiderar” alguma aquisição de maior valor para ver se passaria desapercebido pelo  nosso Estado Todo Poderoso.
Desde a introdução do “CPF” ou “CIC”, como anteriormente era designado, uma espécie de espada de Dámocles  estava fadada a cortar nossas gargantas mais cedo ou mais tarde.
O mais cedo não acontecia porque nossos  profissionais de tributação do fisco inicialmente ainda não tinham o suficiente preparo, entretanto, esta mamata acabou.
Na mesma proporção em que o país  evoluiu enormemente, econômica e financeiramente, nos últimos 20 anos, a fiscalização se aprimorou igualmente, treinando e aprendendo  aqui mesmo ou sendo treinados em outros países igualmente vorazes como por exemplo a França, os Estados Unidos e a Alemanha.
Aqueles  países  bastante experimentados em como pegar os incautos e ingênuos que ainda acreditam que são mais espertos que aquelas maquinas diabólicas que empregam   avançada tecnologia da informação e sofisticadas ferramentas de pesca de algumas fraquezas humanas como por exemplo a "sonegação" ...
Ainda lembro os bons tempos em que a probabilidade de ser pego pela fiscalização era pequena, pois dependia mais de você ser apenas um azarado  no meio de alguns alguns milhares de contribuintes, e ser portanto  o sorteado randomicamente e, conseqüentemente ter sua declaração revisado fisicamente e, com  um pouco de  sorte, (ou teria sido habilidade?) ser considerado honesto ou ao contrario receber uma intimaçao para se explicar melhor...
Meus caros amigos, este tempo infelizmente acabou.
independente do lugar no qual você se encontra ou tenta passar desapercebido, desde a  simples compra   no supermercado até a totalidade do  seu endividamento mensal no cartão de crédito, passando por alugueis, viagens, registros em cartórios de compra e venda de imóveis e todas as demais espécies de transações financeiras  efetuadas em instituições bancárias,  os habilidosos fiscais  vão usar seu CPF de 11 dígitos para  apurar o que você fez, adquiriu ou vendeu, enfim se se envolveu em algum rolo com dinheiro ou  instrumentos  que representam dinheiro!
Os alcagüetes ou delatores de todos os tipos e que você desconhece  por inteiro são  as centenas de maneiras no país inteiro, da Rondônia    até o Rio Grande do Sul, todos  voltados para ajudar automaticamente  aos funcionários da Receita Federal  a revelar o que você anda aprontando e, isto independente de  você estar vivendo na cidade grande ou praticar suas malandragens em algum lugarejo bem remoto.
Os olhos  bem abertos do leão estarão lhe acompanhando atentamente. Orson Welles chegou e não é mais apenas um filme futurístico.
Além das dezenas de declarações e formulários que empresas públicas e privadas tem de preencher anual ou semestralmente em que comunicam tudo que você fez com o seu dinheiro e, onde invariavelmente consta seu CPF, agora existem gigantescos computadores que devoram  todas essas informações  a seu respeito, classificando-as, somando-as, interpretando-as e por último comparando-as com o que você mesmo digitou displicente e ingenuamente até 29 de Abril deste ano em sua declaração anual.
Repare que este "Padastro de Todos" ainda lhe dá uma colher de chá que consiste em que o próprio programa lhe faz o favor de apontar  alguns dos seus  próprios erros, ajudando-lhe em suas distrações e esquecimentos, mas é claro nunca vai lhe dizer antecipadamente  o que eles já sabem a seu respeito...lembrem o adágio da "Mentira tem perna curta?" 


Bem, repararam que até agora nem toquei na palavra planejamento? E nem mencionei os limites  dos valores  e percentuais  que podem ser deduzidos e abatidos? (ainda, mas por quanto tempo?)
Pois agora vou  mencionar alguns macetes que vocês deveriam começar a adotar para se defenderem.
Não vou, nesta  limitada crônica, mencionar todos esses valores e seus limites, pois vocês os encontrarão nos manuais e jornais que estão circulando por aí ou então no próprio site do programa da Receita Federal.
Seu planejamento financeiro e fiscal deve começar no dia 1º de janeiro de cada ano anterior ou até dois ou três anos anteriores e não quando a Secretaria da Receita Federal publica pela Internet os programas  de preenchimento e entrega da declaração de ajuste anual do ano corrente. Quanto antes você se conscientiza de que precisa preparar suas próprias defesas para anular algumas das inconveniências  da intromissão do Estado Todo Poderoso, melhor para você. infelizmente você e outros brasileiros continuam a pensar no assunto alguns dias antes da data limite da entrega e, sabemos que a pressa é inimigo da perfeiçao.
Na condição de planejador financeiro que sou,  gostaria de lembrá-lo que quem se prepara convenientemente com certos antídotos do planejamento financeiro, poderá, quem sabe, poupar entre 5% e 10% de imposto de renda devido. É claro  que tudo depende da situação peculiar de cada um. Alguns palpites úteis;        
  • Guardar sempre e cuidadosamente  quaisquer informações, recibos, documentos etc que envolvem abatimentos e anotar o número dos  cheques, data de emissão e nomes do banco e a quem foram entregues/credtados.
  • Guardar pelo menos por dois anos (o limite legal para comprovar algo posteriormente é de 5 + 1 ano para finalidades fiscais) os extratos mensais dos bancos e administradores de cartões de crédito, além das alterações que fizer em seus investimentos etc. Lembre-se que um ano depois de ocorrido, você não lembra absolutamente nada do que fez ( menos ainda, das malandragens)
  •            Começar a prestar atenção  aos investimentos que pagam 15% ou 20% de imposto de renda na fonte ou são isentos de imposto de renda como a caderneta de poupança, por exemplo, em vez dos 27,5% da tabela progressiva em sua alíquota mais elevada.
  •        Lembrar constantemente que com uma inflação projetada  ao redor de 6,5 % para 2011, os rendimentos devem  compensar esta pesada perda, nada desprezível e ainda estarão sujeitos a pagar imposto de renda sobre o rendimento e portanto devem superar em percentual a soma destes dois fatores para fazerem algum sentido lógico! 
  •          Levar em consideração que quanto mais tempo algum investimento permanecer em seu poder, menor será a incidência de imposto  sobre o rendimento. Até 180 dias é 22,5%, entre 180 dias e 360 dias é   20%, entre 1 ano e 2 anos é   17,5% e acima de 2 anos é   15%!
  •    Qualquer pessoa deve estudar com atenção a conveniência de utilizar um fundo VGBL ou PGBL, para saber qual dos dois que mais lhe convém. Consultem algum especialista (preferencialmente  algum  tributarista ou planejador independente e não o gerente do banco).
  •     Para quem gosta de brincar com ações na Bolsa, lembrar que dá para ganhar um bocadinho de dinheiro, sem a incidência de qualquer imposto, atentando para permanecer  dentro dos limites de venda de R$ 20.000,00 mensais. É bom lembrar que a informação da venda de ações deixa uma prova indelével da ocorrência na qual o delator é a própria Corretora e de que a mesma também  vai parar  no cérebro  onipotente do leão.
  •    Sei que existem outros macetes, mas meu espaço esgotou.

É isto meus amigos, vou começar a preparar a minha própria declaração, considerando tudo que mencionei para vocês  até agora. Casa de ferreiro, espeto de ferreiro ( e não de pau!).
Um forte abraço,

Louis Frankenberg,CFP®   4-4-2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Confirmado; o ser humano não pode prever o dia de amanhã!


Acabamos de assistir em toda a sua terrível grandeza a mais uma prova da nossa completa ignorância quando se trata de prever (e se precaver) de acontecimentos futuros.  
O devastador terremoto no Japão seguido do assassino e traiçoeiro Tsunami continua repercutindo em nossos televisores e outros meios de comunicação, constrangendo nossa sensibilidade para o enorme sofrimento do povo japonês.
Este ignorante planejador financeiro há muitíssimos anos vem martelando e alertando seus clientes e leitores de que nenhuma regra, lei, teoria ou prática ainda tem a capacidade de prever o que pode ocorrer nem nas próximas 24 horas  na economia de um país, nas finanças de algum segmento industrial ou comercial,  na imprevisibilidade  e estupidez de determinados governos egoístas e muito menos dos catastróficos fenômenos da natureza.
O mesmo ocorre conosco seres humanos, que achamos que nossa inteligência, lógica, intuição, sabedoria ou educação  nos pode livrar de acidentes, doenças  ou mesmo da morte prematura.
Há inúmeros anos acompanho os brilhantes textos de famosos economistas, financistas, cronistas e jornalistas, em cinco línguas diferentes e, invariavelmente após a leitura de seus memoráveis textos concluo que  alguns deles  certamente são próximos de geniais  e tento guardar suas preciosas  mensagens de sapiência na minha memória.
Acontece que em determinados momentos da história  todos eles estão com a razão e podem até, como acontece às vezes, por pura coincidência, acertar em seus diagnósticos e previsões, para em um segundo momento,   certas ocorrências não previstas, levarem de roldão  suas fantásticas teorias e até mesmo conclusões, tal como aconteceu neste  ultimo  terremoto seguido do Tsunami  no Japão.
Continua vivo na minha lembrança que meses ou até um ano  antes da crise econômica e financeira que afetou o mundo em 2008, algumas vezes eu deparava com matérias escritas  no The Economist, textos lidos pela Internet ou no original, em jornais de vanguarda da Europa ou Estados Unidos e que vaticinavam que a especulação e ganância de certos grupos que fabricavam produtos ditos “estruturados”, certamente iriam causar problemas futuros...
Não seria portanto, por falta de aviso prévio de alguns esclarecidos e não comprometidos “outsiders”, que alguns dos maiores bancos internacionais quase faliram em 2008 e hoje o ranking  dos mesmos é completamente distante dos anos pré crise...
Não é igualmente por nada que volta e meia surgem   novos Madoff  e outros malfeitores que enganam investidores incautos com seus esquemas criminosos que,  organismos de controle e fiscalização que tinham o dever e deveriam prevenir que atuassem impunemente, mas nem mesmo detectaram  indícios de procedimentos menos dignos...
Penso com meus botões de qual será a razão para que nenhum dos dirigentes dos tais bancos na época quase falidos e que, venderam títulos ao público investidor de no mínimo qualidade dúbia, até agora não sofreram punição igual ao Madoff !
Não é por nada que faz 30 anos os Estados Unidos eram os senhores absolutos  do poder econômico-industrial e agora já se sentem ameaçados pela China em sua supremacia.
Não é por nada que no meu tempo de estudante a gigantesca empresa industrial General Motors era a maior de todas em capital, faturamento e lucro (e era até denominada como sendo a empresa das viúvas, pois o rendimento que proporcionava aos seus acionistas era quase garantido) e hoje  são amplamente superados por empresas  de tecnologia  da informação como Microsoft, Apple e Google (e provavelmente amanhã serão outras com nomes chineses, indianos e quem sabe até brasileiras).
Gente, aqui em nosso país, mas também lá fora, ainda somos demasiadamente dependentes de fatores  que nada tem a ver com lógica e conhecimento.  Acordam para esta realidade e mudem de atitude!
Estupidamente, continuamos olhando individualmente onde investe nosso vizinho, qual a marca de carro em que ele anda, como se veste e quão bem sucedido ele é para em seguida imitá-lo!
A maioria de nos ainda não descobriu que somos  diferentes uns dos outros. Está provado, somos 7 bilhões de seres humanos, física e  intelectualmente distintos entre si.
De maneira bem resumida e democrática divido com vocês a minha própria teoria a respeito da imprevisibilidade de qualquer assunto ou fenômeno que quisermos conhecer melhor (mas como todas as outras teorias, não  leve  esta minha muito a sério).
Tem o seguinte enunciado e explicação e, por favor, me dê o devido crédito ao passá-la adiante, caso concordem, e esqueçam  que o  autor sou eu caso acharem que não tem qualquer valor. Vamos lá;
Considere para fins práticos de que em qualquer investimento ou mesmo qualquer ocorrência em nossas próprias vidas existem pró forma 1.000 fatores   diferentes que lhes são próprias e que possam influenciá-los.  
Segundo essa minha teoria talvez possamos detectar ou lembrar 100  desses  fatores, mas sempre existirão 900  que não iremos  considerar ou que não possamos imaginar que possam ocorrer.
Em outras palavras, são as tais de incógnitas, misteriosos fatores que mudam resultados e  que na maioria das vezes vão ser determinantes  para um final feliz ou infeliz de nossa opção ou investimento no qual depositamos tanta fé.
Pela lei das  probabilidades  estaremos   dependendo muito mais daqueles 900 fatores desconhecidos. Para ser exato nove vezes mais. 
Vou terminar este controvertido  tema citando  o livro de Nassim Nicholas Taleb chamado “A lógica do Cisne negro”. Este inteligente  autor nascido no Líbano e que já foi um experimentado operador  de derivativos  de sua própria empresa em Wall Street, demonstra brilhantemente que jamais podemos confiar  inteiramente naquilo que conhecemos e de que sempre podem ocorrer Cisnes Negros, quando a humanidade imagina que  somente   existem Cisnes Brancos que  podem influenciar resultados.
Um conselho aos leitores do meu Blog; jamais se deixem influenciar completamente por determinada ação de  qualquer empresa.
Por mais que dê vontade  de aplicar todo (ou grande parte) do seu dinheiro  naquele investimento maravilhoso que lhe deu 10% de rendimento por cinco anos consecutivos, quando todos os do mesmo segmento ofereciam apenas 5%, contenha-se, pois V. não sabe se não está se metendo com um potencial Madoff ou  Cisne Negro! Estão aí diversas empresas gigantescas internacionais que mais tarde caíram do seu pedestal que não me deixam mentir.
Este conselho vale para tudo na vida e não somente para investimentos.   
D IV E R S I F I Q U E  S E M P R E  É  
M E U  C O N SE LH O !

Louis Frankenberg,CFP® – 14 de março de 2011

Não me considero guru ou coisa semelhante... mas por pura coincidência abordei  assunto semelhante neste meu blog de 2 de fevereiro de 2011 e portanto anteriormente aos últimos acontecimentos no Japão.
Reveja a crônica denominado; Quanto vale dormir em relativa paz quanto aos nossos investimentos”.    



 

terça-feira, 1 de março de 2011

Lendo e interpretando notícias a respeito de ações e de mercados

Esta crônica em formato  abreviado está sendo publicada hoje 01.03.2011 no Caderno D5 do Jornal Valor Econômico.


Não tenho a pretensão de ensinar o padre a rezar missa nem escrever algo inédito a respeito de ações.
Sou movido apenas pela vontade de colocar no papel algumas constatações aos meus amigos leitores, internautas ou não, alguns demasiadamente jovens para avaliar com exatidão o nível de risco em que  possam estar correndo, outros por demais sôfregos em conquistarem  o pote de ouro no fim do arco íris. 
Gente, as minhas colocações nada mais são do que repassar experiência e ter certeza de que  lógica,  bom senso e manter os pés firmes no chão é que devem dominar nossas atitudes  em relação a qualquer negócio em que nos metemos. Isto vale inclusive para o mercado acionário.
Por essa razão juntei algumas informações publicadas nos dias 21 e 22 de Fevereiro  último no Jornal Valor Econômico, comentando-as sem maior profundidade, mas tendo como pano de fundo os muitos anos em que vejo ocorrências passadas se repetirem lá fora, mas também em nosso próprio país.
Preparados? Então vamos lá.   
Título; “Brasil  ainda se mostra um mercado atraente”.
Um lindo gráfico mostra os indicadores  estimados para 2011. Vou apenas abordar a relação preço da ação versus lucro de diversos países, que tem o significado de explicar  em quantos anos, com o dividendo obtido você paga o que lhe custou aquela mesma ação.
Minha primeira observação genérica é de que sempre fico imaginando como é que os sabichões  que formulam estes índices sabem o que vai acontecer por exemplo em 10 anos com uma empresa em relação ao valor dos dividendos pagos, pois só conhecem os números dos anos passados e não dos futuros. Jamais podemos esquecer que o índice é um dado estático e momentâneo e não uma tendência ou certeza para o futuro.
Mas aceitando o fato, e sabendo que não sou nenhum iluminado, mas mesmo assim acompanhando há muitos anos mercados acionários de diversos países, acabei aceitando que uma boa e saudável relação P/L (preço/lucro) se encontra  entre  8 e 12 anos.  Aí vejo no gráfico que a relação das ações chineses atualmente são de quase 44 anos para alguém se ressarcir do preço de compra! A da Turquia é de 27 anos, a da Rússia é de quase 23 anos.  Felizmente o do Brasil é  de 12 anos  e isto me dá alento em poder dizer que aqui talvez seja  uma  boa hora para a  compra de algumas ações com PL baixo e perspectivas altas!
Mas qual ação? Acontece que o gráfico em questão é o do índice geral do país e não de alguma empresa específica. Portanto muito cuidado com empresas brasileiras ou estrangeiras cujo índice anda por cima de 20, por exemplo.
Me perdoem, mas ao escrever esta crônica me ocorre  que a Lei da Gravidade é traduzido popularmente para o adágio; ‘tudo que sobe cai”. Por que será? Posso jurar que atualmente  não entro nem no mercado chinês, nem no da Turquia e nem na da Rússia! Conheço bem demais  o que acaba acontecendo qualquer dia, mês ou ano desses!
Vejo outra notícia que  chama minha atenção;
“CVM identifica problemas nos balanços”. Esta me dá verdadeiros calafrios. Diz textualmente; “O principal problema identificado é a omissão de informações relevantes nas notas explicativas”.
Nunca fui dirigente de alguma empresa de capital aberta, mas posso até imaginar a conversa que houve entre quatro paredes entre os principais dirigentes de uma hipotética sociedade anônima e seus  contadores e auditores na hora  da finalização do balanço anual e que será em seguida publicado nos principais jornais do país.
“Fulano você não pode disfarçar essas informações menos positivas (...eufemismo para algo muito ruim  que ocorreu na empresa) de maneira que não ofuscam nosso  fabuloso faturamento que foi 100%  superior  a  do ano passado? ( ...e para o qual vamos dar o devido destaque) ???
De olho no balanço a ser publicado, de olho na quantidade de ações possuídas pelos diretores e de olho no tal de “mercado”, estranhas coisas podem ser imaginadas e feitas por pessoas inescrupulosas e de fato acontecem como está sendo sinalizada pela CVM.
Bem que nossa entidade máxima  do mercado acionário tem razão para cavoucar e tentar delimitar os abusos.
Aquela pequena nota no jornal para mim é suficiente para por em dúvida a tal de “transparência” e “honestidade de propósitos” daquela empresa que cometeu essas infrações. Terei maior cuidado ao adquirir suas ações.
Felizmente ainda somos um país  suficientemente democrático para que a seguinte notícia no Valor Econômico  de 22 de Fevereiro me chamasse muita atenção;
“Petrobrás gera bate-boca no Rio”
Trata-se de um desentendimento verbal entre o Presidente da Petrobrás, Sr. Gabrielli que defendeu o processo da última subscrição de ações da empresa com o Chefe Economista do Santander, Sr. Schwartsman que, indiretamente, teria chamado o processo de “contabilidade criativa”.
Não é sem razão que o mercado até hoje não engoliu aquela gigantesca transação que serviu para colocar por baixo do tapete muita podridão.
Sem dúvida alguma, algumas das notícias relatadas nesta crônica, provenientes do Jornal Valor se entrelaçam de alguma maneira, apesar de uma nada ter a ver   com a outra... 
Passo agora para uma matéria  da Lucy Kellaway que é também colunista do Financial Times e que o jornal Valor Econômico gentilmente traduziu. O título é;
“Fale como um perdedor para poder se tornar um vencedor.”
Essa matéria tem muitíssimo a ver com um nosso brasileiríssimo  costume, pois trata do problema de colocar sempre  em destaque aspectos  positivos e tentar diminuir ou mesmo esquecer de mencionar aspectos negativos. É irrelevante a parte da crônica que trata dos personagens envolvidos,  mas o texto tem tudo a ver com a nota da CVM de que falei mais acima. Um personagem em um vídeoclip  da CNN  diz  sem rodeios;
“Não permito conversas de perdedor na  organização”. Aquela mesma empresa em seguida  recebeu dois mil votos de congratulações de bajuladores! (em nosso país igualmente temos o tal de cordão dos puxa sacos). Mais adiante diz textualmente a autora da matéria;
A insistência na conversa triunfalista não é apenas vulgar  e antiquada, é também estúpida e perigosa. Abster-se de usar o negativo significa que metade da visão da pessoa está obscurecida”.(referindo-se aos otários que são os compradores das ações)
Digo eu Frankenberg que li toda a matéria de que  antes de ser vulgar e antiquada,   é indecente, é pura enganação e é anti ético e de que esta atitude pode causar enorme prejuízo àqueles que adquiram ações de uma empresa que apenas divulga aspectos positivos  e tenta esconder seus erros e eventuais  prejuízos em notas obscuras e pouco esclarecedoras no pé da página e em letras minúsculas.
Este escrivão chegou a conclusão de que em sua própria vida ganhou muito mais ao sempre citar e apontar tantos os aspectos positivos quanto os negativos em qualquer investimento para seus clientes.
Desconfiem sempre  de empresas do mercado acionário que douram  demasiadamente suas pílulas.
Pés no chão e vamos favorecer a compra de ações de empresas verdadeiramente honestas, cujas diretorias não têm medo de divulgar a verdade, mesmo que  essa  medida momentaneamente possa afetar o preço de suas ações.

Louis Frankenberg,CFP®   24-02-2011

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